sábado, 31 de janeiro de 2009

"Vénus de Willendorf" - ARTE RUPESTRE - PERÍODO PALEOLÍTICO













































A Vénus de Willendorf, hoje também conhecida como Mulher de Willendorf, é uma estatueta com 11,1 cm (4 3/8 polegadas) de altura representando estilisticamente uma mulher, descoberta no sítio arqueológico do paleolítico situado perto de Willendorf, na Áustria.


Foi desenterrada a 8 de Agosto de 1908, pelo arqueólogo Josef Szombathy. Está esculpida em calcário oolítico, material que não existe na região, e colorido com ocre vermelho.

Em 1990, após uma revisão da análise estratigráfica deste sítio arqueológico, estimou-se que tivesse sido esculpida há 22000 ou 24000 anos. Pouco se sabe sobre a origem, método de criação e significado cultural.

A Vénus não pretende ser um retrato realista, mas uma idealização da figura feminina. A vulva, seios e barriga são extremamente volumosos, de onde se infere que tenha uma relação forte com o conceito da fertilidade. Os braços, muito frágeis e quase imperceptíveis, dobram-se sobre os seios e não têm uma face visível, sendo a cabeça coberta do que podem ser rolos de tranças, um tipo de penteado ou mesmo vários olhos.

O apelido com que ficou conhecida causa alguma relutância a alguns estudiosos actuais, que não conseguem ver nesta figura com características de obesidade a imagem clássica de uma Vénus. Christopher Witcombe, professor na Sweet Briar College, em Virgínia por exemplo, refere que "a identificação irónica destas figuras com Vénus satisfez de forma prazenteira alguns conceitos correntes, na época, sobre o que era o homem primitivo, sobre as mulheres e sobre o sentido estético". Outros autores têm alguma relutância em identificá-la como a deusa Mãe-Terra (Grande Mãe) da cultura européia do Paleolítico. Alguns sugerem que a corpulência representa um elevado estatuto social numa sociedade caçadora-recolectora e que, além da óbvia referência à fertilidade, a imagem podia ser também um símbolo de segurança, de sucesso e de bem-estar.

Os pés da estátua não estão esculpidos de forma que se mantenha em pé por si mesma. Por essa razão, especula-se que fosse usada para ser trazida por alguém em vez de ser apenas observada, podendo ser apenas um amuleto. Há ainda quem avance a hipótese de que poderia ser inserida na vagina, em rituais de fertilidade.

A Vénus faz parte da colecção do Museu de História Natural de Viena (Naturhistorisches Museum).

Outras representações semelhantes foram descobertas depois desta, ficando também conhecidas como "Vénus".

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%A9nus_de_Willendorf

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O HOMEM, MEDIDA DE TODAS AS COISAS...

"O homem é a medida de todas as coisas, das coisas que são, enquanto são, das coisas que não são, enquanto não são." Protágoras (c. 490 - c. 420 BCE)

Desde os gregos antigos ,esta visão a respeito do homem produziu na arte até os dias de hoje,a ideia de que o os artistas deveriam em sua formação técnica estudar a anatomia humana.Michelangelo e Leonardo Da Vinci , foram os grandes mestres da arte da anatomia! Da Vinci aprofundou-se no assunto,fazia autópsias para estudar detalhadamente cada parte do corpo humano. Isto serviu para a arte e para a medicina!

Observar,desenhar,traduzir a beleza dos corpos,suas formas,volumes e linhas,em traços,pinceladas e planos, é exercício relevante para qualquer aprendiz!
e trabalho dificílimo para os grandes artistas!
O corpo nu sempre foi belo para os seres humanos, desde as culturas mais antigas até hoje para fotógrafos e enfim,o ser humano sempre buscou conhecer a si próprio!
E se começarmos por constatar que todos possuem corpos semelhantes,e que geralmente as roupas camuflam características e detalhes importantes e portanto as roupas
talvez atrapalhem muito a consciência e o relacionamento humanos!

Nadia Stabile - 29/01/09

A NUDEZ NA ARTE!! DESDE OS GREGOS ANTIGOS...ESCULTURA, PINTURA,FOTOGRAFIA



















Patativa do Assaré - Minha mãe preta



Áudio de Patativa do Assaré declamando "Minha mãe preta". Consegui o audio através de um blog de Leonardo Fontes (http://blog.blogueisso.com/) e fiz de todos esses audios vídeos e os publiquei, pois arquivos sobre Patativa estão ficando cada vez mais raros e materiais como estes merecem ser publicados e quem ajuda nisto, mencionado.

Asa Branca 60 Anos - Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira



No dia 03/03 de 1947, Luiz Gonzaga entrou nos estúdios da RCA para gravar a música Asa Branca que seria lançada em maio daquele ano. Composta em Parceria com Humberto Teixeira, Gonzagão imortalizou esse hino do Nordeste, do Brasil.

Confiram esse vídeo com imagens raríssimas de uma entrevista do Humberto Teixeira, Imagens emocionante do seu Luiz.

www.luizluagonzaga.com.br

O Encontro de Pinto com Zé Limeira no Céu - J.BORGES



J. Borges é um dos mestres do cordel. Nascido em Bezerros, município de Pernambuco é o xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo. Sua carreira teve ínicio no ano de 1964 aos 29 anos de idade escrevendo, ilustrando, publicando seus folhetos e fazendo xilogravuras. Hoje aos 72 anos, o artista pernambucano expõe suas obras impressas em grande quantidade, em diversos tamanhos vendidas por todo Nordeste. No vídeo você confere a simplicidade deste grande artista brasileiro recitando um dos seus cordéis.

AUTO DE ZÉ LIMEIRA

MESTRE AMBRÓSIO - RIOS, PONTES E OVERDRIVES

AVISO DE COLETIVA – APRESENTAÇÃO DO ESPAÇO PELOS DIREITOS COLETIVOS DOS POVOS

Data: 29/01 (Quinta-feira) Hora: 9 horas Local: Tenda 4: Direitos Coletivos dos povos en nações sem estado – UFRA (Pela primeira vez, o direito a autodeterminação é um dos dez eixos temáticos do FSM.)

Pela primeira vez, o direito a autodeterminação é um dos dez eixos temáticos do FSM.

Na próxima quinta-feira, será apresentada aos veículos de imprensa, o Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos, a tenda temática que durante o Fórum Social Mundial se concentrará nas questões dos direitos coletivos das nações sem estado, comunidades e povos indígenas e grupos marginalizados de todo mundo.

O espaço acolherá representantes de 30 povos, e durante três dias oferecerá conferências, mesas redondas e todo tipo de atividades simultâneas, em duas grandes tendas. Também haverá uma série de estandes nos quais se encontrarão informações sobre estes povos. Entre os participantes das atividades, se encontram organizações e personalidades significativas, como Tomás Huanacu (CONAMAQ, Bolívia), Boaventura de Souza (UPMS, Portugal),

Emir Sader (CLACSO, Brasil), Humberto Cholango (Ecuarunari), Xosé Manuel Beiras (Fundação Galícia Sempre), Walter Wendellin (Euskal Herria), S.V. Kirubaharan (Centro Tamil para os Direitos Humanos) e Jamal Juma' (Anti-Wall Campaign, Palestina), entre muitos outros.

A iniciativa do Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos (organizada e coordenada pelo Centro Internacional Escarré para as Minorias Étnicas e as Nações, da Catalunha) é especialmente importante já que centraliza pela primeira vez o debate e a discussão acerca do direito a autodeterminação e a soberania dos povos, um conceito que o Conselho Internacional do FSM incorporou como um de seus objetivos-eixos temáticos (o número 7) nesta edição de 2009.

Um dos focos de atenção das tenda pelos Direitos Coletivos, será a questão da Palestina. Destaque para a Assembléia Geral pela Palestina, a principal ação coordenada entre todas as organizações palestinas e de apoio à Palestina, que participam do Fórum, a qual acontecerá sábado, dia 31, às 18h30.
O CIEMEN é uma entidade catalã dedicada a defesa internacinoal dos direitos dos povos e das minorias, que tem sua sede em Barcelona. Mais informaçaõ a http://autodeterminaciofsm2009.wordpress.com.

FONTE: http://www.fsm2009amazonia.org.br/sala-de-imprensa/aviso-de-coletiva/aviso-de-coletiva-2013-apresentacao-do-espaco-pelos-direitos-coletivos-dos-povos

Matinha do Cruzeiro - Videoclipe gravado na Alameda Ávaro Adolfo, no bairro da Pedreira.

O QUE É NATURISMO? DA WIKIPÉDIA

O naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes.

Etimologia da palavra

A palavra naturismo provêm do francês naturisme, que é a doutrina filosófica que se baseia num modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.

História

Difundido a partir do período de entreguerras em alguns países da Europa, especialmente Alemanha e Países Baixos, o naturismo chegou ao Brasil e se notabilizou pela sua prática mais marcante: o nudismo. Em Portugal foram oficializadas algumas praias para a prática do nudismo no entanto, esta prática acontece de forma livre em muitas outras praias do país de forma mais ou menos generalizada e aceite, em particular em zonas mais afastadas dos restantes banhistas.

No paraíso

Segundo o relato do Gênesis, “tanto o homem como a mulher estavam nus e não se envergonhavam.” (Gên 2, 25). Mas, logo a seguir, não resistiram à tentação e pecaram. “Abriram-se então os olhos de ambos e reconheceram que estavam nus; coseram folhas de figueira e fizeram cinturões para si.” (Gên 3,7). A iconografia ocidental encarregou-se de ilustrar o contraste entre antes e depois da queda. Antes, Adão e Eva, no esplendor da beleza, viviam nus no paraíso. Depois, constrangidos, procuram ocultar os órgãos genitais. Na interpretação da exegese, oficializada pela Igreja, isso ocorreu devido ao despertar da concupiscência, primeira manifestação da desordem que o pecado introduziu na harmonia da criação.[carece de fontes?]

Idade Antiga

Do século II até o final do IV, os romanos, sem excluir os cristãos[carece de fontes?], banhavam-se comunalmente nus em banhos públicos, com homens e mulheres banhando-se juntos. Na Grécia antiga era comum a prática de esportes ocorrer sem nenhuma peça de roupa. Algum do sentido de pudor que hoje vemos disseminado na sociedade moderna foi essencialmente legado que as religiões nos deixaram ao longo dos tempos.

Tempos modernos

O naturismo moderno surgiu no início do século 20, na Alemanha e França. Na França (especificamente na Ilha do Levante) foi criada pelos irmãos Duvalier uma "Clínica Helioterapêutica" onde se pregava que a nudez ao ar livre com alimentação natural (sem nenhum produto animal, drogas, cigarros e bebidas) e contato com outras pessoas ajudava na cura de todos os males físicos. Na Alemanha, que é tida como verdadeiramente a iniciadora do naturismo, um professor de educação física (Adolf Koch) propôs aos seus alunos que estes deveriam fazer os exercícios ao ar livre e sem roupas. Depois de algum tempo, os jovens deste professor passaram a serem mais corados, ter mais saúde e alegria, as famílias dos mesmos vendo as mudanças inclusive comportamentais dos mesmos resolveram aderir aos exercícios e criaram o que a princípio foi chamado de nudismo[carece de fontes?]. (a alteração de nome só foi feita na década de 50). No ano de 1906, surge nesse mesmo país o primeiro campo oficial para a prática do naturismo. Nessa época, alem dos exercícios ao ar livre em completa nudez, havia também uma grande preocupação com a alimentação, que deveria ser saudável, geralmente baseada no vegetarianismo.


Após a segunda guerra mundial, o naturismo começou a se difundir, não só na Europa, mas também nos Estados Unidos. Hoje são poucos os países que ainda não possuem adeptos do movimento.

Em 1974 a Federação Internacional de Naturismo (INF) definiu os princípios naturistas, que é a definição atual de Naturismo adotada por todas as entidades naturistas do mundo:

“Um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.”

"Qual a relação entre nudez coletiva e desenvolvimento do indivíduo?".

A resposta dos naturistas está no conceito de "aceitação do corpo", ou seja, na descoberta de que o corpo humano é um todo não havendo partes honrosas e partes indecorosas. Os naturistas, ao conviverem com a nudez do próximo não são chocados nem agredidos pelo corpo e sentem que o respeito é possível mesmo sem artifícios. Entrando em contato com a própria essência e deixando para trás o que é acessório. Para os naturistas somos todos iguais, apesar das diferenças.

Ética naturista

Embora os princípios da ética naturista sejam praticamente universais existem diferenças, a nível de cada país, nas regras definidas pelas Federações nacionais.(...)

LEIA MAIS EM :

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Naturismo

Brasil Local: Belém prepara Território da Economia Solidária - FSM-2009

(Blogueiros independentes)

Por Redação Fórum [Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2009 às 17:55hs]

Belém se prepara para receber nos próximos dias aproximadamente 120 mil pessoas para o Fórum Social Mundial 2009. Inúmeras atividades marcarão o encontro, que reunirá movimentos sociais, organizações e ativistas de várias partes do planeta.

Para a realização de parte das atividades da economia solidária, está sendo organizado o Território da Economia Solidária, que se localiza em duas das três entradas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e ao lado do terminal rodoviário que está sendo construído em virtude do evento. O espaço é privilegiado, de acordo com o GT de Feira, pois muitas pessoas passarão por esses locais.

No Território da Economia Solidária estará ocorrendo a Feira Internacional de Economia Solidária, a Praça de Alimentação da Economia Solidária; o EcoBanco e o Cinema da Economia Solidária. As demais atividades da economia solidária, organizadas pelo FBES e pelo GT Local de Economia Solidária, acontecerão na UFPA Profissional, ao lado do Território da Economia Solidária.


Leia mais no blogue Brasil Local

Redação Fórum

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/BlogueirosIntegra.asp?id_artigo=5986

Acre é o primeiro estado a ter legislação própria sobre economia solidária

Em dezembro, a Assembléia Legislativa do Acre aprovou por unanimidade o projeto de lei nº 110/2008 que regulamenta o Programa Estadual de Economia Solidária, tornando o Acre o primeiro estado brasileiro a ter uma legislação própria para o tema. De acordo com os coordenadores estadual e municipal de Economia Solidária de Rio Branco, Danuza Lemos e Paulo Sérgio Braña, o programa permitirá a consolidação de pequenos negócios por meio da capacitação, elaboração de projetos e concessão de microcréditos. Segundo eles, o objetivo é valorizar a produção coletiva em projetos de extrativismo, artesanato, culinária, agricultura familiar, entre outros.

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

Vitrine solidária: Madeirarte – Marcenaria coletiva autogestionária no assentamento Pirituba II













Por Brunna Rosa [Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009 às 11:40hs]

Itapeva, município paulista que fica quase na divisa com o Paraná, abriga o assentamento de reforma agrária mais antigo do Estado de São Paulo. Em 13 de maio de 1984 se iniciava a luta dos agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a desapropriação da fazenda Pirituba e, 24 anos depois, o assentamento abriga cerca de 2 mil famílias em seis agrovilas que ocupam cerca de 8 mil hectares. Pirituba é hoje referência justamente por discutir e colocar em prática conceitos como a agroecologia e o cooperativismo.
Com os projetos de construção de casas, surgiu a idéia de fazer uma marcenaria como solução para suprir as necessidades relacionadas aos componentes em madeira. Assim, em 2004, um grupo de pessoas do assentamento passou a trabalhar junto com a Incubadora Regional de Cooperativas Populares (Incoop), ligada à Universidade de São Carlos (UFSCar), e começou a ser capacitado para trabalhos específicos na marcenaria, por meio da fabricação de mesas, cavaletes, armários e tanque para tratamento, além de pequenos objetos que fazem parte da infraestrutura de produção dos componentes de madeira.
Atualmente, o grupo da marcenaria é composto por cinco mulheres, agricultoras familiares de baixa renda com idade entre 40 e 50 anos, além de um marceneiro instrutor e mais cinco jovens, entre 17 e 23 anos. Quando finalizar a entrega de vários produtos para 49 casas do assentamento, o grupo quer consolidar a marcenaria e, após passar pela formação para autogestão e elaboração de material de divulgação, já começará a aceitar novas encomendas.
A Madeirarte fica no assentamento Pirituba II, Agrovila 4 – Itapeva, São Paulo, Rodovia para Bom Sucesso de Itararé. Telefone: (15) 3526-7375

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

O empreendedor e a economia solidária


Por LAURO AUGUSTO MONTECLARO JUNIOR

Embora exista grande convergência de opiniões sobre ser a economia solidária a forma por excelência para a superação do atual desemprego, derivado de certos aspectos da globalização, existem dificuldades para sua real implementação. A mais importante é o desafio do desenvolvimento da capacidade empreendedora dos trabalhadores.

Sempre se fala nos temidos eventos já anunciados por Jeremy Rifkin em sua obra “O fim dos Empregos: o declínio inevitável dos níveis dos empregos e a redução da força global de trabalho”, de 1994, e essa “profecia” se confirma cada dia mais. Prova disso é a observação de Juan Somavia, diretor geral da OIT em seu artigo: “A Geração do Milênio procura trabalho para superar a pobreza” de 21/09/2005:

“É verdade que nos últimos anos foram criados muitos postos de trabalho, mas ao mesmo tempo o desemprego a nível mundial aumentou 26% nos últimos 10 anos. Esta cifra não deve nos fazer esquecer de um problema ainda maior, o do subemprego, o de bilhões de pessoas – em especial mulheres – sem acesso a empregos dignos que lhes permitam desenvolver seu potencial produtivo”.

Além disso, outra temível previsão de Rifkin tem se tornado uma dura realidade:

“Quando um número cada vez maior de pessoas para as quais não haverá qualquer tipo de trabalho no setor de mercado, os governos enfrentarão duas escolhas: Financiar proteção policial adicional e construir mais cadeias para encarcerar uma classe criminosa crescente, ou financiar formas alternativas de trabalho no terceiro setor”.(RIFKIN, 2001:272)

Vimos que na prática, a maioria dos governos adotou um misto das duas soluções, sem muito sucesso. A criminalidade tem se tornado incontrolável e as “formas alternativas” são cada vez mais o trabalho precário e informal, sempre beirando a marginalidade. As políticas “sociais” por sua vez são ineficazes ou insuficientes para contentar as populações, principalmente os jovens, sem perspectivas de trabalho decente.

A imensidão da população carcerária nos EUA, as “demonstrações de força” de organizações criminosas no Brasil e distúrbios violentos, provocados por jovens “bem protegidos” pelo Estado de bem-estar social na França, são demonstrações definitivas disso.

Em geral uma das soluções apontadas é a adoção dos princípios da “Economia Solidária” em complementação ao sistema de produção capitalista ou até como uma forma de superá-lo. De fato, vários autores que investigam o fenômeno da globalização chegaram a essa conclusão:

“É nesse contexto que ganha enorme importância à práxis de um cooperativismo autônomo, autogestionário e solidário, que inova no espaço da empresa-comunidade humana e também na relação de troca entre os diversos agentes [...] o associativismo e o cooperativismo autogestionários, transformados em projeto estratégico, podem ser os meios mais adequados para a reestruturação da socioeconomia na nova era que se anuncia”. (ARRUDA E BOFF, 2000:53).(...)

leia na íntegra em :http://www.espacoacademico.com.br/074/74cesarjr.htm

Vídeos para entender o que é Tecnologia Social - Parte I - ECONOMIA SOLIDÁRIA



Vídeos para entender o que é Tecnologia Social - - Parte I

Por Redação [Quinta-Feira, 4 de Setembro de 2008 às 16:04hs]

Economia Solidária, Soberania Alimentar e Agroenergia


Vídeo sobre o seminário sobre Economia Solidária, Soberania Alimentar e Agroenergia, realizado em Maringá (PR) com a presença de Paul Singer e João Pedro Stédile. Encontro foi parceria entre a Unitrabalho, a Universidade Estadual de Maringá e o Sindicato dos Engenheiros do Paraná.




Rede Ecológica: um outro consumo acontece


Consumir é também uma atividade política: esse é um dos princípios da
Economia Solidária. E a Rede Ecológica está dentro dessa lógica. A
organização de consumidores começou a funcionar em 2001 no bairro da
Urca, Rio de Janeiro, com o objetivo de fortalecer pequenos produtores
familiares, cooperativas, associações e assentamentos, através da compra
de produtos orgânicos e agroecológicos.




Projeto Bairro Escola


Mostra o Bairro-Escola: Horário Integral, uma tecnologia social que, por meio da utilização pedagógica de outros espaços no bairro onde moram as crianças, propicia o desenvolvimento de novas formas de aprender e ensinar, além de criar condições para o envolvimento da comunidade no processo educacional.

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=4202

LEIA NO BLOG DE RONALDO FRANCO,O POETINHA, DE BELÉM DO PARÁ,SOBRE O FSM - 2009 (clique aqui)

http://ronaldofranco.blogspot.com/

CLIQUE NOS LINKS:
Janeiro (48)

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

TÁ COM PRESSA!!?? VAI DE BIKE!! WORLD NAKED BIKE RIDE EM SÃO PAULO - CICLOATIVISTAS QUEREM ESPAÇO NESTA MEGALÓPOLE DOIDA!!




A CORAGEM DOS CICLOATIVISTAS PELADOS DE SÃO PAULO!!JUNHO DE 2008

World Naked Bike Ride em São Paulo, Brasil. Cobertura de Renata Falzoni e Tomaz Cavalieri para o Aventuras, da ESPN/Brasil.

Declaração dos participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo - A I Pedalada Pelada de São Paulo, ou World Naked Bike Ride (WNBR)14/06/08

(...)**Celebração da nudez não sexualizada e não comercializada.
Liberdade de expressão e manifestação.

Iniciada a pedalada na Avenida Paulista, à medida que os ciclistas se distanciavam da praça foram tomando coragem de expor mais seus corpos. Seguindo o lema naturista, puderam celebrar sua nudez não sexualizada e não comercializada, muito diferente da exposição sexual dos corpos padronizados tão comum nas emissoras de TV e revistas.

Centenas de pessoas puderam expor por alguns instantes seus corpos “imperfeitos”, gorduras a mais ou a menos, celulites e estrias livres da ditadura estética vigente que causa distúrbios alimentares, complexos e depressões.

A alegria desse momento foi tão contagiante que provocou aplausos da “platéia”. Pessoas que caminhavam pelas ruas, passavam dentro de ônibus ou automóveis, riam, assobiavam, apontavam a massa de pelados que pedalava. Câmeras e mais câmeras de celulares foram apontadas para a avenida.

E a prova máxima de civilidade foi dada pelos próprios ciclistas nus (ou seminus), que abriram mão de assédios e piadas de mau gosto para compartilhar respeitosamente um momento de pura liberdade de expressão e manifestação.

**Criminalização da nudez, neutralização da massa e violência policial

Infelizmente, aprendemos com nossa ação que a nudez que se manifesta livremente a favor da vida é criminalizada, enquanto a nudez explorada, sexualizada e comercializada nos carnavais, novelas e revistas é permitida.

Durante o trajeto, um comandante da polícia militar deixou claro a quem ele pensou ser o organizador da ação, que o nu frontal não seria tolerado, somente corpos pintados como no carnaval. Apesar das dezenas de ciclistas completamente nus, André Pasqualini acabou sendo escolhido como o “bode expiatório” e foi levado nu para a delegacia, como forma de neutralizar nossa ação.

Alguns ciclistas tentaram se manifestar contra a prisão e foram agredidos com pontapés e gás de pimenta, como mostra diversas fotos e vídeos publicados pela grande mídia (matéria no Estadão) e pela mídia independente. Como sempre é feito em manifestações ciclo ativistas, os ciclistas ergueram suas bicicletas no ar. Foram absurdamente acusados de usá-las como arma.

O comandante da operação declarou diante das câmeras que fez o que estava planejado, prendeu o “líder” da ação para acabar com a manifestação. A lógica estava errada, já que não existem líderes ou organizadores da Pedalada dos Pelados, mas a tática deu certo, porque seja lá quem tivesse sido detido, nós não deixaríamos de apoiá-lo.

Com a prisão de um dos seus participantes, a massa perdeu um pouco em alegria e parte dela seguiu escoltada pela CET rumo ao 78º DP na Rua Estados Unidos. A festa continuou ali, aos gritos de “Ô seu delegado, libera o pelado!”.(...)

LEIA MAIS EM : http://apocalipsemotorizado.net/2008/06/19/eram-muitos-os-pelados/


WNBR Brasil - São Paulo -Aventuras com Renata Falzoni Parte 2

NATURISMO




































































Quando se fala em nudismo ou locais nudistas vem de imediato à ideia "praias nudistas" o certo é que o nudismo não deve estar confinado somente às praias mas também a outros locais naturais como florestas (pinhais, matas, lagos, rios, ribeiros...). Alem de ser uma variante é também uma alternativa à praia (areal, sol...) E existem locais agradáveis(matas, pinhais) onde pode ser praticada a nudez. Isto no que se refere ao espaço físico.

Porque no espaço temporal sucede também a limitação de que o nudismo é só no Verão. É verdade que é durante esta estação que a nudez é mais propícia mas também há dias e momentos de Inverno que são bastante razoáveis para a prática da nudez. Passa também pela maneira como se encara o usufruto/utilização no aspecto lúdico do local, isto é se a pessoa utiliza o espaço para descansar(deitar-se/sentar-se) ou se utiliza o espaço de maneira lúdica com jogos e alguma actividade física.

FONTE : http://br.geocities.com/vista_bela/pag5.html

Fotos perfomáticas de nudez ingênua captada pelo fotógrafo americano Spencer Tunick, em Caracas Venezuela

A NUDEZ PARA AS ETNIAS INDÍGENAS -BRASIL

A LINGUAGEM DO CORPO

O corpo é um dos meios que definem a nossa individualidade social e étnica. Por isso, o corpo através de vestimentas, adornos, tatuagens, comunicam mensagens, falam.

Os índios encontrados pelos portugueses à luz do descobrimento estavam nus. Este nativo brasileiro, no seu estado de pureza, desconhecia o pudor, tomada esta palavra na pura acepção adotada pelo homem branco.

Precisando viver identificado com a selva, sente que o estado de nudez o tornava mais saudável, evidentemente mais forte, apto para subsistir e vencer os obstáculos naturais. A ausência de vestes, emprestava ao indígena a grande fortaleza física que o acompanhava sempre. O corpo nu, recebe melhor a ação dos raios solares e deles absorvem elementos que se considera essenciais a vida.

Vivendo sempre nus, os índios brasileiros, quando acontecia de usarem tangas, coberturas, seja entre a região do peito ou do joelhos, seja da cintura as coxas ou ainda, no espaço pubiano, o que se verificava, particularmente, entre as mulheres, o faziam por imitação direta ou das tribos que já se vestiam por terem convivido com o branco. Mas, não era o pudor instintivo que os obrigava e vestirem-se.

Algumas tribos cujas mulheres adquiriram o hábito de vestir-se, parcialmente ou por inteiro, o faziam por pura vaidade, como as índias "caudieu", da tribo "guaicurú-caudieu", que se habituaram a enrolar parte do corpo com faixas de algodão, comprimindo os seios como se vestissem uma túnica.

Dos tupiniquins, os primeiros índios avistados pelas naus de Cabral, ficou a descrição de Caminha:" A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bom rosto e bons narizes, bem feitos. Andavam nus, sem cobertura alguma. Nem faziam caso de encobrir suas vergonhas do que mostrar a cara". Jean de Lery, pouco depois, escreveria sobre os tupinambás e goitacás:"Tanto os homens como as mulheres se apresentavam nus como quando saíram do ventre materno".

O homem e a mulher indígena, viviam nus na sã exibição da forma em que foram moldados, sem que o estado de nudez provocassem neles sentimentos impuros. A força de atração que a índia exercia sobre o índio, naquela época, não dependia da quantidade de panos que lhe podiam ocultar o corpo.

Embora andassem nus, os índios pintavam seus corpos, que funcionavam como um verdadeiro código social, pois cada uma delas indicava uma situação ou estado de espírito: guerra, nascimento de filhos, luto, ritos etc. Para todo aquele que conhecia tais códigos, eles diziam mais do que qualquer outra vestimenta. Igualmente, facilitava a comunicação entre tribos que não falavam a mesma língua.

Em alguns costumes indígenas, os cintos, colares, penas, tangas e outros acessórios que o índio usava, agiam como elemento de sedução, de atração, nada a ver com pudor, propriamente dito, qualquer que seja a região anatômica sobre que esses enfeites repousem. Quando o índio encobria a glande ou todo o órgão de reprodução, ele estava se enfeitando para melhor despertar o curiosidade, o desejo da companheira. A mulher, igualmente, desde que não obedeça a imposições rituais, cobre-se para se fazer desejada. No âmbito da sedução e do domínio do corpo, este nexo social também era evidente nas pinturas usadas pelos jovens indígenas em seus bailes noturnos de caráter orgiástico e lúdico.

Em relação as práticas bélicas o corpo apontava diversos objetivos. Assim, os guerreiros escarificavam o peito, os braços e as pernas para transmitir atributos de animais cujos os ossos eram usados como escarificadores. Entre estes se preferia a de avestruz, por sua força e velocidade. A escarificação, portanto, implicava na apropriação das características dos animais, potencializando a capacidade bélica. O corpo se constitui deste modo, um veículo de transformação de poderes e for'ças naturais em humanas.

A guerra envolvia também a prática do "scalp" (corte do couro cabeludo) e a apropriação de crânios. Os couros cabeludos eram guardados como troféus pelo guerreiro, que demonstravam seu valor e habilidade. Da cabeça só se conservava a calota, que era usada para beber em cerimônias religiosos. Estas ações permitiam que o guerreiro incorporasse o poder do oponente, neutralizando a possibilidade de vingança do morto.

Do exposto se deduz, que o corpo pode ser, mesmo nu, radicalmente transformado e conecta o indivíduo não só com outros humanos, mas também com seres míticos, convertendo-se em receptáculo de poder.

Na nudez o índio exprimia a castidade sem malícia, da qual se afastaria, gradualmente, na convivência com o homem branco. Pois, sabe-se que o pudor não é instinto, vem de fora para dentro e, é coisa adquirida, ensinada, aprendida. Já dizia um velho sábio, que nascemos puros e originais, mas morremos cópias do meio-ambiente e de nosso aprendizado. O nu será sempre moral e nós é o que desvirtuamos emprestando sentimentos impuros à obra da natureza. Em nossa civilização seria um absurdo combater o uso de roupas, até porque seria um atentado ao pudor, punido criminalmente, mas para os índios daquela época era um erro forçá-los a adotá-la. A crônica e relato de etnólogos contam episódios de índios e índias que, afastados da aldeia e seduzidos pela vida da cidade, nela cresceram e educaram-se, adotando o uso de vestes, até que a saudade ou o destino os devolvia novamente, no limiar da selva. Neste dia, em que a sedução e a voz da Grande Mãe Terra se fazia ouvir mais forte, abandonavam os atrativos da civilização. Então, arrancavam toda a indumentária representativa do pudor, dela se despedindo sem saudades, pois para retornar ao seio da natureza, o índio deveria se apresentar no esplendor da nudez que nela viveu. Antes de possuí-la novamente, o índio faz o ato de renúncia e regressa à amplidão da selva nu como dela partiu.

Hoje os índios usam roupas, possuem carros, portam celulares e falam fluentemente português. Perfeitamente adaptados a vida urbana são universitários, professores, jogadores de futebol entre tantas outras profissões. Mas o que é mais importante: continuam sendo índios, não perderam sua individualidade. Mesmo utilizando toda a tecnologia moderna e não vivendo mais em selvas, não deixaram de ser o que verdadeiramente são: bravos guerreiros índios, que buscam o resgate de sua própria identidade. Ao restante da sociedade, cabe o discernimento de reconhecer nos povos indígenas atuais, não como remanescentes de um valoroso passado, mas sim como um povo merecedor de nossa admiração e respeito.

A sua luta, é nossa luta, somos todos filhos da mesma terra, portanto, empunhamos a mesma bandeira, assim como nossos corações-irmãos pulsam uníssonos.

Texto pesquisado e desenvolvido por

Rosane Volpatto

FONTE : http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendalinguagemdocorpo.html

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

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2009 (205)
Janeiro (205)
FONTE: http://sarauxyz.blogspot.com

COMBATE AO ANALFABETISMO EM CUBA E VENEZUELA - POR EMIR SADER


29/12/2008

Cuba, Revolução, 50

De repente chegaram fotos de uns barbudos, posando como time de futebol, que tinham derrubado uma ditadura na América Central (sic – naquela época ainda não existia para nós o Caribe. Era uma região de “repúblicas bananeiras”, como depreciativamente nos referíamos a uma área de ditaduras – Somoza, Trujillo, Batista – como se fosse um fenômeno exótico na América Latina).

Aquela ilha tropical começava a surpreender-nos, a falar de revolução em um continente em que essa palavra era reservada para um fenômeno longínquo – a revolução mexicana – e de que desconhecíamos a revolução boliviana de 1952. Revolução, na verdade, para nós, eram a soviética e a chinesa. De repente, começa a se esboçar uma no nosso próprio continente, no nosso tempo político de vida.

Primeiro, a revolução nos chegava como luta contra o analfabetismo – que passou a representar um elemento essencial da luta emancipatória, a que a Venezuela e a Bolivia viriam a se somar recentemente, como se fossem carimbos de que se trata de processos revolucionários. Depois, as reformas urbana e agrária, as nacionalizações de empresas estrangeiras, mas sobretudo o discurso antimperialista.

Diante das reações da maior potência imperial da historia da humanidade, Cuba passou logo a identificar-se para nós com revolução – nascia a expressão Revolução Cubana, que nos acompanha a 50 anos. Tudo começado em um primeiro de janeiro, o que passou a dar a essa data uma conotação nova – de tempos novos, de que a pomba no ombro do Fidel quando discursava, era um prenuncio seguro.

Desde então, revolução, emancipação, dignidade, justiça, exemplo, solidariedade, internacionalismo – e tantas outras palavras, gestos, comportamentos, passaram a se incorporar a nosso mundo, a servir de norte, de referência e a identificar-se com Cuba. Nada foi igual desde que Cuba passou a expressar diante de nós a todos esses valores. Já não podíamos dizer que não eram possíveis, remetê-los para a utopia, como se não fosse possível a um pais ser pobre e ainda assim justo, ainda assim solidário, ainda assim internacionalista.

Cuba nos trouxe a revolução e o socialismo. O fato de que uma sociedade possa viver não em função do lucro, da ganância, do valor de troca, do mercado, mas das necessidades das pessoas, possa colocar em primeiro lugar a educação, a saúde, a habitação, a cultura – nos aponta o que contrapõe o socialismo ao capitalismo.

50 anos em que Cuba enfrentou as mais difíceis condições – do bloqueio dos EUA às duas tentativas de invasão do país por parte do governo estadunidense, pelo fim do campo socialista, pelas agressões reiteradas do imperialismo, pelo bloqueio e pelas mentiras – do que diz e do que cala – da imprensa monopolista mundial, pelo período especial e pelas catástrofes naturais. Cuba chega a seus 50 anos de Revolução desmentindo os que diziam que não sobreviveria sem o apoio da URSS, aos que se deslocaram para a Ilha para cobrir a suposta queda do regime cubano depois do fim dos regimes do leste europeu, aos que creiam que o país seria afetado pelas maiores convulsões se Fidel deixasse de estar à cabeça do governo.

Cuba chega aos 50 anos soberana, decidindo seu futuro a partir de suas próprias experiências, sem nunca ter deixado de ser solidária e internacionalista, nem nos seus momentos de maiores dificuldades. Ao contrário, a Escola Latinoamericana de Medicina expande a quantidade de alunos que formam as primeiras gerações de médicos pobres da América Latina. Mantêm e reforça a Operação Milagre, que já devolveu a visão a mais de um milhão de pessoas. Estende seu trabalho CE combate ao analfabetismo, que possibilitou que a Venezuela e a Bolívia fossem o segundo e o terceiro territórios livres de analfabetismo, como apoio direto e sistemático de Cuba.

São 50 anos de luta, de dignidade, de busca incessante da construção de uma sociedade justa, de apoio aos que precisam de apoio, de solidariedade com todos os povos do mundo. São 50 anos em que Cuba aponta o caminho da sociedade desmercantilizada, humanista, internacionalista – da sociedade socialista, de José Martí, de Fidel e do Che.

Postado por Emir Sader às 04:59


FONTE: http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id=251

REVISTA VERVE - Edson Passetti, Acácio Augusto e etc...

Guilherme Corrêa, Edson Passetti, Acácio Augusto, Alexandre Berkman, Judith Malina, Julian Beck, Rogério Nascimento, João da Mata, José Maria Carvalho Ferreira, Saul Newman, Rolf S. de Folter, Edson Lopes, Emma Goldman, Roberto Freire, Antonio Martinez, Jaime Cubero, Eliane Knorr, Gustavo Ramus, Natalia Montebello.

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v e r v e 14

Verve 14, traz a segunda parte do dossiê 68 com palavras-falas do nu-sol para inesperado jogo de amarelinha. um jovem artista, aloisio licht, revira vestígios disciplinares com a delicadeza do traço compondo uma figuração mordaz. uma jovem anarquista, américa scarfó, conversa com um experimentado anarquista sobre o amor livre. verve amplia suas proximidades com o teatro publicando a aula-teatro 3 do nu-sol, FOUCAULT (assim mesmo em maiúsculas: o que somos e não somos), uma brevíssima peça de alexandre berkman e trechos do muito comentado, e pouco conhecido, paradise now de the living theatre, também de sessenta e oito. indisciplina, prazer e rebeldia rondam e transpõem as misérias do esporte. uma discussão pertinente sobre anarquismo e ressentimento situa a relevância das reviravoltas anarquistas contemporâneas e mete uma rasteira em nietzsche. o abolicionismo penal presente em um texto referência, nas escarificações de políticas de segurança e com uma anarquista no tribunal: diante da prisão é preciso ser tupinambá. uma antropofagia anarquista deglute a presença de três anarquista ausentes (jaime cubero, antonio martinez e roberto freire) e os muitos anônimos guerreiros. dos livros lidos comentamos mulheres, religião, 68, teatro livre... verve 14

SUMÁRIO

Dossiê 68
Nu-Sol

A etologia das disfunções, de Aloisio Licht
Guilherme Corrêa

América Scarfó, Uma experiência

FOUCAULT
Edson Passetti e Acácio Augusto

O grande jogo
Alexander Berkman

Paradise Now
Judith Malina e Julian Beck

Escolas de indisciplina: notas sobre sociabilidades
anarquistas no Brasil em inícios do século XX
Rogério Nascimento

Prazer e rebeldia
João da Mata

O esporte como miséria e espetáculo na era da globalização
José Maria Carvalho Ferreira

Anarquismo e a política do ressentimento
Saul Newman

Sobre a fundamentação metodológica do enfoque
abolicionista do sistema de justiça penal -
uma comparação das idéias de Hulsman, Mathiesen e Foucault
Rolf S. de Folter

Política, segurança e criminalização de deslocados
Edson Lopes

Emma Goldman diante do tribunal
Emma Goldman

Antropofagia anarquista:
Roberto Freire, Antonio Martinez, Jaime Cubero

resenhas

Convulsões espanholas: invenções na Revolução
Eliane Knorr

Mergulho e liberdades
Natalia Montebello

Sobre o uso político da religião
Gustavo Ramus

Teatro, anarquia e um alerta aos pluralistas
Edson Passetti



Guilherme Corrêa, Edson Passetti, Acácio Augusto, Alexandre Berkman, Judith Malina, Julian Beck, Rogério Nascimento, João da Mata, José Maria Carvalho Ferreira, Saul Newman, Rolf S. de Folter, Edson Lopes, Emma Goldman, Roberto Freire, Antonio Martinez, Jaime Cubero, Eliane Knorr, Gustavo Ramus, Natalia Montebello.


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Núcleo de Sociabilidade Libertária - Nu-Sol
Contate-nos em nu-sol@nu-sol.org

FONTE: http://www.nu-sol.org/verve/verveview1.php?id=14

QUILOMBOLAS VENCEM RIXA COM AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA - POR MAURÍCIO WALDMAN

Maurício Waldman
21 de janeiro de 2009 13:53

Uma disputa entre tradição secular e alta tecnologia terminou com vitória da primeira. As comunidades tradicionais quilombolas do município de Alcântara, Maranhão, venceram uma querela judicial por terras travada com a AEB - Agência Espacial Brasileira.

Alcântara, MA - A AEB havia instalado, em 1983, uma base de lançamento de foguetes na área. Os povos descendentes de quilombolas foram formados por escravos fugidos na época da escravidão e, de acordo com os moradores do local, instalados na região há mais de três séculos.

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) publicou, em 4 de novembro de 2008, um documento que reconhece as comunidades e determina que 78,1 mil hectares da região pertencem aos descendentes de quilombolas por direito. Pela decisão, o Centro de Lançamento de Alcântara da AEB fica com 9,3 mil hectares, dos 14 mil pretendidos pela agência. A resolução tem um prazo de 90 dias, a partir da data de publicação, para ser contestada.

Na década de 1980, cerca de 300 famílias descendentes de quilombolas foram retiradas do local onde viviam e instaladas em agrovilas próximas dali, para que o centro de lançamento pudesse ser instalado em 1983. Em 1991, a área destinada à base de lançamento chegou a ser de 62 mil hectares. Os 9 mil hectares que agora a AEB tem direito correspondem a um espaço já utilizado pela base de lançamento.

Hoje, vivem na região cerca de 15 mil descendentes de quilombolas em 106 comunidades, o que significa mais de 70% da população total de Alcântara. Já os 78 mil hectares demarcados correspondem a 52% do território da cidade, que é de 148.300 hectares, apenas 4 mil hectares menor do que o município de São Paulo. As principais atividades das comunidades são a agricultura familiar — principalmente o cultivo de feijão, mandioca e milho —, a pesca e o artesanato.

O presidente da AEB, Carlos Ganem, questiona a decisão do Incra, afirmando que a área pretendida é apenas 5 mil hectares a mais que o determinado e que, em razão dessa diferença, talvez seja preciso instalar bases de lançamento em outros locais do país. “É o melhor lugar do planeta para lançar foguetes. Pela posição estratégica, exige menos combustível, e é próximo ao mar, evitando acidentes. Não utilizar isso é desprezar a oportunidade que temos em mãos. Um programa espacial é um programa de inclusão econômica e ambiental. É importante para a observação, a coleta de dados, a meteorologia, a prevenção de catástrofes como a de Santa Catarina , o controle do tráfego aéreo e a navegação”, defende Ganem.

Para o Incra, a decisão garante que a agência não ampliará a área ocupada pelo centro de lançamento. “A vitória é que eles (a AEB) tinham um projeto bem maior do que isso, que causaria a necessidade de deslocamento de famílias. Com essa decisão, essa possibilidade não existe mais”, afirma a coordenadora geral de registro de territórios quilombolas do instituto, Givânia Maria da Silva.

Além da garantia do território, o subsecretário de políticas para comunidades tradicionais da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Alexandro Reis, acrescenta que a demarcação “trará maior dignidade às comunidades e direito a crédito no sistema público ou privado”. “Eles não viverão mais sob a ameaça de que aquelas terras em viram seus filhos nascerem, nas quais viveram seus pais, nas quais eles plantaram, não são suas, vamos saldar uma dívida histórica do país com estas comunidades.”

As comunidades, segundo Reis, já têm acesso a serviços do governo nas áreas de educação (para reforma e construção de escolas), saúde (direcionados ao acesso a saneamento e água, além de atendimento médico básico) e desenvolvimento econômico. “Agora, a previsão é de instalar um centro de referência quilombola, que funcionaria como um polo que articula as políticas públicas dos quilombolas, junto com inclusão digital”, afirma.

Nachriten Zeitung/Central de Notícias Deutsche Welle - A Voz da Alemanha, BrasilAlemanha/Neues (21-02-2009).



Prof. Dr. Mauricio Waldman

E-mail contact: mw@mw.pro.br

Site Pessoal - Official Website (PB): www.mw.pro.br

About me (BrE): http://en.wikipedia.org/wiki/Mauricio_Waldman

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"MULTIMANIFESTO: ANTES QUE O MUNDO ACABE!"

ANTES QUE O MUNDO ACABE!!!
SAIA DA FRENTE DA TELA DE TV!
VÁ ATÉ A ESQUINA E VEJA!!!
VEJA QUE HOJE FAVELADOS DA ZONA LESTE
DE SÃO PAULO PERDERAM SEUS TETOS NUM INCÊNDIO!
VEJA QUE CRIANÇAS ESTÃO MORRENDO EM GAZA!!
PARE DE ASSISTIR NOVELAS DA REDE GLOBO OU DE OUTRA REDE!
TELESPECTADORES ESTÃO ENREDADOS NAS FALSAS TEIAS DAS REDES TELEVISIVAS!
QUE FALSEIAM TUDO, OMITEM FATOS VITAIS!!

PARE DE DESPERDIÇAR ÁGUA!
PARE DE ENGANAR-SE!
PARE DE IMITAR OS ABUTRES!
PARE DE CONSUMIR TANTO!
O CONSUMISMO ESTÁ CONSUMINDO O PLANETA!
PARE DE DAR OUVIDOS A MEXERICOS SOBRE ARTISTAS!
TENTE COMPREENDER SUA CIDADE!!
TENTE AMAR TODAS AS CRIANÇAS COMO SE FOSSEM SEUS FILHOS!
E VEJA!! CRIANÇAS ESTÃO MORRENDO NESTA GUERRA INÚTIL!
ANTES QUE O MUNDO ACABE EXPERIMENTE SER SER HUMANO!!

NADIA STABILE - 12/01/09

"E SE..." - DE RICARDO SANT'ANNA REIS - POESIA SOBRE A GUERRA NO ORIENTE MÉDIO - EDIÇÃO DO VÍDEO DE NADIA STABILE - MÚSICA DE BUDDHA BAR

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"A GUERRA" - "A POLÍTICA É UMA EXTENSÃO DA GUERRA"...
"Spinoza e Nietzsche" - sobre paixões e poder...
"BARUCH SPINOZA" FRASE SOBRE GUERRA
"LEON TOLSTÓI"- GUERRA E PAZ (LIVRO)
"THOMAS HOBBES" FRASE....o medo
"THOMAS HOBBES" - O MEDO E O HOMEM É O LOBO DO HOM...
"Clara Nunes" - Canto das Três Raças (ACHADO NO PE...
मोर्रे, न बोलीविया छे गुएवारा,एम् 1967
guerras são estúpidas
Trecho - Livro - vagabundos Iluminados - Jack Kero...

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