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domingo, 23 de agosto de 2009

“flash mob die in” - Contra energia nuclear, pessoas simulam estar mortas no asfalto- GREENPEACE



Nas cidades de Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro, exatamente às 10h deste sábado, o promove uma GreenpeaceFlashmob - mobilização relâmpago - na qual as pessoas vão deitar no asfalto e fingir estar mortas.

O objetivo da mobilização é protestar contra a parceria entre França e Brasil na área de energia nuclear.

O evento, que ganhou o apelido “flash mob die in”, por conta da morte coletiva simbólica, é reconhecido pela própria organização como “o primeiro flash mob do Greenpeace no Brasil”.

Pelo visto, parece ser uma nova forma de protesto a ser usada pela organização internacional para defender as causas ambientais.

Moda em todo o mundo, a flashmob se baseia na mobilização coletiva, aparentemente casual e espontânea. Nos tempos de “febre”, muitos cruzamentos, espaços públicos e até lojas de departamento eram invadidas por dezenas ou mesmo centenas de pessoas com atitudes coreografadas.

Quantas pessoas deitam no asfalto hoje? Você vai?

Pontos de encontro:
São Paulo - Lado de fora da estação do METRÔ BRIGADEIRO
Rio de Janeiro - Lado de fora da estação do metrô da Carioca (Av. Chile)
Salvador - Na frente do Colégio Sartre Coc da Graça


terça-feira, 30 de junho de 2009

Somos todas Honduras! Estamos em resistência!





A Marcha Mundial das Mulheres e a Rede Latinoamericana Mulheres Transformando a Economia nos unimos a todas as organizações feministas e do movimento social de Honduras para condenar e repudiar veementemente o golpe de Estado contra o presidente Manuel Zelaya Rosales, dirigido pelas Forças Armadas e pelo presidente do Congresso Nacional, Roberto Micheletti, com apoio dos meios de comunicação controlados pela oligarquia deste país.

Executado pelas forças armadas às 5 da manhã do domingo, 28 de junho, o golpe truncou as aspirações democráticas da população, que se preparava para realizar uma consulta à sociedade hondurenha, para verificar se estava de acordo em convocar uma Assembléia Nacional Constituinte, com o objetivo de elaborar uma nova constituição. Além disso, o golpe militar colocou na presidência Roberto Micheletti, fantoche da oligarquia hondurenha.

Apoiamos a resistência pacífica do povo, em particular das feministas hondurenhas, que estão mobilizados/as em vigílias e greve geral em apoio ao Presidente Zelaya e à restituição da democracia hondurenha, e nos somamos a todos os movimentos sociais para exigir:


1. O restabelecimento da ordem constitucional, sem derramamento de sangue.



2. Que o Exército não reprima a população de Honduras que exige o retorno da democracia.



3. Que se respeite a integridade física das feministas e demais dirigentes sociais, que estiveram a frente da consulta.



4. O retorno do Presidente Zelaya a suas funções em Honduras, e o rechaço a Micheletti por parte da Organização dos Estados Americanos (OEA).



5. Que as autoridades garantam o direito da população ao pleno exercício da democracia através da consulta popular.


Denunciamos o papel dos meios de comunicação comerciais, utilizados pelas oligarquias hondurenhas como ferramenta para frear a vontade popular e intermediar, encorajar e justificar o golpe, o que os torna cúmplices.

Conclamamos todas as pessoas, organizadas em movimentos ou não, em nível nacional e internacional, a se manifestarem contra esta agressão aos direitos do povo hondurenho e a divulgar este pronunciamento. Convidamos também a socializar informações produzidas pelos meios populares como a Rádio ELM (www.radioeslodemenos.org) e a Rádio Mundo Real (www.radiomundoreal.fm).

Além disso, convocamos os movimentos sociais a protestar frente às representações diplomáticas e comerciais de Honduras, e a enviar cartas de repúdio ao golpe de Estado às embaixadas em cada um de seus países.

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!

29 de junho de 2009
ps. Em anexo, segue comunicado da MMM em Honduras e fotos da manifestação de 28.6

http://br.groups.yahoo.com/group/consultapopularsp/attachments/folder/913891183/item/1208922741/view

sábado, 6 de junho de 2009

TÚNEL DO TEMPO: TROPAS OCUPAM A USP, COMO NA DITADURA


Celso Lungaretti (*)

Termine como terminar a nova ocupação policial da Universidade de São Paulo, o grande perdedor, claro, é o governador José Serra, que começou sua trajetória política como presidente da União Nacional dos Estudantes e agora repete as práticas autoritárias do ministro da Educação da ditadura, Jarbas Passarinho.

Faz lembrar a propaganda contra armas que eu via nos ônibus quando criança: “hoje mocinho, amanhã bandido”.

Depois que o estado de direito foi restabelecido no Brasil, a atitude de tratar movimentos reivindicatórios e sociais como casos de polícia parecia estar destinada à lata de lixo da História, como parte da herança maldita do regime militar.

Foi estarrecedora a postura de Serra, ao permitir que as tropas ocupassem várias unidades de uma instituição universitária, como resposta a uma simples greve de funcionários!

Quanto à reitora, é a pessoal errada no lugar errado. Clama aos céus que não tem a mínima idéia do que seja um templo do saber e da decisão nefasta que tomou ao, com o aval de Serra, chamar a polícia para o campus.

Veio-me à lembrança a frase imortal de D. Paulo Evaristo Arns, diante da invasão da Pontifícia Universidade Católica pela PM: "'Na PUC só se entra prestando exame vestibular".

O resultado não se fez por esperar: agora os professores e os alunos também estão em greve, reagindo à truculência e à intimidação.

Serra é mais uma personalidade empenhada em incinerar seu currículo, talvez até como forma de se tornar palatável para os inimigos de ontem. Quer mostrar serviço para a direita, convencendo-a de que é capaz de servi-la fielmente, aplicando força desnecessária e criminalizando os movimentos dos quais outrora participou.

Vendeu a alma na esperança de chegar à Presidência da República. Tomara que nem essa contrapartida obtenha!

Talvez Serra até venha a seguir a exortação atribuída ao jornalista José Nêumanne Pinto, de que a polícia deveria mesmo é mandar bala nos baderneiros.

Se foi isso mesmo o que Nêumanne disse num telejornal matutino do SBT, é melhor ele abandonar de vez a profissão de jornalista, pois terá se tornado um estranho no ninho. Aliás, quem fala algo assim apartou-se da própria civilização.

Registro, finalmente, minha total e irrestrita solidariedade aos bravos professores, estudantes e funcionários da USP, que neste momento estão na linha de frente da resistência da sociedade brasileira às forças obscurantistas empenhadas em, pouco a pouco, irem reintroduzindo o autoritarismo em nosso cotidiano.

* Jornalista e escritor, mantém os blogues
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

Latuff - Outro Olhar - TV Brasil (sobre direitos autorais.ARTE É COMO FILHO,NÃO DÁ PRA TER CONTROLE SOBRE A OBRA DE ARTE - LATUFF)


O quadro "Outro Olhar" do noticiário noturno da TV Brasil, apresentou ontem, dia 19 de março, uma matéria sobre cultura livre, apresentando o trabalho do jornalista Tiago Juca e do cartunista Carlos Latuff. Meus sinceros agradecimentos ao Coletivo Catarse http://coletivocatarse.blogspot.com/ na pessoa de André de Oliveira e Jefferson Pinheiro, bem como o esforço de Janaina Rocha, da Agência Brasil.

O conteúdo deste vídeo é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

CARTA DA IX ASSEMBLÉIA DO POVO XUKURU (AMIGO CASSIO BRANCALEONE ENVIA)

Nós, povo Xukuru do Ororubá, protegidos pelas forças dos Encantos de Luz e da Natureza Sagrada, nos reunimos na nossa IX Assembléia, que teve como tema “FORTALECER A ORGANIZAÇÃO PARA ENFRENTAR A CRIMINALIZAÇÃO”, realizada na aldeia Capim de Planta, entre os dias 17 a 20 de maio de 2009, com a participação de representantes das 23 aldeias do nosso povo; dos parentes indígenas Truká, Kambiwá, Kapinawá, Pankararu de Pernambuco; Potiguara da Paraíba, e Anacé do Ceará; das entidades aliadas e apoiadores da causa: Conselho Indigenista Missionário - CIMI, Centro de Cultura Luiz Freire - CCLF, Centro Josué de Castro, Fio Cruz, Pastoral do Menor da CNBB/ Regional Nordeste II, Biblioteca Multicultural de Olinda, Diocese de Pesqueira, professores/as e estudantes da Universidade Federal de Pernambuco - UFPE e da Universidade de Pernambuco - UPE e de pessoas simpatizantes da nossa luta.

Apesar de grande parte do nosso território tradicional já se encontrar em nossas mãos e da nossa vontade e disposição para garantir a qualidade de vida das famílias Xukuru, a perseguição ao nosso povo continua.

Como se não bastassem os diversos assassinatos de nossas lideranças, agora sofremos com a ofensiva da criminalização. Atualmente, há 43 pessoas sendo processadas. Desse total, 26 já foram condenadas, duas cumprem prisão preventiva e outras aguardam julgamento. São homens honestos, pais de famílias e filhos que junto às suas comunidades tem dado exemplos de vida digna. Esta honestidade é testemunhada tanto pelos membros das comunidades Xukuru, como por pessoas e autoridades respeitadas da sociedade regional, a exemplo do nosso pastor, D. Francisco Biasin, bispo da Diocese de Pesqueira. Esses homens cometeram um único crime: o de lutar para garantir os nossos direitos, especialmente o direito à terra e à sobrevivência física e cultural do nosso povo.

Sabemos que essa situação é vivenciada também por outros povos indígenas no Brasil, e que faz parte de uma estratégia das elites brasileiras que querem continuar a exploração de nossa gente, não aceitando que os explorados se organizem e garantam os direitos fundamentais para uma vida digna.

Estamos indignados e queremos dar um basta a essa situação! Exigimos que deixem nosso povo em paz! Queremos que todos saibam que não ficaremos calados. Estamos denunciando essa trama cruel e absurda contra nosso povo em Pernambuco, no Brasil e em âmbito internacional.

Mesmo sabendo que aqueles que estão contra nosso povo detem o poder político e econômico no nosso país, nós não temos medo e não estamos sós. Contamos com a força de Tamain e Tupã, os encantos e a natureza sagrada, temos também o apoio de aliados, que conhecem profundamente essa trama diabólica e cruel arquitetada contra o povo Xukuru.

Assumimos como nossa, a fala de Zenilda, nossa conselheira espiritual e mãe do povo Xukuru: Vamos continuar lutando, “porque a maioria daqueles que não abraçam a causa dos pobres acham que somos marginais, mas nós somos cidadãos. Nós discutimos nossas lutas com alegria, porque as forças encantadas nos ajudam. Nós somos persistentes. Não é uma minoria que vai nos fazer desistir. Nós não vamos desistir de dar continuidade porque nossas crianças e jovens precisam viver nessa terra, com seus usos e costumes, pois quem nasceu para viver lutando não vai morrer de braços cruzados.” Na certeza da vitória, seguiremos sempre adiante, pois nossa luta é constante.

Aldeia Capim de Planta, 19 de maio de 2009.

Campanha pelas Mudanças na Lei Florestal Mineira (clique na imagem)























A Fundação Biodiversitas está junto com a AMDA e outras instituições na campanha pelas mudanças na Lei Florestal do Estado de Minas Gerais e viemos pedir seu apoio.

Uma carta eletrônica será encaminhada ao Governador Aécio Neves, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Alberto Pinto Coelho, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Fábio Avelar e demais lideranças da ALMG.

Pedimos sua ajuda para salvar as florestas de Minas e dar o exemplo ao resto do país.

Desde já a equipe da Fundação Biodiversitas lhe agradece o apoio, com a certeza de que juntos faremos a diferença.

SITE DA CAMPANHA : www.amda.org.br

sábado, 28 de fevereiro de 2009

AGENDA 21 - LEIA NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI

http://www.ecolnews.com.br/agenda21/index.htm

A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.

Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.

Estrutura e conteúdo (da Wikipédia)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agenda_21

Os temas fundamentais da Agenda 21 estão tratados em 40 capítulos organizados em um preâmbulo e quatro seções:

  1. Preámbulo
    Seção I. Dimensões sociais e econômicas
  2. Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento de das políticas internas conexas
  3. Luta contra a pobreza
  4. Evolução das modalidades de consumo
  5. Dinâmica demográfica e sustentabilidade
  6. Proteção e fomento da saúde humana
  7. Fomento do desenvolvimento sustentável dos recursos humanos
  8. Integração do meio ambiente e o desenvolvimento na tomada de decisões
    Seção II . Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento
  9. Proteção da atmosfera
  10. Enfoque integrado do planejamento e da ordenação dos recursos das terras
  11. Luta contra o desmatamento
  12. Ordenação dos ecossistemas frágeis: luta contra a desertificação e a seca
  13. Ordenação dos ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das zonas montanhosas
  14. Fomento da agricultura e do desenvolvimento rural sustentável
  15. Conservação da diversidade biológica
  16. Gestão ecologicamente racional da biotecnologia
  17. Proteção dos oceanos e dos mares de todo tipo, incluídos os mares fechados e semi-fechados e as zonas costeiras, e o uso racional e o desenvolvimento de seus recursos vivos
  18. Proteção da qualidade dos recursos de água doce: aplicação de critérios integrados para o aproveitamento, ordenação e uso dos recursos de água doce
  19. Gestão ecologicamente racional dos produtos químicos tóxicos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de produtos tóxicos e perigosos
  20. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos perigosos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de rejeitos perigosos
  21. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos sólidos e questões relacionadas com as matérias fecais
  22. Gestão inócua e ecologicamente racional dos rejeitos radioativos
    Seção III. Fortalecimento do papel dos grupos principais
  23. Preâmbulo
  24. Medidas mundiais em favor da mulher para atingir um desenvolvimento sustentável e equitativo
  25. A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável
  26. Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades
  27. Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais associadas na busca de um desenvolvimento sustentável
  28. Iniciativas das autoridades locais em apoio ao Programa 21
  29. Fortalecimento do papel dos trabalhadores e seus sindicatos
  30. Fortalecimento do papel do comércio e da indústria
  31. A comunidade científica e tecnológica
  32. Fortalecimento do papel dos agricultores
    Seção IV. Meios de execução
  33. Recursos e mecanismos de financiamento
  34. Transferência de tecnologia ecologicamente racional, cooperação e aumento da capacidade
  35. A ciência para o desenvolvimento sustentável
  36. Fomento da educação, a capacitação e a conscientização
  37. Mecanismos nacionais e cooperação internacional para aumentar a capacidade nacional nos países em desenvolvimento
  38. Acordos institucionais internacionais
  39. Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais
  40. Informação para a adoção de decisões

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CARTA DE PROTESTO - DISCRIMINAÇÃO DENTRO DE ESCOLA EM ALTAMIRA - PA



ALTAMIRA 26 DE FEVEREIRO DE 2009

Em Altamira – Pa, uma garota teve que abandonar o colégio por que a direção cismou sua amizade com outra garota. A diretora juntamente com a psicóloga da escola (CEGD) sugeriram à mãe da adolescente (R.B,
17anos) que a levassem a um psicólogo para fazer tratamento, pois a menina mantinha comportamento estranho ao se relacionar com outras.
Alegaram que a aluna era doente e precisava de tratamento psicológico, e como se não bastasse teve rematrícula negada.

Podemos afirmar que um indivíduo – salvo aqueles que não foram inseridos no sistema educacional por falta de oportunidade e/ou por impossibilidade – passa cerca de 10 anos no ambiente escolar na tentativa de adquirir graus de escolaridade e talvez um pouco de cidadania. Mais ou menos entre 07 e 17 é o período de várias transformações corporais e mentais. Portanto, não é leviano assumir que boa parcela da personalidade do garoto ou garota vem desse ambiente. É na escola que eles desenvolvem suas habilidades sociais e começam a compreender o conceito de sociedade.

A escola não é um sistema fechado, pelo contrário, traz para si uma importante carga de experiências do mundo externo. Entenda-se que desse mundo, como não isento disso, cargas negativas também virão como os vícios do mundo lá fora.

Esse ambiente ao qual nos referimos muitas vezes oprime a juventude mesmo não intencionalmente. O jovem historicamente é visto como símbolo de transgressão e rebeldia (justificadas ou não), assim, historicamente também é penalizado por isso. Nesse contexto, uso de drogas e sexualidade são os temas mais preocupantes entre professores e diretores. Por mais preocupados e empenhados que sejam/estejam, nenhum professor ou diretor em sã consciência admitiria o preconceito se o caso fosse, por exemplo, de homossexualidade, assim como a maioria da população diz não ser racista, mas seus atos mostram o contrário.
A homossexualidade não é novidade nem nunca foi moda, ao contrário do que muitos conservadores pensam e ainda repugnam. É fato! No ambiente escolar não seria diferente. O que se percebe em muitas escolas, local onde deveria haver proteção e amparo – e uma maior compreensão já que se discute cidadania, direitos e igualdade –, garotos e/ou garotas homossexuais sofrem diariamente discriminação. Não raro, garotos são expulsos por trocar carícias no corredor (um caso detectado em Manaus). Em Altamira – Pa, uma garota teve que abandonar o colégio por que a direção cismou sua amizade com outra garota. A diretora juntamente com a psicóloga da escola (CEGD) sugeriram à mãe da adolescente (R.B, 17anos) que a levassem a um psicólogo para fazer tratamento, pois a menina mantinha comportamento estranho ao se relacionar com outras. Alegaram que a aluna era doente e precisava de tratamento psicológico, e como se não bastasse teve rematrícula negada. Procuramos a direção da escola e os mesmos se recusaram a dar maiores informações sobre o assunto. "Mais importante que considerar a homossexualidade um problema psicológico, passível de ser tratado, é educar a população para respeitar as individualidades. Diferenças não são escolhas, e sim tendências que fazem parte da natureza das pessoas", por isso o aluno e os pais podem (e devem!) procurar uma assessoria jurídica, de preferência grupos que respondam pela categoria como grupos gays da sua cidade e partir pra cima!

Discriminação, mesmo dentro da escola, já é crime no Brasil. O Artigo
232 do Estatuto da Criança e do Adolescente diz: “Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a
constrangimento: Pena – detenção de seis meses a dois anos”. Esse artigo é muito sério. Bem administrado, ele praticamente criminaliza a homofobia quando praticada por um pai ou um professor contra um adolescente. Alguns professores mal (in)formados são incapazes de discutir o assunto, mas devemos mudar essa realidade curricular e a atuação profissional em sala de aula. Podemos denunciar atitudes antiéticas desses profissionais no Ministério da Educação, nos órgãos representativos de classe, no Ministério Público Federal ou Estadual, ou seja, rompa esse silêncio. A escola pode ensinar teorias, mas não como você vai expressar a sua sexualidade.

Não podemos deixar IMPUNE a atitude preconceituosa e discriminatória dessa instituição de Ensino.

QUEREMOS JUSTIÇA DAS AUTORIDADES

Seus Direitos, Nossos Direitos, Direitos Humanos - Direitos Iguais!
Nem Mais, Nem Menos.

Grupo Homossexual da Transamazônica e Xingu

Publicação: Revista G Magazine, Folha de São Paulo, Diário do Pará, Folha do Tocantins, Jornal Estado do Carajás.

Informaçõe s adicionais humbertofesta@hotmail.com

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