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sábado, 6 de junho de 2009

Latuff - Outro Olhar - TV Brasil (sobre direitos autorais.ARTE É COMO FILHO,NÃO DÁ PRA TER CONTROLE SOBRE A OBRA DE ARTE - LATUFF)


O quadro "Outro Olhar" do noticiário noturno da TV Brasil, apresentou ontem, dia 19 de março, uma matéria sobre cultura livre, apresentando o trabalho do jornalista Tiago Juca e do cartunista Carlos Latuff. Meus sinceros agradecimentos ao Coletivo Catarse http://coletivocatarse.blogspot.com/ na pessoa de André de Oliveira e Jefferson Pinheiro, bem como o esforço de Janaina Rocha, da Agência Brasil.

O conteúdo deste vídeo é publicado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 2.5. Brasil.

Idosos com vitalidade - BRASIL (TV GAZETA)



Um milhão e trezentos mil brasileiros têm mais de 80 anos. E esse grupo tende a crescer. Os avanços da medicina garantem qualidade de vida pra quem já não tem a mesma saúde da juventude. Mas a disposição pra viver... parece até que aumenta!! A repórter Fernanda Azevedo ouviu desses brasileiros o segredo da vitalidade e conversou com uma especialista do Hospital Santa Catarina sobre o assunto.

Guerreiros Sem Armas parte I



O Instituto Elos reuni 54 jovens de 17 países para arregaçar as mangas e promover transformação humana e urbana nos cortiços no centro de Santos. Veja como foi.


” No caminho do guerreiro, cabe a você discernir o que foi tecido pelos fios divinos e o que foi tecido pelos fios humanos. Quando você principia a discernir, você se torna um Txucarramãe – um guerreiro sem armas. Porque os fios tecidos pela mão do humano formam pedaços vivificados pelo seu espírito. Essa mão gera todos os tipos de criação. Muitas coisas fazem parte de você para se defender do mundo externo, geradas pela sua própria mão e pelo seu pensamento. Quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas.”

(Kaká Werá Jecupé)


LEIA MAIS EM :
FONTE : http://guerreirossemarmas.wordpress.com/guerreiros-sem-armas-jovens-empreendedores-sociais/

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O povo Xukurú do Ororubá e a criminalização do movimento indígena no Nordeste





Durante os dias 17, 18 e 19 de maio foi realizada em território indígena Xukurú, situado na área rural do município pernambucano de Pesqueira, a IX Assembléia do Povo Xukurú do Ororubá, sob o tema central de ?Fortalecer a organização para enfrentar a criminalização?.


A Assembléia do povo Xukurú configura-se como uma reunião de magnitude política e acontece desde o ano de 2001. Além de contar com a participação de representantes das 23 comunidades, cumprindo importante função social, cultural e política e fortalecendo o processo organizativo do grupo, recebe lideranças e representantes de outros povos indígenas do Nordeste, bem como a assessoria e participação de organizações indigenistas e de outros simpatizantes. A Assembléia Xukurú nasceu da necessidade de manter uma articulação gestada pelo Cacique Xicão, assassinado no ano de 1998 a mando de latifundiários e políticos da região agreste pernambucana. Xicão foi um dos grandes contribuintes da difusão da política de ?retomada? do território tradicional, alavancada pelos grupos indígenas no Nordeste, principalmente em fins dos anos 1980, junto à luta pelas mudanças constitucionais de 1988 e sendo seguida pelos anos 1990 até os recentes dias.

Os Xukurú, a partir da força de articulação política do cacique Xicão, da ativação da religiosidade indígena dada por guias religiosos da comunidade e também através de outros personagens Xukurú e do apoio da rede indigenista de apoio, iniciaram no início dos anos 1990 um processo de retomada de terras que levou a cabo uma guerra contra o latifúndio e a indústria do turismo regional. Foram quase 28 mil hectares reconquistados para um território onde vivem mais de dez mil indígenas e que só foi homologado há pouco mais de quatro anos. Este foi e se trata de um árduo caminho para várias lideranças e pessoas parceiras à luta do povo Xukurú. Seis pessoas foram assassinadas nos últimos anos, um dado que reflete o descaso do Estado com relação à questão indígena em nosso país.
Mesmo vivenciando um absurdo histórico de violência contra interlocutores do movimento, a tenacidade e a capacidade de resistência dos Xukurú pode ser observada no olhar de cada indígena, em sua expressão de auto-reconhecimento como povo e coletividade que compartilha um passado comum de exploração e que é comungado na expressão do toré, símbolo dessa resistência, ritual indígena de atividade secular entre as populações indígenas no Nordeste e que hoje se ressignifica enquanto ponte de ativação de força e de legitimação da identidade.

Atualmente, com mais de 90% de seu território original demarcado e buscando levar uma existência com dignidade, produzindo nos moldes da agricultura familiar e preservando suas matas e bosques, os Xukurú sofrem intenso acosso por parte da ressentida elite econômica e política local que teve sua terra desapropriada e que se vê ameaçada pelo vigoroso processo de organização e politização que alcança o movimento indígena no estado. Para conter esse processo a oligarquia local, assessorada e amparada por um significativo corpo de operadores do direito, atuando dentro e fora das agências do estado, acionam mecanismos e instrumentos jurídicos para a produção de acusações e penas sem fundamentos reais. Se tomamos em número, essa recente estratégia política da grande estrutura do poder vem sufocando as comunidades indígenas em suas bases organizativas, impedindo-as de manter seu cotidiano e o mais importante, seu acionamento político de articulação por demandas concretas de sobrevivência e autonomia. Hoje no Brasil, mais de 700 lideranças indígenas vivem sob processo da justiça penal. Podemos destacar o caso dos Cinta-Larga, de Rondônia, onde mais da metade da população de aproximadamente 1.400 pessoas, estão sob os olhos da justiça e respondendo a processo (Brasil de Fato, 06/05/2009). No Nordeste, destacamos os Xukurú e os Truká em Pernambuco e os Tupinambá, na Bahia, como povos que vêm enfrentando essa mesma guerra; guerra promovida pelo aparato da burocratização latifundiária e amparada pelo Estado de Direito.

Nos Xukurú, 26 lideranças estão sob processo na justiça e dentre os quais duas já estão presas há um ano e meio. No dia 21 de maio saiu a sentença de prisão preventiva ao Cacique Marcos Luídson, filho de Xicão, que é uma das lideranças que sofrem perseguição política. Todo esse mosaico de conflitos é reflexo do processo de retomada de terras e as acusações são as mais diversas possíveis: crimes que vão desde roubos, depredação de patrimônio privado, incitação à desordem até homicídio. O que vale ressaltar, porém, é que as sentenças públicas recentemente postas pela Justiça de Pernambuco seguem uma corrente de arbitrariedades, já que nenhum dos casos até hoje foram esclarecidos em júri. O cacique Marcos, por exemplo, foi sentenciado à pena de 10 anos e 4 meses antes mesmo de serem ouvidas suas testemunhas de defesa (CIMI, 28/05/2009).

A chamada ?criminalização? da luta indígena passa assim pela manipulação de fatos e fabricação de denúncias veiculadas pela grande mídia corporativa, e articuladas com ações legais como processos e ordens de apreensão. A estratégia da oligarquia local implica em produzir e difundir uma imagem do ?índio bandido? e neutralizar a capacidade organizativa dos Xukurú mediante o aprisionamento dos seus mais ativos quadros e lideranças.

A partir de uma rede de alianças firmada na IX Assembléia e continuada por antigos parceiros do movimento indígena no Nordeste, estão sendo planejadas ações que levem para o centro da sociedade envolvente o debate sobre a criminalização e a perseguição política por quais passam líderes de comunidades indígenas e para que também se multipliquem parcerias e coletivos de apoio. Na próxima sexta-feira, dia 05 de junho, às 14 horas, haverá em Recife, uma caminhada de protesto pela sentença dada ao cacique Marcos Xukurú e pela extensão das penas às outras duas lideranças já presas. A caminhada sairá do Parque 13 de Maio, no centro da cidade e se estenderá até o Palácio da Justiça. Esta é a primeira de uma série de atividades que estão sendo pensadas pela rede de ativistas que trabalham em parceria com o movimento indígena no Nordeste. A idéia é difundir a problemática e denunciar as estratégias do Estado na sua brutal e vergonhosa tentativa de desarticular os povos indígenas em seu processo de luta pela autonomia de fato.

Mas a 9ª Assembléia, mesmo orbitando em torno da problemática da criminalização, debateu outros temas de igual importância para o atual estágio da luta indígena Xukurú, como as questões de saúde e educação indígena, a produção e a formação de lideranças. Nesse sentido foi interessante acompanhar o processo de reflexão levado a cabo pelos próprios indígenas acerca dos avanços e obstáculos de seus programas e projetos, a avaliação das atividades existentes e o levantamento de novas demandas para futuros projetos.

É uma exigência do nosso tempo, portanto, reconhecer que a cidadania indígena é um fator extra e emergente no corrente processo de complexificação da sociedade brasileira, e se garantida pelo reconhecimento legal, ainda que realizada pelas ?vias de fato?, os processos de autonomia e autogoverno em gérmen podem se desenvolver em território indígena e assim oxigenar todo um profundo debate público sobre a necessidade de um projeto radical de democratização da terra, que passa necessariamente pela democratização da economia e da própria política.

FONTE : http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448365.shtml

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Grafite em São Paulo - Ciro Schu

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NÃO LEIA A VEJA
NÃO LEIA A FOLHA
NÃO ASSISTA A REDE GLOBO
NÃO ACREDITE EM NENHUM GOVERNO
NÃO ESPERE AS COISAS CAÍREM DO CÉU
NÃO FAÇA NADA SEM QUERER MESMO!!!
NÃO ACREDITE NESTES MEUS NÃOS!!
NÃO ACEITE PROIBIÇÕES!!
É PROIBIDO PROIBIR!
NÃO SE VEJA COMO O CENTRO DE NADA!
NÃO ACREDITE NO SUCESSO E NEM NO FRACASSO!
EM CERTOS MOMENTOS É BOM JOGAR TUDO PRO ALTO!
HABITE ALTOS ASTRAIS!!
DUVIDE DE TUDO!! SÓ ACREDITE EM SUAS PAIXÕES!!
APRENDA A GOSTAR DE SUAS COISAS E DE SUA HISTÓRIA!
VEJA QUE VC NÃO ESTÁ SOZINHO NESTE MUNDO!!
AS FORMIGAS SÃO SUAS IRMÃS!
NUNCA SE ACHE TÃO IMPORTANTE A PONTO DE MERECER O PEDAÇO DE PÃO MAIOR!!
VIVA SUAS PAIXÕES E SONHOS!
TENHA TESÃO PELO QUE FAZ!
NÃO SE ESCONDA!!
MOSTRE SEUS PROCESSOS PRA QUE OUTROS POSSAM SE ENCORAJAR COM SUAS BURRICES!!

Nadia Stabile - 15/04/09

*VÁ ATÉ O BLOG SARAU PARA TODOS E SE QUISER ESCREVER LÁ,ESTEJA CONVIDADÍSSIMO!! ELE É PARA TODOS!! NINGUÉM IRÁ TE AVALIAR PRA NADA POR LÁ!! A PENEIRA SE HOUVER SERÁ NATURAL! kkkkkkkk
http://sarauxyz.blogspot.com


sábado, 28 de fevereiro de 2009

HISTÓRIA - ESCOLINHA DE ARTE DO BRASIL - A LIBERDADE DA CRIANÇA NA CRIAÇÃO ARTÍSTICA - RECONHECE-SE QUE A CRIANÇA POSSUI GRANDE CAPACIDADE ARTÍSTICA

Histórico

A Escolinha de Arte do Brasil é criada em 1948, no Rio de Janeiro, por iniciativa do artista pernambucano Augusto Rodrigues (1913 - 1993), da artista gaúcha Lúcia Alencastro Valentim (1921) e da escultora norte-americana Margareth Spencer (1914). A Escolinha, que coloca o foco nas distintas expressões artísticas (dança, pintura, teatro, desenho, poesia etc.), funciona nas dependências da Biblioteca Castro Alves, do Instituto de Previdência e Assistência Social dos Servidores de Estado - Ipase, voltada fundamentalmente para o público infantil. O filósofo e teórico da arte Herbert Read (1893 - 1968) fornece as principais inspirações para a experiência, sistematizadas em sua obra Education through Art (1943). As idéias de Read - ancoradas no princípio de que a educação é o fundamento da arte - são também conhecidas do público brasileiro da época em função da exposição de arte infantil por ele organizada no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, Rio de Janeiro, em 1941. O espírito não diretivo e aberto da Escolinha de Arte do Brasil pode ser aferido na tentativa de ampliação do repertório artístico pela inclusão de elementos da arte popular e do folclore (por exemplo, teatro de fantoches e bonecos), na intensificação do diálogo entre as diferentes modalidades artísticas, ou na adoção de um método pouco convencional de ensino. Diz Lúcia Valentim: "Nossa grande mestra foi sem dúvida a criança. Havíamos decidido nos guiar por ela: observar o que ela fazia; oferecer situações novas e verificar como reagia; analisar o que recusava; documentar como progredia".

A Escolinha recebe forte apoio de educadores atuantes, como Anísio Teixeira (1900 - 1971) e Helena Antipoff (1892 - 1974). Esta é especialmente ligada a Augusto Rodrigues, em função do trabalho conjunto na Sociedade Pestalozzi, por ela criada em 1948, e na qual Augusto é professor. Vale lembrar que as relações entre arte e educação especial mobilizam a Escolinha de Arte do Brasil desde o início, favorecidas por convênios com a Pestalozzi e com a Apae, por intermédio de Antipoff e de Nise da Silveira (1905 - 1999). Experiências educacionais como essas ainda hoje enfrentam forte resistência por parte de muitos profissionais, apesar dos insubstituíveis serviços prestados às famílias de crianças deficientes. Outro traço importante do perfil e da atuação da Escolinha diz respeito às tentativas que empreende para difundir concepções mais modernas na área da educação artística com criação de veículos próprios como o jornal Arte & Educação, editado a partir de 1970. A produção de materiais específicos para o ensino de arte é outra inovação da Escolinha de Arte do Brasil, que sistematiza, pela primeira vez, técnicas pouco conhecidas e, até hoje, utilizadas pelas escolas: lápis de cera e anilina; lápis de cera e varsol; desenho de olhos fechados; impressão e pintura de dedo, mosaico de papel; recorte e colagem coletiva sobre papel preto; carimbo de batata; bordado criador, desenho raspado e de giz molhado, entre outras.

As primeiras escolas especializadas em arte para crianças e adolescentes remontam à década de 1930, às experiências como as da Escola Brasileira de Arte, de São Paulo, dirigida por Theodoro Braga (1872 - 1953), e aos cursos de Anita Malfatti (1889 - 1964), oferecidos em seu ateliê e na Biblioteca Infantil Municipal do Departamento de Cultura de São Paulo, dirigido por Mário de Andrade (1893 - 1945) entre 1935 e 1938. Essas experiências se caracterizam pela idéia da aprendizagem livre e do incentivo à expressão criativa, na contramão do ensino oficial de artes tal como instituído em seguida no período do Estado Novo, quando as aulas de desenho geométrico e cópia de estampas são introduzidas na escola primária e secundária com a finalidade de orientar ao máximo a formação artística, adequando-a aos modelos e padrões vigentes. Na década de 1940, novas experiências na área da educação artística têm lugar no país, com o intuito de formar artistas e educar o gosto em função da liberdade expressiva. A Escola Guignard, criada em 1943, na cidade de Belo Horizonte, é ótimo exemplo de um modelo não convencional de educação artística. Em relação às crianças, especialmente, amplo trabalho é feito pelos artistas que abrem os seus ateliês para a experimentação livre. No Recife, por exemplo, Lula Cardoso Ayres (1910 - 1987) fornece lápis, papel e tinta para as crianças, deixando que elas se expressem de modo não dirigido. Também as escolas Waldorf incentivam a integração entre arte e educação, no Brasil, desde a década de 1950.

A despeito de importantes iniciativas individuais, a Escolinha de Arte do Brasil altera o panorama do ensino artístico, multiplicando as experiências na área de arte e educação em diversas regiões do país. Sua criação está na base do Movimento Escolinhas de Arte - MEA, que congrega diversas escolinhas de arte, nos anos 1950, 1960 e 1970: a do Rio de Janeiro, da Bahia e do Recife, por exemplo. Podem ser considerados desdobramentos importantes da Escolinha de Arte do Brasil o Ateliê Infantil do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ, criado por Ivan Serpa (1923 - 1973), em 1972, e os cursos de licenciatura em educação artística, instituídos em 1973. Não se deve esquecer que a despeito da ênfase na liberdade de criação, o MEA procura interferir no ensino regular de arte nas escolas públicas. Algumas iniciativas são tomadas nessa direção, por exemplo, a organização de um curso promovido pelo Ministério da Educação e Cultura - MEC e pela Escolinha de Arte do Brasil, em 1971, para preparar as equipes das Secretarias de Educação para de orientar a implantação da disciplina de educação artística, obrigatória a partir da década de 1970. Com o tempo, portanto, a Escolinha de Arte do Brasil volta-se também para o público adulto, tornando-se um importante centro de formação de profissionais que vão supervisionar experiências no Brasil e América Latina.


Atualizado em 21/11/2005

FONTE: http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_IC/index.cfm?fuseaction=marcos_texto&cd_verbete=3757

AGENDA 21 - LEIA NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI

http://www.ecolnews.com.br/agenda21/index.htm

A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.

Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.

Estrutura e conteúdo (da Wikipédia)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agenda_21

Os temas fundamentais da Agenda 21 estão tratados em 40 capítulos organizados em um preâmbulo e quatro seções:

  1. Preámbulo
    Seção I. Dimensões sociais e econômicas
  2. Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento de das políticas internas conexas
  3. Luta contra a pobreza
  4. Evolução das modalidades de consumo
  5. Dinâmica demográfica e sustentabilidade
  6. Proteção e fomento da saúde humana
  7. Fomento do desenvolvimento sustentável dos recursos humanos
  8. Integração do meio ambiente e o desenvolvimento na tomada de decisões
    Seção II . Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento
  9. Proteção da atmosfera
  10. Enfoque integrado do planejamento e da ordenação dos recursos das terras
  11. Luta contra o desmatamento
  12. Ordenação dos ecossistemas frágeis: luta contra a desertificação e a seca
  13. Ordenação dos ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das zonas montanhosas
  14. Fomento da agricultura e do desenvolvimento rural sustentável
  15. Conservação da diversidade biológica
  16. Gestão ecologicamente racional da biotecnologia
  17. Proteção dos oceanos e dos mares de todo tipo, incluídos os mares fechados e semi-fechados e as zonas costeiras, e o uso racional e o desenvolvimento de seus recursos vivos
  18. Proteção da qualidade dos recursos de água doce: aplicação de critérios integrados para o aproveitamento, ordenação e uso dos recursos de água doce
  19. Gestão ecologicamente racional dos produtos químicos tóxicos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de produtos tóxicos e perigosos
  20. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos perigosos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de rejeitos perigosos
  21. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos sólidos e questões relacionadas com as matérias fecais
  22. Gestão inócua e ecologicamente racional dos rejeitos radioativos
    Seção III. Fortalecimento do papel dos grupos principais
  23. Preâmbulo
  24. Medidas mundiais em favor da mulher para atingir um desenvolvimento sustentável e equitativo
  25. A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável
  26. Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades
  27. Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais associadas na busca de um desenvolvimento sustentável
  28. Iniciativas das autoridades locais em apoio ao Programa 21
  29. Fortalecimento do papel dos trabalhadores e seus sindicatos
  30. Fortalecimento do papel do comércio e da indústria
  31. A comunidade científica e tecnológica
  32. Fortalecimento do papel dos agricultores
    Seção IV. Meios de execução
  33. Recursos e mecanismos de financiamento
  34. Transferência de tecnologia ecologicamente racional, cooperação e aumento da capacidade
  35. A ciência para o desenvolvimento sustentável
  36. Fomento da educação, a capacitação e a conscientização
  37. Mecanismos nacionais e cooperação internacional para aumentar a capacidade nacional nos países em desenvolvimento
  38. Acordos institucionais internacionais
  39. Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais
  40. Informação para a adoção de decisões

Livro destaca uso de água das chuvas no semi-árido nordestino

Por Editor em 28/02/2009


Livro destaca uso de água das chuvas no semi-árido nordestino: Capa do livro Potencialidades da água de chuva no semi-árido brasileiro
Créditos: Divulgação

A captação e o armazenamento das águas de chuva são questões chave nas estratégias dos agricultores familiares para conviver com o ambiente quente e seco do sertão nordestino. Na região, proliferam experiências bem sucedidas de organizações comunitárias e de políticas públicas em torno da "guarda" dessas águas para uso no abastecimento das famílias ou na produção agrícola, quando a estiagem avança sobre as residências e as propriedades.



O livro Potencialidades da água de chuva no semi-árido brasileiro reúne estudos que se propõem a dar sustentação científica e social a esta questão cada vez mais central para o desenvolvimento econômico e à qualidade de vida de uma população que, em grande parte, habita locais isolados na extensa área rural do interior do Nordeste. A publicação põe em evidência tecnologias de baixo custo, próprias para serem instaladas nas proximidades das casas, com potencial para livrar as famílias do suprimento de água por meio de carros pipa – um símbolo do atraso e da pobreza dos agricultores na região.

DIFERENÇA

Os editores do livro são especialistas da Embrapa Semi-Árido. Os autores são pesquisadores que trabalham com o tema desde a criação da instituição em 1975, além de técnicos vinculados a organizações não governamentais, como o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) e a Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva (ABCMAC). Há, também, contribuições da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa).

Nos oito capítulos que compõem o livro, os autores são unânimes na defesa das técnicas que armazenam água das chuvas. A pesquisadora e uma das editoras, Luiza Teixeira de Lima Brito, explica que em todos eles há uma sólida argumentação em torno dos benefícios, dos modos de construção e de experiência de uso por agricultores e comunidades. Numa região onde a quantidade de dias sem ocorrência de chuvas chega a 300, dispor de uma cisterna ou de uma barragem subterrânea faz uma enorme diferença para quem quer viver no sertão de forma sustentável e com resultados da produção agrícola, afirma ela.

INFRA-ESTRUTURA

Uma grande vantagem das tecnologias apontadas no livro é a praticidade com que permitem aos agricultores e suas famílias o acesso a água. Para os autores, esta é um das grandes questões em torno das alternativas de abastecimento da população rural da região. A despeito do histórico dos problemas agrícolas e humanos decorrentes da seca, não existe escassez de água para as pessoas, de acordo com o que estabelece a Organização das Nações Unidas (ONU).

Esta instituição considera a existência de escassez quando há disponíveis apenas 1000 metros cúbicos de água por pessoa no ano. No Nordeste, onde há menos oferta de água é no Estado de Pernambuco, mas num volume de 1270 m3/pessoa-1.ano-1. No Piauí, a quantidade chega a 9185 m3/pessoa-1.ano-1, e no Ceará, 2279 m3/pessoa-1.ano-1.

As intervenções governamentais na região foram marcadas durante várias décadas pela construção de açudes. Cerca de 450 deles são considerados de grande porte – com capacidade superior a 1 milhão de metros cúbicos. Outros 70 mil são de pequeno porte – com volumes entre 10 mil e 200 mil m3. Além disso, existem aproximadamente 100 mil poços tubulares. Esta infra-estrutura hídrica – acrescida das bacias do São Francisco e do Parnaíba e dos rios temporários - não bastaram para democratizar o acesso das famílias a água em quantidade e com qualidade, afirma Luiza Brito.

UMA TERRA, DUAS ÁGUAS

Dos oito capítulos que formam o livro, cinco tratam de forma específica as tecnologias já disseminadas por várias áreas da região: cisternas rurais para consumo humano, cisternas para uso no abastecimento dos animais, barragem subterrânea, captação de água no local do plantio (in situ) e barreiro para irrigação de salvação. Um outro, porém, apresenta as ideias básicas do Programa Uma Terra Duas Águas (P1 2) que incorpora a experiência do Programa 1 Milhão de Cisternas (P1MC) e amplia a oferta dos recursos hídricos para a produção agropecuária, além de incluir o acesso dos agricultores a terra.

Os autores deste capítulo – Johann Gnadlinger (presidente da Associação Brasileira de Captação e Manejo de Água de Chuva – ABCMAC), além de Aderaldo de Souza Silva e Luiza Brito – defendem a manutenção do P1MC como uma importante intervenção dos governos e da sociedade civil na sustentabilidade de investimentos para a convivência com o semi-árido. Contudo, a evolução recente dos movimentos sociais e das instituições dá sustentação a uma proposta mais abrangente como o P1 2.

Segundo Gnadlinger, projetos pilotos em execução em 10 estados brasileiros já avaliam a viabilidade técnica e produtiva do programa. As experiências são financiadas pela Fundação Banco do Brasil (FBB) e a Petrobras e têm o apoio da Rede de Tecnologia Social (RTS). O P1 2 é apropriado para ser implantado em cerca de 40% das terras com uso agropecuário limitado (criação de caprinos e ovinos e aproveitamento da caatinga) no semi-árido, além de 20% das que permitem a agricultura com o uso de água de chuva.

Para Gnadlinger, que é também Gestor Ambiental do Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada, a questão da terra no P1 2 é determinante. No Nordeste estão 2 milhões dos estabelecimentos agrícolas familiares, que correspondem a 42% do total de unidades agrícolas do país. Cerca de 90% deles possuem menos de 100 hectares e 65% têm menos de 10 hectares.

Com base em estudos dos pesquisadores Clóvis Guimarães Filho e Paulo Roberto Coelho Lopes, da Embrapa Semi-Árido, Gnadlinger argumenta que, na área da Depressão Sertaneja (368 mil km2), para uma família viver bem precisa dispor de, pelo menos, 300 hectares para uma exploração minimamente rentável e sem danos ao meio ambiente. O Programa visa aumentar a área de agricultura, a partir de uma reforma agrária apropriada. "Sem terra suficiente, parte das famílias fica no círculo vicioso de fome, sede, degradação, abandono da terra e migração para os centros urbanos".

O livro Potencialidades da água de chuva no semi-árido brasileiro pode ser adquirido por R$ 22,00 na Embrapa Semi-Árido. Anote os contatos:

Embrapa Semi-Árido
BR 428, Km 152, Zona Rural - Caixa Postal 23
Petrolina, PE - Brasil - CEP 56302-970
Telefone: (87) 3862-1711
Fax: (87) 3862-1744
E-mail de contato

MAIS INFORMAÇÕES

Luiza Teixeira de Lima Brito
Pesquisadora da Embrapa Semi-Árido

Johann Gnadlinger
Gestor Ambiental

Instituto Regional da Pequena Agricultura Apropriada
Telefone: (74) 3611-6481

FONTE

Embrapa Semi-Árido
Marcelino Ribeiro – Jornalista

http://www.agrosoft.org.br/agropag/209492.htm

Edição 151 - Jornal Recomeço - O jornal dos detentos

JORNAL RECOMEÇO

Ano VIII - Edição 151 - Fevereiro de 2009
http://www.jornalrecomeco.com/

ABERTURA
- Oração do preso
- Presídios cada vez piores
"Esse é um quadro grave, vergonhoso” (Gilmar Mendes - Presidente do STF)
- Oficial de Justiça exemplar - João Baptista Herkenhoff
"...eu quisera, como Juiz de Direito, trabalhar sempre com Oficiais de Justiça portadores de sensibilidade humana, inteligência e bom senso como aquele Oficial de Justiça que me impedira de cometer uma brutalidade."
- Voto dos presos em 2010
A Procuradoria Regional Eleitoral, em São Paulo, pediu ao Tribunal Regional Eleitoral paulista que presos provisórios possam votar nas eleições de 2010.
- TEXTO DOS DETENTOS
À mestra, com carinho - Rodrigo dos Reis
"É com humildes palavras que eu, Rodrigo, venho agradecer o trabalho que a professora Beth tem feito na cadeia pública de Cataguases."
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- Jornal Recomeço impresso
Leia na íntegra clicando em "Edição 121", no site

Nota
- Notícias diárias no blog do Jornal Recomeço

SEMI-ÁRIDO,CARACTERÍSTICO DO BRASIL!!! TEMOS MUITO O QUE APRENDER COM OS HABITANTES DESTAS ÁREAS BRASILEIRAS!! LÁ A CRISE SEMPRE EXISTIU!!

Semi-Árido (12/2/2009)

Seminário debate ações de sustentabilidade

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Cisternas de placas são experiências exitosas de convivência com o semi-árido (Foto: CID BARBOSA)

É possível viver bem no semi-árido. Experiências bem sucedidas neste sentido são tema de debate hoje

Fortaleza. Um convívio saudável com o semi-árido, onde as opções de uma vida digna para os moradores casem com as características da região e com a preservação do meio ambiente. É esse o principal objetivo do seminário: “A Vida Sustentável no Semi-Árido Cearense”, que começa hoje no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) do Passaré, e termina no próximo sábado, dia 14.

A promoção é da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Nordeste I, e pretende discutir as possibilidades de uma convivência positiva dos cearenses com o semi-árido, observando as peculiaridades climáticas, para a superação das dificuldades, como as questões da terra, do acesso à água, da redução da pobreza. A intenção, explica o bispo emérito de Itapipoca e coordenador da Comissão Episcopal para o Semi-árido - CNBB - Regional Nordeste 1, dom Benedito Francisco de Albuquerque, é procurar soluções por meio da construção de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável. E ao mesmo tempo, explica ele, encontrar mecanismos que garantam a execução das idéias surgidas no Seminário.

Neste sentido, estão sendo traçadas parcerias com a sociedade civil e o Governo do Estado para avaliar as experiências exitosas e conhecer os projetos de cada setor para tornar a vida do cearense, principalmente do Interior, menos árida. Na programação, inclusive, a titular da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Silvana Parente, falará sobre o Projeto de Desenvolvimento para o Ceará, e serão apresentadas práticas bem sucedidas como, por exemplo, as cisternas de placas e as barragens subterrâneas.

Multiplicar ações
A idéia, explica o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Bozarchhiello da Silva, tanto é fazer com que todos conheçam o que já está sendo feito com resultados positivos, como multiplicar essas ações. O que se pretende, acrescenta ele, é colocar em prática o ver, o julgar e o agir. A partir do conhecimento da realidade, discutir a situação, planejar metas e implantá-las.

Neste sentido, todas as discussões, lembra Bozarchiello, estarão focadas em cinco eixos, como, por exemplo, a necessidade de investimentos em educação e no desenvolvimento quanto à vida e ao meio ambiente, e a divulgação e multiplicação das experiências bem sucedidas de convivência com o semi-árido no Ceará. Além delas, há ainda a promoção da ética na política, desenvolvendo nas pessoas a consciência crítica sobre a administração dos recursos para a região e o estímulo à conversão pastoral das comunidades eclesiais.

Para o evento estão sendo esperadas 360 pessoas das dioceses, Organizações Não-Governamentais e poder público. Conforme dom Benedito, a expectativa é que o seminário, a exemplo dos outros dois já realizados na Capital do Estado sobre o homem e a seca do Nordeste, renda bons frutos. Foi a partir desses encontros que começou-se a acreditar na possibilidade da convivência com o semi-árido.

Em 1982, as discussões no I Seminário sobre o Homem e a Seca no Nordeste deixaram claro que a vida na região é viável, só faltando a decisão política para combater as dinâmicas da pobreza. Já em 1998, com o segundo seminário sobre o mesmo tema, já não se pensava prioritariamente em combater a seca, mas conviver com as características climáticas da região semi-árida.

Segundo dom Benedito, o seminário vem sendo construído há cerca de um ano e uma das certezas a que se chegou é que há muitas ações e movimentos nessa discussão, mas falta organização para efetivar as propostas.

ERILENE FIRMINO
Repórter

FIQUE POR DENTRO

Promoção humana integral é a meta do evento
´Ceará: vida com dignidade´ é o tema do seminário ´Vida Sustentável no Semi-árido Cearense´ que tem como objetivo geral despertar a sociedade para a urgência do compromisso com a valorização da pessoa humana e da vida, a partir dos excluídos. Dentro das temáticas de grupos serão discutidas a educação contextualizada, a renovação da Pastoral Social para a promoção humana integral, a ética na política e a questão do semi-árido, as políticas públicas e a produção no semi-árido cearense e as estratégias de organização e participação social. No fim dos trabalhos, será apresentada a Carta do seminário com a síntese das propostas retiradas nas mesas de discussões, de forma a possibilitar a concretização das ações de organização social.

Mais informações:
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Nordeste 1, Rua Felintro Barroso, 405, Fátima, Fortaleza (CE)
(85) 3252.4046

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=614273

O DESMATAMENTO ILEGAL NA FLORESTA AMAZÔNICA DEVE SER VISTO COMO UM GRANDE CRIME ÀS FUTURAS GERAÇÕES!


"O aquecimento global não será resolvido em um estalo", diz pesquisador do Inpe a Marcelo Tas no Bate-papo UOL

06/06/2007

"O aquecimento global não será resolvido em um estalo", diz pesquisador do Inpe a Marcelo Tas no Bate-papo UOL
Da redação

Um dos temas mais preocupantes da atualidade, o aquecimento global, tomou conta do Bate-papo UOL desta terça-feira (22). Em uma conversa esclarecedora comandada pelo jornalista Marcelo Tas (visite blog), o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Afonso Nobre destacou as ações que podem minorar os efeitos do problema que veio à tona depois do documentário "Uma Verdade Inconveniente", que traz o ex-candidato à presidência americana, Al Gore, como "front man" (leia mais aqui).

Nobre disse que o aquecimento global não vai ser contido em um "estalo", nem ao menos através de "soluções tecnológicas". "Não podemos iludir ninguém, a temperatura vai continuar subindo, mas a inteligência humana pode ser utilizada para minorar esse problema", ressaltou.

Leia a seguir a íntegra do bate-papo que contou com a participação de 463 internautas.

(03:43:11) Carlos Nobre: Muito boa tarde, minha honra estar nesse bate-papo com vocês.
(03:51:15) Carlos Nobre: O risco é real, não é hipotético ou um pequeno risco que talvez valesse a pena correr em nome de um modelo de bem estar que nos acostumamos. O risco é real porque tudo o que já injetamos de gases que causam aquecimento nos últimos 50 anos ainda continuam na atmosfera. Esses gases são o gás carbônico, o metano e o óxido nitroso, que é um gás vindo da agropecuária e dos produtos químicos. Esses são os três gases que existem na natureza mas que estamos injetando devido às atividades humanas. E tem também o CFC, que é um gás criado pelo homem e foi muito utilizado em sprays e na serpentina de ar-condicionados, mas hoje já foi banido, mas se lançou muitos desses gases no passado e eles estão ai, ficam milhares de anos na atmosfera, e também causam o aquecimento. Esses gases mantêm a superfície aquecida. Esse é o efeito estufa natural, se temos vida aqui é porque esses gases deixam a Terra habitável, senão a temperatura seria de -18º. A questão é que estamos, desde a Revolução Industrial queimando carvão e, mais recentemente, petróleo, gás natural e florestas, emitindo o metano da pecuária, dos pântanos, dos arrozais, tudo isso fica na atmosfera por muito tempo. Existe sim o processo de fotossíntese, é verdade. Sem a fotossíntese não existiríamos, esse processo acontece dentro das folhas, com a clorofila. Esse é um processo natural e fundamental. Só que depois que queimamos carvão, petróleo e gás natural --que são produtos da fotossíntese formados por decomposição fóssil. Então quando os queimamos, jogamos tudo de volta na atmosfera e esses gases demoram anos para sair da atmosfera. Não dá mais para tirar esses gases rapidamente da atmosfera, não existem soluções tecnológicas, então temos que conviver com esses gases e eles continuarão a aquecer o planete por muitos séculos. O aquecimento global não é um problema como a cura da Aids, por exemplo, ele não será resolvido por um estalo nem por solução tecnológica. Ele precisa de muito tempo.

(03:55:18) Carlos Nobre: As alterações já estão ocorrendo, os oceanos ainda devem subir nesse século. Meio grau a mais na água do oceano já é suficiente para deixar os corais doentes, algumas espécies de sapos da América Central já desapareceram. O que se projeta é que se a temperatura aumentar de 1,2º ou 1,5º os efeitos serão enormes. Por exemplo, a produção agrícula das áreas quentes já perdem com apenas 2º, com aumento de 4º a agricultura do mundo inteiro perderia a produção. Com 2º a 2,5º a mais, 30% de toda as espécies sofrem o risco de extinção. Isso nunca aconteceu no nosso mundo. Estamos na sétima grande extinção, só com as mudanças de habitats, se colocarmos a questão ambiental, será muito maior. Ainda estamos a tempo de agir.

(03:57:02) Carlos Nobre: Recentemente houve um aumento da consciência mundial sobre a gravidade do problema, o que é fundamental. Ainda há tempo de agir para não deixar aumentar as temperaturas em mais de 2º. Para isso temos que descarbonizar o planeta, diminuindo as emissões, reduzindo globalmente o desmatamento. Só de trocar as lâmpadas incandescentes por fluorescentes, já reduziriam as emissões em 2%. Só isso, mas tem que ser em escala global.

(04:01:42) Carlos Nobre: Para um brasileiro, a nossa culpa maior é o desmatamento da Amazônia, do Cerrado, etc. O brasileiro consciente, que se sente responsável por garantir um mundo sustentável ambientalmente, ele tem que contribuir para essa diminuição através de consumo responsável. Se o produto que ele consome vem da Amazônia, ele tem que exigir certificação. Você tem que olhar a origem da madeira, da carne. O grande mercado desses produtos é o sul e o sudeste do Brasil. Quando o mercado sinalizar que não mais aturará os produtos vindos de desmatamento ilegal, os produtores vão ter que se remanejar. O consumidor de classe média brasileira não é muito diferente da classe média européia. Mas nós somos mais acostumados com uma vida menos controlada que o cidadão médio americano. Manter ambientes climaticamente controlados, como acontece nos EUA e na Europa durante todo o ano, consome muita energia. Temos que privilegiar o transporte coletivo, como é feito na Europa. No Brasil, o transporte coletivo é para pobre e nisso temos que melhorar. Outras pequenas coisas, como trocar o carro por veículos de combustível renovável e também plantar árvores que, apesar de ser um ato simbólico, ajuda.

(04:00:06) Adriana/UOL:

Carlos Nobre conversa com Marcelo Tas ao vivo no Bate-papo UOL (crédito: Manoela Pereira)

(03:36:34) Alex: Professor Carlos, boa tarde, de tanto se falar em aquecimento global, isso tá se tornando um assunto que muitos acham sem solução. O senhor percebe que está havendo por parte de alguem uma tomada de solução para esse problema?
(04:03:35) Carlos Nobre: Alex, boa tarde. O fato de que a ciência mostrou que algum aquecimento global já se tornou inevitável, não há como parar a máquina. A coisa é séria no sentido que a ação tem que ser agora. Não podemos iludir ninguém, a temperatura vai continuar subindo, mas a inteligência humana pode ser utilizada para minorar esse problema.

(03:41:58) Joao Carlos: O governo não está investindo pouco neste assunto?
(04:05:20) Carlos Nobre: João Carlos, o governo brasileiro apenas acordou para essa questão. O governo brasileiro ficou muito tempo voltado para questões econômicas e para o desenvolvimento nacional. Hoje o Brasil está plenamente consciente de que precisamos recuperar o tempo perdido em várias áreas. Estamos rapidamente tentando agir. Precisamos investir primeiro em Ciência, em tecnologia. Sem recursos adequados não vamos fazer muita coisa.

(03:47:45) Joao Carlos: Não seria importante unificar todos os centros de Meteorologia para estudar este assunto tão importante?
(04:07:06) Carlos Nobre: Unificar seria muito difícil visto que cada instituto nasceu de uma maneira. O que o Ministério da Ciência e Tecnologia está implementando é uma grande rede de pesquisa sobre essas mudanças climáticas. Vai haver um grande investimento, cerca de R$20 milhões, e isso vai ajudar no estudo dos impactos --que é muito mais você saber como um setor de energia elétrica, por exemplo, vai ser afetado pela diminuição das chuvas. Temos que trazer para a Ciência os outros setores.

(04:08:19) Carlos Nobre: Todos os países desenvolvidos gastam grande parte de seu PIB com investimentos em tecnologia. O Brasil sabe disso, mas não sabemos utilizar bem o dinheiro público.

(03:47:55) Emoo: Boa tarde prof. Carlos, eu moro em Toronto e as pessoas daqui dizem que antigamente as tempestades eram mais constantes. Gostaria de perguntar qual sera a regiao no planeta em que as mudancas climaticas serao mais nitidas
(04:10:19) Carlos Nobre: Emo, onde elas aparecem com total clareza são nas regiões mais frias, como acontece um pouco mais ao norte de Toronto, em regiões polares que se passava o ano todo coberto de gelo, com muito frio, já não há mais gelo durante todo o ano. Lá vemos essas mudanças quase a olhos vistos. No Canadá, a estação da primavera chega antes --nisso a agricultura é favorecida (mas só se for até 2º), mas também cresceu o número de pessoas com alergia a pólen.

(04:02:13) Estudante: Prof. Carlos, boa tarde, Sou estudante de Gestão Ambiental e nas aulas aprendi que a terra passa sempre por um periodo de aquecimento natural, o Sr não acha que o aquecimento Global deveria ser visto de uma maneira mais sensata, antes de sairmos por ai dizendo que por causa dele o planeta pode se extinguir?
(04:13:13) Carlos Nobre: Estudante, em primeiro lugar, ninguém está falando que o planeta Terra pode se extinguir. Um dado muito importante é que dificilmente as plantas conseguem fazer fotossíntese quando a temperatura das folhas ultrapassa os 45º -- o que é muito alto. Vamos supor que, daqui a muitos anos, a temperatura média do planeta passe dos 35º, assim, conseqüentemente, muitas regiões chegariam aos 45º e impediriam a produção, não haveria comida. Mas para isso levaria muito, muito tempo. Precisamos tomar um certo cuidado. Sim, é natural esse aquecimento do planeta que você diz. O problema é que estamos fazendo o planeta sair fora da faixa que a natureza escolheu para operar nosso planeta.

(04:08:37) Iver: O Brasil já tem medidas preventivas para o aquecimento global?
(04:20:24) Carlos Nobre: Iver, o Brasil se preocupou muito em ajudar na redução de emissões. Nos últimos dois anos, o desmatamento já diminuiu consideravelmente. A ministra Marina Silva está pessoalmente preocupada, por ser da região amazônica. Mas, o país ainda está atrasado nas adaptações aos efeitos que irão surtir. O governo acaba de divulgar um plano, mas é só um plano. Essas adaptações que devem ser pensadas são, por exemplo, com relação ao aumento no nível do mar, com pessoas que moram em áreas costeiras, porque precisamos reordenar o espaço litorâneo. Outro ponto é nossa agricultura que hoje é muito suscetível às variações climáticas, temos que desenvolver espécies resistentes. Temos que começar hoje a desenhar esse novo perfil agrícola. A cana-de-açúcar hoje é o combustível mais renovável que existe. A emissão de gás carbônico da queima da cana é na proporção de 1/8 em relação à gasolina. Mas, ainda com relação à cana-de-açúcar, há alguns lados preocupantes: as queimadas para preparar as colheitas, o que aumenta a eficiência --esse é um problema de saúde pública, tanto para os bóias-frias, quanto para a população da região onde ela acontece--, e a questão social, já que a tecnologia permite a colheita feita somente com maquinários, mas os bóias-frias continuam sendo empregados por uma questão social.

(04:21:22) Carlos Nobre: Os bóias-frias são remanescentes da escravidão e do início do período industrial, onde se ganhava por produtividade, isso no fim do século XIX.

(04:10:30) Jennifer: Existe algum projeto de Lei, que Obrigam as empresas como por exemplo Fabrica a diminuir os poluentes emitidos no Ar?
(04:23:44) Carlos Nobre: Jennifer, olha, hoje se começa cada vez mais a ter uma descrição mais genérica de poluentes. Tradicionalmente poluentes causam dano à saúde humana. Os gases não entram nessa categoria, mas em breve entrarão. A situação já melhorou muito na poluição em São Paulo, por exemplo, em relação à década de 70. A tecnologia dos automóveis e das indústrias permitem uma poluição menor. Mas ainda não há legislação com relação aos gases de efeito estufa.


(04:18:28) Pedro: Caro Carlos, muito se fala sobre o desmatamento da amazonia e seus efeitos no clima. E outros ecossistemas como o Cerrado, Caatinga, que tem sofrido taxas de desmatamentos muito maiores, nao teriam tb um papel na emissao de gases?
(04:27:03) Carlos Nobre: Pedro, sem dúvida. Em 2006 houve uma enorme redução do desmatamento da Amazônia (13 mil km2/ano), mas o desmatamento do Cerrado brasileiro aumentou muito (23 mil km2/ano). Esse desmatamento tem um efeito ecológico gigante. Mas na floresta amazônica tem muito mais carbono em sua biomassa do que no cerrado e mais ainda do que na caatinga. Nesse sentido a floresta é mais importante, mesmo que como ecossistemas os três sejam igualmente importantes.

(04:28:49) Carlos Nobre: No fim da estação chuvosa, quem quer desmatar vai e corta e deixa ali secando durante toda a estação seca (3-4 meses) e só depois bota fogo. Esse primeiro fogo queima 30-40% da biomassa. Em 10 ou 12 anos aquilo que restou ali vai decompondo naturalmente. Nesse processo de decomposição vira também gás carbônico e volta para a atmosfera, gerando o efeito estufa.

(04:22:07) Paulo Jundiaí: Aquecimento global está na moda (Leonardo di Caprio, Al Gore), eu não consigo pensar de uma maneira global...O que posso fazer em minha casa, em meu bairro e em minha cidade?
(04:32:19) Carlos Nobre: Paulo Jundiaí, acho que no futuro quando esse assunto adquirir mais seriedade, vai ser desenvolvido um aparelhinho medidor de emissão de gás na sua casa. O que não é difícil de fazer. Cada pessoa, de certo modo, pode contribuir. Por exemplo, quem viaja de avião, pode otimizar suas viagems e assim reduzir a emissão. Outra coisa, ter um carro de combustível renovável. Em países onde há muitas usinas termoelétricas, reduzir o consumo de energia é essencial. Se você puder reflorestar um pequeno terreno, você vai ajudar, porque a arvore diminui a temperatura local, diminui o risco de enchentes, melhora a qualidade do ar, e é uma ação que todos podemos tomar. É uma medida muito prática.

(04:23:57) Adriana/UOL:

Carlos Nobre ao vivo no Bate-papo UOL (Crédito: Manoela Pereira)

(04:34:11) Carlos Nobre: A reciclagem, além de gerar empregos, é fundamental porque a quantidade de energia utilizada na reciclagem é muito menor do que no processo original de produção. A sociedade do futuro vai reciclar absolutamente tudo. A casa do futuro pode usar materiais e formas que reduzam em 3/4 a necessidade de ar-condicionado. Se a pessoa quer contribuir, precisa pensar nessa questão.
(04:35:10) Carlos Nobre: O disperdício é uma característica do "homu-modernus-industrialis". A mídia e a publicidade criaram a mítica de que viver bem é consumir energia.

(04:29:42) CARLO: Hidrelétricas tem alguma parcela de culpa no aquecimento global?
(04:36:49) Carlos Nobre: Carlo, têm, mas menos do que as termoelétricas. Quando se enche o lago de uma hidrelétrica se gera o gás metano, que é muito mais poluente que o gás carbônico. Isso ainda é muito contestado, pois quando as hidrelétricas se instalaram na região da mata atlântica, toda a região já havia sido desmatada. Mas é inegável o impacto na criação de lagos na região amazônica, por exemplo.

(04:30:13) Amazonense: Professor, o aquecimento global pode afetar o regime de reprodução de peixes na Amazônia?
(04:38:14) Carlos Nobre: Amazonense, o Impa tem feito alguns estudos de laboratório que mostram que com o aumento de 2º no Rio Negro já compromete a reprodução dos peixes, por isso que eu dei aquele número de que com o aumento de 2,5º o risco de extinção é de 30% de todas as espécies vivas do mundo, com certeza esses peixes entram nessa estatística.

(04:37:30) Adriana/UOL:

Carlos Nobre e Marcelo Tas ao vivo no Bate-papo UOL (Crédito: Manoela Pereira)

(04:39:25) Carlos Nobre: O instituto tem um site que a maneira mais fácil de entrar: www.cptec.inpe.br e procurar pelo ícone de mudanças climáticas e você vai ter acesso a vários estudos sobre esse assunto.

(04:39:59) Carlos Nobre: Obrigado pela oportunidade.

(04:40:10) Adriana/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Carlos Nobre e de todos os internautas. Até o próximo!

http://www.sacodeeventos.com.br/index.php?id=435.

MULHERES DE "NOVA HORIZONTE" LUTAM E CONSEGUEM CISTERNAS!!!

(este notícia já é antiga, mas a coloco aqui em homenagem as mulheres,que como quase sempre lutam para melhorar o meio em que vivem! os maridos duvidavam e diziam ser perda de tempo!! mas as mulheres uniram-se e lutaram para ter cisternas! hoje a qualidade de vida melhorada de todos de Nova Horizonte, deve-se a luta destas grandes mulheres!)
Nadia Stabile - 28/02/09


Municípios em 13/11/2007


"Construção de cisternas beneficia comunidades
do município de Ocara"

Duzentas e duas famílias do município de Ocara serão beneficiadas com a construção de cisternas. A ação será realizada pela Prefeitura Municipal em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e atenderá os distritos de Novo Horizonte (comunidade de Lagoa Nova/Borges), Curupira (Sítio Trinta e Sete, Lagoa Comprida e Lagoa do Choro) e Serragem (Lagoinha, Baixa Grande, Baixa do Miguel, Giral, Lagoa Nova dos Firminos).

O objetivo da construção das cisternas é atender as famílias de baixa renda com dificuldade de acesso água, assim melhorando as condições de vida e evitando as longas caminhadas em busca de água para beber. De acordo com Zulene Maia, Secretaria da Ação Social do município, a seleção das famílias que serão beneficiadas com as cisternas utilizará os mesmos critérios de elegibilidade adotados pelo Programa Bolsa Família. Ela lembra ainda que além dessa primeira avaliação, outros fatores serão priorizados como: famílias chefiadas por mulheres, maior número de crianças de 0 a 6 anos e em idade escolar, entre outros.

As cisternas armazenam água durante os meses chuvosos, garantindo 16 mil litros durante o período de seca das cidades pertencentes ao semi-árido. Os tanques são instalados próximos às casas e são suficientes para abastecer uma família com oito integrantes, contribuindo para a melhoria na qualidade de vida da família durante oito meses.

Mais informações: Secretaria da Ação Social (85) 3322 1029
http://www.avol.com.br/materia.php?id=19883.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

CARTA DE PROTESTO - DISCRIMINAÇÃO DENTRO DE ESCOLA EM ALTAMIRA - PA



ALTAMIRA 26 DE FEVEREIRO DE 2009

Em Altamira – Pa, uma garota teve que abandonar o colégio por que a direção cismou sua amizade com outra garota. A diretora juntamente com a psicóloga da escola (CEGD) sugeriram à mãe da adolescente (R.B,
17anos) que a levassem a um psicólogo para fazer tratamento, pois a menina mantinha comportamento estranho ao se relacionar com outras.
Alegaram que a aluna era doente e precisava de tratamento psicológico, e como se não bastasse teve rematrícula negada.

Podemos afirmar que um indivíduo – salvo aqueles que não foram inseridos no sistema educacional por falta de oportunidade e/ou por impossibilidade – passa cerca de 10 anos no ambiente escolar na tentativa de adquirir graus de escolaridade e talvez um pouco de cidadania. Mais ou menos entre 07 e 17 é o período de várias transformações corporais e mentais. Portanto, não é leviano assumir que boa parcela da personalidade do garoto ou garota vem desse ambiente. É na escola que eles desenvolvem suas habilidades sociais e começam a compreender o conceito de sociedade.

A escola não é um sistema fechado, pelo contrário, traz para si uma importante carga de experiências do mundo externo. Entenda-se que desse mundo, como não isento disso, cargas negativas também virão como os vícios do mundo lá fora.

Esse ambiente ao qual nos referimos muitas vezes oprime a juventude mesmo não intencionalmente. O jovem historicamente é visto como símbolo de transgressão e rebeldia (justificadas ou não), assim, historicamente também é penalizado por isso. Nesse contexto, uso de drogas e sexualidade são os temas mais preocupantes entre professores e diretores. Por mais preocupados e empenhados que sejam/estejam, nenhum professor ou diretor em sã consciência admitiria o preconceito se o caso fosse, por exemplo, de homossexualidade, assim como a maioria da população diz não ser racista, mas seus atos mostram o contrário.
A homossexualidade não é novidade nem nunca foi moda, ao contrário do que muitos conservadores pensam e ainda repugnam. É fato! No ambiente escolar não seria diferente. O que se percebe em muitas escolas, local onde deveria haver proteção e amparo – e uma maior compreensão já que se discute cidadania, direitos e igualdade –, garotos e/ou garotas homossexuais sofrem diariamente discriminação. Não raro, garotos são expulsos por trocar carícias no corredor (um caso detectado em Manaus). Em Altamira – Pa, uma garota teve que abandonar o colégio por que a direção cismou sua amizade com outra garota. A diretora juntamente com a psicóloga da escola (CEGD) sugeriram à mãe da adolescente (R.B, 17anos) que a levassem a um psicólogo para fazer tratamento, pois a menina mantinha comportamento estranho ao se relacionar com outras. Alegaram que a aluna era doente e precisava de tratamento psicológico, e como se não bastasse teve rematrícula negada. Procuramos a direção da escola e os mesmos se recusaram a dar maiores informações sobre o assunto. "Mais importante que considerar a homossexualidade um problema psicológico, passível de ser tratado, é educar a população para respeitar as individualidades. Diferenças não são escolhas, e sim tendências que fazem parte da natureza das pessoas", por isso o aluno e os pais podem (e devem!) procurar uma assessoria jurídica, de preferência grupos que respondam pela categoria como grupos gays da sua cidade e partir pra cima!

Discriminação, mesmo dentro da escola, já é crime no Brasil. O Artigo
232 do Estatuto da Criança e do Adolescente diz: “Submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame ou a
constrangimento: Pena – detenção de seis meses a dois anos”. Esse artigo é muito sério. Bem administrado, ele praticamente criminaliza a homofobia quando praticada por um pai ou um professor contra um adolescente. Alguns professores mal (in)formados são incapazes de discutir o assunto, mas devemos mudar essa realidade curricular e a atuação profissional em sala de aula. Podemos denunciar atitudes antiéticas desses profissionais no Ministério da Educação, nos órgãos representativos de classe, no Ministério Público Federal ou Estadual, ou seja, rompa esse silêncio. A escola pode ensinar teorias, mas não como você vai expressar a sua sexualidade.

Não podemos deixar IMPUNE a atitude preconceituosa e discriminatória dessa instituição de Ensino.

QUEREMOS JUSTIÇA DAS AUTORIDADES

Seus Direitos, Nossos Direitos, Direitos Humanos - Direitos Iguais!
Nem Mais, Nem Menos.

Grupo Homossexual da Transamazônica e Xingu

Publicação: Revista G Magazine, Folha de São Paulo, Diário do Pará, Folha do Tocantins, Jornal Estado do Carajás.

Informaçõe s adicionais humbertofesta@hotmail.com

PUC - SP - Convite para Formatura dos Indigenas do Programa Pindorama(CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA AMPLIADA)

MEMORIAL DA RESISTÊNCIA - PINACOTECA DO ESTADO DE SÃO PAULO (CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA AMPLIADA)

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

AVISO DE COLETIVA – APRESENTAÇÃO DO ESPAÇO PELOS DIREITOS COLETIVOS DOS POVOS

Data: 29/01 (Quinta-feira) Hora: 9 horas Local: Tenda 4: Direitos Coletivos dos povos en nações sem estado – UFRA (Pela primeira vez, o direito a autodeterminação é um dos dez eixos temáticos do FSM.)

Pela primeira vez, o direito a autodeterminação é um dos dez eixos temáticos do FSM.

Na próxima quinta-feira, será apresentada aos veículos de imprensa, o Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos, a tenda temática que durante o Fórum Social Mundial se concentrará nas questões dos direitos coletivos das nações sem estado, comunidades e povos indígenas e grupos marginalizados de todo mundo.

O espaço acolherá representantes de 30 povos, e durante três dias oferecerá conferências, mesas redondas e todo tipo de atividades simultâneas, em duas grandes tendas. Também haverá uma série de estandes nos quais se encontrarão informações sobre estes povos. Entre os participantes das atividades, se encontram organizações e personalidades significativas, como Tomás Huanacu (CONAMAQ, Bolívia), Boaventura de Souza (UPMS, Portugal),

Emir Sader (CLACSO, Brasil), Humberto Cholango (Ecuarunari), Xosé Manuel Beiras (Fundação Galícia Sempre), Walter Wendellin (Euskal Herria), S.V. Kirubaharan (Centro Tamil para os Direitos Humanos) e Jamal Juma' (Anti-Wall Campaign, Palestina), entre muitos outros.

A iniciativa do Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos (organizada e coordenada pelo Centro Internacional Escarré para as Minorias Étnicas e as Nações, da Catalunha) é especialmente importante já que centraliza pela primeira vez o debate e a discussão acerca do direito a autodeterminação e a soberania dos povos, um conceito que o Conselho Internacional do FSM incorporou como um de seus objetivos-eixos temáticos (o número 7) nesta edição de 2009.

Um dos focos de atenção das tenda pelos Direitos Coletivos, será a questão da Palestina. Destaque para a Assembléia Geral pela Palestina, a principal ação coordenada entre todas as organizações palestinas e de apoio à Palestina, que participam do Fórum, a qual acontecerá sábado, dia 31, às 18h30.
O CIEMEN é uma entidade catalã dedicada a defesa internacinoal dos direitos dos povos e das minorias, que tem sua sede em Barcelona. Mais informaçaõ a http://autodeterminaciofsm2009.wordpress.com.

FONTE: http://www.fsm2009amazonia.org.br/sala-de-imprensa/aviso-de-coletiva/aviso-de-coletiva-2013-apresentacao-do-espaco-pelos-direitos-coletivos-dos-povos

Acre é o primeiro estado a ter legislação própria sobre economia solidária

Em dezembro, a Assembléia Legislativa do Acre aprovou por unanimidade o projeto de lei nº 110/2008 que regulamenta o Programa Estadual de Economia Solidária, tornando o Acre o primeiro estado brasileiro a ter uma legislação própria para o tema. De acordo com os coordenadores estadual e municipal de Economia Solidária de Rio Branco, Danuza Lemos e Paulo Sérgio Braña, o programa permitirá a consolidação de pequenos negócios por meio da capacitação, elaboração de projetos e concessão de microcréditos. Segundo eles, o objetivo é valorizar a produção coletiva em projetos de extrativismo, artesanato, culinária, agricultura familiar, entre outros.

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

Vitrine solidária: Madeirarte – Marcenaria coletiva autogestionária no assentamento Pirituba II













Por Brunna Rosa [Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009 às 11:40hs]

Itapeva, município paulista que fica quase na divisa com o Paraná, abriga o assentamento de reforma agrária mais antigo do Estado de São Paulo. Em 13 de maio de 1984 se iniciava a luta dos agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a desapropriação da fazenda Pirituba e, 24 anos depois, o assentamento abriga cerca de 2 mil famílias em seis agrovilas que ocupam cerca de 8 mil hectares. Pirituba é hoje referência justamente por discutir e colocar em prática conceitos como a agroecologia e o cooperativismo.
Com os projetos de construção de casas, surgiu a idéia de fazer uma marcenaria como solução para suprir as necessidades relacionadas aos componentes em madeira. Assim, em 2004, um grupo de pessoas do assentamento passou a trabalhar junto com a Incubadora Regional de Cooperativas Populares (Incoop), ligada à Universidade de São Carlos (UFSCar), e começou a ser capacitado para trabalhos específicos na marcenaria, por meio da fabricação de mesas, cavaletes, armários e tanque para tratamento, além de pequenos objetos que fazem parte da infraestrutura de produção dos componentes de madeira.
Atualmente, o grupo da marcenaria é composto por cinco mulheres, agricultoras familiares de baixa renda com idade entre 40 e 50 anos, além de um marceneiro instrutor e mais cinco jovens, entre 17 e 23 anos. Quando finalizar a entrega de vários produtos para 49 casas do assentamento, o grupo quer consolidar a marcenaria e, após passar pela formação para autogestão e elaboração de material de divulgação, já começará a aceitar novas encomendas.
A Madeirarte fica no assentamento Pirituba II, Agrovila 4 – Itapeva, São Paulo, Rodovia para Bom Sucesso de Itararé. Telefone: (15) 3526-7375

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

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