
sábado, 27 de outubro de 2007
FRASES DE
PAULO FREIRE
"Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso, eu amo as gentes e amo o mundo. E é porque amo as pessoas e amo o mundo,que eu brigo para que a justiça social se implante antes da caridade."
"O ser alienado não procura um mundo autêntico. Isto provoca uma nostalgia: deseja outro país e lamenta ter nascido no seu. Tem vergonha da sua realidade."
"O homem, como um ser histórico, inserido num permanente movimento de procura, faz e refaz constantemente o seu saber."
"Ninguém ignora tudo, ninguém sabe tudo. Por isso aprendemos sempre."
"A tarefa mais importante de uma pessoa que vem ao mundo é criar algo."
"Não há saber mais ou saber menos. Há saberes diferentes."
"Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão." [1987]
"O mundo não é, o mundo está sendo."
"O que me surpreende na aplicação de uma educação realmente libertadora é o medo da liberdade."
**Paulo Freire (19 de Setembro de 1921 -
2 de Maio de 1997).
Educador brasileiro.
AS LENDAS SOBRE
CRIANÇAS HIPERATIVAS
OU COM DISTÚRBIO
DE DEFICIT DE ATENÇÃO,
O FAMOSO "TDHA"
Estes "problemas" citados acima,nada mais são do que lendas geradas por uma educação ineficiente,retrógrada,incapaz de reconhecer que as crianças são diferentes e necessitam de liberdade no agir,no pensar,no criar! A escola nos moldes medievais que ainda temos hoje,não possue coerência alguma com as cabeças de nossas crianças!
Estamos na era da cibernética,da nanotecnologia,da antropologia simétrica!
E a escola continua como na idade média! Graças a Deus existem crianças com "hiperatividade"
e com "TDHA"!!! elas são o termômetro fundamental para que a mentalidade dos educadores e de todos mude! As crianças apáticas,embora fiquem quietinhas e não atrapalhem os métodos medievais dos professores e pais, no futuro poderão tornar-se portadores de doenças mentais! porque imagine o seguinte, se você reprime de um lado,estoura do outro,isso é uma lei da natureza! não há saída! as válvulas de escape uma hora ou outra funcionam!
A repressão que os seres humanos sofrem,seja ela sexual,intelectual,emocional e etc,
é fator relevante que determina a saúde mental das pessoas.
Por esta razão a Educação Democrática,tem como objetivo primeiro a liberdade.
O livro "Liberdade sem Medo" de A.S.Neill,é leitura obrigatória para qualquer pessoa!
O mundo mudou,a sociedade mudou,mas as mentalidades não!
Este livro pode ser encontrado facilmente em sebos ou em bibliotecas.
Nadia Stabile - 27/10/07
CRIANÇAS HIPERATIVAS
OU COM DISTÚRBIO
DE DEFICIT DE ATENÇÃO,
O FAMOSO "TDHA"
Estes "problemas" citados acima,nada mais são do que lendas geradas por uma educação ineficiente,retrógrada,incapaz de reconhecer que as crianças são diferentes e necessitam de liberdade no agir,no pensar,no criar! A escola nos moldes medievais que ainda temos hoje,não possue coerência alguma com as cabeças de nossas crianças!
Estamos na era da cibernética,da nanotecnologia,da antropologia simétrica!
E a escola continua como na idade média! Graças a Deus existem crianças com "hiperatividade"
e com "TDHA"!!! elas são o termômetro fundamental para que a mentalidade dos educadores e de todos mude! As crianças apáticas,embora fiquem quietinhas e não atrapalhem os métodos medievais dos professores e pais, no futuro poderão tornar-se portadores de doenças mentais! porque imagine o seguinte, se você reprime de um lado,estoura do outro,isso é uma lei da natureza! não há saída! as válvulas de escape uma hora ou outra funcionam!
A repressão que os seres humanos sofrem,seja ela sexual,intelectual,emocional e etc,
é fator relevante que determina a saúde mental das pessoas.
Por esta razão a Educação Democrática,tem como objetivo primeiro a liberdade.
O livro "Liberdade sem Medo" de A.S.Neill,é leitura obrigatória para qualquer pessoa!
O mundo mudou,a sociedade mudou,mas as mentalidades não!
Este livro pode ser encontrado facilmente em sebos ou em bibliotecas.
Nadia Stabile - 27/10/07
"BICHO DE SETE
CABEÇAS",
O FILME BRASILEIRO
MAIS PREMIADO,
SEGUNDO O
AUTOR DO LIVRO!
"Austregésilo Carrano",o autor do livro,em entrevista ao Canal Universitário,
disse que o filme homônimo de seu livro,é o filme brasileiro mais premiado!
"Bicho de Sete Cabeças",com direção de Laís Bodanzky,lançado em 2001.
O tema deste filme é fundamental,por tratar de um dos maiores preconceitos humanos,a loucura! Mesmo doenças mentais mais comuns,
como a depressão,passam pelo quase total desconhecimento das pessoas.
A maioria de nós sabe que existem doenças cardíacas gravíssimas,que podem matar
subitamente ! e há outras inúmeras doenças ou distúrbios cardíacos que simplesmente com um remedinho,são controláveis. Isso ocorre também na área das doenças mentais.
Mas o estigma de ser um doente mental,é comparável ao estigma dos portadores de câncer,ou da Aids,
e de todas as doenças que o senso comum julga que sejam irremediáveis!
O senso comum,que de normal não tem nada, segue julgando todos os portadores
de uma dessas doenças como ANORMAIS !! INCAPAZES de levarem uma vida comum.
Já ouvi dizer que nos EEUU,não há mais manicômios,não sei se isso é verdade!
A questão é que manicômios de nada contribuem para o tratamento de doenças ou distúrbios mentais. Como dizia minha mãe:"há mais loucos fora do hospício do que dentro deles!"
No geral,todos temos muitas neuras e nóias!!(neuroses e paranóias),
Conheço a existência de instituições que promovem reuniões com os doentes e seus familiares,
que estas sim obteem resultados incríveis no tratamento.
A "ABRATA",http://www.abrata.com.br/,
trata de pacientes bipolares e etc. Há a "Fênix",
que auxilia em diversos âmbitos,os doentes e seus familiares em várias doenças mentais http://www.fenix.org.br/
Há também os "Neuróticos Anônimos" http://www.neuroticosanonimos.org.br/
Os que consideram-se normais,acreditam ser vergonhoso procurar um psicólogo,um psicanalista,um psiquiatra,ou ainda participar dessas instituições para somente cooperarem com algum familiar! e com esta atitude só conseguem piorar muito o problema,que às vezes poderia ter sido tratado no início,e ao rejeitar tratamentos,o problema cresce e aí a coisa fica feia!
Há uma frase que diz: "a corda arrebenta sempre no lado mais frágil!"
ela resume algo essencial,que quando num grupo de pessoas,ou numa família,uma pessoa adoece
mentalmente,ou passa a ser portadora de um transtorno afetivo,como são classificadas algumas doenças mentais,como é o caso da depressão, podemos ter certeza de que o relacionamento humano neste grupo ,ou família já tinha sérios problemas!
Como vivemos em grupos,e como cada um de nós é responsável pela "ecologia" deste grupo,
quando muitos desequilibrados convivem num mesmo grupo,aquele que for o mais frágil,ou o mais sensível,certamente será o primeiro a ser vítima de algum transtorno grave!
Aí devemos encarar este fato como um alerta geral,como um sintoma de uma doença grave do grupo todo! e mesmo que por uma hipótese muito difícil de ocorrer o tal do fato não tenha sido
causado por isto que escrevo aqui,acredito que ainda assim poderíamos refletir e modificarmos
nossas condutas em relação ao nosso comportamento em nossos relacionamentos,familiares,
no trabalho,na sociedade em geral, os "loucos" são produzidos dentro de um contexto que todos nós ajudamos a construir! portanto,é como uma máquina,ou organismo,se algo quebra,
é porque a coisa não está funcionando direito! Uma educação decente é que pode consertar ou prevenir
quase todos os problemas do funcionamento social!
Nadia Stabile - 27/10/07
http://www.bichodesetecabecas.com.br/
CABEÇAS",
O FILME BRASILEIRO
MAIS PREMIADO,
SEGUNDO O
AUTOR DO LIVRO!
"Austregésilo Carrano",o autor do livro,em entrevista ao Canal Universitário,
disse que o filme homônimo de seu livro,é o filme brasileiro mais premiado!
"Bicho de Sete Cabeças",com direção de Laís Bodanzky,lançado em 2001.
O tema deste filme é fundamental,por tratar de um dos maiores preconceitos humanos,a loucura! Mesmo doenças mentais mais comuns,
como a depressão,passam pelo quase total desconhecimento das pessoas.
A maioria de nós sabe que existem doenças cardíacas gravíssimas,que podem matar
subitamente ! e há outras inúmeras doenças ou distúrbios cardíacos que simplesmente com um remedinho,são controláveis. Isso ocorre também na área das doenças mentais.
Mas o estigma de ser um doente mental,é comparável ao estigma dos portadores de câncer,ou da Aids,
e de todas as doenças que o senso comum julga que sejam irremediáveis!
O senso comum,que de normal não tem nada, segue julgando todos os portadores
de uma dessas doenças como ANORMAIS !! INCAPAZES de levarem uma vida comum.
Já ouvi dizer que nos EEUU,não há mais manicômios,não sei se isso é verdade!
A questão é que manicômios de nada contribuem para o tratamento de doenças ou distúrbios mentais. Como dizia minha mãe:"há mais loucos fora do hospício do que dentro deles!"
No geral,todos temos muitas neuras e nóias!!(neuroses e paranóias),
Conheço a existência de instituições que promovem reuniões com os doentes e seus familiares,
que estas sim obteem resultados incríveis no tratamento.
A "ABRATA",http://www.abrata.com.br/,
trata de pacientes bipolares e etc. Há a "Fênix",
que auxilia em diversos âmbitos,os doentes e seus familiares em várias doenças mentais http://www.fenix.org.br/
Há também os "Neuróticos Anônimos" http://www.neuroticosanonimos.org.br/
Os que consideram-se normais,acreditam ser vergonhoso procurar um psicólogo,um psicanalista,um psiquiatra,ou ainda participar dessas instituições para somente cooperarem com algum familiar! e com esta atitude só conseguem piorar muito o problema,que às vezes poderia ter sido tratado no início,e ao rejeitar tratamentos,o problema cresce e aí a coisa fica feia!
Há uma frase que diz: "a corda arrebenta sempre no lado mais frágil!"
ela resume algo essencial,que quando num grupo de pessoas,ou numa família,uma pessoa adoece
mentalmente,ou passa a ser portadora de um transtorno afetivo,como são classificadas algumas doenças mentais,como é o caso da depressão, podemos ter certeza de que o relacionamento humano neste grupo ,ou família já tinha sérios problemas!
Como vivemos em grupos,e como cada um de nós é responsável pela "ecologia" deste grupo,
quando muitos desequilibrados convivem num mesmo grupo,aquele que for o mais frágil,ou o mais sensível,certamente será o primeiro a ser vítima de algum transtorno grave!
Aí devemos encarar este fato como um alerta geral,como um sintoma de uma doença grave do grupo todo! e mesmo que por uma hipótese muito difícil de ocorrer o tal do fato não tenha sido
causado por isto que escrevo aqui,acredito que ainda assim poderíamos refletir e modificarmos
nossas condutas em relação ao nosso comportamento em nossos relacionamentos,familiares,
no trabalho,na sociedade em geral, os "loucos" são produzidos dentro de um contexto que todos nós ajudamos a construir! portanto,é como uma máquina,ou organismo,se algo quebra,
é porque a coisa não está funcionando direito! Uma educação decente é que pode consertar ou prevenir
quase todos os problemas do funcionamento social!
Nadia Stabile - 27/10/07
http://www.bichodesetecabecas.com.br/
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
90 ANOS DA REVOLUÇÃO RUSSA

(clique na imagem para vê-la ampliada)
Discussão e Confraternização
90 ANOS DA REVOLUÇÃO
Nos meses de Outubro e Novembro deste ano, os marxistas em todo o mundo comemoram os 90 anos da Revolução Russa. Para os revolucionários, os eventos de Outubro de 1917 são a página mais bela e importante de toda a história da humanidade. Haverá uma exposição seguida de debate com o Professor e Economista Daniel Feldmann. Logo em seguida teremos churrasco e bebidas! (Haverá opções p/ vegetarianos!)
Sábado 27/10/07
13hLocal: Subsede do Sindicato dos Vidreiros
Endereço:
Rua Moacir Troncoso, 68 - Água Branca - São Paulo(ao lado da estação Água Branca da CPTM - apenas uma estação depois do metrô Barra Funda - integração gratuita)
Organização
ESQUERDA MARXISTA
(MENSAGEM ENVIADA POR C.DEZORZI)
EM INTENÇÃO
DO PADRE JÚLIO
E DO RABINO SOBEL.
"A ÉTICA É A
ESTÉTICA DO FUTURO"
Celso Lungaretti (*)
Quem colocou esta frase em circulação, atribuindo-a a Lênin, foi o genial cineasta Jean-Luc Godard, na década de 1960. Dado aos chistes e ao non sense, Godard pode ter sido ele próprio o autor. Pouco importa. O fato é que sintetiza bem a visão de mundo da juventude mais idealista do século passado.
Em 1968 e nos anos seguintes, tivemos as primaveras de Paris e de Praga, o repúdio universal à intervenção dos EUA no Vietnã, a resistência às ditaduras em todos os quadrantes, movimentos os mais diversos em defesa da justiça social e dos direitos das minorias, bem como a revolução de costumes conhecida como contracultura. Ventos de mudança varreram o planeta. Foi um impulso generoso, solidário, irmanando os melhores seres humanos na busca de um futuro digno para a humanidade.
Houve, portanto, um tempo em que muitos acreditaram piamente na iminência de uma sociedade na qual os relacionamentos entre os seres humanos, de tão éticos e gratificantes, iriam se tornar a realização da estética no cotidiano. Não precisaríamos mais da arte para sonhar acordados com uma beleza inexistente na vida real. O paraíso seria agora.
Depois, claro, veio a reação. E as flores foram sendo, uma a uma, arrancadas.
O capitalismo triunfante moldou o planeta à sua imagem e semelhança: competitividade, ganância, desigualdade, parasitismo, guerras inúteis, agressões insensatas ao meio ambiente, consumismo exacerbado, condenação de vastos contingentes humanos ao desemprego crônico e à miséria aviltante, degradação do pensamento, da arte e dos padrões morais.
Carlos Heitor Cony, que busca afoitamente outros privilégios mas foi privilegiado com dotes de grande escritor, escreveu em 1974 um romance profético, Pilatos. Mostra como seria um mundo em que os homens não tivessem nenhuma motivação idealista, sentimento nobre ou limites morais. Todas as suas ações visariam apenas à satisfação de apetites e de necessidades primárias.
Era um inferno mais assustador que o descrito nas religiões. E tinha tudo a ver com aquele Brasil dos yuppies enriquecidos pelo milagre econômico e das massas anestesiadas pelo tricampeonato de futebol.
Os personagens desumanizados de Pilatos lembram – até demais! – os arautos dessa nova direita emergente no Brasil, que faz do rancor e do retrocesso sua bandeira. O que parecia exagero literário virou triste realidade.
Há indivíduos que conspiram dia e noite para arrastar o Brasil a uma nova ditadura.
Há indivíduos capazes de escrever entusiasticamente em defesa de filmes que fazem apologia da truculência e da tortura.
Há indivíduos que se regozijam quando cidadãos exemplares são flagrados em situações equívocas, como se a grandeza do rabino Henry Sobel pudesse ser empanada pela cleptomania e a do padre Júlio Lancelotti, por distúrbios da sexualidade.
Demonstram ódio homicida pelos rivais ideológicos, a ponto de se aproveitarem de suas debilidades humanas – quem não as tem? – para instigarem seu linchamento moral. Como Átila e Gengis Khan, só vêem os inimigos como obstáculos a serem suprimidos.
Seus textos são um deserto de ideais. Não contêm nenhum sonho, nenhuma esperança, nada que sinalize um mundo melhor. Apenas a defesa encarniçada do status quo capitalista e o combate encarniçado aos que, bem ou mal, propõem alternativas.
São contra governos, partidos e pessoas. Abominam a Declaração Universal dos Direitos Humanos. E não têm, sequer, a honestidade de seus congêneres da Espanha, adeptos de Franco, que assumiam abertamente os valores obscurantistas que professavam, ao urrarem “Abaixo a inteligência, viva a morte!”.
* Celso Lungaretti é jornalista e escritor. Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com
COMENTÁTIO:
MAGNÍFICA MATÉRIA!!
Nadia Stabile!
DO PADRE JÚLIO
E DO RABINO SOBEL.
"A ÉTICA É A
ESTÉTICA DO FUTURO"
Celso Lungaretti (*)
Quem colocou esta frase em circulação, atribuindo-a a Lênin, foi o genial cineasta Jean-Luc Godard, na década de 1960. Dado aos chistes e ao non sense, Godard pode ter sido ele próprio o autor. Pouco importa. O fato é que sintetiza bem a visão de mundo da juventude mais idealista do século passado.
Em 1968 e nos anos seguintes, tivemos as primaveras de Paris e de Praga, o repúdio universal à intervenção dos EUA no Vietnã, a resistência às ditaduras em todos os quadrantes, movimentos os mais diversos em defesa da justiça social e dos direitos das minorias, bem como a revolução de costumes conhecida como contracultura. Ventos de mudança varreram o planeta. Foi um impulso generoso, solidário, irmanando os melhores seres humanos na busca de um futuro digno para a humanidade.
Houve, portanto, um tempo em que muitos acreditaram piamente na iminência de uma sociedade na qual os relacionamentos entre os seres humanos, de tão éticos e gratificantes, iriam se tornar a realização da estética no cotidiano. Não precisaríamos mais da arte para sonhar acordados com uma beleza inexistente na vida real. O paraíso seria agora.
Depois, claro, veio a reação. E as flores foram sendo, uma a uma, arrancadas.
O capitalismo triunfante moldou o planeta à sua imagem e semelhança: competitividade, ganância, desigualdade, parasitismo, guerras inúteis, agressões insensatas ao meio ambiente, consumismo exacerbado, condenação de vastos contingentes humanos ao desemprego crônico e à miséria aviltante, degradação do pensamento, da arte e dos padrões morais.
Carlos Heitor Cony, que busca afoitamente outros privilégios mas foi privilegiado com dotes de grande escritor, escreveu em 1974 um romance profético, Pilatos. Mostra como seria um mundo em que os homens não tivessem nenhuma motivação idealista, sentimento nobre ou limites morais. Todas as suas ações visariam apenas à satisfação de apetites e de necessidades primárias.
Era um inferno mais assustador que o descrito nas religiões. E tinha tudo a ver com aquele Brasil dos yuppies enriquecidos pelo milagre econômico e das massas anestesiadas pelo tricampeonato de futebol.
Os personagens desumanizados de Pilatos lembram – até demais! – os arautos dessa nova direita emergente no Brasil, que faz do rancor e do retrocesso sua bandeira. O que parecia exagero literário virou triste realidade.
Há indivíduos que conspiram dia e noite para arrastar o Brasil a uma nova ditadura.
Há indivíduos capazes de escrever entusiasticamente em defesa de filmes que fazem apologia da truculência e da tortura.
Há indivíduos que se regozijam quando cidadãos exemplares são flagrados em situações equívocas, como se a grandeza do rabino Henry Sobel pudesse ser empanada pela cleptomania e a do padre Júlio Lancelotti, por distúrbios da sexualidade.
Demonstram ódio homicida pelos rivais ideológicos, a ponto de se aproveitarem de suas debilidades humanas – quem não as tem? – para instigarem seu linchamento moral. Como Átila e Gengis Khan, só vêem os inimigos como obstáculos a serem suprimidos.
Seus textos são um deserto de ideais. Não contêm nenhum sonho, nenhuma esperança, nada que sinalize um mundo melhor. Apenas a defesa encarniçada do status quo capitalista e o combate encarniçado aos que, bem ou mal, propõem alternativas.
São contra governos, partidos e pessoas. Abominam a Declaração Universal dos Direitos Humanos. E não têm, sequer, a honestidade de seus congêneres da Espanha, adeptos de Franco, que assumiam abertamente os valores obscurantistas que professavam, ao urrarem “Abaixo a inteligência, viva a morte!”.
* Celso Lungaretti é jornalista e escritor. Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com
COMENTÁTIO:
MAGNÍFICA MATÉRIA!!
Nadia Stabile!

CONFORME O
PROMETIDO...
MOMENTO
HISTÓRICO!
http://pichacoesciberespaciais.blogspot.com/search?q=geraldo+pereira
Quando iniciei este blog,prometi que iria encontrar um postal histórico que tinha em meus guardados.
Hoje o encontrei,e aqui está! trata-se de uma foto de um casarão na Av.Paulista que estava em processo de demolição,e por muito tempo a demolição ficou pela metade,expondo a parede azulejada,que seria de um banheiro! imaginem!
Um "pichador" fez o desenho e escreveu uma frase de uma música de Caetano Veloso.
"da força da grana,que ergue e destrói coisas belas",
o postal foi impresso por "Edição Estúdio Flux",(série Postown - São Paulo),
quanto ao fotógrafo,este não consta no postal.
O ano que comprei o postal,deve ter sido,1983,aproximadamente.
Nadia Stabile
25/10/07
quarta-feira, 24 de outubro de 2007

"COLETIVO CONTRA
TORTURA"
PROTESTAMOS
A interpretação que prevalece no Brasil sobre a Lei da Anistia (Lei 6.683/1970) é a de que foram anistiados os presos, torturados, perseguidos e condenados durante a ditadura militar, bem como seus algozes, os que prenderam, torturaram e perseguiram, mas que nunca foram julgados e condenados.Mas além de "anistiados", temos vistos estes personagens, aproveitando-se da falta de memória e de história do período militar, galgarem postos importantes no aparelho do Estado. É o que pode vir a acontecer em breve.O médico Arildo de Toledo Viana, que assinou o laudo falso de suicídio do jornalista Vladimir Herzog, morto sob tortura no DOI-CODI em 25/10/1975, juntamente com Harry Shibata e Armando Canger Rodrigues, está para prestar concurso para Professor Titular do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Sua participação nesta ignominiosa farsa está documentada em inúmeros livros e textos sobre o período, dentre os quais citamos:- Dos filhos deste solo, de Nilmário Miranda e Carlos Tibúrcio. São Paulo: Boitempo, 1999, p. 343;- "Em nome da verdade", abaixo-assinado publicado no jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, em janeiro de 1976.
http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=301JDB006-
Direito à Memória e à Verdade. Brasília: Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos/Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, 2007, p. 408.Conclamamos a todos aqueles que não querem que a juventude brasileira tenha como mestre alguém que colaborou ativamente com a tortura durante o regime militar, a enviarem seus protestos para:
Secretaria da Faculdade de Ciências Médicas
da Santa Casa São Paulo
Rua Cesário Mota Jr. 61 Vila Buarque - Cep:01221-020
diretoria.medicina@fcmscsp.edu.br
diretoria@fcmscsp.edu.br
COLETIVO CONTRA TORTURA
04/10/2007
http://ousarlutar.blogspot.com/2007/10/coletivo-contra-tortura.html
Lei Maria
da Penha,
afirmação
da igualdade
Maria Berenice Dias *
Adital - 11/10/07 - Brasil
O princípio da igualdade é consagrado enfática e repetidamente na Constituição Federal. Está no seu preâmbulo como compromisso de assegurar a igualdade e a justiça. A igualdade é o primeiro dos direitos e garantias fundamentais (CF, art. 5º): todos são iguais perante a lei. Repete o seu primeiro parágrafo: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Mas há mais, é proibida qualquer discriminação fundada em motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (CF, art. 7º, XXX).
Exatamente para garantir a igualdade é que a própria Constituição concede tratamento diferenciado a homens e mulheres. Outorga proteção ao mercado de trabalho feminino, mediante incentivos específicos (CF, art. 7º, XX) e aposentadoria aos 60 anos, enquanto para os homens a idade limite é de 65 (CF, art. 202).
A aparente incompatibilidade dessas normas solve-se ao se constatar que a igualdade formal - igualdade de todos perante a lei - não conflita com o princípio da igualdade material, que é o direito à equiparação mediante a redução das diferenças sociais. Trata-se da consagração da máxima aristotélica de que o princípio da igualdade consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida em que se desigualam.
Marcar a diferença é o caminho para eliminá-la. Daí a necessidade das leis de cotas, quer para assegurar a participação das mulheres na política, quer para garantir o ingresso de negros no ensino superior. Nada mais do que mecanismos para dar efetividade à determinação constitucional da igualdade. Também não é outro motivo que leva à instituição de microssistemas protetivos ao consumidor, ao idoso, à criança e ao adolescente.
Portanto, nem a obediência estrita ao preceito isonômico constitucional permite questionar a indispensabilidade da Lei n. 11.340/06, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica. A Lei Maria da Penha veio atender compromissos assumidos pelo Brasil ao subscrever tratados internacionais que impõem a edição de leis visando assegurar proteção à mulher. A violência doméstica é a chaga maior da nossa sociedade e berço de toda a violência que toma conta da nossa sociedade. Os filhos reproduzem as posturas que vivenciam no interior de seus lares.
Assim demagógico, para não dizer cruel, é o questionamento que vem sendo feito sobre a constitucionalidade de uma lei afirmativa que tenta amenizar o desequilíbrio que ainda, e infelizmente, existe nas relações familiares, em decorrência de questões de ordem cultural. De todo descabido imaginar que, com a inserção constitucional do princípio isonômico, houve uma transformação mágica. É ingênuo acreditar que basta proclamar a igualdade para acabar com o desequilíbrio nas relações de gênero. Inconcebível pretender eliminar as diferenças tomando o modelo masculino como paradigma.
Não ver que a Lei Maria da Penha consagra o princípio da igualdade é rasgar a Constituição Federal, é não conhecer os números da violência doméstica, é revelar indisfarçável discriminação contra a mulher, que não mais tem cabimento nos dias de hoje.
Ninguém mais do que a Justiça tem compromisso com a igualdade e esta passa pela responsabilidade de ver a diferença, e tentar minimizá-la, não torná-la invisível.
* Desembargadora do Tribunal de Justiça do RS e Vice-Presidente Nacional do IBDFAM
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=30011
da Penha,
afirmação
da igualdade
Maria Berenice Dias *
Adital - 11/10/07 - Brasil
"A liberdade é
antes de
tudo
o direito à
desigualdade."
N. A. Berdiaef
O princípio da igualdade é consagrado enfática e repetidamente na Constituição Federal. Está no seu preâmbulo como compromisso de assegurar a igualdade e a justiça. A igualdade é o primeiro dos direitos e garantias fundamentais (CF, art. 5º): todos são iguais perante a lei. Repete o seu primeiro parágrafo: homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações. Mas há mais, é proibida qualquer discriminação fundada em motivo de sexo, idade, cor ou estado civil (CF, art. 7º, XXX).
Exatamente para garantir a igualdade é que a própria Constituição concede tratamento diferenciado a homens e mulheres. Outorga proteção ao mercado de trabalho feminino, mediante incentivos específicos (CF, art. 7º, XX) e aposentadoria aos 60 anos, enquanto para os homens a idade limite é de 65 (CF, art. 202).
A aparente incompatibilidade dessas normas solve-se ao se constatar que a igualdade formal - igualdade de todos perante a lei - não conflita com o princípio da igualdade material, que é o direito à equiparação mediante a redução das diferenças sociais. Trata-se da consagração da máxima aristotélica de que o princípio da igualdade consiste em tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida em que se desigualam.
Marcar a diferença é o caminho para eliminá-la. Daí a necessidade das leis de cotas, quer para assegurar a participação das mulheres na política, quer para garantir o ingresso de negros no ensino superior. Nada mais do que mecanismos para dar efetividade à determinação constitucional da igualdade. Também não é outro motivo que leva à instituição de microssistemas protetivos ao consumidor, ao idoso, à criança e ao adolescente.
Portanto, nem a obediência estrita ao preceito isonômico constitucional permite questionar a indispensabilidade da Lei n. 11.340/06, que cria mecanismos para coibir a violência doméstica. A Lei Maria da Penha veio atender compromissos assumidos pelo Brasil ao subscrever tratados internacionais que impõem a edição de leis visando assegurar proteção à mulher. A violência doméstica é a chaga maior da nossa sociedade e berço de toda a violência que toma conta da nossa sociedade. Os filhos reproduzem as posturas que vivenciam no interior de seus lares.
Assim demagógico, para não dizer cruel, é o questionamento que vem sendo feito sobre a constitucionalidade de uma lei afirmativa que tenta amenizar o desequilíbrio que ainda, e infelizmente, existe nas relações familiares, em decorrência de questões de ordem cultural. De todo descabido imaginar que, com a inserção constitucional do princípio isonômico, houve uma transformação mágica. É ingênuo acreditar que basta proclamar a igualdade para acabar com o desequilíbrio nas relações de gênero. Inconcebível pretender eliminar as diferenças tomando o modelo masculino como paradigma.
Não ver que a Lei Maria da Penha consagra o princípio da igualdade é rasgar a Constituição Federal, é não conhecer os números da violência doméstica, é revelar indisfarçável discriminação contra a mulher, que não mais tem cabimento nos dias de hoje.
Ninguém mais do que a Justiça tem compromisso com a igualdade e esta passa pela responsabilidade de ver a diferença, e tentar minimizá-la, não torná-la invisível.
* Desembargadora do Tribunal de Justiça do RS e Vice-Presidente Nacional do IBDFAM
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=30011
terça-feira, 23 de outubro de 2007
POR QUE NÃO
SOMOS PERFEITOS ?
(mensagem encaminhada para amigos do Orkut)
..hoje ouvi esta frase: "Deus,(ou uma inteligência superior,assim como queiram chamar), não nos fez perfeitos,mas nos deu um mundo perfeito,um contexto perfeito,pra que nós pudéssemos aprender a ser perfeitos!"
Há uma história que Paulo Freire sempre contava!não sei se vocês já a ouviram! tem origem estrangeira,esta história!"Um homem morreu,chegando no outro mundo foi encaminhado a conhecer o que seria o céu e o inferno. Perplexo o homem disse: mas ambos os locais possuem o mesmo contexto! mesas fartas!!muita gente sentada em torno delas! então qual é a diferença!? e o cara que o recepcionou respondeu: observe bem a diferença e aí escolha pra onde quer ir!! No inferno e no céu as pessoas possuem as mesmas características fisicas,ou seja,todas possuem os cotovelos ao contrário,sendo impossível que consigam levar o alimento às suas próprias bocas! No entanto,no céu as pessoas se ajudam,uma alimentando a outra,enquanto que no inferno,todas acabam passando muita fome,por não ajudarem seu vizinho a alimentar-se!(a história não é literalmente assim,a resumi)E vejam,o homem poderia escolher pra onde ele gostaria de ir!!Paulo Freire,foi um grande educador brasileiro,foi exilado por ter criado uma pedagogia que libertava o ser humano! conseguia alfabetizar adultos os tirando da opressão. Atuou em outros países quando esteve exilado! Sua obra alicerça a Educação Democrática que venho propagando aqui no Orkut. O MEC aqui no Brasil adotou certas coisas de sua filosofia,as deturpando,como é o caso da progressão continuada,que se inviabiliza totalmente, sendo aplicada numa educação falida,como é o nosso caso!
Abraços a todos e excelente semana!!
Nadia Stabile 23/10/07
SOMOS PERFEITOS ?
(mensagem encaminhada para amigos do Orkut)
..hoje ouvi esta frase: "Deus,(ou uma inteligência superior,assim como queiram chamar), não nos fez perfeitos,mas nos deu um mundo perfeito,um contexto perfeito,pra que nós pudéssemos aprender a ser perfeitos!"
Há uma história que Paulo Freire sempre contava!não sei se vocês já a ouviram! tem origem estrangeira,esta história!"Um homem morreu,chegando no outro mundo foi encaminhado a conhecer o que seria o céu e o inferno. Perplexo o homem disse: mas ambos os locais possuem o mesmo contexto! mesas fartas!!muita gente sentada em torno delas! então qual é a diferença!? e o cara que o recepcionou respondeu: observe bem a diferença e aí escolha pra onde quer ir!! No inferno e no céu as pessoas possuem as mesmas características fisicas,ou seja,todas possuem os cotovelos ao contrário,sendo impossível que consigam levar o alimento às suas próprias bocas! No entanto,no céu as pessoas se ajudam,uma alimentando a outra,enquanto que no inferno,todas acabam passando muita fome,por não ajudarem seu vizinho a alimentar-se!(a história não é literalmente assim,a resumi)E vejam,o homem poderia escolher pra onde ele gostaria de ir!!Paulo Freire,foi um grande educador brasileiro,foi exilado por ter criado uma pedagogia que libertava o ser humano! conseguia alfabetizar adultos os tirando da opressão. Atuou em outros países quando esteve exilado! Sua obra alicerça a Educação Democrática que venho propagando aqui no Orkut. O MEC aqui no Brasil adotou certas coisas de sua filosofia,as deturpando,como é o caso da progressão continuada,que se inviabiliza totalmente, sendo aplicada numa educação falida,como é o nosso caso!
Abraços a todos e excelente semana!!
Nadia Stabile 23/10/07
ROSA-DOS-VENTOS
"CHICO BUARQUE
DE HOLANDA"
E do amor gritou-se o escândalo
Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima para socorrer
E na gente deu o hábito
De caminhar pelas trevas
De murmurar entre as pregas
De tirar leite das pedras
De ver o tempo correr
Mas sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas
Como se o céu vendo as penas
Morresse de pena
E chovesse o perdão
E a prudência dos sábios
Nem ousou conter nos lábios
O sorriso e a paixão
Pois transbordando de flores
A calma dos lagos zangou-se
A rosa-dos-ventos danou-se
O leito do rio fartou-se
E inundou de água doce
A amargura do mar
Numa enchente amazônica
Numa explosão atlântica
E a multidão vendo em pânico
E a multidão vendo atônita
Ainda que tarde o seu desperta
E do amor gritou-se o escândalo
Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima para socorrer
E na gente deu o hábito
De caminhar pelas trevas
De murmurar entre as pregas
De tirar leite das pedras
De ver o tempo correr
Mas sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas
Como se o céu vendo as penas
Morresse de pena
E chovesse o perdão
E a prudência dos sábios
Nem ousou conter nos lábios
O sorriso e a paixão
Pois transbordando de flores
A calma dos lagos zangou-se
A rosa-dos-ventos danou-se
O leito do rio fartou-se
E inundou de água doce
A amargura do mar
Numa enchente amazônica
Numa explosão atlântica
E a multidão vendo em pânico
E a multidão vendo atônita
Ainda que tarde o seu desperta.
ESTA MÚSICA,COM ESTA LETRA GENIAL! pra mim é pura poesia!! Suscita o aspecto da oralidade da poesia! a poesia marginal tem esta idéia viva! Não adianta a poesia ser escrita e nunca sair do papel!! Esta música transporta-me para um tempo muito bom! em que eu trabalhava feliz a ouvi-la!
Nadia Stabile - 23/10/07
(letra da música enviada por um amigo,o Januário.)
"CHICO BUARQUE
DE HOLANDA"
E do amor gritou-se o escândalo
Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima para socorrer
E na gente deu o hábito
De caminhar pelas trevas
De murmurar entre as pregas
De tirar leite das pedras
De ver o tempo correr
Mas sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas
Como se o céu vendo as penas
Morresse de pena
E chovesse o perdão
E a prudência dos sábios
Nem ousou conter nos lábios
O sorriso e a paixão
Pois transbordando de flores
A calma dos lagos zangou-se
A rosa-dos-ventos danou-se
O leito do rio fartou-se
E inundou de água doce
A amargura do mar
Numa enchente amazônica
Numa explosão atlântica
E a multidão vendo em pânico
E a multidão vendo atônita
Ainda que tarde o seu desperta
E do amor gritou-se o escândalo
Do medo criou-se o trágico
No rosto pintou-se o pálido
E não rolou uma lágrima
Nem uma lástima para socorrer
E na gente deu o hábito
De caminhar pelas trevas
De murmurar entre as pregas
De tirar leite das pedras
De ver o tempo correr
Mas sob o sono dos séculos
Amanheceu o espetáculo
Como uma chuva de pétalas
Como se o céu vendo as penas
Morresse de pena
E chovesse o perdão
E a prudência dos sábios
Nem ousou conter nos lábios
O sorriso e a paixão
Pois transbordando de flores
A calma dos lagos zangou-se
A rosa-dos-ventos danou-se
O leito do rio fartou-se
E inundou de água doce
A amargura do mar
Numa enchente amazônica
Numa explosão atlântica
E a multidão vendo em pânico
E a multidão vendo atônita
Ainda que tarde o seu desperta.
ESTA MÚSICA,COM ESTA LETRA GENIAL! pra mim é pura poesia!! Suscita o aspecto da oralidade da poesia! a poesia marginal tem esta idéia viva! Não adianta a poesia ser escrita e nunca sair do papel!! Esta música transporta-me para um tempo muito bom! em que eu trabalhava feliz a ouvi-la!
Nadia Stabile - 23/10/07
(letra da música enviada por um amigo,o Januário.)
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
CLASSE MÉDIA APÓIA
O HOLOCAUSTO DOS POBRES
POR "PAULO DA VIDA ATHOS"
Especialistas e ONGs criticam política de segurança do Rio.
Para OAB, polícia do Rio é a que mais mata e que mais morre.
Especialista em violência da Uerj diz que é necessário integração do governo.
A ação da polícia em operações de combate à criminalidade no Rio vem sendo criticada por sociólogos, entidades e ONGs. Na última megaoperação realizada pela polícia, na quarta-feira (17), 12 pessoas morreram, entre elas um menino de 4 anos e um policial civil. Imagens mostraram dois suspeitos fugindo quando eram perseguidos por um helicóptero da polícia. Eles foram baleados e morreram.
Um dos críticos da política de segurança do Rio, Wadih Damous, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), considera que inocentes e policiais são as maiores vítimas da ação policial. Para ele, a ação é uma guerra, que despreza a investigação e o trabalho de inteligência.“A polícia do Rio é a que mais mata e que mais morre. As cenas da TV sobre a guerra em Senador Camará transformam em realidade a ficção que vemos nos filmes da TV e do cinema. É o resultado de uma política de segurança fracassada que não foi concebida pelo atual governo, pois vem sendo adotada há muitos anos sem resultados. É uma política que despreza os direitos humanos dos moradores pobres e a segurança dos policiais. Não vamos sair do atoleiro enquanto adotarmos esta política.”
Apoio vem da classe média
Para Damous, o apoio às ações policiais vem da classe média, “que tem uma visão parcial dos acontecimentos, por isso ela aplaude as ações violentas da polícia e é adepta do velho ditado que diz que bandido bom é bandido morto.”“Se esta política fosse boa, teríamos outros resultados no combate ao crime. Até hoje, só temos fracassos e mais fracassos. Não vemos solução para o problema da violência se persistir esta política de troca de chumbo entre polícia e bandido com inocentes no meio do fogo cruzado.”
Em resposta à declaração do governador Sérgio Cabral sobre a operação na Favela da Coréia, Damous declarou, em nota oficial, "não aceitar que o ser humano seja tratado como animal de abate, independentemente do pretexto que o estado adote para agir". Sérgio Cabral havia defendido a atuação da polícia e ironizou ao dizer que não é possível organizar um seminário para pedir aos traficantes que eles devolvam as armas.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que reitera que as ações da polícia são planejadas com inteligência, que não deseja o confronto, mas que ele é inevitável. O governo disse que não vai recuar de sua obrigação de buscar e garantir a segurança da população.
É preciso integrar o governo
O professor e coordenador do laboratório de análise de violência da Universidade
do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), João Trajano, considera que a política de segurança atual apenas difere da anterior no grau de intensidade e agressividade adotado pela polícia.
“Não funcionou nos últimos anos, não creio que vá funcionar agora. Os resultados obtidos até agora são muito ruins. As iniciativas têm um grande impacto na mídia, muita visibilidade, mas têm um custo humano muito alto e nenhuma eficácia. A polícia invade um morro, mata dez traficantes, apreende armas e 15 dias depois o tráfico está ali de novo”, disse ele.João concorda com a idéia de que é preciso reduzir o poder de fogo do tráfico, mas para ele, é preciso haver uma integração de todas as áreas do governo. “A polícia não pode ocupar um morro para sempre. O que vai acontecer quando a polícia sair? Houve uma redução da política de segurança ao enfrentamento armado do tráfico. O estado tem que se fazer presente quando a polícia sair.”Para João, o estado tem que fazer com que os moradores das comunidades consigam alcançar seus direitos. Segundo o professor, é preciso que haja acesso à Justiça, regulamentação do uso do solo, oferta de bens, como lazer e cultura e urbanização.
ONGs assinam documento
A ONG Justiça Global, junto com outras organizações, divulgou no dia seguinte da operação na Zona Oeste uma nota de repúdio à ação policial. No documento há um protesto contra a gestão do governador Sérgio Cabral que, segundo a ONG, "dá carta branca” para as incursões de extermínio da polícia. Leia abaixo trechos da carta.“Há 10 meses a população do Rio de Janeiro vem assistindo a repetidas execuções sumárias de supostos traficantes. As ações da polícia têm provocado medo e terror nas comunidades, impedido o funcionamento de escolas públicas e fechado o comércio local assim como aconteceu no Complexo do Alemão. No dia 27 de Junho de 2007, uma megaoperação nesta comunidade deixou 19 mortos. Desde então, em várias comunidades no Rio, mais de 100 pessoas foram assassinadas durante incursões policiais.As cenas exibidas pela televisão confirmam que o foco principal da polícia é a execução: dois rapazes, supostamente traficantes, foram perseguidos por helicópteros, alvejados e mortos diante das câmeras. A polícia do Rio insiste em ter como critério de eficiência o alto índice de mortes.”O documento diz que "a política de segurança pública militarizada que vem sendo implementada por sucessivos governos do Estado do Rio de Janeiro” tem chamado a atenção de organismos internacionais de direitos humanos.
As organizações que assinam o documento exigem investigações sobre todas as mortes ocorridas na Zona Oeste. Entre elas estão o Observatório de Favelas, o grupo Tortura Nunca Mais e a própria OAB.
http://poemaseconflitos.blogspot.com/2007/10/classe-mdia-apia-o-holocausto-dos.html
O HOLOCAUSTO DOS POBRES
POR "PAULO DA VIDA ATHOS"
Especialistas e ONGs criticam política de segurança do Rio.
Para OAB, polícia do Rio é a que mais mata e que mais morre.
Especialista em violência da Uerj diz que é necessário integração do governo.
A ação da polícia em operações de combate à criminalidade no Rio vem sendo criticada por sociólogos, entidades e ONGs. Na última megaoperação realizada pela polícia, na quarta-feira (17), 12 pessoas morreram, entre elas um menino de 4 anos e um policial civil. Imagens mostraram dois suspeitos fugindo quando eram perseguidos por um helicóptero da polícia. Eles foram baleados e morreram.
Um dos críticos da política de segurança do Rio, Wadih Damous, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), considera que inocentes e policiais são as maiores vítimas da ação policial. Para ele, a ação é uma guerra, que despreza a investigação e o trabalho de inteligência.“A polícia do Rio é a que mais mata e que mais morre. As cenas da TV sobre a guerra em Senador Camará transformam em realidade a ficção que vemos nos filmes da TV e do cinema. É o resultado de uma política de segurança fracassada que não foi concebida pelo atual governo, pois vem sendo adotada há muitos anos sem resultados. É uma política que despreza os direitos humanos dos moradores pobres e a segurança dos policiais. Não vamos sair do atoleiro enquanto adotarmos esta política.”
Apoio vem da classe média
Para Damous, o apoio às ações policiais vem da classe média, “que tem uma visão parcial dos acontecimentos, por isso ela aplaude as ações violentas da polícia e é adepta do velho ditado que diz que bandido bom é bandido morto.”“Se esta política fosse boa, teríamos outros resultados no combate ao crime. Até hoje, só temos fracassos e mais fracassos. Não vemos solução para o problema da violência se persistir esta política de troca de chumbo entre polícia e bandido com inocentes no meio do fogo cruzado.”
Em resposta à declaração do governador Sérgio Cabral sobre a operação na Favela da Coréia, Damous declarou, em nota oficial, "não aceitar que o ser humano seja tratado como animal de abate, independentemente do pretexto que o estado adote para agir". Sérgio Cabral havia defendido a atuação da polícia e ironizou ao dizer que não é possível organizar um seminário para pedir aos traficantes que eles devolvam as armas.
O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou que reitera que as ações da polícia são planejadas com inteligência, que não deseja o confronto, mas que ele é inevitável. O governo disse que não vai recuar de sua obrigação de buscar e garantir a segurança da população.
É preciso integrar o governo
O professor e coordenador do laboratório de análise de violência da Universidade
do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), João Trajano, considera que a política de segurança atual apenas difere da anterior no grau de intensidade e agressividade adotado pela polícia.
“Não funcionou nos últimos anos, não creio que vá funcionar agora. Os resultados obtidos até agora são muito ruins. As iniciativas têm um grande impacto na mídia, muita visibilidade, mas têm um custo humano muito alto e nenhuma eficácia. A polícia invade um morro, mata dez traficantes, apreende armas e 15 dias depois o tráfico está ali de novo”, disse ele.João concorda com a idéia de que é preciso reduzir o poder de fogo do tráfico, mas para ele, é preciso haver uma integração de todas as áreas do governo. “A polícia não pode ocupar um morro para sempre. O que vai acontecer quando a polícia sair? Houve uma redução da política de segurança ao enfrentamento armado do tráfico. O estado tem que se fazer presente quando a polícia sair.”Para João, o estado tem que fazer com que os moradores das comunidades consigam alcançar seus direitos. Segundo o professor, é preciso que haja acesso à Justiça, regulamentação do uso do solo, oferta de bens, como lazer e cultura e urbanização.
ONGs assinam documento
A ONG Justiça Global, junto com outras organizações, divulgou no dia seguinte da operação na Zona Oeste uma nota de repúdio à ação policial. No documento há um protesto contra a gestão do governador Sérgio Cabral que, segundo a ONG, "dá carta branca” para as incursões de extermínio da polícia. Leia abaixo trechos da carta.“Há 10 meses a população do Rio de Janeiro vem assistindo a repetidas execuções sumárias de supostos traficantes. As ações da polícia têm provocado medo e terror nas comunidades, impedido o funcionamento de escolas públicas e fechado o comércio local assim como aconteceu no Complexo do Alemão. No dia 27 de Junho de 2007, uma megaoperação nesta comunidade deixou 19 mortos. Desde então, em várias comunidades no Rio, mais de 100 pessoas foram assassinadas durante incursões policiais.As cenas exibidas pela televisão confirmam que o foco principal da polícia é a execução: dois rapazes, supostamente traficantes, foram perseguidos por helicópteros, alvejados e mortos diante das câmeras. A polícia do Rio insiste em ter como critério de eficiência o alto índice de mortes.”O documento diz que "a política de segurança pública militarizada que vem sendo implementada por sucessivos governos do Estado do Rio de Janeiro” tem chamado a atenção de organismos internacionais de direitos humanos.
As organizações que assinam o documento exigem investigações sobre todas as mortes ocorridas na Zona Oeste. Entre elas estão o Observatório de Favelas, o grupo Tortura Nunca Mais e a própria OAB.
http://poemaseconflitos.blogspot.com/2007/10/classe-mdia-apia-o-holocausto-dos.html
Assinar:
Postagens (Atom)


































