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terça-feira, 11 de agosto de 2009

banheiro seco "HUMUS SAPIENS"

Conheça o "Húmus Sapiens"!

O Ecocentro IPEC foi uma das instituições finalistas do Prêmio Tecnologia Social 2005, promovido pela Fundação Banco do Brasil.

O Ecocentro teve duas tecnologias selecionadas para a final: o Sanitário Compostável, apelidado de "Húmus Sapiens", e o sistema de captação e armazenamento de água da chuva, utilizado no instituto.

Como prêmio, foram produzidos videos e folhetos sobre as tecnologias finalistas, mostrando o funcionamento e soluções apresentadas por cada tecnologia.

Banheiro Seco - economia de Água, saneamento transformador - parte 1

Produtores ecológicos de Garopaba e moradores urbanos de Florianólis mostram a alternativa que poupa água e transforma dejetos em adubo orgânico

sábado, 28 de fevereiro de 2009

O DISCURSO DA SUSTENTABILIDADE E SUAS IMPLICAÇÕES PARA A EDUCAÇÃO

GUSTAVO DA COSTA LIMA*

CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES

As duas últimas décadas testemunharam a emergência do discurso da
sustentabilidade como a expressão dominante no debate que envolve as questões de
meio ambiente e de desenvolvimento social em sentido amplo. Em pouco tempo,
sustentabilidade tornou-se palavra mágica, pronunciada indistintamente por diferentes
sujeitos, nos mais diversos contextos sociais e assumindo múltiplos sentidos.
Sua expansão gradual tem influenciado diversos campos do saber e de
atividades diversas, entre os quais o campo da educação. Há pouco mais de uma
década, observa-se entre os organismos internacionais,as organizações não-governamentais
e nas políticas públicas dirigidas à educação, ambiente e desenvolvimento
de alguns países, uma tendência a substituir a concepção de educação ambiental, até
então dominante, por uma nova proposta de “educação para a sustentabilidade” ou
“para um futuro sustentável”.
Essa renovação discursiva no debate internacional pode ser observada
nas conferências e documentos da UNESCO, na Agenda 21 proposta na Rio-92, nas
políticas educacionais de diversos governos da União Européia e na produção acadêmica
internacional que serve de base a esta orientação. Gradualmente, e com intensidades
variadas, o novo discurso passou a penetrar também o debate em outros países centrais
e periféricos e nas demais esferas institucionais.
No Brasil, o discurso da educação para a sustentabilidade ainda é pouco
disseminado na literatura e nas práticas que relacionam educação e meio ambiente.
Entretanto, a crescente difusão do discurso da sustentabilidade no contexto de um
mundo globalizado – marcado por relações entre as esferas locais e globais e por relações de dependência política e cultural entre países do centro e da periferia do sistema
mundial– recomenda a análise de seus significados e a avaliação de suas contribuições
para o debate brasileiro.
Quais os significados e implicações desta articulação entre a educação e
a sustentabilidade? Qual a natureza e os objetivos desta renovação discursiva? Educar
para sustentar o quê? Qual a diversidade de leituras sobre este debate e quais os
principais argumentos a favor e contra a nova proposta? Que fundamentos, valores e
interesses estão envolvidos neste processo? Qual a história da construção do discurso
da sustentabilidade e de sua inserção na educação?
Essas são algumas das questões que norteiam a reflexão deste ensaio.
Problematizando-as, procuramos compreender as relações entre a sustentabilidade e a
educação, a diversidade de sentidos envolvidos nesta construção, o jogo de forças e
interesses que nela se destacam, assim como as principais ênfases e contradições que
marcam este campo discursivo.
Para realizar o trabalho, recuperamos, em primeiro lugar, um pouco da
história do surgimento do discurso da sustentabilidade. Em seguida, desenvolvemos
uma análise das principais críticas favoráveis e desfavoráveis a este discurso. Em um
terceiro momento, exploramos a diversidade de interpretações que constituem a
sustentabilidade como um campo discursivo para, finalmente, abordarmos os significados
e implicações da inserção do discurso da sustentabilidade no campo educacional.
Por compreendermos a sustentabilidade como uma proposta em torno da
qual gravitam múltiplas e diversas forças sociais, interesses e leituras que disputam
entre si o reconhecimento e a legitimação social como “a interpretação verdadeira”
sobre o tema, optamos por tratá-la como um discurso, no sentido empregado por Michel
Foucault no contexto da arqueologia e, sobretudo, da genealogia do saber-poder.
Segundo esse autor, toda sociedade controla e seleciona o que pode ser dito numa
certa época, quem pode dizer e em que circunstâncias, como meio de filtrar ou afastar
os perigos e possíveis subversões que daí possam advir (FOUCAULT, 2001).(...)

LEIA NA ÍNTEGRA EM: http://www.scielo.br/pdf/asoc/v6n2/a07v06n2.pdf

GUSTAVO DA COSTA LIMA*- Professor do Departamento de Sociologia da Universidade Federal da Paraíba-UFPB e Doutorando em Ciências
Sociais no IFCH/UNICAMP, e-mail: gust3lima@bol.com.br.
2003.


AGENDA 21 - LEIA NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI

http://www.ecolnews.com.br/agenda21/index.htm

A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.

Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.

Estrutura e conteúdo (da Wikipédia)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agenda_21

Os temas fundamentais da Agenda 21 estão tratados em 40 capítulos organizados em um preâmbulo e quatro seções:

  1. Preámbulo
    Seção I. Dimensões sociais e econômicas
  2. Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento de das políticas internas conexas
  3. Luta contra a pobreza
  4. Evolução das modalidades de consumo
  5. Dinâmica demográfica e sustentabilidade
  6. Proteção e fomento da saúde humana
  7. Fomento do desenvolvimento sustentável dos recursos humanos
  8. Integração do meio ambiente e o desenvolvimento na tomada de decisões
    Seção II . Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento
  9. Proteção da atmosfera
  10. Enfoque integrado do planejamento e da ordenação dos recursos das terras
  11. Luta contra o desmatamento
  12. Ordenação dos ecossistemas frágeis: luta contra a desertificação e a seca
  13. Ordenação dos ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das zonas montanhosas
  14. Fomento da agricultura e do desenvolvimento rural sustentável
  15. Conservação da diversidade biológica
  16. Gestão ecologicamente racional da biotecnologia
  17. Proteção dos oceanos e dos mares de todo tipo, incluídos os mares fechados e semi-fechados e as zonas costeiras, e o uso racional e o desenvolvimento de seus recursos vivos
  18. Proteção da qualidade dos recursos de água doce: aplicação de critérios integrados para o aproveitamento, ordenação e uso dos recursos de água doce
  19. Gestão ecologicamente racional dos produtos químicos tóxicos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de produtos tóxicos e perigosos
  20. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos perigosos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de rejeitos perigosos
  21. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos sólidos e questões relacionadas com as matérias fecais
  22. Gestão inócua e ecologicamente racional dos rejeitos radioativos
    Seção III. Fortalecimento do papel dos grupos principais
  23. Preâmbulo
  24. Medidas mundiais em favor da mulher para atingir um desenvolvimento sustentável e equitativo
  25. A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável
  26. Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades
  27. Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais associadas na busca de um desenvolvimento sustentável
  28. Iniciativas das autoridades locais em apoio ao Programa 21
  29. Fortalecimento do papel dos trabalhadores e seus sindicatos
  30. Fortalecimento do papel do comércio e da indústria
  31. A comunidade científica e tecnológica
  32. Fortalecimento do papel dos agricultores
    Seção IV. Meios de execução
  33. Recursos e mecanismos de financiamento
  34. Transferência de tecnologia ecologicamente racional, cooperação e aumento da capacidade
  35. A ciência para o desenvolvimento sustentável
  36. Fomento da educação, a capacitação e a conscientização
  37. Mecanismos nacionais e cooperação internacional para aumentar a capacidade nacional nos países em desenvolvimento
  38. Acordos institucionais internacionais
  39. Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais
  40. Informação para a adoção de decisões

SEMI-ÁRIDO,CARACTERÍSTICO DO BRASIL!!! TEMOS MUITO O QUE APRENDER COM OS HABITANTES DESTAS ÁREAS BRASILEIRAS!! LÁ A CRISE SEMPRE EXISTIU!!

Semi-Árido (12/2/2009)

Seminário debate ações de sustentabilidade

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Cisternas de placas são experiências exitosas de convivência com o semi-árido (Foto: CID BARBOSA)

É possível viver bem no semi-árido. Experiências bem sucedidas neste sentido são tema de debate hoje

Fortaleza. Um convívio saudável com o semi-árido, onde as opções de uma vida digna para os moradores casem com as características da região e com a preservação do meio ambiente. É esse o principal objetivo do seminário: “A Vida Sustentável no Semi-Árido Cearense”, que começa hoje no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) do Passaré, e termina no próximo sábado, dia 14.

A promoção é da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Nordeste I, e pretende discutir as possibilidades de uma convivência positiva dos cearenses com o semi-árido, observando as peculiaridades climáticas, para a superação das dificuldades, como as questões da terra, do acesso à água, da redução da pobreza. A intenção, explica o bispo emérito de Itapipoca e coordenador da Comissão Episcopal para o Semi-árido - CNBB - Regional Nordeste 1, dom Benedito Francisco de Albuquerque, é procurar soluções por meio da construção de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável. E ao mesmo tempo, explica ele, encontrar mecanismos que garantam a execução das idéias surgidas no Seminário.

Neste sentido, estão sendo traçadas parcerias com a sociedade civil e o Governo do Estado para avaliar as experiências exitosas e conhecer os projetos de cada setor para tornar a vida do cearense, principalmente do Interior, menos árida. Na programação, inclusive, a titular da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Silvana Parente, falará sobre o Projeto de Desenvolvimento para o Ceará, e serão apresentadas práticas bem sucedidas como, por exemplo, as cisternas de placas e as barragens subterrâneas.

Multiplicar ações
A idéia, explica o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Bozarchhiello da Silva, tanto é fazer com que todos conheçam o que já está sendo feito com resultados positivos, como multiplicar essas ações. O que se pretende, acrescenta ele, é colocar em prática o ver, o julgar e o agir. A partir do conhecimento da realidade, discutir a situação, planejar metas e implantá-las.

Neste sentido, todas as discussões, lembra Bozarchiello, estarão focadas em cinco eixos, como, por exemplo, a necessidade de investimentos em educação e no desenvolvimento quanto à vida e ao meio ambiente, e a divulgação e multiplicação das experiências bem sucedidas de convivência com o semi-árido no Ceará. Além delas, há ainda a promoção da ética na política, desenvolvendo nas pessoas a consciência crítica sobre a administração dos recursos para a região e o estímulo à conversão pastoral das comunidades eclesiais.

Para o evento estão sendo esperadas 360 pessoas das dioceses, Organizações Não-Governamentais e poder público. Conforme dom Benedito, a expectativa é que o seminário, a exemplo dos outros dois já realizados na Capital do Estado sobre o homem e a seca do Nordeste, renda bons frutos. Foi a partir desses encontros que começou-se a acreditar na possibilidade da convivência com o semi-árido.

Em 1982, as discussões no I Seminário sobre o Homem e a Seca no Nordeste deixaram claro que a vida na região é viável, só faltando a decisão política para combater as dinâmicas da pobreza. Já em 1998, com o segundo seminário sobre o mesmo tema, já não se pensava prioritariamente em combater a seca, mas conviver com as características climáticas da região semi-árida.

Segundo dom Benedito, o seminário vem sendo construído há cerca de um ano e uma das certezas a que se chegou é que há muitas ações e movimentos nessa discussão, mas falta organização para efetivar as propostas.

ERILENE FIRMINO
Repórter

FIQUE POR DENTRO

Promoção humana integral é a meta do evento
´Ceará: vida com dignidade´ é o tema do seminário ´Vida Sustentável no Semi-árido Cearense´ que tem como objetivo geral despertar a sociedade para a urgência do compromisso com a valorização da pessoa humana e da vida, a partir dos excluídos. Dentro das temáticas de grupos serão discutidas a educação contextualizada, a renovação da Pastoral Social para a promoção humana integral, a ética na política e a questão do semi-árido, as políticas públicas e a produção no semi-árido cearense e as estratégias de organização e participação social. No fim dos trabalhos, será apresentada a Carta do seminário com a síntese das propostas retiradas nas mesas de discussões, de forma a possibilitar a concretização das ações de organização social.

Mais informações:
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Nordeste 1, Rua Felintro Barroso, 405, Fátima, Fortaleza (CE)
(85) 3252.4046

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=614273

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