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sábado, 6 de junho de 2009

Amazônia por Jacques Cousteau - 01



ERRATA: O rio Amazonas não nasce em Iquitos, como está legendado neste vídeo, mas sim em Arequipa, Peru, na Cordilheira Chila (um dos troncos da Cordilheira dos Andes) a 5.500 metros de altura.
Em 1982, durante um ano e meio, a equipe de Jacques Cousteau percorreu o rio Amazonas desde sua nascente na Cordilheira dos Andes a 5.500 metros de altura, no Peru, onde ele começa com o nome de Apurimac. A equipe de Cousteau foi desde a nascente até sua embocadura no oceano Atlântico. Nessa viagem, o cientista pôde conhecer o famoso encontro das águas entre os rios Negro (com cor de Coca-Cola) e Solimões, cor de terra. As águas de ambos os rios não se misturam por mais de 80 quilômetros em razão da diferença de temperatura, de velocidade e de composição química entre eles. A equipe também conheceu o fenômeno da piracema (quando milhões de peixes sobem o rio para desovar) e o fenômeno da pororoca (nome indígena), que é o violento encontro das águas quando o Oceano Atlântico penetra na embocadura do rio Amazonas, causando ondas muito fortes que destroem as margens do rio e parte da floresta. O ruido da pororoca pode ser ouvido a muitos quilômetros de distância.

domingo, 15 de março de 2009

COM O AQUECIMENTO GLOBAL AS PLANTAS DEIXAM DE FAZER FOTOSSÍNTESE E AÍ A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS CAI!

PLANTE UMA ÁRVORE!NÃO COMO ATO SIMBÓLICO! MAS COMO ALGO QUE PODERÁ AJUDAR A CONTER O AQUECIMENTO GLOBAL! AS PREFEITURAS DEVERIAM LEVAR MUITO MAIS À SÉRIO ESTA QUESTÃO!
AUMENTANDO O NÚMERO DE PRAÇAS E PARQUES ARBORIZADOS! NÓS CIDADÃOS PODEMOS E DEVEMOS EXIGIR ISTO! TEMOS DE NOS PREOCUPARMOS COM AS FUTURAS GERAÇÕES E COM ESTA TAMBÉM!
AFINAL É A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS QUE ESTÁ CORRENDO RISCOS GRAVÍSSIMOS!!
COM TEMPERATURAS ALTAS A FOTOSSÍNTESE DEIXA DE SER FEITA,E ISTO PODE SIGNIFICAR O INÍCIO DO FIM DOS VEGETAIS E AÍ COMEREMOS O QUÊ?

Nadia Stabile - 15/03/09

*(esta matéria foi publicada em novembro de 2007)


(...)Os pesquisadores da Unicamp e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), parceira do projeto, avaliaram quais seriam as zonas aptas para o plantio das culturas selecionadas se houvesse um aumento de temperatura de 1,4oC, 3oC ou 5,8oC.
“É uma questão biológica. As plantas deixam de fazer fotossíntese em temperaturas superiores à 40oC. O café, por exemplo, é mais sensível ao calor, e não pode ser cultivado em áreas onde a temperatura ultrapasse 36oC. O que fazemos é avaliar em que áreas de cultivo o aquecimento global faria as temperaturas ultrapassarem os limites de cada um desses produtos, provocando queda na produção”, afirma o coordenador do estudo.
No cenário mais pessimista da pesquisa, as safras dos principais grãos cultivados no Brasil podem cair pela metade no próximo século. O café, cujo faturamento corresponde a 5% do PIB do agronegócio brasileiro, seria o produto mais prejudicado, com queda de 90% na produção.
Segundo o coordenador da pesquisa, o grão deixaria de existir para sempre em zonas tradicionais de cultivo, como o oeste do estado de São Paulo, o principal pólo econômico do país, para ser produzido somente no Paraná e no Rio Grande do Sul, regiões ao sul do território nacional, que contam com temperaturas mais amenas.
“Mesmo com o aumento de apenas 1o na temperatura, o prejuízo com a queda da produção de café chegaria a US$600 milhões. E há quem diga que esse cenário mais otimista já é irreversível, e deve acontecer em curto prazo, em 10 ou 15 anos”, diz Silveira Pinto, do Cepagri. O segundo produto mais afetado pelo aquecimento global seria a soja, cujas exportações somaram R$ 8,8 bilhões de janeiro a novembro de 2006. A redução na safra poderá variar entre 10% e 64%.(...)

FONTE : http://www.seagri.ba.gov.br/noticias.asp?prt=true&prt=true&qact=view&notid=12311
"Politíca agrícola do país já considera aquecimento"-Jornal O Globo(08/11/2007)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

AGENDA 21 - LEIA NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI

http://www.ecolnews.com.br/agenda21/index.htm

A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.

Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.

Estrutura e conteúdo (da Wikipédia)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agenda_21

Os temas fundamentais da Agenda 21 estão tratados em 40 capítulos organizados em um preâmbulo e quatro seções:

  1. Preámbulo
    Seção I. Dimensões sociais e econômicas
  2. Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento de das políticas internas conexas
  3. Luta contra a pobreza
  4. Evolução das modalidades de consumo
  5. Dinâmica demográfica e sustentabilidade
  6. Proteção e fomento da saúde humana
  7. Fomento do desenvolvimento sustentável dos recursos humanos
  8. Integração do meio ambiente e o desenvolvimento na tomada de decisões
    Seção II . Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento
  9. Proteção da atmosfera
  10. Enfoque integrado do planejamento e da ordenação dos recursos das terras
  11. Luta contra o desmatamento
  12. Ordenação dos ecossistemas frágeis: luta contra a desertificação e a seca
  13. Ordenação dos ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das zonas montanhosas
  14. Fomento da agricultura e do desenvolvimento rural sustentável
  15. Conservação da diversidade biológica
  16. Gestão ecologicamente racional da biotecnologia
  17. Proteção dos oceanos e dos mares de todo tipo, incluídos os mares fechados e semi-fechados e as zonas costeiras, e o uso racional e o desenvolvimento de seus recursos vivos
  18. Proteção da qualidade dos recursos de água doce: aplicação de critérios integrados para o aproveitamento, ordenação e uso dos recursos de água doce
  19. Gestão ecologicamente racional dos produtos químicos tóxicos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de produtos tóxicos e perigosos
  20. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos perigosos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de rejeitos perigosos
  21. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos sólidos e questões relacionadas com as matérias fecais
  22. Gestão inócua e ecologicamente racional dos rejeitos radioativos
    Seção III. Fortalecimento do papel dos grupos principais
  23. Preâmbulo
  24. Medidas mundiais em favor da mulher para atingir um desenvolvimento sustentável e equitativo
  25. A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável
  26. Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades
  27. Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais associadas na busca de um desenvolvimento sustentável
  28. Iniciativas das autoridades locais em apoio ao Programa 21
  29. Fortalecimento do papel dos trabalhadores e seus sindicatos
  30. Fortalecimento do papel do comércio e da indústria
  31. A comunidade científica e tecnológica
  32. Fortalecimento do papel dos agricultores
    Seção IV. Meios de execução
  33. Recursos e mecanismos de financiamento
  34. Transferência de tecnologia ecologicamente racional, cooperação e aumento da capacidade
  35. A ciência para o desenvolvimento sustentável
  36. Fomento da educação, a capacitação e a conscientização
  37. Mecanismos nacionais e cooperação internacional para aumentar a capacidade nacional nos países em desenvolvimento
  38. Acordos institucionais internacionais
  39. Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais
  40. Informação para a adoção de decisões

Livro destaca uso de água das chuvas no semi-árido nordestino

Por Editor em 28/02/2009


Livro destaca uso de água das chuvas no semi-árido nordestino: Capa do livro Potencialidades da água de chuva no semi-árido brasileiro
Créditos: Divulgação

A captação e o armazenamento das águas de chuva são questões chave nas estratégias dos agricultores familiares para conviver com o ambiente quente e seco do sertão nordestino. Na região, proliferam experiências bem sucedidas de organizações comunitárias e de políticas públicas em torno da "guarda" dessas águas para uso no abastecimento das famílias ou na produção agrícola, quando a estiagem avança sobre as residências e as propriedades.



O livro Potencialidades da água de chuva no semi-árido brasileiro reúne estudos que se propõem a dar sustentação científica e social a esta questão cada vez mais central para o desenvolvimento econômico e à qualidade de vida de uma população que, em grande parte, habita locais isolados na extensa área rural do interior do Nordeste. A publicação põe em evidência tecnologias de baixo custo, próprias para serem instaladas nas proximidades das casas, com potencial para livrar as famílias do suprimento de água por meio de carros pipa – um símbolo do atraso e da pobreza dos agricultores na região.

DIFERENÇA

Os editores do livro são especialistas da Embrapa Semi-Árido. Os autores são pesquisadores que trabalham com o tema desde a criação da instituição em 1975, além de técnicos vinculados a organizações não governamentais, como o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e a Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva (ABCMAC). Há, também, contribuições da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Nos oito capítulos que compõem o livro, os autores são unânimes na defesa das técnicas que armazenam água das chuvas. A pesquisadora e uma das editoras, Luiza Teixeira de Lima Brito, explica que em todos eles há uma sólida argumentação em torno dos benefícios, dos modos de construção e de experiência de uso por agricultores e comunidades. Numa região onde a quantidade de dias sem ocorrência de chuvas chega a 300, dispor de uma cisterna ou de uma barragem subterrânea faz uma enorme diferença para quem quer viver no sertão de forma sustentável e com resultados da produção agrícola, afirma ela.

INFRA-ESTRUTURA

Uma grande vantagem das tecnologias apontadas no livro é a praticidade com que permitem aos agricultores e suas famílias o acesso a água. Para os autores, esta é um das grandes questões em torno das alternativas de abastecimento da população rural da região. A despeito do histórico dos problemas agrícolas e humanos decorrentes da seca, não existe escassez de água para as pessoas, de acordo com o que estabelece a Organização das Nações Unidas (ONU).

Esta instituição considera a existência de escassez quando há disponíveis apenas 1000 metros cúbicos de água por pessoa no ano. No Nordeste, onde há menos oferta de água é no Estado de Pernambuco, mas num volume de 1270 m3/pessoa-1.ano-1. No Piauí, a quantidade chega a 9185 m3/pessoa-1.ano-1, e no Ceará, 2279 m3/pessoa-1.ano-1.

As intervenções governamentais na região foram marcadas durante várias décadas pela construção de açudes. Cerca de 450 deles são considerados de grande porte – com capacidade superior a 1 milhão de metros cúbicos. Outros 70 mil são de pequeno porte – com volumes entre 10 mil e 200 mil m3. Além disso, existem aproximadamente 100 mil poços tubulares. Esta infra-estrutura hídrica – acrescida das bacias do São Francisco e do Parnaíba e dos rios temporários - não bastaram para democratizar o acesso das famílias a água em quantidade e com qualidade, afirma Luiza Brito.

UMA TERRA, DUAS ÁGUAS

Dos oito capítulos que formam o livro, cinco tratam de forma específica as tecnologias já disseminadas por várias áreas da região: cisternas rurais para consumo humano, cisternas para uso no abastecimento dos animais, barragem subterrânea, captação de água no local do plantio (in situ) e barreiro para irrigação de salvação. Um outro, porém, apresenta as ideias básicas do Programa Uma Terra Duas Águas (P1 2) que incorpora a experiência do Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC) e amplia a oferta dos recursos hídricos para a produção agropecuária, além de incluir o acesso dos agricultores a terra.

Os autores deste capítulo – Johann Gnadlinger (presidente da Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva – ABCMAC), além de Aderaldo de Souza Silva e Luiza Brito – defendem a manutenção do P1MC como uma importante intervenção dos governos e da sociedade civil na sustentabilidade de investimentos para a convivência com o semi-árido. Contudo, a evolução recente dos movimentos sociais e das instituições dá sustentação a uma proposta mais abrangente como o P1 2.

Segundo Gnadlinger, projetos pilotos em execução em 10 estados brasileiros já avaliam a viabilidade técnica e produtiva do programa. As experiências são financiadas pela Fundação Banco do Brasil (FBB) e a Petrobras e têm o apoio da Rede de Tecnologia Social (RTS). O P1 2 é apropriado para ser implantado em cerca de 40% das terras com uso agropecuário limitado (criação de caprinos e ovinos e aproveitamento da caatinga) no semi-árido, além de 20% das que permitem a agricultura com o uso de água de chuva.

Para Gnadlinger, que é também Gestor Ambiental do Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada, a questão da terra no P1 2 é determinante. No Nordeste estão 2 milhões dos estabelecimentos agrícolas familiares, que correspondem a 42% do total de unidades agrícolas do país. Cerca de 90% deles possuem menos de 100 hectares e 65% têm menos de 10 hectares.

Com base em estudos dos pesquisadores Clóvis Guimarães Filho e Paulo Roberto Coelho Lopes, da Embrapa Semi-Árido, Gnadlinger argumenta que, na área da Depressão Sertaneja (368 mil km2), para uma família viver bem precisa dispor de, pelo menos, 300 hectares para uma exploração minimamente rentável e sem danos ao meio ambiente. O Programa visa aumentar a área de agricultura, a partir de uma reforma agrária apropriada. "Sem terra suficiente, parte das famílias fica no círculo vicioso de fome, sede, degradação, abandono da terra e migração para os centros urbanos".

O livro Potencialidades da água de chuva no semi-árido brasileiro pode ser adquirido por R$ 22,00 na Embrapa Semi-Árido. Anote os contatos:

Embrapa Semi-Árido
BR 428, Km 152, Zona Rural - Caixa Postal 23
Petrolina, PE - Brasil - CEP 56302-970
Telefone: (87) 3862-1711
Fax: (87) 3862-1744
E-mail de contato

MAIS INFORMAÇÕES

Luiza Teixeira de Lima Brito
Pesquisadora da Embrapa Semi-Árido

Johann Gnadlinger
Gestor Ambiental

Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada
Telefone: (74) 3611-6481

FONTE

Embrapa Semi-Árido
Marcelino Ribeiro – Jornalista

http://www.agrosoft.org.br/agropag/209492.htm

O DESMATAMENTO ILEGAL NA FLORESTA AMAZÔNICA DEVE SER VISTO COMO UM GRANDE CRIME ÀS FUTURAS GERAÇÕES!


"O aquecimento global não será resolvido em um estalo", diz pesquisador do Inpe a Marcelo Tas no Bate-papo UOL

06/06/2007

"O aquecimento global não será resolvido em um estalo", diz pesquisador do Inpe a Marcelo Tas no Bate-papo UOL
Da redação

Um dos temas mais preocupantes da atualidade, o aquecimento global, tomou conta do Bate-papo UOL desta terça-feira (22). Em uma conversa esclarecedora comandada pelo jornalista Marcelo Tas (visite blog), o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Afonso Nobre destacou as ações que podem minorar os efeitos do problema que veio à tona depois do documentário "Uma Verdade Inconveniente", que traz o ex-candidato à presidência americana, Al Gore, como "front man" (leia mais aqui).

Nobre disse que o aquecimento global não vai ser contido em um "estalo", nem ao menos através de "soluções tecnológicas". "Não podemos iludir ninguém, a temperatura vai continuar subindo, mas a inteligência humana pode ser utilizada para minorar esse problema", ressaltou.

Leia a seguir a íntegra do bate-papo que contou com a participação de 463 internautas.

(03:43:11) Carlos Nobre: Muito boa tarde, minha honra estar nesse bate-papo com vocês.
(03:51:15) Carlos Nobre: O risco é real, não é hipotético ou um pequeno risco que talvez valesse a pena correr em nome de um modelo de bem estar que nos acostumamos. O risco é real porque tudo o que já injetamos de gases que causam aquecimento nos últimos 50 anos ainda continuam na atmosfera. Esses gases são o gás carbônico, o metano e o óxido nitroso, que é um gás vindo da agropecuária e dos produtos químicos. Esses são os três gases que existem na natureza mas que estamos injetando devido às atividades humanas. E tem também o CFC, que é um gás criado pelo homem e foi muito utilizado em sprays e na serpentina de ar-condicionados, mas hoje já foi banido, mas se lançou muitos desses gases no passado e eles estão ai, ficam milhares de anos na atmosfera, e também causam o aquecimento. Esses gases mantêm a superfície aquecida. Esse é o efeito estufa natural, se temos vida aqui é porque esses gases deixam a Terra habitável, senão a temperatura seria de -18º. A questão é que estamos, desde a Revolução Industrial queimando carvão e, mais recentemente, petróleo, gás natural e florestas, emitindo o metano da pecuária, dos pântanos, dos arrozais, tudo isso fica na atmosfera por muito tempo. Existe sim o processo de fotossíntese, é verdade. Sem a fotossíntese não existiríamos, esse processo acontece dentro das folhas, com a clorofila. Esse é um processo natural e fundamental. Só que depois que queimamos carvão, petróleo e gás natural --que são produtos da fotossíntese formados por decomposição fóssil. Então quando os queimamos, jogamos tudo de volta na atmosfera e esses gases demoram anos para sair da atmosfera. Não dá mais para tirar esses gases rapidamente da atmosfera, não existem soluções tecnológicas, então temos que conviver com esses gases e eles continuarão a aquecer o planete por muitos séculos. O aquecimento global não é um problema como a cura da Aids, por exemplo, ele não será resolvido por um estalo nem por solução tecnológica. Ele precisa de muito tempo.

(03:55:18) Carlos Nobre: As alterações já estão ocorrendo, os oceanos ainda devem subir nesse século. Meio grau a mais na água do oceano já é suficiente para deixar os corais doentes, algumas espécies de sapos da América Central já desapareceram. O que se projeta é que se a temperatura aumentar de 1,2º ou 1,5º os efeitos serão enormes. Por exemplo, a produção agrícula das áreas quentes já perdem com apenas 2º, com aumento de 4º a agricultura do mundo inteiro perderia a produção. Com 2º a 2,5º a mais, 30% de toda as espécies sofrem o risco de extinção. Isso nunca aconteceu no nosso mundo. Estamos na sétima grande extinção, só com as mudanças de habitats, se colocarmos a questão ambiental, será muito maior. Ainda estamos a tempo de agir.

(03:57:02) Carlos Nobre: Recentemente houve um aumento da consciência mundial sobre a gravidade do problema, o que é fundamental. Ainda há tempo de agir para não deixar aumentar as temperaturas em mais de 2º. Para isso temos que descarbonizar o planeta, diminuindo as emissões, reduzindo globalmente o desmatamento. Só de trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, já reduziriam as emissões em 2%. Só isso, mas tem que ser em escala global.

(04:01:42) Carlos Nobre: Para um brasileiro, a nossa culpa maior é o desmatamento da Amazônia, do Cerrado, etc. O brasileiro consciente, que se sente responsável por garantir um mundo sustentável ambientalmente, ele tem que contribuir para essa diminuição através de consumo responsável. Se o produto que ele consome vem da Amazônia, ele tem que exigir certificação. Você tem que olhar a origem da madeira, da carne. O grande mercado desses produtos é o sul e o sudeste do Brasil. Quando o mercado sinalizar que não mais aturará os produtos vindos de desmatamento ilegal, os produtores vão ter que se remanejar. O consumidor de classe média brasileira não é muito diferente da classe média européia. Mas nós somos mais acostumados com uma vida menos controlada que o cidadão médio americano. Manter ambientes climaticamente controlados, como acontece nos EUA e na Europa durante todo o ano, consome muita energia. Temos que privilegiar o transporte coletivo, como é feito na Europa. No Brasil, o transporte coletivo é para pobre e nisso temos que melhorar. Outras pequenas coisas, como trocar o carro por veículos de combustível renovável e também plantar árvores que, apesar de ser um ato simbólico, ajuda.

(04:00:06) Adriana/UOL:

Carlos Nobre conversa com Marcelo Tas ao vivo no Bate-papo UOL (crédito: Manoela Pereira)

(03:36:34) Alex: Professor Carlos, boa tarde, de tanto se falar em aquecimento global, isso tá se tornando um assunto que muitos acham sem solução. O senhor percebe que está havendo por parte de alguem uma tomada de solução para esse problema?
(04:03:35) Carlos Nobre: Alex, boa tarde. O fato de que a ciência mostrou que algum aquecimento global já se tornou inevitável, não há como parar a máquina. A coisa é séria no sentido que a ação tem que ser agora. Não podemos iludir ninguém, a temperatura vai continuar subindo, mas a inteligência humana pode ser utilizada para minorar esse problema.

(03:41:58) Joao Carlos: O governo não está investindo pouco neste assunto?
(04:05:20) Carlos Nobre: João Carlos, o governo brasileiro apenas acordou para essa questão. O governo brasileiro ficou muito tempo voltado para questões econômicas e para o desenvolvimento nacional. Hoje o Brasil está plenamente consciente de que precisamos recuperar o tempo perdido em várias áreas. Estamos rapidamente tentando agir. Precisamos investir primeiro em Ciência, em tecnologia. Sem recursos adequados não vamos fazer muita coisa.

(03:47:45) Joao Carlos: Não seria importante unificar todos os centros de Meteorologia para estudar este assunto tão importante?
(04:07:06) Carlos Nobre: Unificar seria muito difícil visto que cada instituto nasceu de uma maneira. O que o Ministério da Ciência e Tecnologia está implementando é uma grande rede de pesquisa sobre essas mudanças climáticas. Vai haver um grande investimento, cerca de R$20 milhões, e isso vai ajudar no estudo dos impactos --que é muito mais você saber como um setor de energia elétrica, por exemplo, vai ser afetado pela diminuição das chuvas. Temos que trazer para a Ciência os outros setores.

(04:08:19) Carlos Nobre: Todos os países desenvolvidos gastam grande parte de seu PIB com investimentos em tecnologia. O Brasil sabe disso, mas não sabemos utilizar bem o dinheiro público.

(03:47:55) Emoo: Boa tarde prof. Carlos, eu moro em Toronto e as pessoas daqui dizem que antigamente as tempestades eram mais constantes. Gostaria de perguntar qual sera a regiao no planeta em que as mudancas climaticas serao mais nitidas
(04:10:19) Carlos Nobre: Emo, onde elas aparecem com total clareza são nas regiões mais frias, como acontece um pouco mais ao norte de Toronto, em regiões polares que se passava o ano todo coberto de gelo, com muito frio, já não há mais gelo durante todo o ano. Lá vemos essas mudanças quase a olhos vistos. No Canadá, a estação da primavera chega antes --nisso a agricultura é favorecida (mas só se for até 2º), mas também cresceu o número de pessoas com alergia a pólen.

(04:02:13) Estudante: Prof. Carlos, boa tarde, Sou estudante de Gestão Ambiental e nas aulas aprendi que a terra passa sempre por um periodo de aquecimento natural, o Sr não acha que o aquecimento Global deveria ser visto de uma maneira mais sensata, antes de sairmos por ai dizendo que por causa dele o planeta pode se extinguir?
(04:13:13) Carlos Nobre: Estudante, em primeiro lugar, ninguém está falando que o planeta Terra pode se extinguir. Um dado muito importante é que dificilmente as plantas conseguem fazer fotossíntese quando a temperatura das folhas ultrapassa os 45º -- o que é muito alto. Vamos supor que, daqui a muitos anos, a temperatura média do planeta passe dos 35º, assim, conseqüentemente, muitas regiões chegariam aos 45º e impediriam a produção, não haveria comida. Mas para isso levaria muito, muito tempo. Precisamos tomar um certo cuidado. Sim, é natural esse aquecimento do planeta que você diz. O problema é que estamos fazendo o planeta sair fora da faixa que a natureza escolheu para operar nosso planeta.

(04:08:37) Iver: O Brasil já tem medidas preventivas para o aquecimento global?
(04:20:24) Carlos Nobre: Iver, o Brasil se preocupou muito em ajudar na redução de emissões. Nos últimos dois anos, o desmatamento já diminuiu consideravelmente. A ministra Marina Silva está pessoalmente preocupada, por ser da região amazônica. Mas, o país ainda está atrasado nas adaptações aos efeitos que irão surtir. O governo acaba de divulgar um plano, mas é só um plano. Essas adaptações que devem ser pensadas são, por exemplo, com relação ao aumento no nível do mar, com pessoas que moram em áreas costeiras, porque precisamos reordenar o espaço litorâneo. Outro ponto é nossa agricultura que hoje é muito suscetível às variações climáticas, temos que desenvolver espécies resistentes. Temos que começar hoje a desenhar esse novo perfil agrícola. A cana-de-açúcar hoje é o combustível mais renovável que existe. A emissão de gás carbônico da queima da cana é na proporção de 1/8 em relação à gasolina. Mas, ainda com relação à cana-de-açúcar, há alguns lados preocupantes: as queimadas para preparar as colheitas, o que aumenta a eficiência --esse é um problema de saúde pública, tanto para os bóias-frias, quanto para a população da região onde ela acontece--, e a questão social, já que a tecnologia permite a colheita feita somente com maquinários, mas os bóias-frias continuam sendo empregados por uma questão social.

(04:21:22) Carlos Nobre: Os bóias-frias são remanescentes da escravidão e do início do período industrial, onde se ganhava por produtividade, isso no fim do século XIX.

(04:10:30) Jennifer: Existe algum projeto de Lei, que Obrigam as empresas como por exemplo Fabrica a diminuir os poluentes emitidos no Ar?
(04:23:44) Carlos Nobre: Jennifer, olha, hoje se começa cada vez mais a ter uma descrição mais genérica de poluentes. Tradicionalmente poluentes causam dano à saúde humana. Os gases não entram nessa categoria, mas em breve entrarão. A situação já melhorou muito na poluição em São Paulo, por exemplo, em relação à década de 70. A tecnologia dos automóveis e das indústrias permitem uma poluição menor. Mas ainda não há legislação com relação aos gases de efeito estufa.


(04:18:28) Pedro: Caro Carlos, muito se fala sobre o desmatamento da amazonia e seus efeitos no clima. E outros ecossistemas como o Cerrado, Caatinga, que tem sofrido taxas de desmatamentos muito maiores, nao teriam tb um papel na emissao de gases?
(04:27:03) Carlos Nobre: Pedro, sem dúvida. Em 2006 houve uma enorme redução do desmatamento da Amazônia (13 mil km2/ano), mas o desmatamento do Cerrado brasileiro aumentou muito (23 mil km2/ano). Esse desmatamento tem um efeito ecológico gigante. Mas na floresta amazônica tem muito mais carbono em sua biomassa do que no cerrado e mais ainda do que na caatinga. Nesse sentido a floresta é mais importante, mesmo que como ecossistemas os três sejam igualmente importantes.

(04:28:49) Carlos Nobre: No fim da estação chuvosa, quem quer desmatar vai e corta e deixa ali secando durante toda a estação seca (3-4 meses) e só depois bota fogo. Esse primeiro fogo queima 30-40% da biomassa. Em 10 ou 12 anos aquilo que restou ali vai decompondo naturalmente. Nesse processo de decomposição vira também gás carbônico e volta para a atmosfera, gerando o efeito estufa.

(04:22:07) Paulo Jundiaí: Aquecimento global está na moda (Leonardo di Caprio, Al Gore), eu não consigo pensar de uma maneira global...O que posso fazer em minha casa, em meu bairro e em minha cidade?
(04:32:19) Carlos Nobre: Paulo Jundiaí, acho que no futuro quando esse assunto adquirir mais seriedade, vai ser desenvolvido um aparelhinho medidor de emissão de gás na sua casa. O que não é difícil de fazer. Cada pessoa, de certo modo, pode contribuir. Por exemplo, quem viaja de avião, pode otimizar suas viagems e assim reduzir a emissão. Outra coisa, ter um carro de combustível renovável. Em países onde há muitas usinas termoelétricas, reduzir o consumo de energia é essencial. Se você puder reflorestar um pequeno terreno, você vai ajudar, porque a arvore diminui a temperatura local, diminui o risco de enchentes, melhora a qualidade do ar, e é uma ação que todos podemos tomar. É uma medida muito prática.

(04:23:57) Adriana/UOL:

Carlos Nobre ao vivo no Bate-papo UOL (Crédito: Manoela Pereira)

(04:34:11) Carlos Nobre: A reciclagem, além de gerar empregos, é fundamental porque a quantidade de energia utilizada na reciclagem é muito menor do que no processo original de produção. A sociedade do futuro vai reciclar absolutamente tudo. A casa do futuro pode usar materiais e formas que reduzam em 3/4 a necessidade de ar-condicionado. Se a pessoa quer contribuir, precisa pensar nessa questão.
(04:35:10) Carlos Nobre: O disperdício é uma característica do "homu-modernus-industrialis". A mídia e a publicidade criaram a mítica de que viver bem é consumir energia.

(04:29:42) CARLO: Hidrelétricas tem alguma parcela de culpa no aquecimento global?
(04:36:49) Carlos Nobre: Carlo, têm, mas menos do que as termoelétricas. Quando se enche o lago de uma hidrelétrica se gera o gás metano, que é muito mais poluente que o gás carbônico. Isso ainda é muito contestado, pois quando as hidrelétricas se instalaram na região da mata atlântica, toda a região já havia sido desmatada. Mas é inegável o impacto na criação de lagos na região amazônica, por exemplo.

(04:30:13) Amazonense: Professor, o aquecimento global pode afetar o regime de reprodução de peixes na Amazônia?
(04:38:14) Carlos Nobre: Amazonense, o Impa tem feito alguns estudos de laboratório que mostram que com o aumento de 2º no Rio Negro já compromete a reprodução dos peixes, por isso que eu dei aquele número de que com o aumento de 2,5º o risco de extinção é de 30% de todas as espécies vivas do mundo, com certeza esses peixes entram nessa estatística.

(04:37:30) Adriana/UOL:

Carlos Nobre e Marcelo Tas ao vivo no Bate-papo UOL (Crédito: Manoela Pereira)

(04:39:25) Carlos Nobre: O instituto tem um site que a maneira mais fácil de entrar: www.cptec.inpe.br e procurar pelo ícone de mudanças climáticas e você vai ter acesso a vários estudos sobre esse assunto.

(04:39:59) Carlos Nobre: Obrigado pela oportunidade.

(04:40:10) Adriana/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Carlos Nobre e de todos os internautas. Até o próximo!

http://www.sacodeeventos.com.br/index.php?id=435.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

QUILOMBOLAS VENCEM RIXA COM AGÊNCIA ESPACIAL BRASILEIRA - POR MAURÍCIO WALDMAN

Maurício Waldman
21 de janeiro de 2009 13:53

Uma disputa entre tradição secular e alta tecnologia terminou com vitória da primeira. As comunidades tradicionais quilombolas do município de Alcântara, Maranhão, venceram uma querela judicial por terras travada com a AEB - Agência Espacial Brasileira.

Alcântara, MA - A AEB havia instalado, em 1983, uma base de lançamento de foguetes na área. Os povos descendentes de quilombolas foram formados por escravos fugidos na época da escravidão e, de acordo com os moradores do local, instalados na região há mais de três séculos.

O Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) publicou, em 4 de novembro de 2008, um documento que reconhece as comunidades e determina que 78,1 mil hectares da região pertencem aos descendentes de quilombolas por direito. Pela decisão, o Centro de Lançamento de Alcântara da AEB fica com 9,3 mil hectares, dos 14 mil pretendidos pela agência. A resolução tem um prazo de 90 dias, a partir da data de publicação, para ser contestada.

Na década de 1980, cerca de 300 famílias descendentes de quilombolas foram retiradas do local onde viviam e instaladas em agrovilas próximas dali, para que o centro de lançamento pudesse ser instalado em 1983. Em 1991, a área destinada à base de lançamento chegou a ser de 62 mil hectares. Os 9 mil hectares que agora a AEB tem direito correspondem a um espaço já utilizado pela base de lançamento.

Hoje, vivem na região cerca de 15 mil descendentes de quilombolas em 106 comunidades, o que significa mais de 70% da população total de Alcântara. Já os 78 mil hectares demarcados correspondem a 52% do território da cidade, que é de 148.300 hectares, apenas 4 mil hectares menor do que o município de São Paulo. As principais atividades das comunidades são a agricultura familiar — principalmente o cultivo de feijão, mandioca e milho —, a pesca e o artesanato.

O presidente da AEB, Carlos Ganem, questiona a decisão do Incra, afirmando que a área pretendida é apenas 5 mil hectares a mais que o determinado e que, em razão dessa diferença, talvez seja preciso instalar bases de lançamento em outros locais do país. “É o melhor lugar do planeta para lançar foguetes. Pela posição estratégica, exige menos combustível, e é próximo ao mar, evitando acidentes. Não utilizar isso é desprezar a oportunidade que temos em mãos. Um programa espacial é um programa de inclusão econômica e ambiental. É importante para a observação, a coleta de dados, a meteorologia, a prevenção de catástrofes como a de Santa Catarina , o controle do tráfego aéreo e a navegação”, defende Ganem.

Para o Incra, a decisão garante que a agência não ampliará a área ocupada pelo centro de lançamento. “A vitória é que eles (a AEB) tinham um projeto bem maior do que isso, que causaria a necessidade de deslocamento de famílias. Com essa decisão, essa possibilidade não existe mais”, afirma a coordenadora geral de registro de territórios quilombolas do instituto, Givânia Maria da Silva.

Além da garantia do território, o subsecretário de políticas para comunidades tradicionais da SEPPIR (Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial), Alexandro Reis, acrescenta que a demarcação “trará maior dignidade às comunidades e direito a crédito no sistema público ou privado”. “Eles não viverão mais sob a ameaça de que aquelas terras em viram seus filhos nascerem, nas quais viveram seus pais, nas quais eles plantaram, não são suas, vamos saldar uma dívida histórica do país com estas comunidades.”

As comunidades, segundo Reis, já têm acesso a serviços do governo nas áreas de educação (para reforma e construção de escolas), saúde (direcionados ao acesso a saneamento e água, além de atendimento médico básico) e desenvolvimento econômico. “Agora, a previsão é de instalar um centro de referência quilombola, que funcionaria como um polo que articula as políticas públicas dos quilombolas, junto com inclusão digital”, afirma.

Nachriten Zeitung/Central de Notícias Deutsche Welle - A Voz da Alemanha, BrasilAlemanha/Neues (21-02-2009).



Prof. Dr. Mauricio Waldman

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

A invenção do clitóris - "O ANATOMISTA" livro

20 Julho 1997
A invenção do clitóris
'O Anatomista' narra como Mateo Colombo descobriu o pequeno órgão feminino


Se você tiver o projeto de ler só um livro neste inverno, leia, então, "O Anatomista", de Federico Andahazi (Ed. Relume-Dumará, excelente tradução de P. Wacht e A. Roitman). Gostou de "O Nome da Rosa", de Umberto Eco? Adorará "O Anatomista". Acha "O Nome da Rosa" um pouco devagar, comprido demais e prefere o filme? Melhor ainda: "O Anatomista" é leve, rápido, ágil.
O livro chega ao Brasil já famoso, ajudado por um escândalo. Ganhou na Argentina o prêmio Fortabat. A senhora Fortabat não gostou da decisão do júri, pagou o prêmio, mas recusou-se a associar seu nome ao romance. Certo, o texto tem momentos eróticos, e supõe um papa, no século 16, satisfeito em recuperar a saúde graças ao sangue de meninas degoladas. De qualquer forma, a reação fortabatiana produziu um eco da própria história contada no romance, no qual o anatomista lida com censura e inquisição. Andahazi virou, assim, matéria do "New York Times", pulou para a lista dos mais vendidos na Argentina e seu livro foi comprado pela editora Doubleday por US$ 200 mil _recorde para uma obra sul-americana de autor estreante. O cinema já se interessa.

Mas, enfim, qual é a história? Trata-se de Mateo Realdo Colombo, anatomista italiano da Renascença que publicou em Veneza, em 1559 _ano presumido de sua morte_, um tratado de anatomia: "De Re Anatomica" (como informação: em todas as bibliografias, ele aparece como Realdo e não Mateo). O livro teve numerosas edições e foi influente. Colombo (que não era parente do navegador) entrou para história por uma intuição sobre a circulação do sangue e pela descoberta do clitóris: "O órgão que governa o amor nas mulheres". Armado dos poucos dados biográficos, Andahazi inventa e conta esta extraordinária aventura do anatomista italiano.
Antes de mais nada, a própria idéia de que haja uma descoberta do clitóris pode parecer estranha: como é possível que ela seja tão recente? Ou mesmo que venha a ser uma descoberta? Será que as próprias mulheres não conheceriam desde sempre seu corpo?
(...)
LEIA NA ÍNTEGRA EM :
http://contardocalligaris.blogspot.com/1997/07/inveno-do-clitris.html.

VIDA BOOMERANG E O "ETERNO RETORNO" DE NIETZSCHE

tudo o que vai, um dia volta!
não por desígnios divinos!
mas por desígnios naturais!
como já foi dito por tanta gente!
coisas semelhantes...
que colhemos o que plantamos!
ou que ninguém sai impune depois de ter cometido um erro!
ou o tal do eterno retorno que o filósofo escreveu!

(...)"Eterno retorno" é um conceito filosófico formulado por Friedrich Nietzsche. Em alemão o termo é Ewige Wiederkunft. Uma síntese dessa teoria é encontrada em Gaia Ciência:

«2"E se um dia ou uma noite um demônio se esgueirasse em tua mais solitária solidão e te dissesse: "Esta vida, assim como tu vives agora e como a viveste, terás de vivê-la ainda uma vez e ainda inúmeras vezes: e não haverá nela nada de novo, cada dor e cada prazer e cada pensamento e suspiro e tudo o que há de indivisivelmente pequeno e de grande em tua vida há de te retornar, e tudo na mesma ordem e sequência - e do mesmo modo esta aranha e este luar entre as árvores, e do mesmo modo este instante e eu próprio. A eterna ampulheta da existência será sempre virada outra vez - e tu com ela, poeirinha da poeira!". Não te lançarias ao chão e rangerias os dentes e amaldiçoarias o demônio que te falasses assim? Ou viveste alguma vez um instante descomunal, em que lhe responderías: "Tu és um deus e nunca ouvi nada mais divino!" Se esse pensamento adquirisse poder sobre ti, assim como tu és, ele te transformaria e talvez te triturasse: a pergunta diante de tudo e de cada coisa: "Quero isto ainda uma vez e inúmeras vezes?" pesaria como o mais pesado dos pesos sobre o teu agir! Ou, então, como terias de ficar de bem contigo e mesmo com a vida, para não desejar nada mais do que essa última, eterna confirmação e chancela?"»

* LEIA MAIS EM : http://pt.wikipedia.org/wiki/Eterno_retorno



(Nadia Stabile e Wikipedia- 15/12/08)

sábado, 13 de dezembro de 2008

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AINDA DA WIKIPÉDIA - CLITÓRIS

Clitóris, clítoris ou clitóride (do grego κλειτορἰς - kleitorís) é, na anatomia, o nome que se dá ao órgão alongado e erétil, localizado na parte superior da vulva, nos mamíferos. Similar ao pênis, que é homólogo[1] ao clitóris - este porém não possui a divisão distal que este apresenta para a uretra e tem função exclusivamente no prazer sexual, mormente nos humanos (a única exceção nesta conformação anatômica ocorre com a Hiena-malhada: nesta espécie, o sistema urogenital é único, possuindo um grande clitóris, chamado de pseudo-pênis, que tem o canal urinário e as vias sexuais e reprodutivas)[2].(...)

Origem do clitóris

Pesquisadores têm se dedicado a estudar as origens ontogenéticas dos órgãos sexuais masculinos e femininos, observando seu desenvolvimento desde o embrião até à puberdade. Os estudos apontaram uma homologia, ou seja, uma origem comum entre pênis e clitóris.

No início do desenvolvimento do embrião, suas células ainda indiferenciadas são influenciadas pelos hormônios maternos, direcionando o desenvolvimento do corpo dos embriões masculinos e femininos para uma forma feminina. Num estágio imediatamente anterior à diferenciação sexual, a região que se tornara a genitália externa apresenta os grandes lábios e a saída da uretra e o falo, ainda neste estado não há a entrada do canal vaginal, assim como o próprio canal vaginal. Somente quando as gônadas masculinas são formadas e começam a produzir testosterona é que o falo começa a se desenvolver e ocorre o processo de criação da uretra para dar origem ao órgão sexual masculino e os grandes lábios se fusionam para dar origem ao saco escrotal. Ou seja, é basicamente pela influência de um hormônio que existe diferenciação sexual entre homens e mulheres no início de seu desenvolvimento. Quando ocorre a diferenciação em gônadas femininas o falo não se desenvolve e há a criação do canal vaginal.(...)

LEIA NA ÍNTEGRA E VEJA ILUSTRAÇÕES EM:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Clitoris

O CLITÓRIS OU CLÍTORIS - DA WIKIPÉDIA



LEGENDA:
1. Glans clitoridis
2. Corpus cavernosum
3. Crus clitoris
4. Urethral opening
5. Bulb of vestibule
6. Vaginal opening

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