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sexta-feira, 5 de junho de 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Moeda social substitui dinheiro e estimula desenvolvimento local


12 de novembro de 2008

Fonte: Fernanda Barreto (fernanda.ascom@brasilocal.org.br)

O mundo financeiro mudou. As bolsas encolheram, moedas esvaziaram-se e grandes bancos desapareceram do mapa.
No Brasil, existem, porém, 33 comunidades que dão as costas para o que acontece no resto do planeta. Se
consultadas, seriam capazes de dar lições de economia aos poderosos. Elas imprimem o seu próprio dinheiro, só compram
com desconto e emprestam a menos de 1% ao mês. Não é pouca coisa. A chamada economia solidária já conta com
35 bancos e cinco moedas próprias em circulação. No lugar do real, entram papéis alternativos, como a palmas, o bem, a
terra ou a oração, que chegam a valer mais do que a moeda oficial do país.
Dentro do sistema de economia solidária, não existe crise financeira. Nem internacional, nem local. O funcionamento é
simples: em vez de pagar em reais, o consumidor usa a moeda social em circulação no seu bairro ou cidade. No
comércio local, ele ganha desconto ao pagar com esse dinheiro. Já o comerciante pode desfazer a troca no banco
social, se tiver necessidade de fazer compras fora da comunidade. “Com isso, a riqueza fica dentro do bairro, pois o
pagamento em palmas ou orações não tem valor fora dali”, observa. É o oposto da economia globalizada, onde o investidor
só aplica no Brasil se ele for o país mais rentável no momento. “Durante uma crise, os investimentos evaporam, porque
não há nenhum vínculo com o país ou com a comunidade. A riqueza muda muito rapidamente de lugar”, compara
Peterson Gandolfi, professor de administração da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
A primeira experiência com moeda social de Minas Gerais está instalada em Uberlândia, na rica região do Triângulo
Mineiro. Quem colabora na organização não-governamental (ONG) Ação Moradia recebe o pagamento pelas horas
trabalhadas em hora-ação, o nome oficial da moeda. Em mineirês, foi encurtado para oração. Na prática, cada hora de
colaboração na cozinha, na limpeza ou na costura corresponde a uma oração. Com o tempo, Enilda passou a achar mais
bonito receber o salário em moeda solidária. “Aqui dentro, a oração vale do mesmo jeito que o real”, completa.
Com as cédulas na mão, devidamente numeradas e plastificadas, é possível trocar por mercadorias usadas no bazar,
que recebe doações de eletrodomésticos, móveis e computadores das empresas da região. Na tabela de preços, um par de
meias vale duas orações, um fogão sobe para 50 orações e o computador atinge o teto de 70 orações. “Nenhuma comunidade
é tão pobre que não consiga gerar sua própria riqueza. O problema é que o trabalhador gasta o seu salário mínimo no
supermercado das grandes redes, em vez de dar preferência para o mercadinho do bairro. Com a moeda alternativa, o
dinheiro forçosamente vai ficar dentro da comunidade e circular lá dentro. Quem quiser comprar fora terá de trocar por
reais”, explica o empresário Oswaldo Cetti, que fundou a entidade com a mulher, Eliana Maria Carrijo Setti. No caso
dele, a moeda social também minimizou o dilema na hora de distribuir as doações de bens de maior valor e ajudou a
captar mais horas de trabalho “voluntário” entre as pessoas da comunidade.
Bom, seguro e sempre solidário Cadastros de clientes são baseados na confiança e praticamente não há inadimplência
no setor. Mas também existem regras legais para os bancos sociais
O 15 de setembro de 2008 já entrou para a história como o marco do maior crash internacional depois de 1929. Nesse
dia, o mundo percebeu o alcance da quebradeira quando o Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos
americano, pediu concordata. Não há risco de nada parecido ocorrer com nenhum dos 35 bancos comunitários
brasileiros que, do dia para a noite, se tornaram as únicas instituições realmente sólidas no mercado. Só por um motivo: a
garantia é de outra ordem, não-financeira. “Aqui não há como ocorrer o subprime americano (traduzido como distribuir
empréstimos imobiliários a quem não tem condições de pagar). Antes de emprestar, o banco vai lá na casa dele e
pergunta para o vizinho e para a sogra se o fulano é bom pagador, se ele costuma atrasar as contas. Com isso,
consegue fazer uma avaliação de cadastro mais profunda do que o sistema internacional de crédito”, diz Peter Gandolf,
da UFU. Para Oswaldo Cetti, fundador da ONG Ação Moradia, nenhuma comunidade é tão pobre que não possa gerar
sua própria riqueza.
Nos bancos sociais, a inadimplência acima de 60 dias é perto de zero. Em média, o atraso nas prestações não passa de
10 dias. “Quem ficou devendo dá um jeito de arranjar dinheiro, pega emprestado com parentes para não ficar
inadimplente com o banco e nem sujar o nome. Ele sabe que atrasar no banco é coisa séria, pois o dinheiro é da
Fórum Brasileiro de Economia Solidária
http://www.fbes.org.br
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comunidade, é dele”, explica o professor da UFU. Também o critério de cessão dos créditos é outro, proporcional à
necessidade do tomador. “Os critérios são definidos por agentes de crédito escolhidos pela comunidade. Não é porque
o mundo está caindo que o banco vai negar o financiamento de R$ 500 para o pipoqueiro que precisa comprar um
novo carrinho para trabalhar. Se o dinheiro está mais curto e falta liquidez no mercado, ele terá preferência”, completa.
As comunidades também sofrem com as oscilações do real, porque as moedas sociais têm paridade com a moeda
oficial. Para cada oração ou palma, o banco social tem um real guardado em caixa. Isso garante que as moedas sejam
lastreadas em reais e mantém os bancos dentro da lei – que restringe a emissão de dinheiro ao Banco Central (BC).
Mas as regras comuns das notas de real caem por terra diante da realidade. “Se o tráfico matou três filhos de um
correntista, caso verdadeiro que ocorreu em nosso banco, foi feita uma renegociação da dívida em mais prestações. No
banco tradicional, ele passaria a ser um inadimplente. A decisão passou pelo crivo das pessoas da comunidade, que
assumem o compromisso de manter o banco funcionando, de acordo com a disponibilidade de caixa”, informa Leonora
Laiboissière Mol, presidente do Banco Bem, de Vitória, no Espírito Santo, o primeiro da Região Sudeste.
Valores Em três anos, o modelo do Banco Bem já foi replicado no Banco Terra e Banco Verde Vida, em Vila Velha, e
no Banco Sol, em Cariacica. A proposta de abrir um banco social chegou a ser apresentada em Uberlândia, mas não foi
para frente. A entidade recusou também o projeto de instalar uma filial do Banco Popular do Brasil, subsidiária do
Banco do Brasil voltado para o microcrédito. “O BB estava mais interessado em dar empréstimos aos moradores, a
juros que variam de 1,5% a 3,5% ao mês. Não havia uma contrapartida”, reclama Oswaldo Cetti. Segundo ele, algumas
vezes não adianta explicar a proposta da entidade. “Nessa altura da vida, o dinheiro além do necessário perde o
sentido. De herança, quero deixar outros valores”, conclui.
Moedas já circulam em 33 cidades As moedas sociais circulam hoje em 33 comunidades, sendo 24 delas no Ceará.
Em municípios menores, a moeda circula por toda a cidade, caso do acaraú, em Tamboril. Na capital Fortaleza, a mais
forte é a palmas, do Conjunto Palmeiras. Pelo Banco Palmas, circulam atualmente cerca de 25 mil palmas, aceitas em
250 pontos de comércio cadastrados.
“Na nossa comunidade não tem inflação, porque não há excesso de dinheiro na praça. Nós mapeamos a produção e a
necessidade de consumo local. Se os moradores precisam de 800 sabonetes por mês, damos um incentivo para abrir a
fábrica da Palmalimp, que vai produzir sob encomenda”, explica João Joaquim de Melo Segundo, coordenador da Rede
Brasileira de Bancos Comunitários e do Instituto Banco Palmas.
Oferta e procura Segundo Joaquim, ao fazer isso, a economia solidária não subverte a lei da oferta e da procura (a lei
máxima do mercado), mas equilibra os pratos da balança. “É a lei da justa medida. O capitalismo trabalha com o princípio
da escassez, onde uns ganham e outros perdem. A nossa é a teoria da abundância, onde tem espaço para todo mundo.”
A teoria é muito bonita. Mas funciona, na prática? “Estamos provando que sim. Basta reorganizar a economia para
gerar trabalho e emprego”, defende João Joaquim.
Um desafio é o livre-arbítrio dos moradores nas decisões de compra. Surge a dúvida: e se a dona-de-casa do Conjunto
Palmeiras quiser continuar usando o detergente da Bombril? “É preciso conscientizar a comunidade, mostrar que existe
uma diferença profunda entre levar o produto da Palmalimp e o da Bombril, uma grande marca americana que já está
rica. Ela terá de fazer a opção entre ter o bico dosador ou apostar na fábrica local, que no futuro vai contratar um jovem
do bairro. A maneira como a gente consome define o tipo de sociedade que queremos construir”, afirma. Para substituir o
bico dosador, Joaquim sugere bater um prego na ponta da embalagem plástica, que, segundo ele, faz o mesmo efeito.

http://www.fbes.org.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=3918.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CARTA DE PROTESTO - DISCRIMINAÇÃO DENTRO DE ESCOLA EM ALTAMIRA - PA



ALTAMIRA 26 DE FEVEREIRO DE 2009

Em Altamira – Pa, uma garota teve que abandonar o colégio por que a direção cismou sua amizade com outra garota. A diretora juntamente com a psicóloga da escola (CEGD) sugeriram à mãe da adolescente (R.B,
17anos) que a levassem a um psicólogo para fazer tratamento, pois a menina mantinha comportamento estranho ao se relacionar com outras.
Alegaram que a aluna era doente e precisava de tratamento psicológico, e como se não bastasse teve rematrícula negada.

Podemos afirmar que um indivíduo – salvo aqueles que não foram inseridos no sistema educacional por falta de oportunidade e/ou por impossibilidade – passa cerca de 10 anos no ambiente escolar na tentativa de adquirir graus de escolaridade e talvez um pouco de cidadania. Mais ou menos entre 07 e 17 é o período de várias transformações corporais e mentais. Portanto, não é leviano assumir que boa parcela da personalidade do garoto ou garota vem desse ambiente. É na escola que eles desenvolvem suas habilidades sociais e começam a compreender o conceito de sociedade.

A escola não é um sistema fechado, pelo contrário, traz para si uma importante carga de experiências do mundo externo. Entenda-se que desse mundo, como não isento disso, cargas negativas também virão como os vícios do mundo lá fora.

Esse ambiente ao qual nos referimos muitas vezes oprime a juventude mesmo não intencionalmente. O jovem historicamente é visto como símbolo de transgressão e rebeldia (justificadas ou não), assim, historicamente também é penalizado por isso. Nesse contexto, uso de drogas e sexualidade são os temas mais preocupantes entre professores e diretores. Por mais preocupados e empenhados que sejam/estejam, nenhum professor ou diretor em sã consciência admitiria o preconceito se o caso fosse, por exemplo, de homossexualidade, assim como a maioria da população diz não ser racista, mas seus atos mostram o contrário.
A homossexualidade não é novidade nem nunca foi moda, ao contrário do que muitos conservadores pensam e ainda repugnam. É fato! No ambiente escolar não seria diferente. O que se percebe em muitas escolas, local onde deveria haver proteção e amparo – e uma maior compreensão já que se discute cidadania, direitos e igualdade –, garotos e/ou garotas homossexuais sofrem diariamente discriminação. Não raro, garotos são expulsos por trocar carícias no corredor (um caso detectado em Manaus). Em Altamira – Pa, uma garota teve que abandonar o colégio por que a direção cismou sua amizade com outra garota. A diretora juntamente com a psicóloga da escola (CEGD) sugeriram à mãe da adolescente (R.B, 17anos) que a levassem a um psicólogo para fazer tratamento, pois a menina mantinha comportamento estranho ao se relacionar com outras. Alegaram que a aluna era doente e precisava de tratamento psicológico, e como se não bastasse teve rematrícula negada. Procuramos a direção da escola e os mesmos se recusaram a dar maiores informações sobre o assunto. "Mais importante que considerar a homossexualidade um problema psicológico, passível de ser tratado, é educar a população para respeitar as individualidades. Diferenças não são escolhas, e sim tendências que fazem parte da natureza das pessoas", por isso o aluno e os pais podem (e devem!) procurar uma assessoria jurídica, de preferência grupos que respondam pela categoria como grupos gays da sua cidade e partir pra cima!

Discriminação, mesmo dentro da escola, já é crime no Brasil. O Artigo
232 do Estatuto da Criança e do Adolescente diz: “Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a
constrangimento: Pena – detenção de seis meses a dois anos”. Esse artigo é muito sério. Bem administrado, ele praticamente criminaliza a homofobia quando praticada por um pai ou um professor contra um adolescente. Alguns professores mal (in)formados são incapazes de discutir o assunto, mas devemos mudar essa realidade curricular e a atuação profissional em sala de aula. Podemos denunciar atitudes antiéticas desses profissionais no Ministério da Educação, nos órgãos representativos de classe, no Ministério Público Federal ou Estadual, ou seja, rompa esse silêncio. A escola pode ensinar teorias, mas não como você vai expressar a sua sexualidade.

Não podemos deixar IMPUNE a atitude preconceituosa e discriminatória dessa instituição de Ensino.

QUEREMOS JUSTIÇA DAS AUTORIDADES

Seus Direitos, Nossos Direitos, Direitos Humanos - Direitos Iguais!
Nem Mais, Nem Menos.

Grupo Homossexual da Transamazônica e Xingu

Publicação: Revista G Magazine, Folha de São Paulo, Diário do Pará, Folha do Tocantins, Jornal Estado do Carajás.

Informaçõe s adicionais humbertofesta@hotmail.com

Vila Yamaguishi

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Encontro de Pinto com Zé Limeira no Céu - J.BORGES



J. Borges é um dos mestres do cordel. Nascido em Bezerros, município de Pernambuco é o xilogravurista brasileiro mais reconhecido no mundo. Sua carreira teve ínicio no ano de 1964 aos 29 anos de idade escrevendo, ilustrando, publicando seus folhetos e fazendo xilogravuras. Hoje aos 72 anos, o artista pernambucano expõe suas obras impressas em grande quantidade, em diversos tamanhos vendidas por todo Nordeste. No vídeo você confere a simplicidade deste grande artista brasileiro recitando um dos seus cordéis.

LEIA NO BLOG DE RONALDO FRANCO,O POETINHA, DE BELÉM DO PARÁ,SOBRE O FSM - 2009 (clique aqui)

http://ronaldofranco.blogspot.com/

CLIQUE NOS LINKS:
▼ Janeiro (48)

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Tese: MAURÍCIO TRAGTENBERG E A PEDAGOGIA LIBERTÁRIA - ANTONIO OZAÍ DA SILVA























Autor: Antonio Ozaí da Silva
Tese: MAURÍCIO TRAGTENBERG E A PEDAGOGIA LIBERTÁRIA
Orientador: Nelson Piletti
Instituição: Universidade de São Paulo (USP)
Ano: 2004

Resumo: Este trabalho analisa a contribuição de Maurício Tragtenberg, enquanto intelectual engajado, à Pedagogia Libertária. No capítulo primeiro apresentamos um esboço biográfico. No seguinte, analisamos o autodidatismo e a sua práxis no espaço da informalidade (entendido aqui como o espaço externo às instituições e ao ensino formal), em especial sua militância enquanto escritor envolvido com o mundo do trabalho e as lutas sociais. No terceiro capítulo, estudamos a sua obra intelectual, produzida e orientada para e no espaço formal da instituição acadêmica; os aspectos libertários e a sua contribuição enquanto produção intelectual vinculada ao movimento social. Não se teve a pretensão de fazer uma análise definitiva, mas apenas apreender em que medida sua obra se vincula ao projeto pedagógico libertário. No último capítulo, analisou-se o que ele escreveu sobre a universidade e a educação, sua crítica e proposta pedagógica e, também a sua práxis como docente e intelectual, partícipe do campo acadêmico. Examinou-se os seus escritos sobre educação, a sua prática como educador e os vínculos com a Pedagogia Libertária e a Pedagogia Crítica.



FONTE : http://mauricio-tragtenberg.blogspot.com/

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

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Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

"Affonso Romano de Sant'Anna" - Sobre a atual vergonha de ser brasileiro -

(Diante da pesquisa que aponta F.H. (presidente da República Fernando Henrique) como o brasileiro que mais envergonha o país, o cronista se vê forçado a publicar um texto de 17 anos atrás, atualíssimo)

Que vergonha, meu Deus! ser brasileiro
e estar crucificado num cruzeiro
erguido num monte de corrupção.
Antes nos matavam de porrada e choque
nas celas da subversão. Agora
nos matam de vergonha e fome
exibindo estatísticas na mão.
Estão zombando de mim. Não acredito.
Debocham a viva voz e por escrito
É abrir jornal, lá vem desgosto.
Cada notícia é um vídeo-tapa no rosto.
Cada vez é mais difícil ser brasileiro.
Cada vez é mais difícil ser cavalo
desse Exu perverso
nesse desgoverno terreiro.
Nunca vi tamanho abuso.
Estou confuso, obtuso,
com a razão em parafuso:
a honestidade saiu de moda
a honra caiu de uso.
De hora em hora a coisa piora:
arruinado o passado,
comprometido o presente,
vai-se o futuro à penhora.
Valei-me Santo Cabral
nessa avessa calmaria
em forma de recessão
e na tempestade da fome
ensinai-me a navegação.
Este é o país do diz e do desdiz,
onde o dito é desmentido
no mesmo instante em que é dito.
Não há lingüista e erudito
que apure o sentido inscrito
nesse discurso invertido.
Aqui o discurso se trunca:
o sim é não. O não, talvez.
O talvez, nunca.
Eis o sinal dos tempos
este o país produtor
que tanto mais produz
tanto mais é devedor.
Um país exportador
que quando mais exporta
mais importante se torna
como país mau pagador.
E, no entanto, há quem julgue
que somos um bloco alegre
do ‘‘Comigo Ninguém Pode’’
quando somos um país de cornos mansos
cuja história vai dar bode.
Dar bode, já que nunca deu bolo,
tão prometido pros pobres
em meio a festas e alarde
onde quem partiu, repartiu
ficou com a maior parte
deixando pobre o Brasil.
Eis uma situação
totalmente pervertida
-- uma nação que é rica
consegue ficar falida,
o ouro brota em nosso peito,
mas mendigamos com a mão,
uma nação encarcerada
que doa a chave ao carcereiro
para ficar na prisão.
Cada povo tem o governo que merece?
Ou cada povo
tem os ladrões a que enriquece?
Cada povo tem os ricos que o enobrecem?
Ou cada povo tem os pulhas
que o empobrecem?
O fato é que cada vez mais
mais se entristece esse povo num rosário
de contas e promessas num sobe e desce de prantos e preces.
C’est n’est pas um pays sérieux!
já dizia o general.
O que somos afinal?
Um país-pererê? folclórico? tropical?
misturando morte e carnaval?
Um povo de degradados?
Filhos de degredados
largados no litoral?
Um povo-macunaíma
sem caráter-nacional?
Por que só nos contos de fada
os pobres fracos vencem os ricos nobres?
Por que os ricos dos países pobres
são pobres perto dos ricos
dos países ricos? Por que
os pobres ricos dos países pobres
não se aliam aos pobres dos países pobres
para enfrentar os ricos dos países ricos,
cada vez mais ricos, mesmo
quando investem nos países pobres?
Espelho, espelho meu!
há um país mais perdido que o meu?
Espelho, espelho meu!
há um governo mais omisso que o meu?
Espelho, espelho meu!
há um povo mais passivo que o meu?
E o espelho respondeu
algo que se perdeu
entre o inferno que padeço
e o desencanto do céu.


Texto extraído do jornal "O Globo" - Rio de Janeiro.
Postado por Nadia Gal St às 12/18/2008 12:24:00 PM
Marcadores: BRASIL, PODER, POESIA, POETAS, POLÊMICA
2 comentários:

Rosane Chon Chol disse...

Nem sempre acertamos, mas errar o tempo todo é demais.O "Instinto de Morte" aflora mundialmente. Agora vivemos a época do jornalismo do terror - parece que querem apavorar a todos avisando que o mundo faliu, que o teu dinheiro( salário, poupança ou pensão-aposentadoria) é abstrato e pode escafeder-se a qq momento, que a tua comida está barata, que o poder público te proteje de verdade e daí por diante....
Brasil, terra que prometia.........."Pais em Desenvolvimento", eu hein...........flagelados, povo sem acesso aos estudos e ao sistema de saúde, que está completamente fracassado. Sucesso do oportunismo, dos "bundas moles" e do mosquito da Dengue - gente, que nojo!que pesadelo!!!!!!!!!!!!
18 de Dezembro de 2008 12:44
Rosane Chon Chol disse...

as artes precisam de patrocínio, ouçam isso, é muito importante/ o que representa uma cultura desprovida de arte de boa qualidade? não bastam os esportes, esportistas ganham trilhões em detrimento do mundo das artes - querem que seu filho veja uma peça de teatro de baixa qualidade? exposições de artistas que lá estão lá devido aos seus lobbys bem sucedidos apresentando obras de baixa qualidade!?!Músicos de orquestras sinfônicas passando fome? bailarinos clássicos tendo de imigrar - credo, my God.

18 de Dezembro de 2008 12:52

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

H.THOREAU - FRASE

"(...)muito melhor seria sentar ao ar livre, pois a poeira não se acumula sobre a grama, a não ser nos trechos em que o homem arrancou-a do solo."

H.Thoreau - A Vida nos Bosques

CONHEÇA!!! - "ANTES QUE O MUNDO ACABE" OU "ANTES QUE A HUMANIDADE SE AUTO DESTRUA" (MULTIMANIFESTO)

conheça seu corpo,
reconheça a necessidade de
aprender a lidar com as frustrações,
frustre seus filhos,
não exagere satisfazendo os desejos de seus filhos!
eles precisam aprender com as frustrações!
o excesso de brinquedos, e celulares...
atrapalha tudo!
atrapalha a educação de seu filho,em primeiro lugar!
em segundo atrapalha a economia de sua casa,
muitas famílias colocam em segundo plano a alimentação equilibrada,
em prol do consumo de bugigangas tecnológicas!
as duas coisas desequilibram o meio ambiente!
lembre mo-nos do caso do Japão,
as montanhas de lixo tecnológico neste país são assustadoras!
Se as famílias deixam de se alimentar de forma mais natural,
contribuem para o aquecimento global!
a futilidade, o jovem volúvel que entra nesta doença consumista,
torna-se um ser humano que passa a sentir que vale pelo que possui,
e não por aquilo que é!!
o ser e o ter,entram em conflito graças ao capitalismo selvagem!
em nosso país o provincianismo é alimentado por este tipo
de consumo exagerado e sem sentido!
os pais precisam reconhecer urgentemente que as crianças
precisam mesmo desenvolver sua criatividade, sua
capacidade de resolver problemas que
aparentemente possuem saídas impossíveis!
a publicidade contribui em muito para esta mentalidade totalmente equivocada!
há uma verdadeira inversão de valores neste caso!
os pais é que passam a obedecer seus filhos!
e o pior, os filhos que estão atordoados pela comunicação de massa,
sentem-se abandonados por seus pais, que agem com total alienação e idiotice!
o nosso cerne provinciano precisa urgentemente ser reconhecido por nós!
precisamos perceber que por causa dele estamos virando o povo mais
idiota do mundo!
quando entenderemos que um povo de verdade conhece sua identidade,
e reconhece que sem verdadeira cidadania, nunca deixaremos de ser
um povinho de ultima categoria! e leia-se povinho, um aglomerado de pessoas
sem nenhuma determinação humana! simplesmente um aglomerado de idiotas!
ANTES QUE O MUNDO ACABE !!! RECONHEÇA SUAS PRÓPRIAS IDIOTICES!
RECONHEÇA QUE SÓ ENXERGAR EFEITOS E NEM QUERER CONHECER AS CAUSAS,
É SER MESMO UM POVO INVOLUÍDO!! NEM SUBDESENVOLVIDO!! MAS INVOLUIDO MESMO!!

NADIA STABILE - 17/12/08

*este texto foi motivado por um vídeo no blog de Luiz de Campos
http://decostasparaalousa.blogspot.com/2008/11/criana-alma-do-negcio.html
e por outro amigo que luta pela causa da ecologia , o Beto.
Agradeço aos dois! Afinal, aprender a ser cidadã, depende da cooperação de todos!
sem isto , não chegaremos a lugar algum!

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Henry David Thoreau - FRASES

Henry David Thoreau (Concord, 12 de julho de 1817 - 6 de maio de 1862); foi um escritor norte-americano.

* "Sob um governo que prende injustamente, o lugar de um homem justo é também na cadeia"

- Under a government which imprisons any unjustly, the true place for a just man is also a prison

- Henry Thoreau; "Walden" - Página 592; de Henry David Thoreau, Will H. Dircks, Richard Whiteing - Publicado por Plain Label Books, 1906 ISBN 1603037470, 9781603037471 - 619 páginas

* "Eu não tenho dúvidas de que é parte do destino da raça humana, na sua evolução gradual, parar de comer animais, tal como as tribos selvagens deixaram de se comer umas ás outras quando entraram em contacto com os mais civilizados."

- Walden ou A vida no bosque, Capitulo 11

* "A não ser quando nos perdemos, ou em outras palavras, quando perdemos o mundo, é que começamos a nos descobrir e perceber onde estamos e o infinito alcance de nossas relações."

- Walden ou A vida no bosque

* "O melhor governo é aquele que menos governa (...) e quando estivermos preparados para isso, serei a favor de um governo que não governa".

- Fonte: "Desobediência Civil"

* "Ás vezes, penso: ora, essas pessoas são bem intencionadas, mas são ignorantes."

- Fonte: "Desobediência Civil"

* "Não brigo com inimigos distantes mas com aqueles que, aqui perto, cooperam com os que estão longe e cumprem suas ordens, e sem os quais os últimos seriam inofensivos."

- Fonte: "Desobediência Civil"

* "Somos vulgares, incultos e analfabetos; e, em relação a isso, confesso que não faço maiores distinções entre o analfabetismo de meus concidadãos que não aprenderam a ler e o que aprendeu a ler somente aquilo que se destinam às crianças e aos intelectos medíocres."

- Fonte: "Leituras", extraído de "Walden"

* "Os homens, em sua maioria, aprenderam a ler para satisfazer a uma mesquinha conveniência, assim como aprenderam a calcular a fim de organizarem sua contabilidade e não serem enganados no comércio, mas sabem pouco ou nada a respeito da leitura como um nobre exercício intelectual. Contudo, num sentido elevado, a leitura é exatamente isso, não o que nos acalenta como um luxo e faz adormecer nossos mais nobres sentidos, mas o que nos coloca em alerta e a que dedicamos nossas horas mais intensas."

- Fonte: "Leituras", extraído de "Walden"

* "Não basta uma informação de como ganhar a vida simplesmente com honestidade e honra, mas que tal ato seja atraente e glorioso, pois se ganhar a vida não for atraente e glorioso não é a vida que se ganha."

- Fonte: "A Vida Sem Princípios"

* "A comunidade não tem suborno capaz de tentar um homem sensato. É possível levantar dinheiro suficiente para perfurar um túnel numa montanha, mas não é possível levantar dinheiro suficiente para contratar um homem que se ocupe com a sua própria vida. Um homem eficiente e valoroso faz o que pode, quer a comunidade lhe pague ou não. Os ineficientes oferecem a sua ineficiência a quem pagar mais, e sempre anseiam por uma colocação. Seria de se supor que eles raramente ficassem desapontados."

- Fonte: "A Vida Sem Princípios"

* "Cada pôr-do-sol que vejo me inspira o desejo de partir para um oeste tão distante e belo quanto aquele onde o sol sumiu."

- Fonte: "Caminhando"
http://pt.wikiquote.org/wiki/Henry_David_Thoreau

Fui para os bosques viver ( Thoreau) MODOLINKAR COM BLOG PIMENTA NEGRA(clique aqui)


Fui para os bosques porque desejava deliberadamente viver, enfrentar apenas os factos essenciais da vida, e ver se poderia aprender o que ela tinha para ensinar, em vez de, quando estivesse para morrer, descobrir que não tinha vivido.Não desejava viver o que não era vida, viver é algo de precioso; não desejava igualmente praticar a renúncia, a não ser que fosse absolutamente necessário. Queria viver e, profundidade e sugar toda a medula da vida, viver com tanto vigor e de modo tão espartano que conseguisse desbaratar tudo o que não fosse a vida, cortar uma larga trilha de trigo e ceifá-lo raso, empurrar a vida contra uma esquina; reduzi-la aos seus termos mais humildes, e, se eles provassem ser escassos, apreender a inteira e genuína mesquinhez dela, e apregoar a sua mesquinhez ao mundo; ou se ela fosse sublime, sabê-lo por experiência, e ser capaz de apresentar um relato verdadeiro dela na minha próxima excursão. É que a maioria dos homens, parece-me, encontram-se numa estranha incerteza acerca dela, se ela pertence ao diabo ou a Deus, e concluíram um pouco apressadamente que a principal finalidade do homem neste mundo é «glorificar Deus e gozá-lo para sempre»

Henry David Thoreau
In Walden


O que me tenho vindo a preparar para dizer é que na natureza selvagem reside a preservação do mundo…A vida consiste em vida selvagem. O mais vivo é o mais selvagem. Não estando ainda subjugado pelo homem, a sua presença retempera-o…Quando quero re-criar-me a mim próprio, procuro o mais sombrio bosque, o pântano mais espesso e, para o citadino, o mais triste. Entro aí como num lugar sagrado, num Sanctum sanctorum. Aí está a força, o tutano, da Natureza.
Em resumo, todas as boas coisas são selvagens e livres.

H.D. Thoreau,
in «Thoreau’s visions: the major essays»

FONTE: http://pimentanegra.blogspot.com

sábado, 13 de dezembro de 2008

CURTA DE JORGE FURTADO - VEJA BEM -textos de Drummond e de João Cabral de Melo Neto (ACHEI NO BLOG GRITO MUDO) (CLIQUE AQUI)

O ESTOPIM DESTE " MULTIMANIFESTO:ANTES QUE O MUNDO ACABE!"

Seria melhor dizer, quais os estopins deste MULTIMANIFESTO!
*Primeiro ...como já disse ....o limiar entre o estopim apagado e o acesso deve-se ao blog do Cristóvão! GRITO MUDO! que por sua vez foi um achado no blog do ANTÔNIO OZAÍ! o blog novo dele : http://mauricio-tragtenberg.blogspot.com/
*Por pura dificuldade sofrida por mim nos últimos tempos,
*pela triste constatação de que o ser humano é cabeça dura,
*por ver que malhar ferro frio não adianta,e nem dar murro em ponta de faca!
*por entender que o homem é o único animal que ri de verdade, segundo Umberto Eco!
*por perceber a infelicidade das mulheres, em não conhecerem nem seus mais incríveis detalhes corporais!
e *por ver que se elas próprias não se entendem!... como poderão fazer os homens as entenderem!
*por constatar que a natureza precisa ser entendida urgentemente!
e *por fim, percebi que os seres humanos precisariam aprender a andar sobre folhas de papel de arroz sem rasgá-las!...para poderem fazer o mesmo com a natureza!...

NADIA STABILE - 13/12/08

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A Temática Africana em Sala de Aula - PROF.DR.MAURÍCIO WALDMAN

Prezados amigos e amigas:

O próximo dia 20 de Novembro é o DIA NACIONAL DA CONSCIÊNCIA NEGRA.

Que tal tomar conhecimento desta temática? Tenho alguns materiais de minha lavra a sugerir para quem quer que deseje fazer leitura sobre o tema.

São os que seguem:


LIVROS

1. Memória D'África - A Temática Africana em Sala de Aula
Obra em co-autoria com Carlos Serrano , Editora Cortez, 2007, atualmente na segunda edição. Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_memoria_d_africa&c=a


MATERIAIS ACADÊMICOS

1. Africanidade, Espaço e Tradição
Paper - Revista África, nº 20-21. Centro de Estudos Africanos da Universidade de São Paulo, 2000. Texto considerado de relevância internacional pelo Centre National de la Recherche Scientifique, o maior e mais influente organismo de pesquisa científica da França. Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africanidade_espaco_e_tradicao&c=a

2. Imaginário, Espaço e Discriminação Racial
Paper - Revista GeoUSP, nº 14, pp. 45-64, Serviço de Pós-Graduação do Depto de Geografia USP, 2004. Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_imaginario_espaco_e_discriminacao_racial&c=a


MATERIAIS PARA CAPACITAÇÃO

1. A África Tradicional
1997, Projeto Sigma, Editora Didática Suplegraf, São Paulo (SP).
Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_africa_tradicional&c=a

2. Guerras de Libertação na África
1998, Projeto Sigma, Editora Didática Suplegraf, São Paulo (SP).
Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=hist_guerras_de_libertacao_na_africa&c=h

3. O Fabuloso Reino dos Mansas do Mali
2002, Prof- Assessoria em Educação e disponibilizado em 2004 para o site da Casa de Cultura da Mulher Negra (Santos, SP).
Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_fabuloso_reino_dos_mansas_do_mali&c=a

4. Mundo Afro-Brasileiro
2003, publicado pelo Boletim da Associação dos Geógrafos Brasileiros, Seção Local São Paulo (SP).
Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_mundo_afro-brasileiro&c=a


ENTREVISTAS

1. Entrevista concedida para a Rádio Voz da América
Transmissão mundial a partir de Washington em Outubro de 2007 centrada na Temática Africana em Sala de Aula e na questão da política de ações afirmativas.
Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_radio_voz_da_america&c=a

2. Entrevista concedida para o Sindicato dos Professores - SINPRO
2003, Arquivo virtual e transcrição da entrevista estão disponíveis na Internet.
Informações pelo link: http://www.mw.pro.br/mw/mw.php?p=antrop_sinpro&c=a



Aproveito esta mensagem para informar que estarei palestrando no próximo dia 21 de Novembro na cidade de Poços de Caldas, por conta de minha participação no IIº SEMINÁRIO DAS RELAÇÕES INTERÉTNICAS E IGUALDADE RACIAL, promovido pela Secretaria de Educação do município.

Estarei proferindo palestra com base no tema "Geopolítica das Ações Afirmativas", tema que pretendo ampliar para um artigo em futuro próximo.

Por ora é só.

Até a próxima e um forte abraço!


Prof. Dr. Maurício Waldman
E-mail Contato - Contact: mw@mw.pro.br
Site Pessoal - Official Website (PB): www.mw.pro.br
Atuação - About me (BrE): http://en.wikipedia.org/wiki/Mauricio_Waldman
Caixa Postal - Post Office Box: 45440 Cep: 04010-970, São Paulo, Brasil

terça-feira, 4 de novembro de 2008

UM AMIGO ENVIA PARA O BLOG!! ALCOÓLICOS ANÔNIMOS!

A irmandade de Alcoólicos Anônimos nasceu na cidade de Akron, Ohio, E.U.A. ,em 1935, quando um homem de negócios de nova Iorque, sóbrio pela primeira vez em anos, procurou um outro alcoólatra e foi condizido a um médico um médico da localidade. Durante seus poucos meses de recém encontrada sobriedade, o homem de Nova Iorque constatou que seu desejo de beber diminuia quando tentava ajudar outros "bêbados" a alcançar a sobriedade.Trabalhando juntos, estes dois homens,que são os fundadores de A.A., Bill e Dr. Bob, descobriram que sua capacidade de permanecer sóbrio parecia estar bastante ligada ao grau de ajuda e encorajamento que conseguiam dar aos outros alcoólatras.Durante quatro anos, o novo movimento, sem nome e sem nenhuma organização ou material informativo, cresceu lentamente. Formaram-se grupos em Akron, Nova Iorque, Cleveland e outros locais. Em 1939, com a publicação do livro "Alcoólicos Anônimos", do qual foi tirado o nome para a Irmandade, e contando com a ajuda de vários amigos não-alcoólatras, o movimento de AA começou a atrair atenção nacional e internacional. A estimativa,hoje, é de mais de quatro milhões de membros, trezentos grupos, em mais de 150 países.

(01/10/08)

http://www.alcoolicosanonimos.org.br


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