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domingo, 27 de julho de 2008

LIVRO:"AS ÁRVORES

DO CONHECIMENTO"

PIERRE LEVY E

MICHEL AUTHIER


Pierre Lévy e Michel Authier criaram um software original baseado no uso convivial da informática e das imagens de síntese: o sistema das árvores do conhecimento . Este último constitui um dispositivo totalmente inovador de aquisição e de validação dos conhecimentos, tanto para o período escolar como para a formação profissional. É um grande jogo do saber no qual todos os cidadãos são convidados a participar. A aventura é insólita, por vezes engraçada e formidavelmente interessante. Democraticamente aplicado a todos, este sistema de reconhecimento de conhecimentos poderia, segundo os criadores, constituir uma verdadeira alternativa aos diplomas, melhorar a adaptação das formações ao emprego, mobilizar ao máximo as competências das empresas e das organizações. Le Monde Para os leitores imaginativos, sensíveis à inovação e perturbados pelo surgimento de competências que as organizações deixam ao abandono, As Árvores do Conhecimento terão o efeito de uma grande bolha de ar (...) O sistema descreve aqui a aquisição e a validação dos saberes e das competências, tem características de utopia enquanto conhece já aplicações concretas nalgumas empresas. Les EchosPIERRE LÉVY nasceu em 1956, é filósofo, professor no Departamento Hipermédias da Universidade de Paris-VIII, conselheiro científico da sociedade TriVium. Autor de diversas obras, entre as quais: As Tecnologias da Inteligência, Ideografia Dinâmica, A Máquina Universo e Inteligência Colectiva, publicadas pelo Instituto Piaget. MICHEL AUTHIER nasceu em 1949, trabalhou e publicou nos domínios da sociologia, da história das ciências e do teatro. Presentemente é presidente da TriVium S. A., sociedade que desenvolve e comercializa Gingo, o software das árvores do saber.

http://www.relativa.com.br/livros_template.asp?Codigo_Produto=78562#200
"PIERRE LEVY

E A INTELIGÊNCIA

COLETIVA"

Outro termo desenvovido por Lévy é o da Inteligência Coletiva, um princípio onde as inteligências individuais são somadas e compartilhadas por toda a sociedade, potencializadas com o advento de novas tecnologias de comunicação, como a Internet.

"Ela possibilita a partilha da memória, da percepção, da imaginação. Isso resulta na aprendizagem coletiva, troca de conhecimentos", disse o filósofo francês.

Há uma espécie de ecossistema das idéias humanas, na qual as informações são trocadas e selecionadas por cada indivíduo.

"Somos nós que fazemos viver. Fazemos viver num mundo das idéias", afirmou.


Evolução do homem

Lévy lembrou que a evolução do homem foi possível graças às habilidades que desenvolvemos e que nos difere dos animais. São elas:

- a construção de diálogos (mundo de significados). Nos questionamos, conversamos com o outro, estabelecemos diálogos.
- o contar histórias (percepção do tempo)
- a organização do pensamento (estabelecemos relação de causa e efeito)

"Os mitos são relatos. Hoje não são muitos, mas nós contamos histórias e as pessoas guardam essas histórias que são somadas ao acervo da humanidade. Isso é inteligência coletiva", disse.

http://www.crmariocovas.sp.gov.br/esp_a.php?t=001

“a comunicação

interativa e coletiva

é a principal

atração do

ciberespaço”.


PIERRE LEVY
“as redes de computadores

carregam uma grande

quantidade de
tecnologias

intelectuais que aumentam

e modificam a maioria

das nossas capacidades

cognitivas”


Pierre Levy

quarta-feira, 9 de julho de 2008

A ERA DA

INTELIGÊNCIA

COLETIVA!!!!!


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

(Wikipedia,um grande exemplo da inteligência coletiva)

Inteligência coletiva é um conceito surgido a partir dos debates promovidos por Pierre Lévy sobre as tecnologias da inteligência, caracterizado por um novo tipo pensamento sustentado por conexões sociais que são viáveis através da utilização das redes abertas de computação da Internet. A própria Wikipédia é uma exemplar da manifestação desse tipo de inteligência, na medida em que permite a edição coletiva de verbetes e sua hipervinculação (links hipertextuais).[1][2][3]

Características

São também características da inteligência coletiva o uso da interatividade, das comunidades virtuais, dos fóruns, dos weblogs e wikis para construir e disseminar os saberes globais, baseados no acesso à informação democratizada e sua constante atualização. Assim as produções intelectuais não seriam apenas exclusivas de uma pessoa, país ou classe social isolada, mas dos crescentes coletivos que têm acesso à Internet.

Professor do futuro

Segundo essa perspectiva, o professor do futuro desempenha o papel de estimular os alunos, facilitando a troca de informações e a construção do conhecimento a partir do debate e da crítica, aprendendo e ensinando simultaneamente. Com os recursos da Internet, fica cada vez mais fácil lançar mão dessas possibilidades para ampliar (no tempo e no espaço) a inteligência coletiva.

Como resultado de uma mobilização e integração dos conhecimentos globalmente dispersos, a inteligência coletiva tende a desconcentrar os poderes e valorizar a participação de cada indivíduo, resultando daí o reconhecimento e o enriquecimento cultural de todos.

A interconexão generalizada entre as pessoas tem chamado a atenção de muitos teóricos.

Interconectados

Temas como “inteligência emergente” (Steven Johnson), “coletivos inteligentes” (Howard Rheingold), “cérebro global” (Francis Heylighen), “sociedade da mente” (Marvin Minsky), “inteligência conectiva” (Derrick de Kerckhove), “redes inteligentes” (Albert Barabasi), “inteligência coletiva” (Pierre Lévy), “capital social” (James Coleman e Robert Putnam) são cada vez mais recorrentes nas análises e debates que apontam para uma mesma situação: estamos em rede, interconectados com um número cada vez maior de pontos e com uma freqüência que só faz crescer.(...) continue a ler em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_coletiva

terça-feira, 8 de julho de 2008

Web 2.0 não é inovação,

diz Pierre Lévy

Folha de São Paulo

14/08/2007

Teórico da revolução digital rejeita a idéia de que houve mudança nos conceitos da internet e pesquisa linguagem para expandi-la

Pensador, que está no Brasil para ciclo de palestras, diz que Second Life é fenômeno menos relevante que jogos colaborativos on-line

MARCOS STRECKER
DA REPORTAGEM LOCAL

Nada abala o otimismo de Pierre Lévy com a internet. Um dos principais teóricos da revolução digital, filósofo da informação e professor de comunicação na Universidade de Ottawa (Canadá), Lévy acha que a grande questão colocada hoje para a rede é apenas aumentar as informações disponíveis, o que é o objeto de sua linha de estudo atual.
É basicamente o que deve dizer hoje à noite em palestra que vai proferir em Porto Alegre, como convidado do ciclo “Fronteiras do Pensamento”, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. Hoje, “sem falsa modéstia”, diz que seu conceito virou um padrão.
Ao contrário do que muitos poderiam esperar, Lévy não acha que a web 2.0 ou web participativa, um dos principais focos de discussão atual sobre a rede, seja uma novidade.
“A web 2.0 significa apenas que tem muito mais gente se apropriando da tecnologia da internet, o que a torna um fenômeno social de massa. Significa que não é mais necessário recorrer a intermediários ou técnicos. Do ponto vista de conceito de base não há uma grande diferença em relação à internet original”, disse Lévy, em entrevista à Folha.
O autor de “As Tecnologias da Inteligência” (ed. 34), “Cibercultura” (ed. 34) e “A Inteligência Coletiva” (Loyola) não se preocupa com pensadores que são céticos ou prudentes em relação aos riscos da rede, como o francês Paul Virilio. Só para citar algumas discussões que não o preocupam: várias bibliotecas européias resistem ao avanço da digitalização, temendo o poder excessivo das companhias que deteriam seus acervos (Google e Microsoft, essencialmente); a proliferação de blogs ameaça companhias de comunicação que investem na qualidade da informação; direitos autorais são cada vez mais ameaçados etc.
Sobre esse último exemplo, Lévy solta uma gargalhada ao ser lembrado do caso recente do “vazamento” na rede da última edição da saga “Harry Potter”. “A ameaça aos direitos de autor é um problema por um lado, mas é bom por outro. Não sou desses que são contra o direito de autor. Sou a favor, mas o objetivo final deve ser a criação. O direito autoral é um meio, não devemos confundir um com outro”, diz.

Second Life
E o Second Life, o novo fenômeno da internet? “Não sei por que todos estão interessados no Second Life. Do ponto de vista conceitual, não traz absolutamente nada de novo. A única vantagem é permitir a um maior número de pessoas interagirem, então passa a ser um fenômeno social. Talvez [o sucesso] ocorra porque ele reproduz a vida real.”
Mesmo conhecendo bem o Brasil, o pensador de origem tunisiana também não se impressiona com o sucesso das redes de relacionamento aqui, como o Orkut, mais que em outros países. “Não tenho detalhes sobre o sucesso do Orkut no Brasil, mas acho que essas comunidades representam um capital social muito importante. Isso se desenvolve como a urbanização”, diz.
Para Lévy, a novidade com a rede hoje está em outras áreas: “Onde pode haver uma evolução no processo colaborativo é nos jogos on-line. Mas, como eles acabam sendo praticados por fanáticos em jogos, os jornalistas acabam prestando menos atenção. Eles são um fenômeno mais importante do que o Second Life”, afirma.
O cientista diz que o fenômeno de inteligência coletiva continua a evoluir, e não só pela cultura dos jogos. “Também se desenvolve pela criação de programas de código aberto, pelo desenvolvimento da memória coletiva através de obras em domínio público, como o Creative Commons”, diz.
Para o criador de conceitos como tecnodemocracia e cosmopédia, “isso é apenas o começo de algo muito mais importante que vai se desenvolver, que envolve a inteligência individual preparada para ser potencializada pela inteligência coletiva”.
Esse “algo mais” é o IEML (Information Economy Meta Language), um projeto ambicioso que Lévy coordena, envolvendo também pesquisadores brasileiros, para o desenvolvimento de uma linguagem que poderia expandir a rede.
Levy lembra que os portais de busca (como Google e Yahoo) têm no máximo 20% das informações da rede. “Essa nova linguagem permitirá indexações na internet, um acesso maior ao conteúdo que existe hoje na internet. Estou acabando a gramática agora”, diz. “Não é uma linguagem que será utilizada pelo grande público e vai demorar algum tempo para que se torne linguagem comum”, afirma.

http://dalberto.wordpress.com/2007/08/16/para-pierre-levy-web-20-nao-e-inovacao/

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
















"Pierre Levy"

no programa Roda Viva,

da Tv Cultura, em 2001,

leia a entrevista no site do Projeto FAPESP-Tv Cultura


Pierre Lévy
08/01/2001
As teorias do filósofo francês, Pierre Lévy, sobre cibercultura e a inteligência coletiva são os temas centrais desta entrevista.


LEIA AQUI A ENTREVISTA TODA E ASSISTA UM PEQUENO TECHO:
http://rodaviva.fapesp.br/?id=47&m=pierre+levy

trecho do programa:(...)Pierre Lévy: Não é exatamente o progresso tecnológico em geral. Mas acho que há uma correlação muito forte entre o progresso das técnicas de comunicação, em especial, e a democracia. Esta é uma relação muito antiga na história. Não poderiam ter inventado a cidadania e a democracia na Grécia antiga se não houvesse o alfabeto. Isto é, uma técnica de escrita que permite aprender a ler e escrever facilmente. A partir do momento em que isso não é mais privilégio dos escribas, graças ao alfabeto, todos podem ler a lei. Portanto, em uma civilização sem alfabeto, a democracia não poderia ter sido inventada. Por outro lado, se olhamos as transformações políticas que se seguiram à descoberta da impressão na Europa, durante o Renascimento, podemos entender que, sem ela, não existe a imprensa. Sem imprensa, não há opinião pública e, sem opinião pública, não pode haver as grandes democracias modernas, como as que apareceram na Inglaterra, na França, com a Revolução Francesa, e na América, com a Revolução Americana. A noção dos direitos humanos, em geral, a noção moderna, está ligada à imprensa e à opinião pública. E também à possibilidade de saber o que acontece no mundo facilmente, através da imprensa.(...)

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