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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CURSO DE FORMAÇÃO EM EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA NA POLITEIA


Inscrições Abertas:

Módulo 1: Fundamentos, História e Práticas

Resumo: O curso de "Formação em Educação Democrática" existe há 6 anos e tem por objetivo apresentar as principais correntes teóricas da educação democrática, assim como a experiência das principais escolas. Discutindo autores como Tolstoi, Korczak, Neill, Illich e Pacheco, o curso busca pensar a realidade brasileira a partir da tradição da educação democrática e elaborar propostas de intervenção nas escolas ou em outras instituições a partir das experiências dos participantes.

Carga horária: 32 horas
Início: 9 de março
Término: 29 de junho
Dia: segundas-feiras
Horário: das 19h às 21h
Vagas: 30

Opções de pagamento

470,00 parcelado em até 4 vezes no cheque pré-datado
450,00 à vista

Para mais informações acesse: www.curso.politeia.org.br


POLITEIA - Instituto de Educação Democrática

Rua Dona Germaine Burchard, 511 - Água Branca - São Paulo
telefone: 11 3803-9805
secretaria@politeia.org.br

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

SOS – SANTA CATARINA / POSTO DE ARRECADAÇÃO

Nós da TEIA-Multicultural e POLITEIA estamos juntos também em
SOLIDARIEDADE à população de Santa Catarina.
Doe roupas, calçados, brinquedos, fraldas, enxovais de cama, mesa,
banho e utensílios gerais em bom estado de conservação para
encaminharmos à Prefeitura da Cidade de São Paulo que destinará para
lá.

Postos de Entrega Voluntária:
TEIA-Multicultural – Rua Lincoln Albuquerque, 312 – Perdizes
POLITEIA – Rua Dona Germaine Burchard, 511 – Perdizes
Próximos ao Parque da Água Branca

domingo, 30 de novembro de 2008

INAUGURAÇÃO DA ESCOLA POLITEIA!!

APRESENTAÇÃO DA ESCOLA POLITEIA

No último dia 15, a sede da Escola Politeia foi inaugurada com uma apresentação para pais, educadores e estudantes. Compareceram cerca de 50 pessoas interessadas em saber mais sobre esta proposta que une a gestão democrática com a inovação curricular e a integração da escola com a cidade. Informe-se sobre o processo de matrícula na Escola Politeia
pelo e-mail secretaria@politeia.org.br

POLITEIA NO ALTO RIO NEGRO - MARCELO GOMES JUSTO REPRESENTOU A ASSOCIAÇÃO POLITEIA!!


POLITEIA NO ALTO RIO NEGRO

Em outubro, a convite da Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira, Marcelo Gomes Justo representou a Associação Politeia em curso orientado pelo Instituto Socioambiental (ISA) para a formação dos Assessores Pedagógicos Indígenas e em encontro entre a SME e representantes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN). Depois, ao lado do professor Elie Ghanem, da Faculdade de Educação da USP, participou de encontro com o vice-prefeito e o presidente da FOIRN. Conheça mais sobre o projeto de educação indígena do Alto Rio Negro no site www.politeia.org.br, na área de Incubadora de Escolas Democráticas.

COLÓQUIO - "DOMINAÇÃO OU LIBERDADE? TERMINA HOJE DIA 30/11/08

DOMINAÇÃO OU LIBERDADE?

Neste curso que acontecerá entre os dias 28 e 30 de novembro de 2008 na Faculdade de Saúde Pública da USP, serão debatidas as novas práticas da economia solidária, da justiça restaurativa, da educação democrática e da psicopatologia em saúde pública. Entre os palestrantes, estão os professores Marilena Chauí, Paul Singer, David Calderoni e o juiz Egberto Penido,Helena Singer, entre outros. Confira a programação completa e saiba mais sobre a parceria entre a Associação Politeia e o Núcleo de Psicopatologia, Políticas Públicas de Saúde Mental e Ações Comunicativas em Saúde Pública (NUPSI) no site www.politeia.org.br na área de Pesquisa e Desenvolvimento.

MESA REDONDA :EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA:DESAFIOS,PERSPECTIVAS E EXPERIÊNCIAS EM DESENVOLVIMENTO - DIA 4 DE DEZEMBRO NA ESTAÇÃO CIÊNCIA

MESA REDONDA:
Educação Democrática: Desafios, Perspectivas e Experiências em Desenvolvimento

Debatedores:
 Ana Elisa Siqueira (EMEF Desembargador Amorim Lima)
 Lilian Kelian (Cidade Escola Aprendiz)
 Geórgia Corrêa (Teia Multicultural)
 Helena Singer (Associação Politeia)

Dia 04 de dezembro de 2008, das 19 às 21h30 no Teatro da Estação Ciência/USP(Rua Guaicurus, 1394 – Lapa). Informações e Inscrições (gratuitas) - Secretaria Politeia (secretaria@politeia.org.br ou 11-3803.9805).
www.politeia.org.br

quarta-feira, 30 de julho de 2008

WILHELM REICH,

A CRIANÇA ENTRE

ROUSSEAU E FREUD


Zeca Sampaio

José Gustavo Sampaio Garcia. Mestre em Educação. Doutorando em Educação pela FeUSP. Professor da Universidade Santa Cecília.

zecasampaio@superig.com.br

Este trabalho tem por objetivo traçar um quadro preliminar da concepção de criança na teoria reichiana, a partir de uma busca em seus próprios escritos, ao mesmo tempo, confrontando suas idéias com alguns elementos das diversas concepções de criança através da história humana. Para este confronto será utilizado o quadro dialético entre a tradição rousseauniana e a tradição do modernismo expressa mais claramente na teoria freudiana.

Singer (1997) aponta esta contradição entre a posição de Rousseau, a qual se assenta em uma visão positiva quanto à natureza da criança, e a posição da educação da cultura moderna que tenta impor à criança uma nova natureza. Ela ressalta a crítica de Foucault a esta educação disciplinadora, que procura domar o corpo tornando-o submisso.

Vamos encontrar também em Reich uma crítica explícita a esta educação disciplinadora que impede as manifestações mais importantes da vida.

Em busca de uma compreensão do funcionamento humano

Reich inicia sua busca por uma compreensão do ser humano a partir de seus estudos na faculdade de medicina, mas em especial quando ingressa nas fileiras da psicanálise, tornando-se discípulo de Freud. Esta adesão ao pensamento freudiano lhe permite conciliar elementos aparentemente contraditórios de sua formação que precisarão ser sintetizados para que surja a sua visão de homem e, com ela, sua concepção de criança.

Durante seus estudos na faculdade de medicina, Reich experimenta o conflito entre as explicações mecanicistas e vitalistas para a vida. Reich (1975a, p. 30) mesmo se define, em seu tempo de estudante de medicina, como um mecanicista de pensamento “ultra-sistemático”. Por outro lado, passa a se interessar pelos escritos de Bergson e se torna um grande admirador de seu pensamento. Mecanicismo e vitalismo vão se tornar para ele os representantes maiores da crise que se estabelece na ciência, especialmente em sua busca de compreensão do funcionamento vital. “A questão, ‘O que é a Vida?’ Estava por trás de tudo o que aprendia” (Reich, apud Sharaf, 1983, p. 55).

O interesse por Bergson e por uma visão menos determinista, menos cientificista da vida parece estar em contradição com a formação científica do jovem médico. Mas é exatamente esta visão composta por dois pares antitéticos que traz em si o germe de onde brotará o pensamento reichiano.

Para que estes elementos embrionários do pensamento reichiano possam ser desenvolvidos faz-se necessário que ele encontre um ambiente metodológico capaz de satisfazer tanto a sua necessidade de um método sistemático e verificável, isto é, que seja científico, como a sua busca por uma abordagem capaz de compreender o fenômeno vivo, com sua parcela de indeterminação e unicidade.

E é nesse contexto de crise, entre a tradição mecanicista, positivista da ciência natural de sua formação em medicina e o questionamento filosófico ao determinismo de Bergson, que Reich encontra Freud e seus escritos. A personalidade simples e direta do criador da psicanálise encanta o jovem Reich. Mas, é a atitude experimental, científica, baseada na observação, formulação de hipóteses e teste dessas hipóteses através de novas observações, juntamente com uma teoria da sexualidade com uma visão mais profunda e mais abrangente, considerando a sexualidade para além do papel da reprodução, que fazem com que ele resolva se dedicar ao estudo da psicanálise.

A posição da psicanálise no contexto das ciências que estudam o homem é bastante estratégica. Alguns autores como Japiassu a classificam em uma posição oposta a das psicologias de inspiração positivista, já dentro da fenomenologia ela é muitas vezes criticada como uma abordagem determinista, na medida em que busca as causas históricas inconscientes do comportamento humano.

Figueiredo (1991, p. 27) divide em duas grandes tendências as matrizes do pensamento psicológico, a cientificista e a romântica:

- De um lado se situam aqueles que procuram seguir o modelo das ciências naturais. Buscam a quantificação, os modelos mecanicistas, “classificações e leis gerais de caráter predicativo”.
- De outro, aqueles que acreditam que por ser o objeto das ciências humanas um objeto diferente do objeto das ciências naturais, faz-se necessário o desenvolvimento de uma metodologia própria compatível com este objeto.

Mais adiante, acaba por situar a psicanálise em ambas as matrizes já que vê nela um aspecto “determinista funcional” que a coloca ao lado das teorias funcionalistas de caráter cientificista (1991, ps. 95-100), ao mesmo tempo em que a inclui entre as matrizes compreensivas de influência romântica, por seu aspecto interpretativo (1991, ps. 167-169).

Esta característica intermediária, ou, no dizer de Figueiredo (1991, p. 99) “esta terra de ninguém epistemológica em que (a psicanálise) se originou”, entre a objetividade determinista e a intersubjetividade humanista, pode ter sido um motivo importante para a adesão de Reich às suas fileiras.

Entendo esta “terra de ninguém” como a descrição do fato de que Freud inaugura um território novo para a compreensão do homem.

É uma época em que a oposição entre uma psicologia científica nascente, de paradigma cientificista, positivista e uma psicologia de tradição introspectiva, com raízes na filosofia caracteriza o debate em torno do que é o homem. A primeira via o homem como absolutamente determinado por processos biológicos internos, ou por seu aprendizado de comportamentos, que nega a existência e a possibilidade da liberdade humana. Lembre-se aqui de Skinner. A segunda via o homem como consciência autodeterminada, não dependente de processos biológicos, capaz de decidir a partir de suas próprias determinações, ou no dizer de Sartre, seu próprio projeto, tendo a liberdade como valor fundamental. É só lembrarmos do próprio Sartre e, mais tarde, um Rogers.

A descoberta do inconsciente por parte de Freud relativiza esta segunda posição ao afirmar a existência de motivações para a ação e decisão humanas que estão fora do campo da consciência. Por outro lado, a proposta de um Ego intermediador entre as pulsões instintuais e a realidade exterior, contrariam a idéia de um determinismo absoluto.(...) LEIA NA ÍNTEGRA EM:

http://www.politeia.org.br/tiki-index.php?page=WILHELM%20REICH%2C%20A%20CRIAN%C3%87A%20ENTRE%20ROUSSEAU%20E%20FREUD

quarta-feira, 23 de julho de 2008

"MOVA E ECONOMIA

SOLIDÁRIA"


Mario Sergio Cortella


A solidariedade em imensas lições! É exatamente essa a sensação
que se tem ao percorrer o conteúdo vivo, presente nesta obra. Ela aponta,
de forma vigorosa, para a partilha das esperanças e convicções, a indicação
de práticas e concretudes, a expressão de recusas e indignações.
Tudo isso lembra algo que, sem dúvida, moveu autoras e autores e
foi dito por Paulo Freire no seu discurso de despedida do cargo de secretário
municipal de Educação de São Paulo (1991):
Meu gosto de ler e escrever se dirige a uma certa utopia que envolve uma
certa causa, um certo tipo de gente nossa. É um gosto que tem que ver
com a criação de uma sociedade menos perversa, menos discriminatória,
menos racista, menos machista que esta. Uma sociedade mais aberta, que
sirva aos interesses das sempre desprotegidas e minimizadas classes populares
e não apenas aos interesses dos ricos, dos afortunados, dos chamados
"bem-nascidos".
Insisto: são imensas lições de solidariedade e, como é preciso repetir
sempre, a palavra "solidariedade", ao contrário do que muitos pensam,
não vem de "solidão", mas, isso sim, de "solidez", ou seja, daquilo que nos
deixa íntegros, que impede o estilhaçamento da nossa humanidade
compartilhante.
Por isso, a intenção da utopia solidária irmanada com a educação é prioritariamente afastar
a solidão, isto é, o estado de abandono ou a vida isolada sem proteção. Ou, como talvez dissesse
Guimarães Rosa, impedir que exista grande sertão sem veredas, já que, lá quase pela metade da
narrativa, registrou: "Digo ao senhor: tudo é pacto. Todo caminho da gente é resvaloso. Mas, também,
cair não prejudica demais – a gente levanta, a gente sobe, a gente volta!"
A gente levanta, a gente sobe, a gente volta! Essas certezas nos vão sendo ensinadas por
também grandes mestres. Dois deles, ambos chamados Paulo (o Freire e o Singer), negavam ética e
politicamente a origem latina de seus nomes (pois paulu significa "pequeno") e ocupavam juntos,
em 1989, parte de um prédio na Avenida Paulista, em meio às imensas catedrais financeiras ali
imponentes. Um, Secretário Municipal de Educação, outro, Secretário Municipal de Planejamento;
ambos dedicavam-se à transformação de sonhos em realidades, de desejos em ações, de projetos
ideológicos em cidadania encarnada.
Naquele ano, os dois e suas equipes tiveram várias reuniões para verificar a legalidade, viabilidade
financeira e sustentabilidade orçamentária para a implantação de uma nova proposta para
a educação de jovens e adultos na cidade de São Paulo; deveria ser uma parceria efetiva entre os
movimentos sociais organizados e as instâncias do governo municipal, de modo a ser criada uma
dinâmica que ultrapassasse a idéia de campanha e se configurasse como um movimento, processo
vivo e participante. Desse esforço, somado ao de outras áreas de governo, surgiu, no final do
mesmo ano, o Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos (Mova) que, na conclusão do
mandato, em 1992, estava com mais de mil núcleos pelo município e, ainda, disseminou-se como
inspiração para o restante do País.
O mais interessante é que Paulo Freire decidira, desde o princípio, ser necessário fazermos
um congresso que tratasse do tema alfabetização logo no primeiro ano da sua gestão; chegara,
inclusive, a propor que acontecesse no início de dezembro, permitindo muitos meses de preparação.
Havia um porém, que não nos houvéramos dado conta desde que ele iniciara as reflexões
preparatórias conosco: sempre falava em Congresso de Alfabetizandos, quebrando o velho hábito
de tratar do tema sem levar presencialmente em conta o sujeito ou, no caso concreto do analfabetismo,
a vítima.
Teria de ser, bradava nosso mestre Freire, um Congresso de Alfabetizandos! Em vez de reunirmos
apenas especialistas em Educação para falarem para outros iguais, a tarefa era organizar o
encontro de cidadãos e cidadãs ainda não-alfabetizados para poderem falar "de" analfabetismo. Há
uma brutal diferença entre falar "de" e falar "sobre". Quem fala "de", fala de dentro de si para fora,
tendo-se como sujeito da experiência; quem fala "sobre", fala externamente, tomando a experiência
alheia como objeto. Alguns de nós, por falta de vivência real, ficamos impedidos de falar "da"
fome, ou "do" analfabetismo, ou "do" desemprego; A fala daqueles ou daquelas que podemos
somente falar "sobre" não deve, claro, ser desprezada; no entanto, não é a fala de um "especialista"
e, como tal, precisa ser relativizada quando as pessoas vitimadas não se pronunciaram a contento.
Em meados de 1989, era preciso elaborar um cartaz que divulgasse a futura realização do
Congresso de Alfabetizandos (que, quando aconteceu, reuniu mais de 1.500 pessoas de toda a
cidade para debaterem os seus problemas e para que nós, convidados como agentes do poder
público, entendêssemos o que era urgente fazer). Certa noite, visitando um incipiente núcleo de
alfabetização na periferia da Zona Leste paulistana, Paulo Freire entrou em uma sala na qual, aos
45 anos de idade, um alfabetizando escrevia na lousa a primeira sentença completa de sua vida e,
dessa frase, surgiu o cartaz.
A frase, de conteúdo inclemente e veracidade inquietante, ainda com deslizes de gramática
e sintaxe (releváveis no indivíduo escrevente e inaceitáveis na sociedade que o excluiu), gritava:
"Nós construímos esta cidade, e nela somos envergonhados!".
Vergonha, humilhação, desvalia, constrangimento. Afronta à dignidade. Expulsão de infindos
obreiros mesmo enquanto a obra coletiva vai sendo construída.
Dificuldade para manter a coluna ereta e a cabeça erguida! Aí está a chave ética que exige a
edificação do "desenvolvimento sustentável"; tem de ser uma economia que sustente as colunas
eretas e as cabeças erguidas, negando assim uma cidadania encabulada, desonrosa, indecorosa e
que, no limite, afronta com violência o horizonte da fraternidade.
Temos de, com humildade, aprender a erigir a cidade que não envergonha, a partir de uma
pedagogia emancipatória e libertadora. Por isso, como veio central de todos os capítulos deste
livro, urge revigorar o que escreveu Paul Singer nas conclusões do primeiro deles:
A Economia Solidária é um ato pedagógico em si mesmo, na medida em que propõe nova prática social e um entendimento novo desta prática. A única maneira de aprender a construir a Economia Solidária é praticando-a. Mas, seus valores fundamentais precedem sua prática.
No mais, voltando aos começos do Grande Sertão: Veredas: "passarinho que se debruça –
o vôo já está pronto"... (...)

PREFÁCIO DO LIVRO : "ECONOMIA SOLIDÁRIA E EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS"

http://www.publicacoes.inep.gov.br/arquivos/%7BD85647A6-2A37-4FD2-A4F6-20DD186E0A71%7D_econ_solidaria_educacao_JA.p
df

segunda-feira, 21 de julho de 2008

IDEC 2008

Inscrições abertas para a Conferência de 2008, de 11 a 18 de agosto em Vancouver, Canada.

Bem-vindo à IDEC 2008
por David Gagnon

A Conferência Internacional de Educação Democrática será realizada pela primeira vez no Canadá desde sua primeira edição, há 16 anos.
(tradução: Marina Dalcorso Fodra - marinafodra@gmail.com)

A IDEC 2008 será de 11 a 18 de agosto de 2008 em Vancouver, na Universidade de British Columbia. As IDECs anteriores foram sediadas no Japão, na Inglaterra, em Israel, na Índia, na Alemanha e na Austrália, com até 500 delegados de 25 países. Os participantes da IDEC 2008 são professores, alunos, administradores e pais de alunos de escolas democráticas de todo o mundo, assim como acadêmicos da área de educação e entidades governamentais do Canadá. Aguardamos sua participação online, e esperamos encontrar você na bela Vancouver em agosto próximo.


Saiba mais sobre a IDEC 2008, ou clique aqui para saber mais sobre a IDEC em geral.

Para atualizações a respeito de Inscrições, Cronograma, Palestrantes ou outras informações, coloque seu e-mail na lista de informações à direita (IDEC 2008 announcements).

A IDEC 2008 está sendo sediada pela Associação para o Avanço da Educação Não-Coerciva (SANE, da sigla em inglês para Society for the Advancement of Non-coercive Education). Saiba mais sobre a SANE visitando o site SANE.at.org.
http://www.politeia.org.br/tiki-index.php?page=IDEC+2008

http://idec2008.org/bem-vindo-a-idec-2008/view?set_language=pt

domingo, 13 de julho de 2008

PROJETO EDUCATIVO "FAZER A PONTE"

"Educar é mais do que preparar alunos para fazer exames, mais do que fazer decorar a tabuada, mais do que saber papaguear ou aplicar fórmulas matemáticas. É ajudar as crianças a entender o mundo, a realizarem-se como pessoas, muito para além do tempo da escolarização."

In, Projecto Educativo "Fazer a Ponte"

domingo, 6 de julho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

LINKS EM BLOGS E

SOMOS LAJOTINHAS

A COMPOR UMA

GRANDE OBRA


Links em blogs são fios de teias que formam-se para que um blog se interligue a outro!
Como aranhas a tecer nossas teias ,vamos entrelaçando conhecimento! O trançar ao invés de tecer talvez seja mais interessante na minha visão! porque no trançar os fios são mais independentes de uma organização cartesiana e padrão!(no tecer é necessário uma divisão rígida de fios,urdume e trama!) ,sendo que o processo da web ,por ser humano,é meio caótico! Se tomarmos posse desta tecnologia extraordinária que é a Internet,poderemos nos organizar de forma nunca jamais vista na história da humanidade!
Todos nós podemos ser protagonistas e fios insubstituíveis desta enorme teia !
Assim como num Mosaico,a falta de uma lajotinha na obra,pode destruir a obra toda!! assim somos nós!! lajotinhas a formar uma grande obra!!

Nadia Stabile - 26/06/08

COMUNIDADE POLITEIA NO ORKUT :
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=37391367
COMUNIDADE IVAN ILLICH - BRASIL:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=37437680

terça-feira, 24 de junho de 2008

ASSEMBLÉIAS POPULARES!
enviado: 24 de junho de 2008 08:14

No Brasil,muito mais importante do que eleições,deveria ser a existência de assembléias populares regulares,para que o povo decidisse sobre questões que tivessem urgência de serem decididas!!! por todos! votar um dia no ano e nos outros 364 dias não fazer nada,não nos faz "cidadãos"! (entre aspas,porque o conceito de cidadania é complexo e polêmico) Talvez melhor seria dizer que votar somente,não nos faz ser um POVO no sentido melhor desta palavrra!
Como dizia meu pai:"Povo não é um aglomerado de pessoas!" . Coloco a seguir um trecho de Foucault em "Microfísica do poder"
“De modo geral, penso que é preciso ver como as grandes estratégias de poder se incrustam, encontram suas condições de exercício em micro-relações de poder. Mas sempre há também movimentos de retorno, que fazem com que estratégias que coordenam as relações de poder produzam efeitos novos e avancem sobre domínios que, até o momento, não estavam concernidos.”

COMUNIDADE POLITEIA -
EDUCAÇÃO DEMOCRÁTICA :
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=37391367

quarta-feira, 4 de junho de 2008

"HELENA SINGER NO FME"

Fórum Mundial de

Educação reúne cerca

de 9 mil pessoas em Santa Maria
29/05/08


Conferências desta sexta-feira tratarão sobre Inclusão e Cultura Emancipatória


Fernanda Mallmann
fernanda.mallmann@diariosm.com.br
O primeiro dia de conferências do Fórum Mundial de Educação, em Santa Maria, trouxe para discussão o tema central do evento: Educação: Economia Solidária e Ética Planetária, nesta quinta-feira. Na mesa de debates, pesquisadores da área defenderam idéias que eles acreditam, deveriam ser repassadas dentro da escola. Conforme a comissão organizadora, cerca de 9 mil pessoas participaram do primeiro dia de palestras, no Centro Desportivo Municipal (CDM). A abertura das conferências, que são o destaque principal da programação do fórum, foi feita pelo professor Moacir Gadotti. Ele reforçou a idéia e a necessidade da Educação e da Economia Solidária andarem juntas. — Existem muitos tipos de Educação e nós precisamos saber qual queremos. A Educação ligada à Economia Solidária é um caminho. Ele exige consciência e os educadores podem ser a mudança que querem ver no mundo. Mas para um outro mundo, é preciso de outra Economia, que tenha relação com o desenvolvimento sustentável — acredita. Já a socióloga Helena Singer apresentou modelos de escola em que, segundo ela, prevalece a democracia e a Economia Solidária. O primeiro passo para isso, Helena defende, é a solidariedade na gestão. Segundo ela, professores, estudantes e comunidade devem ter o mesmo espaço dentro das instituições. Só assim, a escola seria entendida como um bem de todos. Para que isso ocorra, no entanto, é preciso uma postura ética do educador. — O educador constrói valores pelo exemplo. Esse é o novo papel do educador — diz Helena. Além das conferências, os educadores puderam participar, nesta quinta, de mais de 30 debates temáticos. Nesta sexta, no segundo dia de conferências, será debatido o tema Educação, Inclusão e Cultura Emancipatória. O fórum segue até sábado, quando será encerrado com uma palestra do ministro da Educação, Fernando Haddad. Professor Ruy Dentro da programação do Fórum Mundial de Educação, nesta sexta, às 18h, o jornalista Ruy Carlos Ostermann entrevista o professor Moacir Gadotti, abrindo a série especial do Encontros com o Professor no interior do Estado. O talk show será no CDM, com entrada gratuita
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a1911647.xml

sexta-feira, 30 de maio de 2008

EDUCAÇÃO E

LIBERDADE -

FUNÇÃO ORGÁSTICA

- "REICH"

Trecho do livro: "A Educação e a Liberdade em Wilhelm Reich" de Zeca Sampaio

(...)A masturbação infantil e os jogos sexuais entre crianças precisam ser vistos não mais como mácula ou contaminação, mas como parte indispensável do crescimento saudável, aprendizado e vivência essenciais ao bom desenvolvimento da sexualidade adulta.A presença da função orgástica também precisa ser observada em todas as áreas, mesmo que não relacionadas diretamente com a sexualidade. A característica da vida é funcionar no ritmo de quatro tempos definido pela fórmula do orgasmo . Esta seqüência inicia-se com a tensão mecânica seguida pela carga energética e completa-se com a descarga energética seguida pelo relaxamento mecânico. Todas as atividades humanas, portanto também aquelas presentes na educação, devem ser regidas por esta seqüência de eventos (ALBERTINI, 1994, p. 88).A constante falta de descarga orgástica adequada resultará na perda da auto-regulação e no encouraçamento. Assim, a ausência de satisfação e relaxamento, ao final das atividades infantis, é um sinalizador de que algo não vai bem na prática educacional. A característica básica de toda ação engajada, no sentido vital, é de iniciar num crescendo de tensão e carga energética e terminar em uma descarga e relaxamento, com o prazer que lhe corresponde. O educador deve conferir se essas fases estão se sucedendo, se quiser avaliar o funcionamento vital do educando. O funcionamento orgástico não é suscetível de ser produzido, nem induzido, uma vez que tem por essência a espontaneidade, mas sua escassez é detectável, assim como as causas de seu bloqueio ou perturbação, sendo possível assim eliminá-las.(...)CONTINUA EM: http://www.cursoideb.utopia.com.br/tiki-index.php?page=Educa%C3%A7%C3%A3o+e+Liberdade+em+Wilhelm+Reich-parte+IV
*COMUNIDADE POLITEIA: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=37391367

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Educação

e Liberdade

em Wilhelm Reich

No pensamento reichiano, a liberdade torna-se valor central da educação tanto em seus objetivos como em seus métodos.Primordialmente, a educação deve ser para a liberdade como forma de garantir a mudança que se faz urgente em nossa sociedade. Isso significa que o homem necessita abandonar o sistema patriarcal repressor que vem adotando há milhares de anos e buscar um modelo mais compatível com as suas funções vitais.É essencial que se tenha clareza das dificuldades presentes na passagem do autoritarismo para a autonomia, assim como do papel dos educadores nessa transição. Torna-se indispensável conhecer os processos que geram o clamor por autoridade, em nossa cultura.A função de auto-regulação não é mais o dilema. O maior problema agora é — e continuará sendo por um longo período — como salvaguardar o crescimento natural de crianças, como protegê-lo contra um tipo de opinião pública que brota do animal encouraçado, rígido, sem vida, amedrontado, sem esperança, o Homo normalis (REICH, 1973a, p. 128).O fato de o homem encouraçado ser incapaz de vislumbrar o funcionamento auto-regulado como fundamento para a vida social e para a cultura assoma como enorme barreira à mudança.Reich revela a contradição no projeto educacional moderno que advoga a domesticação do animal existente na criança para a formação do homem livre, cidadão autônomo. Critica a educação que visa uma segunda natureza, eliminando o que é inato, e cujo objetivo é adaptar o homem à sociedade através do controle disciplinar do corpo, meio utilizado pela civilização do encouraçamento para obter a docilidade e a subserviência. Esta pseudoliberdade baseada na coerção é que impede a humanidade de recuperar a verdadeira independência. A repetição da estrutura encouraçada de geração a geração, produzida pela educação autoritária, é o principal empecilho à saída do homem de sua prisão.O encouraçamento patológico e a peste emocional, que remontam ao surgimento da sociedade patriarcal, são as funções que bloqueiam o contato e o acesso do ser humano à sua natureza positiva. O pouco contato que lhe é possível para além da superfície do encouraçamento se estabelece com a camada secundária do sadismo e das pulsões anti-sociais. Diante disso, não se pode abrir mão da moralidade rígida, sob pena de se instaurar o caos. Constrói-se uma visão pessimista de homem, uma concepção que se perde nos tempos e que chega aos dias de hoje através da tradição judaico-cristã, e dos ideais de disciplina e ordem como metas educacionais desenvolvidas pela filosofia na modernidade. No século XX, a psicanálise, com suas hipóteses da pulsão de morte e do conflito inevitável, surge como representante científica deste paradigma, segundo o qual a natureza humana é má e precisa ser educada — leia-se, domesticada — para que possa viver em sociedade.Por outro lado, do ponto de vista rousseauniano, o homem é essencialmente bom; a sociedade é que o corrompe. Embora mais próxima da leitura reichiana do funcionamento do homem, esta corrente também pressupõe uma oposição básica entre o funcionamento social e o natural. Em Reich, o conflito existe apenas nesta civilização, tal como ela é. Em outra realidade cultural, natureza e sociedade poderiam se harmonizar.Reich avizinha-se também das idéias de Rousseau na admiração que demonstra pelo funcionamento saudável dos selvagens, especialmente aqueles que se encontram sob o regime matriarcal, como os Trobriandeses descritos por Malinowski. Porém, não se pode acusar o pensamento reichiano de saudosista ou primitivista.Não há espaço aqui para romantismo barato. Ele precisa ser substituído pela luta em favor de uma organização humana dentro de um padrão tecnológico mais alto, e de uma estrutura que nunca se permita esquecer o processo de humanização. Esta nova ordem corrigirá o desenvolvimento errôneo de muitos milhares de anos e permitir-nos-á observar o quadro de um colonizador luxurioso, obeso e brutal, ele mesmo uma vítima de nossa cultura vergonhosa, que é um verdadeiro pesadelo (REICH, 1976, p. 130).A proposta reichiana de educação para a liberdade não tem o sentido de volta ao paraíso perdido ou de retorno ao primitivismo. Ao contrário, demonstra clareza crítica em relação a todas as teses simplificadoras do tema da repressão em nossa sociedade e da pureza do homem selvagem.Reich preocupa-se com a ponte entre a humanidade que vive aprisionada e as crianças do futuro. Esta transição tem por objetivo final uma sociedade mais livre e justa, sem esquecer que, neste momento, a retirada total das forças de contenção levaria ao caos. Deve fundamentar-se, portanto, na distinção entre pulsões primárias (para a vida) e secundárias (anti-sociais), com o sentido de favorecer as primeiras e limitar as últimas. A mudança precisa ocorrer de forma gradual e cuidadosa para que as forças da peste emocional não destruam os esforços emancipadores e, numa onda de reação, deflagrem um quadro mais negro ainda do que o atual. A educação é o palco em que esta passagem pode acontecer.(...) continua em : http://www.cursoideb.utopia.com.br/tiki-index.php?page=Educa%C3%A7%C3%A3o+e+Liberdade+em+Wilhelm+Reich-parte+IV

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