sábado, 6 de junho de 2009
TÚNEL DO TEMPO: TROPAS OCUPAM A USP, COMO NA DITADURA
Celso Lungaretti (*)
Termine como terminar a nova ocupação policial da Universidade de São Paulo, o grande perdedor, claro, é o governador José Serra, que começou sua trajetória política como presidente da União Nacional dos Estudantes e agora repete as práticas autoritárias do ministro da Educação da ditadura, Jarbas Passarinho.
Faz lembrar a propaganda contra armas que eu via nos ônibus quando criança: hoje mocinho, amanhã bandido.
Depois que o estado de direito foi restabelecido no Brasil, a atitude de tratar movimentos reivindicatórios e sociais como casos de polícia parecia estar destinada à lata de lixo da História, como parte da herança maldita do regime militar.
Foi estarrecedora a postura de Serra, ao permitir que as tropas ocupassem várias unidades de uma instituição universitária, como resposta a uma simples greve de funcionários!
Quanto à reitora, é a pessoal errada no lugar errado. Clama aos céus que não tem a mínima idéia do que seja um templo do saber e da decisão nefasta que tomou ao, com o aval de Serra, chamar a polícia para o campus.
Veio-me à lembrança a frase imortal de D. Paulo Evaristo Arns, diante da invasão da Pontifícia Universidade Católica pela PM: "'Na PUC só se entra prestando exame vestibular".
O resultado não se fez por esperar: agora os professores e os alunos também estão em greve, reagindo à truculência e à intimidação.
Serra é mais uma personalidade empenhada em incinerar seu currículo, talvez até como forma de se tornar palatável para os inimigos de ontem. Quer mostrar serviço para a direita, convencendo-a de que é capaz de servi-la fielmente, aplicando força desnecessária e criminalizando os movimentos dos quais outrora participou.
Vendeu a alma na esperança de chegar à Presidência da República. Tomara que nem essa contrapartida obtenha!
Talvez Serra até venha a seguir a exortação atribuída ao jornalista José Nêumanne Pinto, de que a polícia deveria mesmo é mandar bala nos baderneiros.
Se foi isso mesmo o que Nêumanne disse num telejornal matutino do SBT, é melhor ele abandonar de vez a profissão de jornalista, pois terá se tornado um estranho no ninho. Aliás, quem fala algo assim apartou-se da própria civilização.
Registro, finalmente, minha total e irrestrita solidariedade aos bravos professores, estudantes e funcionários da USP, que neste momento estão na linha de frente da resistência da sociedade brasileira às forças obscurantistas empenhadas em, pouco a pouco, irem reintroduzindo o autoritarismo em nosso cotidiano.
* Jornalista e escritor, mantém os blogues
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
TÁ COM PRESSA!!?? VAI DE BIKE!! WORLD NAKED BIKE RIDE EM SÃO PAULO - CICLOATIVISTAS QUEREM ESPAÇO NESTA MEGALÓPOLE DOIDA!!
A CORAGEM DOS CICLOATIVISTAS PELADOS DE SÃO PAULO!!JUNHO DE 2008
World Naked Bike Ride em São Paulo, Brasil. Cobertura de Renata Falzoni e Tomaz Cavalieri para o Aventuras, da ESPN/Brasil.
Declaração dos participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo - A I Pedalada Pelada de São Paulo, ou World Naked Bike Ride (WNBR)14/06/08
Liberdade de expressão e manifestação.
Iniciada a pedalada na Avenida Paulista, à medida que os ciclistas se distanciavam da praça foram tomando coragem de expor mais seus corpos. Seguindo o lema naturista, puderam celebrar sua nudez não sexualizada e não comercializada, muito diferente da exposição sexual dos corpos padronizados tão comum nas emissoras de TV e revistas.
Centenas de pessoas puderam expor por alguns instantes seus corpos “imperfeitos”, gorduras a mais ou a menos, celulites e estrias livres da ditadura estética vigente que causa distúrbios alimentares, complexos e depressões.
A alegria desse momento foi tão contagiante que provocou aplausos da “platéia”. Pessoas que caminhavam pelas ruas, passavam dentro de ônibus ou automóveis, riam, assobiavam, apontavam a massa de pelados que pedalava. Câmeras e mais câmeras de celulares foram apontadas para a avenida.
E a prova máxima de civilidade foi dada pelos próprios ciclistas nus (ou seminus), que abriram mão de assédios e piadas de mau gosto para compartilhar respeitosamente um momento de pura liberdade de expressão e manifestação.
**Criminalização da nudez, neutralização da massa e violência policial
Infelizmente, aprendemos com nossa ação que a nudez que se manifesta livremente a favor da vida é criminalizada, enquanto a nudez explorada, sexualizada e comercializada nos carnavais, novelas e revistas é permitida.
Durante o trajeto, um comandante da polícia militar deixou claro a quem ele pensou ser o organizador da ação, que o nu frontal não seria tolerado, somente corpos pintados como no carnaval. Apesar das dezenas de ciclistas completamente nus, André Pasqualini acabou sendo escolhido como o “bode expiatório” e foi levado nu para a delegacia, como forma de neutralizar nossa ação.
Alguns ciclistas tentaram se manifestar contra a prisão e foram agredidos com pontapés e gás de pimenta, como mostra diversas fotos e vídeos publicados pela grande mídia (matéria no Estadão) e pela mídia independente. Como sempre é feito em manifestações ciclo ativistas, os ciclistas ergueram suas bicicletas no ar. Foram absurdamente acusados de usá-las como arma.
O comandante da operação declarou diante das câmeras que fez o que estava planejado, prendeu o “líder” da ação para acabar com a manifestação. A lógica estava errada, já que não existem líderes ou organizadores da Pedalada dos Pelados, mas a tática deu certo, porque seja lá quem tivesse sido detido, nós não deixaríamos de apoiá-lo.
Com a prisão de um dos seus participantes, a massa perdeu um pouco em alegria e parte dela seguiu escoltada pela CET rumo ao 78º DP na Rua Estados Unidos. A festa continuou ali, aos gritos de “Ô seu delegado, libera o pelado!”.(...)
LEIA MAIS EM : http://apocalipsemotorizado.net/2008/06/19/eram-muitos-os-pelados/
WNBR Brasil - São Paulo -Aventuras com Renata Falzoni Parte 2
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
PICHAÇÕES DE MAIO DE 68 EM PARIS


Veja frases que expressavam o pensamento da década de 60
Folha Online
30/04/08
Além dos confrontos entre estudantes contra policiais e soldados nas ruas e universidades da Europa, Maio de 68 foi também o período em que surgiram frases emblemáticas das novas idéias que surgiam. Elas apareceram em pichações, faixas, cartazes, e nas paredes das universidades.
Veja algumas das frases criadas pelos estudantes na época:
Liberdade
"Sejam realistas, exijam o impossível!"
"A imaginação ao poder"
"É proibido proibir"
"As paredes têm ouvidos, seus ouvidos têm paredes"
"Se queres ser feliz, prende o teu proprietário"
"O patrão precisa de ti, tu não precisas dele"
Poder
"Todo poder abusa. O poder absoluto abusa absolutamente"
"Todo poder aos conselhos operários (um enraivecido)
Todo poder aos conselhos enraivecidos (um operário)"
"Abaixo o realismo socialista. Viva o surrealismo"
"O poder tinha as universidades, os estudantes tomaram-nas. O poder tinha as fábricas, os trabalhadores tomaram-nas. O poder tinha os meios de comunicação, os jornalistas tomaram-na. O poder tem o poder, tomem-no!" Efe
Polícia detém estudantes universitários
Política
"Nós somos todos judeus alemães"
"A política passa-se nas ruas"
"Viva o poder dos conselhos operários estendido a todos os aspectos da vida"
"Trabalhador: tu tens 25 anos, mas o teu sindicato é do outro século"
"Todo reformismo se caracteriza pela utopia da sua estratégia, e pelo oportunismo da sua tática"
"Quando a Assembléia Nacional se transforma em um teatro burguês, todos os teatros da burguesia devem se transformar em Assembléias Nacionais"
"Juventude Marxista Pessimista"
Revolução
"Revolução, eu te amo"
"A revolução deve ser feitas nos homens, antes de ser feita nas coisas"
"Um só fim de semana não-revolucionário é infinitamente mais sangrento que um mês de revolução permanente"
"A revolução não é a dos comitês, mas, antes de tudo, a vossa.
Levemos a revolução a sério, não nos levemos a sério"
"Quanto mais amor faço, mais vontade tenho de fazer a revolução.
Quanto mais revolução faço, maior vontade tenho de fazer amor"
Universidade
"Abaixo a Universidade"
"Professores, sois tão velhos quanto a vossa cultura, o vosso modernismo nada mais é que a modernização da polícia, a cultura está em migalhas"
Solidariedade
Cartaz "O movimento popular não possui templo", feito por estudantes
"A sociedade nova deve ser fundada sobre a ausência de qualquer egoísmo e qualquer egolatria. O nosso caminho será uma longa marcha de fraternidade"
"Tu, camarada, tu, que eu desconhecia por detrás das turbulências, tu, amordaçado, amedrontado, asfixiado, vem, fala conosco"
Outros temas
"Abaixo a sociedade espetacular mercantil"
"Os limites impostos ao prazer excitam o prazer de viver sem limites"
"O sonho é realidade"
"Acabareis todos por morrer de conforto"
"O sagrado, eis o inimigo"
"Abaixo os jornalistas e todos os que os querem manipular"
"Abaixo o Estado"
"Viva o efêmero"
Fontes: livros "A Sociedade do Espetáculo" (Guy Debord), "Internacional Situacionista" (coletânia de textos publicados em Maio de 1968) e site Vilar de Mouros 1971
http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u396750.shtml
TEOREMAS DE BENSAÏD,NO LIVRO "OS IRREDUTÍVEIS" (clique aqui)

"Os irredutíveis: teoremas da resistência para o tempo presente",
de Daniel Bensaïd, rebate as reduções simplistas da filosofia política pós-moderna, buscando alternativas para o pensamento. Filósofo e ativista político francês, um dos principais nomes dos movimentos de 1968, o autor rejeita a idéia que condena o mundo a uma catástrofe inexorável.
O que é ser irredutível nesse contexto? É não perder a noção de que a globalização imperial – que representa os interesses privados do capital – e a burocracia stalinista não são as únicas formas de organizar o pensamento e o mundo, em movimento acelerado.
Qual a alternativa? Num texto aforismático, herança do estilo de autores como Guy Debord, Bensaïd coloca uma sucessão de teoremas sobre grandes questões que deveriam ser submetidas criticamente à prova do presente. Os títulos dos teoremas, provocações em si, são: “A política é irredutível à ética e à estética”, “A luta de classes é irredutível às identidades comunitárias”, “A dominação imperial não é solúvel nas beatitudes da globalização mercantil”, “Quaisquer que sejam as palavras para expressá-lo, o comunismo é irredutível às suas falsificações burocráticas” e “A dialética da razão é irredutível ao espelho quebrado da pós-modernidade”.(...)
Trecho
Diferentemente de postulados indemonstráveis, que supõem o consentimento do interlocutor, ou de axiomas que apelam para a força da evidência, trata-se de proposições demonstráveis. Com seus corolários e seus escólios, esses “irredutíveis” e “insolúveis” constituem uma crítica do caldeirão de cultura pós-moderna e dos novos ídolos de cinzas.
Sobre o autor
Daniel Bensaïd, filósofo e dirigente da Liga Comunista Revolucionária, foi um dos militantes mais destacados dos movimentos de Maio de 1968. É professor de Filosofia da Universidade de Paris VIII. Autor de muitas obras, tem, entre as publicadas em português Marx, o intempestivo (1999) e, em co-autoria com Michael Löwy, Marxismo, modernidade e utopia (2000).(..) leia na íntegra em:
http://www.boitempo.com/livro_completo.php?isbn=978-85-7559-107-9
MAIO DE 68 E CHE GUEVARA - ÉTICA E INTERNACIONALISMO DE CHE É QUE MARCOU A JUVENTUDE DE 68 - MICHAEL LOWY DIZ ISSO EM SEU LIVRO: "O PENSAMENTO ...

LIVRO: "O PENSAMENTO DE CHE GUEVARA" DE MICHAEL LOWY
Nascido em 1928 e assassinado em 1967 em uma emboscada na Bolívia, onde lutava contra as forças que oprimiam o povo boliviano, seu compromisso com a História foi forjado na luta diária, no campo, na cidade e na trincheira revolucionária, clandestina ou legal, quando colocou o seu pensamento em prática. Pelas suas intervenções políticas, o pensamento que desenvolveu e o significado que sua trajetória assumiu, Che tornou-se um dos símbolos do século de maiores transformações e enfrentamento de idéias e de forças que a humanidade já conheceu. Che é um exemplo de luta intransigente, o que faz de sua militância um legado para as novas gerações de lutadores e lutadoras do povo por um mundo melhor.
sexta-feira, 4 de julho de 2008
(...e na Al.Casa Branca
a tropa de choque na espreita!...
armada até os dentes!)
"Em greve, professores
participam de reunião
do TRT e fazem
assembléia na Paulista"
do Agora
da Folha Online
Uma reunião de conciliação no TRT (Tribunal Regional do Trabalho) e uma assembléia marcada para a tarde desta sexta-feira na avenida Paulista podem pôr fim à greve dos professores da rede estadual, que hoje completa 19 dias.
Por iniciativa do Ministério Público, o sindicato da categoria, a Apeoesp, deve se reunir com representantes da Secretaria de Estado da Educação.
Na semana passada, a pasta não compareceu a uma reunião de conciliação. A presidente do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha, diz que categoria "está disposta a negociar", mas deve manter o "estado de greve" nas férias e retomar os protestos após o início das aulas, em agosto.
Na pauta de reivindicações da categoria está revogação de um decreto que restringe transferências de professores e diretores e cria avaliação anual para ocupação de vagas por temporários. Em vez de prova, querem concurso.
Entre outros pontos, a Apeoesp quer também o pagamento integral e a reposição dos dias parados referentes ao período da greve. No último dia 2, a Secretaria de Estado da Educação anunciou que os professores que aderiram à greve terão os dias parados descontados dos salários.
Trânsito
A assembléia programada para hoje deve voltar a atrapalhar o trânsito na região central de São Paulo. A expectativa é de que os professores estejam no vão livre do Masp por volta das 14h30.
Nas duas últimas sextas-feiras, os professores realizaram assembléias no vão do Masp e seguiram em passeata até a praça da República, fechando a Paulista e outras ruas do centro. Em 13 de junho, o percurso foi inverso.
sábado, 21 de junho de 2008
PARA A RETIRADA
DO EXÉRCITO!!!
REPASSE ESTA MATÉRIA!!
A Justiça decidirá na próxima quinta-feira (26/06) se ordena ou não a evacuação do contingente do Exército que afronta e aflige a comunidade do Morro da Providência, tendo sido responsável pela tortura e morte de três cidadãos.
Conclamo a todos os democratas que ajudem a pôr um fim em mais essa tentativa camuflada de impingir à população a participação de militares em tarefas policiais. Que voltem para os quartéis, de onde só deveriam sair para cumprir suas verdadeiras missões: defender o Brasil contra inimigos externos e zelar pela segurança das fronteiras, do espaço aéreo e marítimo. Ordem interna é outro departamento.
Se houver interesse, o meu artigo FORA, EXÉRCITO! está disponível para repasse, publicação e citação:
FORA, EXÉRCITO!
Celso Lungaretti (*)
O que há de tão inusitado no fato de que militares, direta ou indiretamente, causaram a morte de três favelados que não haviam cometido crime nenhum, exceto o de não lamberem suas botas?
Durante a ditadura de 1964/85, assassinatos muito mais escabrosos foram por eles cometidos às dezenas, evidenciando que, quando desafiados, é mesmo com tal truculência e bestialidade que alguns de nossos militares reagem.
Também não será novidade nenhuma a existência de ligações perigosas entre integrantes das Forças Armadas e a criminalidade – isto se foram mesmo os traficantes que torturaram e executaram aqueles pobres coitados. Não deve ser descartada a hipótese de que se trate apenas de uma manobra diversionista, visando repartir com civis uma culpa exclusiva dos fardados -- mesmo porque o relato da mãe de um deles, que garante ter visto o filho caído e ensanguentado no quartel, traz logo à lembrança o acobertamento das circunstâncias da morte de Vladimir Herzog e tantos outros durante os anos de chumbo.
Enfim, prevalecendo a versão oficial, vale recordar o emblemático episódio da equipe de torturadores da PE da Vila Militar (RJ), que, na década de 1970, incorreu em associação, seguida de disputa de mercado, com contrabandistas, para compensar o esgotamento do vantajoso filão do combate à subversão, que lhe valia gordas propinas de empresários direitistas e o direito de rapinagem dos bens dos resistentes mortos ou detidos.
Como qualquer instituição, o Exército Nacional não tem apenas o paradigma por ele escolhido (Caxias). No outro extremo há o Capitão Aílton Guimarães Jorge, que conspurcou a farda duas vezes: como torturador e como contraventor.
O pior é que, mesmo tendo sido comprovado seu envolvimento com os contrabandistas, foi absolvido por seus pares. Não o expulsaram das Forças Armadas nem mandaram a julgamento na Justiça Civil, como seriam os procedimentos cabíveis. Deixaram que saísse do Exército pela porta da frente e fosse logo bater na porta dos fundos da fortaleza do bicheiro Tio Patinhas, iniciando a meteórica carreira que o transformou num dos reis da loteria zoológica e do bingo no Rio de Janeiro.
O que separa o Exército de Caxias do Exército do Capitão Guimarães não são desvios de conduta (o eufemismo que estão usando para justificarem o atual episódio chocante), mas sim desvios de função.
Como atestam os muitos escândalos e negociatas ocorridos (e encobertos pelo manto da censura) durante a última ditadura, os militares não são imunes à corrupção que atinge o resto da sociedade. Enquanto ficam restritos à sua missão constitucional, esperando nos quartéis a hora de defenderem a Nação contra inimigos externos, mantêm-se razoavelmente a salvo desse contágio.
No entanto, ao saírem da caserna para policiar favelas ou a sociedade como um todo, podem tornar-se uma monstruosidade: criminosos especificamente treinados para a guerra e detentores do monopólio do uso legal da força.
Foi por isso que em abril de 2007, quando o governador Sérgio Cabral mandou ofício ao presidente Lula pedindo a ajuda das Forças Armadas para “assegurar a lei e a ordem na região metropolitana do Rio”, eu adverti que haveria “os inevitáveis episódios chocantes” e que o Estado não tinha “o direito de dispor a bel-prazer da vida dos favelados inocentes” (artigo Em abril Cabral descobre... os quartéis!, 12/04/07, http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/2007/04/em-abril-cabral-descobre-os-quartis.html ).
A reação da sociedade, principalmente dos defensores dos direitos humanos, tem evitado que se consagre essa política de delegar aos militares a manutenção da ordem interna – desastrosa sempre que a tentaram implantar. Daí o subterfúgio de requisitar-se o Exército para fornecer segurança ao projeto Cimento Social no morro da Previdência, um exercício de relações-públicas visando preparar o caminho para o desejo de Cabral se tornar realidade.
Pois bem, o tiro saiu pela culatra e, em vez de agradecida, aquela comunidade carente está gritando “Fora, Exército!”.
As primeiras reações oficiais, entretanto, foram as piores possíveis: lágrimas de crocodilo em novo exercício de relações-públicas (o pedido de desculpas às famílias da vítima) e, o que realmente conta, os esforços do Executivo para preservar a iniciativa funesta, não acatando a sábia liminar concedida pela Justiça.
Três cidadãos torturados e mortos até agora não foram suficientes para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva desista de enfiar pela goela da sociedade adentro o desvio de função dos militares. Quantas outras atrocidades serão necessárias?
* Celso Lungaretti, 57 anos, é jornalista e escritor. Mais artigos em http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/
terça-feira, 17 de junho de 2008
SÃO PAULO SEM CARROS!!! QUE PARAISO SERIA!!...MANIFESTAÇÃO NA AV.PAULISTA DOS CICLISTAS PELADOS! 14/06/08
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
terça-feira, 1 de abril de 2008
mundo vive num
'regime plutocrático'
Bogotá, 10 Jul (Lusa) - O escritor português José Saramago disse durante encontro literário na Colômbia, que está sendo implantado no mundo um "regime plutocrático", em que os governos "são comissários políticos dos poderes econômicos".O Prêmio Nobel da Literatura de 1998 deu as declarações quando participava numa conversa pública com a escritora colombiana Laura Retrepo, na segunda-feira, no teatro municipal Jorge Eliécer Gaitán, de Bogotá.São "os ricos que governam e, quando precisam que outros governem por eles, têm-nos", disse Saramago no encontro "Elogio da Leitura", integrado nas iniciativas de "Bogotá Capital Mundial do Livro 2007".O escritor considerou que o mundo passa por um "processo de anestesia de que somos vítimas sem saber o que está por detrás daquilo a que se chama democracia".Para Saramago, a questão da democracia está sendo tratada de forma superficial, limitada atualmente à convocação de eleições para eleger um governo por um determinado período, para depois convocar novas eleições.Afirmou que, em muitos países, "a vida é determinada e dirigida por organismos que, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, não são democráticos". Segundo o escritor, para enfrentar essas entidades, as sociedades precisam de novas idéias, mas, "infelizmente, não as temos", disse.Saramago afirmou ainda que a civilização, como é entendida hoje, pode estar chegando ao fim, pelo desenvolvimento tecnológico e pela engenharia genética.10/07/2007
http://diversao.uol.com.br/ultnot/lusa/2007/07/10/ult3680u674.jhtm
LEIA TAMBÉM:
SARAMAGO: «A democracia ocidental está ferida de morte»
http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2004/03/276310.shtml
"...a democracia que temos hoje,nos dá o direito do voto,que após eleito o político,
é por nós aceito para governar o país,ou estado...mas o poder ? está nas mãos de quem?
não está nas nossas e nem nas mãos dos políticos! está numa meia dúzia de multinacionais!
é o poder econômico que na realidade governa o mundo,e de uma forma nada democrática!
a plutocracia é o poder dos ricos." Saramago,numa entrevista ao Canal Universitário,TV PUC,em São Paulo.
Nadia Stabile - 01/04/08











