Mostrando postagens com marcador MILITÂNCIA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador MILITÂNCIA. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

REVISTA VERVE - Edson Passetti, Acácio Augusto e etc...

Guilherme Corrêa, Edson Passetti, Acácio Augusto, Alexandre Berkman, Judith Malina, Julian Beck, Rogério Nascimento, João da Mata, José Maria Carvalho Ferreira, Saul Newman, Rolf S. de Folter, Edson Lopes, Emma Goldman, Roberto Freire, Antonio Martinez, Jaime Cubero, Eliane Knorr, Gustavo Ramus, Natalia Montebello.

303 .pp


v e r v e 14

Verve 14, traz a segunda parte do dossiê 68 com palavras-falas do nu-sol para inesperado jogo de amarelinha. um jovem artista, aloisio licht, revira vestígios disciplinares com a delicadeza do traço compondo uma figuração mordaz. uma jovem anarquista, américa scarfó, conversa com um experimentado anarquista sobre o amor livre. verve amplia suas proximidades com o teatro publicando a aula-teatro 3 do nu-sol, FOUCAULT (assim mesmo em maiúsculas: o que somos e não somos), uma brevíssima peça de alexandre berkman e trechos do muito comentado, e pouco conhecido, paradise now de the living theatre, também de sessenta e oito. indisciplina, prazer e rebeldia rondam e transpõem as misérias do esporte. uma discussão pertinente sobre anarquismo e ressentimento situa a relevância das reviravoltas anarquistas contemporâneas e mete uma rasteira em nietzsche. o abolicionismo penal presente em um texto referência, nas escarificações de políticas de segurança e com uma anarquista no tribunal: diante da prisão é preciso ser tupinambá. uma antropofagia anarquista deglute a presença de três anarquista ausentes (jaime cubero, antonio martinez e roberto freire) e os muitos anônimos guerreiros. dos livros lidos comentamos mulheres, religião, 68, teatro livre... verve 14

SUMÁRIO

Dossiê 68
Nu-Sol

A etologia das disfunções, de Aloisio Licht
Guilherme Corrêa

América Scarfó, Uma experiência

FOUCAULT
Edson Passetti e Acácio Augusto

O grande jogo
Alexander Berkman

Paradise Now
Judith Malina e Julian Beck

Escolas de indisciplina: notas sobre sociabilidades
anarquistas no Brasil em inícios do século XX
Rogério Nascimento

Prazer e rebeldia
João da Mata

O esporte como miséria e espetáculo na era da globalização
José Maria Carvalho Ferreira

Anarquismo e a política do ressentimento
Saul Newman

Sobre a fundamentação metodológica do enfoque
abolicionista do sistema de justiça penal -
uma comparação das idéias de Hulsman, Mathiesen e Foucault
Rolf S. de Folter

Política, segurança e criminalização de deslocados
Edson Lopes

Emma Goldman diante do tribunal
Emma Goldman

Antropofagia anarquista:
Roberto Freire, Antonio Martinez, Jaime Cubero

resenhas

Convulsões espanholas: invenções na Revolução
Eliane Knorr

Mergulho e liberdades
Natalia Montebello

Sobre o uso político da religião
Gustavo Ramus

Teatro, anarquia e um alerta aos pluralistas
Edson Passetti



Guilherme Corrêa, Edson Passetti, Acácio Augusto, Alexandre Berkman, Judith Malina, Julian Beck, Rogério Nascimento, João da Mata, José Maria Carvalho Ferreira, Saul Newman, Rolf S. de Folter, Edson Lopes, Emma Goldman, Roberto Freire, Antonio Martinez, Jaime Cubero, Eliane Knorr, Gustavo Ramus, Natalia Montebello.


303 .pp

Núcleo de Sociabilidade Libertária - Nu-Sol
Contate-nos em nu-sol@nu-sol.org

FONTE: http://www.nu-sol.org/verve/verveview1.php?id=14

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

EDUCAFRO - EDUCAÇÃO E CIDADANIA DE AFRO-DESCENDENTES E CARENTES

Aulas de “Cultura e Cidadania” nos núcleos

O que diferencia a Educafro dos outros cursinhos são as aulas de “Cultura e Cidadania” desenvolvidas regularmente em cada núcleo de pré-vestibular comunitário, com carga horária igual ou superior às disciplinas acadêmicas como física, português ou biologia. As aulas de cidadania se caracterizam em uma marca do projeto e abordam 10 temas anuais, especialmente selecionados e preparados para a realidade dos alunos provenientes das escolas públicas e do povo negro. O foco didático-pedagógico desta disciplina, baseado na abordagem transversal de conteúdos sociais e étnico-raciais, busca trabalhar os temas com diversidade, através de palestras, dinâmicas, filmes, teatro e seminários em grupo, passando pelas vertentes teóricas e práticas do que é cidadania na Educafro.

Temas e textos de cidadania

Além do encontro mensal para professores e equipes de cidadania, que ocorrem aos primeiros sábados às 14:00 horas, na Sede da Educafro, são elaborados textos-base referentes aos temas de cidadania de cada semestre. O objetivo destes textos é dar início ao trabalho, que deverá ser complementado com outras abordagens.

Definidos os Temas de Cultura e Cidadania de 2008:
Clique aqui para fazer o download da apostila de cidadania 2008.
http://www.educafro.org.br/Sbolsas/sbl_002_tfc.asp#aTEMAS%20DE..

TEMAS DE "CULTURA E CIDADANIA" DA EDUCAFRO 2008.

1- VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E DE GÊNERO: UM OLHAR PARA A MULHER AFRO-BRASILEIRA

Objetivo: trazer à tona inovações sociais da Lei Maria da Penha e luta para sua efetivação e preocupações com a inserção da mulher negra, que nos indicadores sociais permanece como maior vítima de agressões.

2- JUVENTUDE NEGRA: ELEVANDO A AUTO-ESTIMA E SUPERANDO OS ESTIGMAS!

Objetivo: demonstrar o quanto a juventude da periferia é capacitada e está pronta para aceitar os desafios colocados para transformar a sociedade. Abordar propostas de intervenção social e políticas públicas para a Juventude e partilhar os inúmeros casos de vitórias em nosso meio..

3- QUAIS SÃO OS DESAFIOS PARA A POPULAÇÃO IDOSA E PARA O AFRO-DESCENDENTE NO BRASIL?

Objetivo: participar e contribuir com o debate atual na sociedade sobre envelhecimento da população e qualidade de vida, associando com a superação da discriminação dos idosos negros.

4- O NEGRO E A MÍDIA: REFLEXÕES SOBRE COMUNICAÇÃO DE MASSA E A POP. AFRO-BRASILEIRA

Objetivo: abordar as temáticas em torno do poder da mídia, propostas para sua democratização e participação da população negra nos conteúdos culturais, jornalísticos, etc. e Ações Afirmativas neste contexto.

5- POLÍTICAS PÚBLICAS E INCLUSÃO ÉTNICA: QUAL É A AGENDA POLÍTICA SOBRE DIVERSIDADE PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS?

Objetivo: construir coletivamente uma pauta prevendo a inclusão de políticas com recorte étnico nas plataformas/programas de candidatos, partidos políticos e lideranças para as municipais/2008 e levar para comunidade a importância deste debate.

6- AS 20 RAZÕES HISTÓRICAS E ATUAIS PARA DEFENDERMOS COTAS NAS UNIVERSIDADES

Objetivo: elencar os fundamentos históricos, sociais, legais, filosóficos e estatísticos que comprovam o quanto as ações afirmativas e cotas para negros são fundamentais para garantir igualdade de acesso ao ensino superior. È importante citar que o ano de 2008 marca os 120 anos da Abolição Inconclusa..

7- QUAL É A RESPONSABILIDADE DAS UNIVERSIDADES COM A INCLUSÃO SOCIAL E ÉTNICA?

Objetivo: questionar a omissão das universidades públicas que se negam a adotar programas de inclusão de negros e estudantes da rede pública e, em paralelo, apontar resultados alcançados por 51 IES - Instituições de Ensino Superior Públicas que adotam reserva de vagas (cotas) e outros tipos de ações afirmativas

8- QUAIS SÃO OS MEIOS DISPONÍVEIS PARA A APLICAÇÃO DA LEI 10.639 E TORNA-LA EFETIVADA EM TODOS OS NÍVEIS DE ENSINO?

Objetivo: socializar ferramentas didáticas e conteúdos referentes ao ensino da História da África e cultura afro-brasileira. Estudar o Parecer 003, que trata da Lei e de diretrizes e práticas positivas a seu respeito.

9- O QUE TEMOS A APRENDER COM A RESISTÊNCIA, PROPOSITURA E DENÚNCIAS DO MOVIMENTO NEGRO?

Objetivo: conhecer, estudar e aprofundar as histórias e proposituras de alguns grupos sociais negros organizados no Brasil ao longo dos últimos anos.

10- REPRESSÃO CONTRA MOVIMENTOS SOCIAIS: UM RELATO SOBRE AÇÕES ARBITRÁRIAS DO ESTADO CONTRA O MOVIMENTO NEGRO E ORGANIZAÇÕES POPULARES

Objetivo: t denunciar as ações arbitrárias promovidas por órgãos do Estado contra os movimentos sociais e o movimento negro e buscar soluções para superação de tais posturas que ao longo da história visa criminalizar a ação de grupos reivindicatórios


http://www.educafro.org.br/

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

"FUTUROEDUCAÇÃO" - BIBLIOTECA E CANAL DE VÍDEOS (clique aqui)


Prezados(as)

Um trailer (9"59") do documentário As vozes da Nova Escola Domiciliar Americana foi traduzido e legendado por nossa equipe e já está disponível na nossa página de vídeos:
http://www.futuroeducacao.org.br/videos.htm

Após atualização, nossa biblioteca digital online passou a contar com 150 publicações eletrônicas para download.

Destacamos a seguir algumas das novas inclusões:

- Educação Democrática - experiências, desafios e perspectivas - Politéia, 129 p.
- Família, escola e comunidade: tripé básico para a inclusão da pessoa... - Guga Dorea, 9 p.
- Hablando sobre Summerhill - A. S. Neill, 73 p.
- La sociedad desescolarizada - Ivan Illich, 64 p.
- Lumiar: uma escola inovadora - Eduardo O. C. Chaves, 42 p.
- O que é educação democrática? - Maurício Mogilka, 85 p.
- Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa - Paulo Freire, 54 p.
- Tecnologias do conhecimento: os desafios da educação - Ladislau Dowbor, 20 p.

O acesso à biblioteca é feito pelo endereço:
http://www.futuroeducacao.org.br/biblioteca.htm

Saudações.
Luiz de Campos Jr.

quarta-feira, 23 de julho de 2008

"MOVA E ECONOMIA

SOLIDÁRIA"


Mario Sergio Cortella


A solidariedade em imensas lições! É exatamente essa a sensação
que se tem ao percorrer o conteúdo vivo, presente nesta obra. Ela aponta,
de forma vigorosa, para a partilha das esperanças e convicções, a indicação
de práticas e concretudes, a expressão de recusas e indignações.
Tudo isso lembra algo que, sem dúvida, moveu autoras e autores e
foi dito por Paulo Freire no seu discurso de despedida do cargo de secretário
municipal de Educação de São Paulo (1991):
Meu gosto de ler e escrever se dirige a uma certa utopia que envolve uma
certa causa, um certo tipo de gente nossa. É um gosto que tem que ver
com a criação de uma sociedade menos perversa, menos discriminatória,
menos racista, menos machista que esta. Uma sociedade mais aberta, que
sirva aos interesses das sempre desprotegidas e minimizadas classes populares
e não apenas aos interesses dos ricos, dos afortunados, dos chamados
"bem-nascidos".
Insisto: são imensas lições de solidariedade e, como é preciso repetir
sempre, a palavra "solidariedade", ao contrário do que muitos pensam,
não vem de "solidão", mas, isso sim, de "solidez", ou seja, daquilo que nos
deixa íntegros, que impede o estilhaçamento da nossa humanidade
compartilhante.
Por isso, a intenção da utopia solidária irmanada com a educação é prioritariamente afastar
a solidão, isto é, o estado de abandono ou a vida isolada sem proteção. Ou, como talvez dissesse
Guimarães Rosa, impedir que exista grande sertão sem veredas, já que, lá quase pela metade da
narrativa, registrou: "Digo ao senhor: tudo é pacto. Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também,
cair não prejudica demais – a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!"
A gente levanta, a gente sobe, a gente volta! Essas certezas nos vão sendo ensinadas por
também grandes mestres. Dois deles, ambos chamados Paulo (o Freire e o Singer), negavam ética e
politicamente a origem latina de seus nomes (pois paulu significa "pequeno") e ocupavam juntos,
em 1989, parte de um prédio na Avenida Paulista, em meio às imensas catedrais financeiras ali
imponentes. Um, Secretário Municipal de Educação, outro, Secretário Municipal de Planejamento;
ambos dedicavam-se à transformação de sonhos em realidades, de desejos em ações, de projetos
ideológicos em cidadania encarnada.
Naquele ano, os dois e suas equipes tiveram várias reuniões para verificar a legalidade, viabilidade
financeira e sustentabilidade orçamentária para a implantação de uma nova proposta para
a educação de jovens e adultos na cidade de São Paulo; deveria ser uma parceria efetiva entre os
movimentos sociais organizados e as instâncias do governo municipal, de modo a ser criada uma
dinâmica que ultrapassasse a idéia de campanha e se configurasse como um movimento, processo
vivo e participante. Desse esforço, somado ao de outras áreas de governo, surgiu, no final do
mesmo ano, o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova) que, na conclusão do
mandato, em 1992, estava com mais de mil núcleos pelo município e, ainda, disseminou-se como
inspiração para o restante do País.
O mais interessante é que Paulo Freire decidira, desde o princípio, ser necessário fazermos
um congresso que tratasse do tema alfabetização logo no primeiro ano da sua gestão; chegara,
inclusive, a propor que acontecesse no início de dezembro, permitindo muitos meses de preparação.
Havia um porém, que não nos houvéramos dado conta desde que ele iniciara as reflexões
preparatórias conosco: sempre falava em Congresso de Alfabetizandos, quebrando o velho hábito
de tratar do tema sem levar presencialmente em conta o sujeito ou, no caso concreto do analfabetismo,
a vítima.
Teria de ser, bradava nosso mestre Freire, um Congresso de Alfabetizandos! Em vez de reunirmos
apenas especialistas em Educação para falarem para outros iguais, a tarefa era organizar o
encontro de cidadãos e cidadãs ainda não-alfabetizados para poderem falar "de" analfabetismo. Há
uma brutal diferença entre falar "de" e falar "sobre". Quem fala "de", fala de dentro de si para fora,
tendo-se como sujeito da experiência; quem fala "sobre", fala externamente, tomando a experiência
alheia como objeto. Alguns de nós, por falta de vivência real, ficamos impedidos de falar "da"
fome, ou "do" analfabetismo, ou "do" desemprego; A fala daqueles ou daquelas que podemos
somente falar "sobre" não deve, claro, ser desprezada; no entanto, não é a fala de um "especialista"
e, como tal, precisa ser relativizada quando as pessoas vitimadas não se pronunciaram a contento.
Em meados de 1989, era preciso elaborar um cartaz que divulgasse a futura realização do
Congresso de Alfabetizandos (que, quando aconteceu, reuniu mais de 1.500 pessoas de toda a
cidade para debaterem os seus problemas e para que nós, convidados como agentes do poder
público, entendêssemos o que era urgente fazer). Certa noite, visitando um incipiente núcleo de
alfabetização na periferia da Zona Leste paulistana, Paulo Freire entrou em uma sala na qual, aos
45 anos de idade, um alfabetizando escrevia na lousa a primeira sentença completa de sua vida e,
dessa frase, surgiu o cartaz.
A frase, de conteúdo inclemente e veracidade inquietante, ainda com deslizes de gramática
e sintaxe (releváveis no indivíduo escrevente e inaceitáveis na sociedade que o excluiu), gritava:
"Nós construímos esta cidade, e nela somos envergonhados!".
Vergonha, humilhação, desvalia, constrangimento. Afronta à dignidade. Expulsão de infindos
obreiros mesmo enquanto a obra coletiva vai sendo construída.
Dificuldade para manter a coluna ereta e a cabeça erguida! Aí está a chave ética que exige a
edificação do "desenvolvimento sustentável"; tem de ser uma economia que sustente as colunas
eretas e as cabeças erguidas, negando assim uma cidadania encabulada, desonrosa, indecorosa e
que, no limite, afronta com violência o horizonte da fraternidade.
Temos de, com humildade, aprender a erigir a cidade que não envergonha, a partir de uma
pedagogia emancipatória e libertadora. Por isso, como veio central de todos os capítulos deste
livro, urge revigorar o que escreveu Paul Singer nas conclusões do primeiro deles:
A Economia Solidária é um ato pedagógico em si mesmo, na medida em que propõe nova prática social e um entendimento novo desta prática. A única maneira de aprender a construir a Economia Solidária é praticando-a. Mas, seus valores fundamentais precedem sua prática.
No mais, voltando aos começos do Grande Sertão: Veredas: "passarinho que se debruça –
o vôo já está pronto"... (...)

PREFÁCIO DO LIVRO : "ECONOMIA SOLIDÁRIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS"

http://www.publicacoes.inep.gov.br/arquivos/%7BD85647A6-2A37-4FD2-A4F6-20DD186E0A71%7D_econ_solidaria_educacao_JA.p
df

sábado, 28 de junho de 2008

















LIVRO:

"MICROFÍSICA DO PODER"


MICHEL FOUCAULT

O conceito de poder é central dentro da obra de Michel Foucault. Para o autor, o poder não é algo que se possa possuir. Portanto, não existe em nenhuma sociedade divisão entre os que têm e os que não têm poder. Pode-se dizer que poder se exerce ou se pratica. O poder, segundo Foucault, não existe. O que há são relações, práticas de poder.

O poder circula. Para Foucault, ao contrário das teses althusserianas - segundo as quais todo poder emana do Estado para os Aparelhos Ideológicos - há as chamadas micropráticas do poder. “De modo geral, penso que é preciso ver como as grandes estratégias de poder se incrustam, encontram suas condições de exercício em micro-relações de poder. Mas sempre há também movimentos de retorno, que fazem com que estratégias que coordenam as relações de poder produzam efeitos novos e avancem sobre domínios que, até o momento, não estavam concernidos.”(...) continua em: http://nocabide.wordpress.com/category/resumo/

http://somdoroque.blogspot.com/2007/06/microfsica-do-poder-michel-foucault.html

quinta-feira, 29 de maio de 2008

MOVIMENTOS SOCIAIS

O que é o Fórum


Centro Vivo?

A proposta do Fórum Centro Vivo – fundado no dia 10 de dezembro de 2000 – surgiu no encontro “Movimentos populares e Universidade”, organizado por estudantes da Universidade de São Paulo (USP), pela Central dos Movimentos Populares (CMP) e pela União dos Movimentos de Moradia (UMM), em maio de 2000.
Desde então, temos nos reunido com o objetivo de articular todas as pessoas que lutam pelo direito de permanecer no Centro e transformá-lo num lugar melhor e mais democrático, contrapondo-se, assim, ao processo de renovação urbana e exclusão que vem ocorrendo em São Paulo.
Durante as atividades para sua formação, o Fórum passou a congregar movimentos populares, universidades, pastorais e entidades diversas (de defesa dos direitos humanos, educação, cultura, habitação, etc) na busca da construção de um espaço político comum, que fortaleça as lutas sociais e crie uma nova perspectiva de ação.
O Fórum Centro Vivo reúne aqueles que defendem os seguintes princípios:
primeiro1 – Lutar por Justiça Social e pela Reforma Urbana, contra toda forma de segregação por classe social, raça, etnia, gênero, orientação sexual e faixa etária.
segundo2 – Defender a função social da propriedade, contra a especulação imobiliária e a retenção de imóveis vazios, sejam estes públicos ou privados.
terceiro3 – Por uma política de habitação popular para a área central com ampla participação, desde sua formulação até a execução e gestão.
quarto4 – Apoiar as formas de produção e distribuição por cooperativas e empresas auto-geridas, baseadas nos princípios da construção de uma economia solidária.
quinto5 – Pelo uso democrático do espaço público, e por isso, contra o controle privatizado das ruas, calçadas e praças.
sexto6 – Garantir a acessibilidade ampla ao Centro, privilegiando o transporte coletivo e seu planejamento, a manutenção dos calçadões de pedestres e a redução de barreiras físicas para idosos, crianças e portadores de deficiência. Contra a ampliação da circulação de automóveis particulares.
sétimo7 – Defender a preservação da história e da memória como patrimônio vivo, transformado no uso e apropriação cotidianos e, assim, contra a sua monumentalização e museificação.
oitavo8 – Por uma política cultural que inclua o acesso democrático à produção, circulação e fruição dos bens culturais, assim como o direito à informação, como instrumentos essenciais à construção da cidadania e de uma cidade justa e solidária.
nono9 – Contra o tratamento repressivo da população na área central (principalmente do povo de rua, prostitutas, gays e travestis, crianças e adolescentes, encortiçados, movimentos populares e ambulantes).
décimo10 – Questionar a legitimidade de Operações Urbanas e outras ações do poder público, que tenham por fundamento um processo de valorização imobiliária, mesmo que sob a justificativa de gerarem contrapartidas sociais.
décimo primeiro11 – Garantir a Participação Popular na Subprefeitura Centro, nos Conselhos de Representantes e no Orçamento Participativo, na definição das Políticas Urbanas e no acompanhamento dos investimentos e serviços públicos na região.
décimo segundo12 – Apoiar os movimentos populares e outras formas de luta pelos direitos sociais no Centro (como, por exemplo, o direito à moradia reivindicado nas ocupações de imóveis públicos vazios realizadas pelos movimentos).
http://www.centrovivo.org/historia

terça-feira, 27 de maio de 2008



"QUATRO ANOS

SEM A CORAGEM DE

LÉLIA ABRAMO"



Em 9 de abril de 2004,aos 93 anos Lélia partiu ,e mais uma vez ficamos sem a presença de uma de nossas grandes e inesquecíveis artistas,sendo que no caso de Lélia Abramo,além de artista,uma grande cidadã e militante política ! A firmeza de ideais de Lélia e seu carater impecável, causam verdadeiro orgulho às mulheres que como ela,possuem forte senso de justiça e a semente de liberdade em suas almas! Nadia Stabile - 27/05/08

"(...)Sua militância política custou-lhe a carreira televisiva, pois passou a ser ignorada pela Rede Globo, em razão de ter sido presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de São Paulo, a partir de 1978, tendo sido a primeira chapa de oposição a tornar-se vitoriosa no periodo iniciado pela ditadura militar brasileira de 1964. Esta eleiçao ganhou as principais páginas dos jornais paulistas da época, apesar da intensa censura, tendo como seus companheiros de diretoria Renato Consorte, Dulce Muniz, Cláudio Mamberti, Robson Camargo, entre outros.
A editora da Fundação Perseu Abramo lançou sua autobiografia em 1997, intitulada Vida e Arte - Memórias de Lelia Abramo.
Como atriz de teatro participa de Esperando Godot, de Beckett, dirigida por Antunes Filho, onde faz o papel de Pozzo (1984).(...)

http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A9lia_Abramo

sábado, 19 de abril de 2008








Índios no Brasil":
construindo imagens
e desconstruindo
estereótipos

Valéria Macedo

Programa que está sendo exibido na TV cultura, aos domingos, 18:00hs. OBS: a emissora não fornece data prevista para duração da apresentação dos documentários.Em momento de ressaca da "festa" dos 500 anos, chega em boa hora a série de vídeos Índios no Brasil. Identidade, línguas, costumes, tradições, a colonização e o contato com o branco, a briga pela terra, a integração com a natureza e os direitos conquistados são os temas enfocados na série produzida pela ONG Vídeo nas Aldeias para a TV Escola.Índios no Brasil é dividida em dez programas, de aproximadamente 20 minutos, nos quais a questão indígena é abordada visando enriquecer o currículo escolar, romper estereótipos e inverter papéis, já que não apenas os índios são objeto de investigação, mas a própria sociedade não indígena ocupa o lugar do "outro". A iniciativa representa um salto qualitativo nas produções do gênero, por seu alto teor informativo e principalmente pelo argumento que perpassa a dezena de episódios. A intenção foi flagrar o descompasso entre a imagem de um índio genérico cristalizada no imaginário dos brasileiros e a realidade de vários grupos indígenas, que estão cada vez mais articulados politicamente e mobilizados para garantir o exercício de sua identidade cultural. Para isso, têm sido necessário dominar os códigos da sociedade não índigena, não para ser iguais, mas justamente como recurso para a manutenção de sua diferença.Dessa maneira, os vídeos mostram que, se o índio não é coisa do passado, a possibilidade de isolamento cultural certamente é. E nem por isso é preciso sucumbir aos modelos hegemônicos ditados pela sociedade industrial. O que se observa é um desenvolvimento desses povos, tanto numericamente – eram 150 mil em décadas passadas e hoje são cerca de 350 mil – quanto no resgate de suas terras, línguas e rituais. A série não deixa dúvidas: são sujeitos atuantes e, mais do que nunca, atuais.Apresentada pelo líder indígena Ailton Krenak, Índios no Brasil faz um painel dos costumes, valores e perspectivas de índios de nove povos dispersos no território nacional, escolhidos entre mais de 200 etnias: os Ashaninka e Kaxinawá do Acre, os Baniwa do Rio Negro no Amazonas, os Krahô de Tocantins, os Maxacali de Minas Gerais, os Pankararu de Pernambuco, os Yanomami de Roraima, os Kaiowá do Mato Grosso do Sul e os Kaingang do sul do país. Os entrevistados são professores ou líderes de organizações indígenas e, por isso, bastante convincentes e articulados. Em suas falas transparece a recusa em encaixar-se nesses modelos construídos ao longo de 500 anos de invasões, exploração e, não raro, etnocídio.(...)
(...) 5) Uma outra história (17’)O Brasil foi descoberto ou invadido? O filme de Humberto Mauro de 1940(ou 1936) dá a sua versão do "Descobrimento do Brasil". Mas os índios são unânimes em afirmar que o Brasil foi invadido porque eles já estavam aqui. Os índios contam suas versões da história do Brasil. A cartilha de história das escolas indígenas do Acre, por exemplo, divide a história do Brasil em quatro períodos: o tempo das malocas, antes da chegada de Cabral; o tempo das correrias, quando os índios foram caçados para a ocupação dos seus territórios; o tempo do cativeiro, quando eles foram usados como mão-de-obra escrava no corte de seringa; o tempo dos direitos, quando finalmente conquistaram o direito à terra e à sua cultura.(...)31/03/2008

Comunicación Mujeres Libres de Barcelona 1/2 Congreso "Mujer"

PALESTRA DE MARGARETH RAGO -FEMINISMO E ANARQUISMO - Centro de Cultura Social em São Paulo

sábado, 1 de março de 2008










FÓRUM MUNDIAL

DE EDUCAÇÃO

DE NOVA IGUAÇU-

RIO DE JANEIRO-

DE 27 a 30 de MARÇO DE 2008

Tema Central

Educação Cidadã para uma Cidade Educadora II

O Fórum Mundial de Educação de Nova Iguaçu terá como centralidade temática a Educação Cidadã, cuja marca é a busca da garantia dos direitos sociais para todos os seres humanos, por meio de projetos político-pedagógicos de caráter emancipatório nos diversos espaços educativos, formais, não formais e informais, objetivando-se a construção da Cidade Educadora. Organizando-se sob os princípios e objetivos do Fórum Social Mundial, o FME deixou de ser evento para se constituir um movimento em torno de uma causa comum: a construção de uma plataforma mundial em favor do direito à educação. Nesse sentido, será, fundamentalmente, oportunidade e instrumento da reflexão intertranscultural sobre as teorias e as práticas desenvolvidas por seus participantes, visando a busca da superação das desigualdades e da exclusão social.
A constituição de uma Cidade Educadora não pode prescindir de uma base educacional que permita, provoque e determine a promoção e a efetivação da cidadania, partindo do pressuposto de que sem respeito às diversidades étnico-racial, cultural e de gênero e sem o debate sobre as reais causas da desigualdade econômica e a luta para sua reversão, tal projeto não se concretizará, sendo também necessário o estudo, o acompanhamento e a transmutação do comportamento ético que vigora na sociedade, fruto de uma falsa idéia da supremacia das individualidades sobre qualquer projeto de cunho coletivo. Tais considerações devem direcionar a constituição de uma Cidade Educadora como um norte a ser alcançado, cujo caminho precisa ser pavimentado pela implementação efetiva de Políticas Públicas estruturantes.
O Fórum Mundial de Educação de Nova Iguaçu será estruturado a partir de três eixos temáticos a seguir:

1) Educação, Cultura e Diversidade,

2) Ética e Cidadania em tempos de exclusão

3) Estado e Sociedade na Construção de Políticas Públicas.
http://www.forummundialeducacao.org/ni/index.cfm?site=central

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

















MST quer ampliar


jornada de ocupação

em SP até sábado

05/02/08

Mais seis fazendas deverão ser ocupadas até o fim da semana por militantes sem-terra no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste paulista. A decisão foi tomada nesta terça-feira (5) por coordenadores do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), que se reuniram para avaliar a jornada de ocupações denominada "Carnaval Vermelho".
Segundo Sérgio Pantaleão, um dos principais líderes do movimento, cada coordenador fez um balanço de cada propriedade ocupada. Ficou decidido, de acordo com Pantaleão, que mais seis fazendas serão ocupadas até sábado.
Por uma questão de estratégia, os nomes das propriedades e dos municípios onde elas se localizam não foram divulgados. Por causa do feriado de carnaval, houve trégua nas ocupações, que começaram no domingo com a ocupação de quatro propriedades. Ontem, os sem-terra entraram em outras dez áreas e, com isso, já são 14 as terras ocupadas em pelo menos dez municípios. Se até sábado o MST confirmar mais seis ocupações, o número salta de 14 para 20 fazendas invadidas em apenas uma semana.

Cerca de mil pessoas estão nas fazendas. Os ocupantes ergueram centenas de barracos de lona e pretendem plantar roças de milho e feijão. É o que se vê, por exemplo, na Fazenda Guarani, ocupada pela sétima vez, e na Fazenda São Luiz, ocupada pela 15ª vez. As duas áreas ficam no município de Presidente Bernardes.
A Polícia Militar acompanha as invasões à distância, e não confirmou registros de boletins de ocorrências.(...) leia na íntegra :
http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=32000

*imagem: foto de Sebastião Salgado

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008




MILITANTE PORTENHA

PARTICIPA DO FÓRUM

SOCIAL MUNDIAL 2008

EM JUIZ DE FORA-MG

Oitava edição do Fórum Social Mundial

Luta por maior politização marca encontro em JF
Táscia Souza Repórter
27/01/08

"Juventude sem rebeldia é servidão precoce.” A frase, do livro “Las fuerzas morales”, de José Ingenieros, bem poderia servir de lema para o encontro do Fórum Social Mundial (FSM), realizado, ontem, em Juiz de Fora. A Câmara Municipal foi o palco onde se reuniram diferentes gerações de jovens, desde os que ainda trazem vivas as marcas deixadas pelos anos de chumbo até os que cresceram junto com o renascimento da democracia no país. Durante todo o dia, cerca de 60 militantes se uniram em torno daquele que é o objetivo de todos os fóruns sociais, desde que a idéia surgiu há sete anos, em Porto Alegre: provar que um outro mundo é realmente possível. O resultado foi exposto numa “Carta de Juiz de Fora”, que será enviada para a organização internacional do FSM e incorporada às deliberações do Dia de Mobilização e Ação Global de todo o planeta. “Essa é uma luta de várias gerações, mas que depende de renovação. E a gente só vai se renovar se o jovem tiver conhecimento de que é preciso se politizar, para que crianças não sejam arrastadas por carros no meio da rua, para que mães não sejam assassinadas, para que filhos não sejam alvos de violência”, defendeu Fernanda Tardin, uma das organizadoras do evento na cidade. “Isso é decorrência da falta de terra, da falta de emprego, da fome, da falta de habitação. Ser revolucionário não é sair por aí pintando o rosto e gritando, mas reivindicando direitos para que um viva bem e todos vivam melhor”.
72 países
No Brasil, Juiz de Fora e Osasco foram as duas únicas cidades do interior a tomar parte dos debates, que envolveram cidades de todo o mundo, espalhadas por 72 países. “A experiência do fórum descentralizado é de buscar agregar várias forças que normalmente não participariam”, considerou o jornalista Laerte Braga, também à frente do encontro. Na opinião de Laerte, a descentralização do encontro, decorrente do esvaziamento do fórum de 2007, em Nairóbi, no Quênia, mostra, ainda, a força da América Latina como pólo irradiador de discussões. “Houve uma dificuldade muito grande de se fazer o fórum fora do Brasil. Além de Porto Alegre, o único que realmente foi capaz de dizer alguma coisa foi o da Venezuela. Isso mostra que a América Latina tem um peso muito grande.” A união latino-americana foi pregada, inclusive, numa mensagem de paz enviada à cidade pelo Exército de Libertação Nacional (ELN), guerrilha que domina um quarto do território colombiano. No documento, os guerrilheiros reconhecem seus erros e alegam que só partiram para a luta armada porque foram empurrados. Eles ressaltaram, ainda, que sua atual proposta de luta é de entendimento e integração.(...)
(...) “O surgimento de novos governos nos países latino-americanos, mais preocupados com o social, tem gerado uma outra possibilidade de integração”, apontou o professor da UFRJ Eduardo Serra. A união também foi propagada pela militante portenha Adriana Tasca, ex-guerrilheira que veio exilada para o Brasil em 1977, época em que o pai foi assassinado pelos militares durante a ditadura da Argentina. “Em homenagem a ele e a todos os latino-americanos vou lutar para que isso nunca mais se repita”, declarou, emocionada. Para tanto, Adriana defendeu a participação no FSM como forma de conscientização. “O que falta é consciência e atuação política. Enquanto houver fórum, não importa que seja aqui, numa aldeia, na esquina, temos que participar. Isso é mais importante que vacina contra a febre amarela”, brincou. “Tem que haver vacina de idéias políticas, vacina de conscientização.(...)
LEIA MAIS EM: http://www.tribunademinas.com.br/politica/politica10.php
*CLIQUE NAS IMAGENS PARA VÊ-LAS AMPLIADAS

sábado, 19 de janeiro de 2008



ritmar,rimar,unir,


interligar,pontos culturais,

orquestrar,urdir,tramar,tecer,

cerzir,armar teia, coser,

pegar o trem andando e entrar no ritmo

da rede cultural que tem assim como a rede mundial,

a Internet,interstícios,as teias,a web,

a teia da produção cultural dos cidadãos!

os fazedores culturais! os produtores culturais!

ritmo é tempo,é vida,o tecer precisa do tempo,

o tecelão e a aranha,também!a poesia tem ritmo,

assim como a música,assim como a união de

várias pessoas,ritmar a cultura de vários pontos!

ritmar,entrar no trem...andando ou parado,

o ritmo do trem é para todos!


nadia stabile - 07/01/2008
http://ritmar.blogspot.com/

RITMAR - links culturais
linkando contextos através de projetos culturais,

linkando culturas através de contextos,

linkando pessoas e contextos através da cultura e da arte...


*a imagem aí de cima é do "Grupo Casa Aberta",formado por moradores da região leste da capital Paulista.Música,teatro,
poesia,artes plásticas eram as atividades do grupo que eu também participava! Era início da década de 80,reuníamos no bairro da Mooca,onde nasci! Esta foi uma experiência inestimável em minha vida!A cultura que ali produzíamos em conjunto era genuína...era nossa! expressávamos o que queríamos!nos apresentávamos,também onde queríamos!
e o mais importante de tudo,foi ter a chance de nos descobrirmos como "fazedores" culturais e com isso
poder nos descobrirmos! geralmente as pessoas descobrem suas identidades através da cultura! (leia mais no link acima)
nadia stabile - 19/01/08
*"fazedores culturais" expressão cunhada por PAULO FREIRE!!!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

CARTA ABERTA AO

PRESIDENTE LULA

Exmo. Sr. Presidente Luiz Inácio Lula da Silva,

há momentos decisivos na vida dos homens e das nações. Passamos por um deles agora.

Está em suas mãos garantir que os brasileiros tenhamos um Natal e um país do qual nos orgulharmos. Mas, se lhe faltar grandeza para tomar a decisão certa, seremos todos amaldiçoados. Pois nada de bom brotará no solo que recebeu o sangue de um mártir.

Governos e obras faraônicas passam, viram pó. Mas, exemplos de idealismo e desprendimento como o de Dom Luiz Flávio Cappio serão lembrados até o fim dos tempos.

Não se iluda. Quando a humanidade sair de sua pré-história e a desumanidade das últimas décadas representar um motivo de vergonha para todos os homens civilizados, Margareth Thatcher figurará nos livros de História como a primeira-ministra que deixou morrer Bobby Sands. Cabe-lhe decidir se quer ser lembrado como o presidente que deixou morrer Dom Cappio.

A relutância extrema do seu governo em discutir a interligação das águas do rio São Francisco é evidência gritante de que tal projeto não sobreviveria a um debate franco. E reforça as suspeitas de que haja interesses escusos envolvidos.

Cidadãos de reconhecida competência e credibilidade apontam falhas de todo tipo: concepção equivocada, relação custo/benefício muitíssimo pior que a de projetos alternativos, danos ecológicos que podem se tornar catastróficos. Por que tanta insistência, a ponto de tocar a obra com soldados, evocando os tempos sinistros da ditadura militar?

Erguer uma obra tão contestada sobre o cadáver de um homem justo será um crime inominável.

Mas, V. Exa ainda pode escapar dessa armadilha para a qual os maus auxiliares o conduzem. Basta ouvir a voz da militância, daqueles seres humanos sofridos e esperançosos que iniciaram a jornada consigo. E voltar a ser para eles, como Salvador Allende o era para os melhores chilenos, o “companheiro presidente”.

Estamos aguardando sua decisão, Sr. Presidente, para sabermos se vamos comemorar o Natal ou colocar luto por quem, guardadas as proporções, estará repetindo o sacrifício de Cristo.

Este é meu apelo desesperado: aja como um verdadeiro cristão. Dom Cappio não pode morrer!

Respeitosamente,

CELSO LUNGARETTI
19/12/2007


http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/2007/12/carta-aberta-ao-presidente-lula.html

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Jejuo também

por democracia real

LUIZ FLÁVIO CAPPIO

São Paulo, quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Acusam-me de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto autoritário e falacioso: o da transposição

ACUSAM-ME de inimigo da democracia por estar em jejum e oração combatendo um projeto do governo federal autoritário, falacioso e retrógrado, que é o da transposição de águas do rio São Francisco.

Meu gesto não é imposição voluntarista de um indivíduo. Fosse isso, não teria os apoios numerosos, diversificados e crescentes que tem tido de representantes de amplos setores da sociedade, inclusive do próprio PT. Vivêssemos uma democracia republicana, real e substantiva, não teria que fazer o que estou fazendo.

Um dos mais graves males da "democracia" no Brasil é achar que o mandato dado pelas urnas confere um poder ilimitado, aval para um total descompromisso com o discurso de campanha, senha para o vale-tudo, para mais poder e muito mais riquezas. Tráficos de influências, desvios do erário, porcentagens em obras públicas e mensalões são práticas tradicionais na política brasileira, infelizmente, pelo visto, ainda longe de acabar. A sociedade está enojada e precisa se levantar. Há políticos -e, infelizmente, não são poucos- que, por onde passaram na vida pública, deixaram um rastro de desmandos, corrupção, enriquecimento ilícito etc. Como ainda funcionam o clientelismo eleitoral, a mitificação de personagens, as falsas promessas de campanha, o "toma-lá-dá-cá" e mais deseducação que educação política do povo, esses políticos conseguem se reeleger e galgar posições de alto poder em governos, quaisquer que sejam as siglas e as alianças.

Na campanha do candidato Lula, o tema crucial da transposição era evitado o máximo possível. Mas as campanhas eleitorais, à base do marketing e das verbas de "caixa dois" das empresas, são tidas e havidas como grandes manifestações do vigor de nossa democracia, que, com urnas eletrônicas, dá exemplo até aos EUA...

O projeto de transposição não é democrático, porque não democratiza o acesso à água para as pessoas que passam sede na região semi-árida, distante ou perto do rio São Francisco.

O governo mente quando diz que vai levar água para 12 milhões de sedentos. É um projeto que pretende usar dinheiro público para favorecer empreiteiras, privatizar e concentrar nas mãos dos poucos de sempre as águas do Nordeste, dos grandes açudes, somadas às do rio São Francisco.

A transposição não tem nada a ver com a seca. Tanto que os canais do eixo norte, por onde correriam 71% dos volumes transpostos, passariam longe dos sertões menos chuvosos e das áreas de mais elevado risco hídrico. E 87% dessas águas seriam para atividades econômicas altamente consumidoras de água, como a fruticultura irrigada, a criação de camarão e a siderurgia, voltadas para a exportação e com seríssimos impactos ambientais e sociais.

Esses números são dos EIAs-Rima (Estudos de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente), públicos por lei, já que, na internet, o governo só colocou peças publicitárias.

O projeto de transposição é ilegal e vem sendo conduzido de forma arbitrária e autoritária: os estudos de impacto são incompletos, o processo de licenciamento ambiental foi viciado, áreas indígenas são afetadas e o Congresso Nacional não foi consultado como prevê a Constituição. Há 14 ações que comprovam ilegalidades e irregularidades ainda não julgadas pelo Supremo Tribunal Federal. Mas o governo colocou o Exército para as obras iniciais, abusando do papel das Forças Armadas, militarizando a região. A decisão do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região, de Brasília, em 10/12 deste ano, obrigando a suspensão das obras, é mais uma evidência disso.

O mais revoltante, porque chega a ser cruel, é que o governo insiste em chantagear a opinião pública, em especial a dos Estados pretensos beneficiários, com promessas de água farta e fácil, escondendo quem são os verdadeiros destinatários, os detalhes do funcionamento, os custos e os mecanismos de cobrança pelos quais os pequenos usos subsidiariam os grandes, como já acontece com a energia elétrica. Os destinos da transposição os EIAs/Rima esclarecem: 70% para irrigação, 26% para uso industrial, 4% para população difusa.

Temos um projeto muito maior. Queremos água para 44 milhões de pessoas no semi-árido. Para nove Estados, não apenas quatro. Para 1.356 municípios, não apenas 397. Tudo pela metade do preço previsto no PAC para a transposição.

O Atlas Nordeste da ANA (Agência Nacional de Águas) e as iniciativas da ASA (Articulação do Semi-Árido) são muito mais abrangentes, têm prioridade no abastecimento humano e utilizam as águas abundantes e suficientes do semi-árido. Fui chamado de fundamentalista e inimigo da democracia porque provoquei que o povo se levantasse e, disso, os "democratas" que me acusam têm medo. Por que não se assume a verdade sobre o projeto e se discute qual a melhor obra, qual o caminho do verdadeiro desenvolvimento do semi-árido? É nisso que consiste a nossa luta e a verdadeira democracia.

--------------------------------------------------------------------------------DOM FREI LUIZ FLÁVIO CAPPIO, 61, é bispo diocesano da cidade de Barra (BA) e autor do livro "Rio São Francisco, uma Caminhada entre Vida e Morte".

"FOLHA DE S. PAULO"

sábado, 8 de dezembro de 2007

Liberdade imediata


para o líder

camponês


José Ricardo

Rodrigues


Escrito por Liga Operária
07-Dez-2007
Na última quinta-feira, dia 29 de novembro, foi realizada em Recife uma manifestação com mais de 400 pessoas organizada pelo comitê de apoio aos camponeses de Quipapá que é composto pelo Movimento Estudantil Popular Revolucionário, Liga dos Camponeses Pobres, Movimento Feminino Popular, CEBRASPO, Sindicatos e diversas outras organizações democráticas. O movimento exige a liberdade do líder camponês José Ricardo Rodrigues, preso sem julgamento há mais de dois anos. O ato teve início a 13:00 na praça do Derby e dirigiu-se ao palácio do governo onde uma comissão foi recebida. Em seguida manifestantes se dirigiram ao prédio da Assembléia Legislativa onde ocorreu uma audiência pública para tratar da libertação do de José Ricardo.
www.ligaoperaria.org.br/alianca/notapara.htm
http://www.jornalorebate.com.br/site/index.php?option=com_content&task=view&id=1457&Itemid=165

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails