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quarta-feira, 30 de julho de 2008

WILHELM REICH,

A CRIANÇA ENTRE

ROUSSEAU E FREUD


Zeca Sampaio

José Gustavo Sampaio Garcia. Mestre em Educação. Doutorando em Educação pela FeUSP. Professor da Universidade Santa Cecília.

zecasampaio@superig.com.br

Este trabalho tem por objetivo traçar um quadro preliminar da concepção de criança na teoria reichiana, a partir de uma busca em seus próprios escritos, ao mesmo tempo, confrontando suas idéias com alguns elementos das diversas concepções de criança através da história humana. Para este confronto será utilizado o quadro dialético entre a tradição rousseauniana e a tradição do modernismo expressa mais claramente na teoria freudiana.

Singer (1997) aponta esta contradição entre a posição de Rousseau, a qual se assenta em uma visão positiva quanto à natureza da criança, e a posição da educação da cultura moderna que tenta impor à criança uma nova natureza. Ela ressalta a crítica de Foucault a esta educação disciplinadora, que procura domar o corpo tornando-o submisso.

Vamos encontrar também em Reich uma crítica explícita a esta educação disciplinadora que impede as manifestações mais importantes da vida.

Em busca de uma compreensão do funcionamento humano

Reich inicia sua busca por uma compreensão do ser humano a partir de seus estudos na faculdade de medicina, mas em especial quando ingressa nas fileiras da psicanálise, tornando-se discípulo de Freud. Esta adesão ao pensamento freudiano lhe permite conciliar elementos aparentemente contraditórios de sua formação que precisarão ser sintetizados para que surja a sua visão de homem e, com ela, sua concepção de criança.

Durante seus estudos na faculdade de medicina, Reich experimenta o conflito entre as explicações mecanicistas e vitalistas para a vida. Reich (1975a, p. 30) mesmo se define, em seu tempo de estudante de medicina, como um mecanicista de pensamento “ultra-sistemático”. Por outro lado, passa a se interessar pelos escritos de Bergson e se torna um grande admirador de seu pensamento. Mecanicismo e vitalismo vão se tornar para ele os representantes maiores da crise que se estabelece na ciência, especialmente em sua busca de compreensão do funcionamento vital. “A questão, ‘O que é a Vida?’ Estava por trás de tudo o que aprendia” (Reich, apud Sharaf, 1983, p. 55).

O interesse por Bergson e por uma visão menos determinista, menos cientificista da vida parece estar em contradição com a formação científica do jovem médico. Mas é exatamente esta visão composta por dois pares antitéticos que traz em si o germe de onde brotará o pensamento reichiano.

Para que estes elementos embrionários do pensamento reichiano possam ser desenvolvidos faz-se necessário que ele encontre um ambiente metodológico capaz de satisfazer tanto a sua necessidade de um método sistemático e verificável, isto é, que seja científico, como a sua busca por uma abordagem capaz de compreender o fenômeno vivo, com sua parcela de indeterminação e unicidade.

E é nesse contexto de crise, entre a tradição mecanicista, positivista da ciência natural de sua formação em medicina e o questionamento filosófico ao determinismo de Bergson, que Reich encontra Freud e seus escritos. A personalidade simples e direta do criador da psicanálise encanta o jovem Reich. Mas, é a atitude experimental, científica, baseada na observação, formulação de hipóteses e teste dessas hipóteses através de novas observações, juntamente com uma teoria da sexualidade com uma visão mais profunda e mais abrangente, considerando a sexualidade para além do papel da reprodução, que fazem com que ele resolva se dedicar ao estudo da psicanálise.

A posição da psicanálise no contexto das ciências que estudam o homem é bastante estratégica. Alguns autores como Japiassu a classificam em uma posição oposta a das psicologias de inspiração positivista, já dentro da fenomenologia ela é muitas vezes criticada como uma abordagem determinista, na medida em que busca as causas históricas inconscientes do comportamento humano.

Figueiredo (1991, p. 27) divide em duas grandes tendências as matrizes do pensamento psicológico, a cientificista e a romântica:

- De um lado se situam aqueles que procuram seguir o modelo das ciências naturais. Buscam a quantificação, os modelos mecanicistas, “classificações e leis gerais de caráter predicativo”.
- De outro, aqueles que acreditam que por ser o objeto das ciências humanas um objeto diferente do objeto das ciências naturais, faz-se necessário o desenvolvimento de uma metodologia própria compatível com este objeto.

Mais adiante, acaba por situar a psicanálise em ambas as matrizes já que vê nela um aspecto “determinista funcional” que a coloca ao lado das teorias funcionalistas de caráter cientificista (1991, ps. 95-100), ao mesmo tempo em que a inclui entre as matrizes compreensivas de influência romântica, por seu aspecto interpretativo (1991, ps. 167-169).

Esta característica intermediária, ou, no dizer de Figueiredo (1991, p. 99) “esta terra de ninguém epistemológica em que (a psicanálise) se originou”, entre a objetividade determinista e a intersubjetividade humanista, pode ter sido um motivo importante para a adesão de Reich às suas fileiras.

Entendo esta “terra de ninguém” como a descrição do fato de que Freud inaugura um território novo para a compreensão do homem.

É uma época em que a oposição entre uma psicologia científica nascente, de paradigma cientificista, positivista e uma psicologia de tradição introspectiva, com raízes na filosofia caracteriza o debate em torno do que é o homem. A primeira via o homem como absolutamente determinado por processos biológicos internos, ou por seu aprendizado de comportamentos, que nega a existência e a possibilidade da liberdade humana. Lembre-se aqui de Skinner. A segunda via o homem como consciência autodeterminada, não dependente de processos biológicos, capaz de decidir a partir de suas próprias determinações, ou no dizer de Sartre, seu próprio projeto, tendo a liberdade como valor fundamental. É só lembrarmos do próprio Sartre e, mais tarde, um Rogers.

A descoberta do inconsciente por parte de Freud relativiza esta segunda posição ao afirmar a existência de motivações para a ação e decisão humanas que estão fora do campo da consciência. Por outro lado, a proposta de um Ego intermediador entre as pulsões instintuais e a realidade exterior, contrariam a idéia de um determinismo absoluto.(...) LEIA NA ÍNTEGRA EM:

http://www.politeia.org.br/tiki-index.php?page=WILHELM%20REICH%2C%20A%20CRIAN%C3%87A%20ENTRE%20ROUSSEAU%20E%20FREUD

sábado, 28 de junho de 2008























LIVRO:"Ame e

Dê Vexame
"

ROBERTO FREIRE



Ame e de vexame aborda as dificuldades de uma vida amorosa numa sociedade voltada para o que está em oposição aos sentimentos. São textos que, ao relatar experiências pessoais, encerram lições valiosas para quem precisa assumir a precariedade de uma existência que não descarte o amor. Eles funcionam como um roteiro leve e bem humorado em favor da gratificação permanente, apesar das advertências de uma sociedade baseada na exploração e no consumo. Na série de textos sobre assunto tão candente, o autor explica as vantagens de mergulhar profundamente naquilo que pode causar escândalo em determinado momento, mas que revela-se, com o tempo, como a única grande motivação de se continuar vivo.























LIVRO:"Sem Tesão Não Há Solução"

ROBERTO FREIRE


Com este livro, Roberto Freire introduz o conceito de tesão na cultura brasileira. Ela revela uma nova prática, que partiu da juventude, de libertar-se das repressões sociais e políticas através do sexo. Foi a descoberta de uma sensualidade mais clara e intensa, ligada a uma real sensação de estar vivo.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

ROBERTO FREIRE,FALECIDO

AOS 81 ANOS,NO

DIA 23 DE MAIO

DE 2008

LEIA:

http://www.alasbarricadas.org/noticias/?q=node/7732/print


"ROBERTO FREIRE"-SOMA,UMA TERAPIA ANARQUISTA -(música:O QUE SERÁ! de Chico Buarque e Milton Nascimento )



sexta-feira, 30 de maio de 2008

EDUCAÇÃO E

LIBERDADE -

FUNÇÃO ORGÁSTICA

- "REICH"

Trecho do livro: "A Educação e a Liberdade em Wilhelm Reich" de Zeca Sampaio

(...)A masturbação infantil e os jogos sexuais entre crianças precisam ser vistos não mais como mácula ou contaminação, mas como parte indispensável do crescimento saudável, aprendizado e vivência essenciais ao bom desenvolvimento da sexualidade adulta.A presença da função orgástica também precisa ser observada em todas as áreas, mesmo que não relacionadas diretamente com a sexualidade. A característica da vida é funcionar no ritmo de quatro tempos definido pela fórmula do orgasmo . Esta seqüência inicia-se com a tensão mecânica seguida pela carga energética e completa-se com a descarga energética seguida pelo relaxamento mecânico. Todas as atividades humanas, portanto também aquelas presentes na educação, devem ser regidas por esta seqüência de eventos (ALBERTINI, 1994, p. 88).A constante falta de descarga orgástica adequada resultará na perda da auto-regulação e no encouraçamento. Assim, a ausência de satisfação e relaxamento, ao final das atividades infantis, é um sinalizador de que algo não vai bem na prática educacional. A característica básica de toda ação engajada, no sentido vital, é de iniciar num crescendo de tensão e carga energética e terminar em uma descarga e relaxamento, com o prazer que lhe corresponde. O educador deve conferir se essas fases estão se sucedendo, se quiser avaliar o funcionamento vital do educando. O funcionamento orgástico não é suscetível de ser produzido, nem induzido, uma vez que tem por essência a espontaneidade, mas sua escassez é detectável, assim como as causas de seu bloqueio ou perturbação, sendo possível assim eliminá-las.(...)CONTINUA EM: http://www.cursoideb.utopia.com.br/tiki-index.php?page=Educa%C3%A7%C3%A3o+e+Liberdade+em+Wilhelm+Reich-parte+IV
*COMUNIDADE POLITEIA: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=37391367

quinta-feira, 10 de abril de 2008

LIVRO:"Meio século de

psicoterapia

verbal e corporal"

José Angelo Gaiarsa

No livro Meio século de psicoterapia verbal e corporal, publicado pela Editora Ágora, o trigésimo de sua carreira, Gaiarsa também expõe a súmula de suas idéias e propõe algumas medidas pedagógicas originais que vêm a constituir seu estilo, sua marca pessoal. A psicologia e a psicoterapia da “escola Gaiarsa” são baseadas primariamente na visão e na comunicação não-verbal, na motricidade e na respiração. O livro integra, além de elementos de todos os sistemas psicoterápicos desenvolvidos nos séculos XIX e XX no Ocidente, pinceladas de práticas orientais como budismo, ioga, artes marciais e zen. O resultado é um trabalho forte e original baseado no desenvolvimento motor do ser humano – trabalho esse que vem encantando e provocando polêmicas há várias gerações. Expandindo as idéias de Wilhelm Reich, Gaiarsa contesta a maior parte das escolas psicoterápicas, apontando o que lhes falta mais do que criticando. Com relação a Sigmund Freud, por exemplo, o autor admite que usa conhecimentos da psicanálise, mas condena-lhe a falta de percepção do olhar, da respiração, do contato físico, dos movimentos e da relação interpessoal entre pacientes e terapeuta. Gaiarsa, ao contrário, faz questão de colocar seu personagem – o neurótico – em relação com a família e a sociedade. Segundo ele, sendo a estrutura do cérebro formada por 2/3 de controle motor e 1/3 de visão, os sistemas corporais não podem ser ignorados. “A partir da psicanálise e continuando a tradição filosófica da psicologia racional, a psicoterapia apoiou-se quase exclusivamente na comunicação verbal. A psicologia científica foi absorvida pelas estatísticas e pela busca de ‘padrões’ que são a negação da individualidade – objeto primário da psicoterapia”, afirma o autor. Nesta obra, Gaiarsa detalha também as relações que vê entre a angústia e a contenção respiratória involuntária. E o tema da teoria “gaiarsiana” se desenvolve com base na tese de Jung de que “quem não se envolve não se desenvolve”.O autorCom 30 livros editados, o médico e escritor José Angelo Gaiarsa é conhecido pelas suas posições polêmicas. Paulista de Santo André, formado pela Faculdade de Medicina da USP (1946), ele é um dos mais respeitados psiquiatras de São Paulo. Palestrante de sucesso, Gaiarsa apresentou durante anos o quadro Quebra-Cabeça do programa Dia Dia, transmitido pela TV Bandeirantes, abordando temas como família, sexualidade e relacionamentos amorosos.

Título: Meio século de psicoterapia verbal e corporal
Autor: José Angelo Gaiarsa
Editora: Ágora
www.editoraagora.com.br

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Educação

e Liberdade

em Wilhelm Reich

No pensamento reichiano, a liberdade torna-se valor central da educação tanto em seus objetivos como em seus métodos.Primordialmente, a educação deve ser para a liberdade como forma de garantir a mudança que se faz urgente em nossa sociedade. Isso significa que o homem necessita abandonar o sistema patriarcal repressor que vem adotando há milhares de anos e buscar um modelo mais compatível com as suas funções vitais.É essencial que se tenha clareza das dificuldades presentes na passagem do autoritarismo para a autonomia, assim como do papel dos educadores nessa transição. Torna-se indispensável conhecer os processos que geram o clamor por autoridade, em nossa cultura.A função de auto-regulação não é mais o dilema. O maior problema agora é — e continuará sendo por um longo período — como salvaguardar o crescimento natural de crianças, como protegê-lo contra um tipo de opinião pública que brota do animal encouraçado, rígido, sem vida, amedrontado, sem esperança, o Homo normalis (REICH, 1973a, p. 128).O fato de o homem encouraçado ser incapaz de vislumbrar o funcionamento auto-regulado como fundamento para a vida social e para a cultura assoma como enorme barreira à mudança.Reich revela a contradição no projeto educacional moderno que advoga a domesticação do animal existente na criança para a formação do homem livre, cidadão autônomo. Critica a educação que visa uma segunda natureza, eliminando o que é inato, e cujo objetivo é adaptar o homem à sociedade através do controle disciplinar do corpo, meio utilizado pela civilização do encouraçamento para obter a docilidade e a subserviência. Esta pseudoliberdade baseada na coerção é que impede a humanidade de recuperar a verdadeira independência. A repetição da estrutura encouraçada de geração a geração, produzida pela educação autoritária, é o principal empecilho à saída do homem de sua prisão.O encouraçamento patológico e a peste emocional, que remontam ao surgimento da sociedade patriarcal, são as funções que bloqueiam o contato e o acesso do ser humano à sua natureza positiva. O pouco contato que lhe é possível para além da superfície do encouraçamento se estabelece com a camada secundária do sadismo e das pulsões anti-sociais. Diante disso, não se pode abrir mão da moralidade rígida, sob pena de se instaurar o caos. Constrói-se uma visão pessimista de homem, uma concepção que se perde nos tempos e que chega aos dias de hoje através da tradição judaico-cristã, e dos ideais de disciplina e ordem como metas educacionais desenvolvidas pela filosofia na modernidade. No século XX, a psicanálise, com suas hipóteses da pulsão de morte e do conflito inevitável, surge como representante científica deste paradigma, segundo o qual a natureza humana é má e precisa ser educada — leia-se, domesticada — para que possa viver em sociedade.Por outro lado, do ponto de vista rousseauniano, o homem é essencialmente bom; a sociedade é que o corrompe. Embora mais próxima da leitura reichiana do funcionamento do homem, esta corrente também pressupõe uma oposição básica entre o funcionamento social e o natural. Em Reich, o conflito existe apenas nesta civilização, tal como ela é. Em outra realidade cultural, natureza e sociedade poderiam se harmonizar.Reich avizinha-se também das idéias de Rousseau na admiração que demonstra pelo funcionamento saudável dos selvagens, especialmente aqueles que se encontram sob o regime matriarcal, como os Trobriandeses descritos por Malinowski. Porém, não se pode acusar o pensamento reichiano de saudosista ou primitivista.Não há espaço aqui para romantismo barato. Ele precisa ser substituído pela luta em favor de uma organização humana dentro de um padrão tecnológico mais alto, e de uma estrutura que nunca se permita esquecer o processo de humanização. Esta nova ordem corrigirá o desenvolvimento errôneo de muitos milhares de anos e permitir-nos-á observar o quadro de um colonizador luxurioso, obeso e brutal, ele mesmo uma vítima de nossa cultura vergonhosa, que é um verdadeiro pesadelo (REICH, 1976, p. 130).A proposta reichiana de educação para a liberdade não tem o sentido de volta ao paraíso perdido ou de retorno ao primitivismo. Ao contrário, demonstra clareza crítica em relação a todas as teses simplificadoras do tema da repressão em nossa sociedade e da pureza do homem selvagem.Reich preocupa-se com a ponte entre a humanidade que vive aprisionada e as crianças do futuro. Esta transição tem por objetivo final uma sociedade mais livre e justa, sem esquecer que, neste momento, a retirada total das forças de contenção levaria ao caos. Deve fundamentar-se, portanto, na distinção entre pulsões primárias (para a vida) e secundárias (anti-sociais), com o sentido de favorecer as primeiras e limitar as últimas. A mudança precisa ocorrer de forma gradual e cuidadosa para que as forças da peste emocional não destruam os esforços emancipadores e, numa onda de reação, deflagrem um quadro mais negro ainda do que o atual. A educação é o palco em que esta passagem pode acontecer.(...) continua em : http://www.cursoideb.utopia.com.br/tiki-index.php?page=Educa%C3%A7%C3%A3o+e+Liberdade+em+Wilhelm+Reich-parte+IV

domingo, 30 de março de 2008



ROBERTO FREIRE,

preso 12 vezes na época da ditadura militar.

Foi torturado,mas sobreviveu e tornou-se o criador da

Somaterapia,baseada nas idéias de Reich. Nunca identificou-se

com o Marxismo.Dedicou sua vida ao Anarquismo.

Sempre foi contra qualquer tipo de autoritarismo!

Escreveu vários livros,dentre eles

"Sem Tesão Não Há Solução".

Nadia Stabile - 30/03/08

sexta-feira, 6 de julho de 2007

DENTES

hoje eles rangeram
sentei aqui e escrevi
sublimação
lembro-me de Freud
dentes,função total
cortam,furam,dilaceram,moem,trituram,
estruturam nossa face,produzem palavras claras,
socialmente dizem tudo,fortes signos que denunciam a origem de seu proprietário,
ajudam ou atrapalham diz o povo:parentes são os dentes,
quanto mais separados melhor assim acumulam menos sujeira,
ou só dão problemas...pobres,esquecem das mil e uma utilidades
destes protagonistas que tem como um de seus
coadjuvantes,a língua,que sem eles não poderiam ecoar palavra
com clareza...dentes que rangem e riem
que mordem,que sibilam junto com os lábios,o palato,a língua,os dentes,
os lábios,boca,fase oral,prazer,vômito,sexo,delícias,chupeta,
mama,pirulito,pipoca,puxa-puxa,salgadinhos,fumo,
bebidas,caneta,lápis e unhas roídas,chicletes,fofoca,
beijos,chupadas,mordidas,cuspidas,vaias, Freud,
Jung,Reich,Fellini,Bacon,Picasso,Dali,
Basquiat,design,gastronomia,ópera,rock,circo,
sêmen,secreção,sangue,ódio,rancor,revolta,
conheci um bebê que mordia,chupava e beijava
tudo ao mesmo tempo,tinha 1 ano e meio,boca,
dente,saliva,língua,palato,assoalho,
mandíbula,maxilar,desintegrar,deglutir,
digerir,assimilar,nutrir,dor,grito,amar,julgar,
visceral,social,funcional,principal,central,
dentes estão na entrada principal superior,
testemunhas da evolução,antepassados do liquidificador,
modelo de design,diplomatas e operários,reciprocidade,
na morte de um,todos se desestruturam,
mas podem ser substituidos,
em sua engenharia a competência conjunta,
a relação,a cooperação entre as partes,
é que faz o todo,lembrando Piaget.

Nadia 01/11/2005

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