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sábado, 6 de junho de 2009

Guerreiros Sem Armas parte I



O Instituto Elos reuni 54 jovens de 17 países para arregaçar as mangas e promover transformação humana e urbana nos cortiços no centro de Santos. Veja como foi.


” No caminho do guerreiro, cabe a você discernir o que foi tecido pelos fios divinos e o que foi tecido pelos fios humanos. Quando você principia a discernir, você se torna um Txucarramãe – um guerreiro sem armas. Porque os fios tecidos pela mão do humano formam pedaços vivificados pelo seu espírito. Essa mão gera todos os tipos de criação. Muitas coisas fazem parte de você para se defender do mundo externo, geradas pela sua própria mão e pelo seu pensamento. Quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas.”

(Kaká Werá Jecupé)


LEIA MAIS EM :
FONTE : http://guerreirossemarmas.wordpress.com/guerreiros-sem-armas-jovens-empreendedores-sociais/

sábado, 28 de fevereiro de 2009

SEMI-ÁRIDO,CARACTERÍSTICO DO BRASIL!!! TEMOS MUITO O QUE APRENDER COM OS HABITANTES DESTAS ÁREAS BRASILEIRAS!! LÁ A CRISE SEMPRE EXISTIU!!

Semi-Árido (12/2/2009)

Seminário debate ações de sustentabilidade

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Cisternas de placas são experiências exitosas de convivência com o semi-árido (Foto: CID BARBOSA)

É possível viver bem no semi-árido. Experiências bem sucedidas neste sentido são tema de debate hoje

Fortaleza. Um convívio saudável com o semi-árido, onde as opções de uma vida digna para os moradores casem com as características da região e com a preservação do meio ambiente. É esse o principal objetivo do seminário: “A Vida Sustentável no Semi-Árido Cearense”, que começa hoje no Banco do Nordeste do Brasil (BNB) do Passaré, e termina no próximo sábado, dia 14.

A promoção é da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Nordeste I, e pretende discutir as possibilidades de uma convivência positiva dos cearenses com o semi-árido, observando as peculiaridades climáticas, para a superação das dificuldades, como as questões da terra, do acesso à água, da redução da pobreza. A intenção, explica o bispo emérito de Itapipoca e coordenador da Comissão Episcopal para o Semi-árido - CNBB - Regional Nordeste 1, dom Benedito Francisco de Albuquerque, é procurar soluções por meio da construção de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável. E ao mesmo tempo, explica ele, encontrar mecanismos que garantam a execução das idéias surgidas no Seminário.

Neste sentido, estão sendo traçadas parcerias com a sociedade civil e o Governo do Estado para avaliar as experiências exitosas e conhecer os projetos de cada setor para tornar a vida do cearense, principalmente do Interior, menos árida. Na programação, inclusive, a titular da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), Silvana Parente, falará sobre o Projeto de Desenvolvimento para o Ceará, e serão apresentadas práticas bem sucedidas como, por exemplo, as cisternas de placas e as barragens subterrâneas.

Multiplicar ações
A idéia, explica o professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), José Bozarchhiello da Silva, tanto é fazer com que todos conheçam o que já está sendo feito com resultados positivos, como multiplicar essas ações. O que se pretende, acrescenta ele, é colocar em prática o ver, o julgar e o agir. A partir do conhecimento da realidade, discutir a situação, planejar metas e implantá-las.

Neste sentido, todas as discussões, lembra Bozarchiello, estarão focadas em cinco eixos, como, por exemplo, a necessidade de investimentos em educação e no desenvolvimento quanto à vida e ao meio ambiente, e a divulgação e multiplicação das experiências bem sucedidas de convivência com o semi-árido no Ceará. Além delas, há ainda a promoção da ética na política, desenvolvendo nas pessoas a consciência crítica sobre a administração dos recursos para a região e o estímulo à conversão pastoral das comunidades eclesiais.

Para o evento estão sendo esperadas 360 pessoas das dioceses, Organizações Não-Governamentais e poder público. Conforme dom Benedito, a expectativa é que o seminário, a exemplo dos outros dois já realizados na Capital do Estado sobre o homem e a seca do Nordeste, renda bons frutos. Foi a partir desses encontros que começou-se a acreditar na possibilidade da convivência com o semi-árido.

Em 1982, as discussões no I Seminário sobre o Homem e a Seca no Nordeste deixaram claro que a vida na região é viável, só faltando a decisão política para combater as dinâmicas da pobreza. Já em 1998, com o segundo seminário sobre o mesmo tema, já não se pensava prioritariamente em combater a seca, mas conviver com as características climáticas da região semi-árida.

Segundo dom Benedito, o seminário vem sendo construído há cerca de um ano e uma das certezas a que se chegou é que há muitas ações e movimentos nessa discussão, mas falta organização para efetivar as propostas.

ERILENE FIRMINO
Repórter

FIQUE POR DENTRO

Promoção humana integral é a meta do evento
´Ceará: vida com dignidade´ é o tema do seminário ´Vida Sustentável no Semi-árido Cearense´ que tem como objetivo geral despertar a sociedade para a urgência do compromisso com a valorização da pessoa humana e da vida, a partir dos excluídos. Dentro das temáticas de grupos serão discutidas a educação contextualizada, a renovação da Pastoral Social para a promoção humana integral, a ética na política e a questão do semi-árido, as políticas públicas e a produção no semi-árido cearense e as estratégias de organização e participação social. No fim dos trabalhos, será apresentada a Carta do seminário com a síntese das propostas retiradas nas mesas de discussões, de forma a possibilitar a concretização das ações de organização social.

Mais informações:
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Regional Nordeste 1, Rua Felintro Barroso, 405, Fátima, Fortaleza (CE)
(85) 3252.4046

FONTE: http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=614273

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Acre é o primeiro estado a ter legislação própria sobre economia solidária

Em dezembro, a Assembléia Legislativa do Acre aprovou por unanimidade o projeto de lei nº 110/2008 que regulamenta o Programa Estadual de Economia Solidária, tornando o Acre o primeiro estado brasileiro a ter uma legislação própria para o tema. De acordo com os coordenadores estadual e municipal de Economia Solidária de Rio Branco, Danuza Lemos e Paulo Sérgio Braña, o programa permitirá a consolidação de pequenos negócios por meio da capacitação, elaboração de projetos e concessão de microcréditos. Segundo eles, o objetivo é valorizar a produção coletiva em projetos de extrativismo, artesanato, culinária, agricultura familiar, entre outros.

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

Vitrine solidária: Madeirarte – Marcenaria coletiva autogestionária no assentamento Pirituba II













Por Brunna Rosa [Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009 às 11:40hs]

Itapeva, município paulista que fica quase na divisa com o Paraná, abriga o assentamento de reforma agrária mais antigo do Estado de São Paulo. Em 13 de maio de 1984 se iniciava a luta dos agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a desapropriação da fazenda Pirituba e, 24 anos depois, o assentamento abriga cerca de 2 mil famílias em seis agrovilas que ocupam cerca de 8 mil hectares. Pirituba é hoje referência justamente por discutir e colocar em prática conceitos como a agroecologia e o cooperativismo.
Com os projetos de construção de casas, surgiu a idéia de fazer uma marcenaria como solução para suprir as necessidades relacionadas aos componentes em madeira. Assim, em 2004, um grupo de pessoas do assentamento passou a trabalhar junto com a Incubadora Regional de Cooperativas Populares (Incoop), ligada à Universidade de São Carlos (UFSCar), e começou a ser capacitado para trabalhos específicos na marcenaria, por meio da fabricação de mesas, cavaletes, armários e tanque para tratamento, além de pequenos objetos que fazem parte da infraestrutura de produção dos componentes de madeira.
Atualmente, o grupo da marcenaria é composto por cinco mulheres, agricultoras familiares de baixa renda com idade entre 40 e 50 anos, além de um marceneiro instrutor e mais cinco jovens, entre 17 e 23 anos. Quando finalizar a entrega de vários produtos para 49 casas do assentamento, o grupo quer consolidar a marcenaria e, após passar pela formação para autogestão e elaboração de material de divulgação, já começará a aceitar novas encomendas.
A Madeirarte fica no assentamento Pirituba II, Agrovila 4 – Itapeva, São Paulo, Rodovia para Bom Sucesso de Itararé. Telefone: (15) 3526-7375

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

O empreendedor e a economia solidária


Por LAURO AUGUSTO MONTECLARO JUNIOR

Embora exista grande convergência de opiniões sobre ser a economia solidária a forma por excelência para a superação do atual desemprego, derivado de certos aspectos da globalização, existem dificuldades para sua real implementação. A mais importante é o desafio do desenvolvimento da capacidade empreendedora dos trabalhadores.

Sempre se fala nos temidos eventos já anunciados por Jeremy Rifkin em sua obra “O fim dos Empregos: o declínio inevitável dos níveis dos empregos e a redução da força global de trabalho”, de 1994, e essa “profecia” se confirma cada dia mais. Prova disso é a observação de Juan Somavia, diretor geral da OIT em seu artigo: “A Geração do Milênio procura trabalho para superar a pobreza” de 21/09/2005:

“É verdade que nos últimos anos foram criados muitos postos de trabalho, mas ao mesmo tempo o desemprego a nível mundial aumentou 26% nos últimos 10 anos. Esta cifra não deve nos fazer esquecer de um problema ainda maior, o do subemprego, o de bilhões de pessoas – em especial mulheres – sem acesso a empregos dignos que lhes permitam desenvolver seu potencial produtivo”.

Além disso, outra temível previsão de Rifkin tem se tornado uma dura realidade:

“Quando um número cada vez maior de pessoas para as quais não haverá qualquer tipo de trabalho no setor de mercado, os governos enfrentarão duas escolhas: Financiar proteção policial adicional e construir mais cadeias para encarcerar uma classe criminosa crescente, ou financiar formas alternativas de trabalho no terceiro setor”.(RIFKIN, 2001:272)

Vimos que na prática, a maioria dos governos adotou um misto das duas soluções, sem muito sucesso. A criminalidade tem se tornado incontrolável e as “formas alternativas” são cada vez mais o trabalho precário e informal, sempre beirando a marginalidade. As políticas “sociais” por sua vez são ineficazes ou insuficientes para contentar as populações, principalmente os jovens, sem perspectivas de trabalho decente.

A imensidão da população carcerária nos EUA, as “demonstrações de força” de organizações criminosas no Brasil e distúrbios violentos, provocados por jovens “bem protegidos” pelo Estado de bem-estar social na França, são demonstrações definitivas disso.

Em geral uma das soluções apontadas é a adoção dos princípios da “Economia Solidária” em complementação ao sistema de produção capitalista ou até como uma forma de superá-lo. De fato, vários autores que investigam o fenômeno da globalização chegaram a essa conclusão:

“É nesse contexto que ganha enorme importância à práxis de um cooperativismo autônomo, autogestionário e solidário, que inova no espaço da empresa-comunidade humana e também na relação de troca entre os diversos agentes [...] o associativismo e o cooperativismo autogestionários, transformados em projeto estratégico, podem ser os meios mais adequados para a reestruturação da socioeconomia na nova era que se anuncia”. (ARRUDA E BOFF, 2000:53).(...)

leia na íntegra em :http://www.espacoacademico.com.br/074/74cesarjr.htm

Vídeos para entender o que é Tecnologia Social - Parte I - ECONOMIA SOLIDÁRIA



Vídeos para entender o que é Tecnologia Social - - Parte I

Por Redação [Quinta-Feira, 4 de Setembro de 2008 às 16:04hs]

Economia Solidária, Soberania Alimentar e Agroenergia


Vídeo sobre o seminário sobre Economia Solidária, Soberania Alimentar e Agroenergia, realizado em Maringá (PR) com a presença de Paul Singer e João Pedro Stédile. Encontro foi parceria entre a Unitrabalho, a Universidade Estadual de Maringá e o Sindicato dos Engenheiros do Paraná.




Rede Ecológica: um outro consumo acontece


Consumir é também uma atividade política: esse é um dos princípios da
Economia Solidária. E a Rede Ecológica está dentro dessa lógica. A
organização de consumidores começou a funcionar em 2001 no bairro da
Urca, Rio de Janeiro, com o objetivo de fortalecer pequenos produtores
familiares, cooperativas, associações e assentamentos, através da compra
de produtos orgânicos e agroecológicos.




Projeto Bairro Escola


Mostra o Bairro-Escola: Horário Integral, uma tecnologia social que, por meio da utilização pedagógica de outros espaços no bairro onde moram as crianças, propicia o desenvolvimento de novas formas de aprender e ensinar, além de criar condições para o envolvimento da comunidade no processo educacional.

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/NoticiasIntegra.asp?id_artigo=4202

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

MODOLINKAR COM O BLOG "SARAU PARA TODOS" - POST QUE FAZ PARTE DA CONVERSA COM RCHONCHOL SOBRE OS ABSURDOS DESTE PAÍS!! (MULTIMANIFESTO) (clique aqui)

Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2008

"Affonso Romano de Sant'Anna" - Sobre a atual vergonha de ser brasileiro -

(Diante da pesquisa que aponta F.H. (presidente da República Fernando Henrique) como o brasileiro que mais envergonha o país, o cronista se vê forçado a publicar um texto de 17 anos atrás, atualíssimo)

Que vergonha, meu Deus! ser brasileiro
e estar crucificado num cruzeiro
erguido num monte de corrupção.
Antes nos matavam de porrada e choque
nas celas da subversão. Agora
nos matam de vergonha e fome
exibindo estatísticas na mão.
Estão zombando de mim. Não acredito.
Debocham a viva voz e por escrito
É abrir jornal, lá vem desgosto.
Cada notícia é um vídeo-tapa no rosto.
Cada vez é mais difícil ser brasileiro.
Cada vez é mais difícil ser cavalo
desse Exu perverso
nesse desgoverno terreiro.
Nunca vi tamanho abuso.
Estou confuso, obtuso,
com a razão em parafuso:
a honestidade saiu de moda
a honra caiu de uso.
De hora em hora a coisa piora:
arruinado o passado,
comprometido o presente,
vai-se o futuro à penhora.
Valei-me Santo Cabral
nessa avessa calmaria
em forma de recessão
e na tempestade da fome
ensinai-me a navegação.
Este é o país do diz e do desdiz,
onde o dito é desmentido
no mesmo instante em que é dito.
Não há lingüista e erudito
que apure o sentido inscrito
nesse discurso invertido.
Aqui o discurso se trunca:
o sim é não. O não, talvez.
O talvez, nunca.
Eis o sinal dos tempos
este o país produtor
que tanto mais produz
tanto mais é devedor.
Um país exportador
que quando mais exporta
mais importante se torna
como país mau pagador.
E, no entanto, há quem julgue
que somos um bloco alegre
do ‘‘Comigo Ninguém Pode’’
quando somos um país de cornos mansos
cuja história vai dar bode.
Dar bode, já que nunca deu bolo,
tão prometido pros pobres
em meio a festas e alarde
onde quem partiu, repartiu
ficou com a maior parte
deixando pobre o Brasil.
Eis uma situação
totalmente pervertida
-- uma nação que é rica
consegue ficar falida,
o ouro brota em nosso peito,
mas mendigamos com a mão,
uma nação encarcerada
que doa a chave ao carcereiro
para ficar na prisão.
Cada povo tem o governo que merece?
Ou cada povo
tem os ladrões a que enriquece?
Cada povo tem os ricos que o enobrecem?
Ou cada povo tem os pulhas
que o empobrecem?
O fato é que cada vez mais
mais se entristece esse povo num rosário
de contas e promessas num sobe e desce de prantos e preces.
C’est n’est pas um pays sérieux!
já dizia o general.
O que somos afinal?
Um país-pererê? folclórico? tropical?
misturando morte e carnaval?
Um povo de degradados?
Filhos de degredados
largados no litoral?
Um povo-macunaíma
sem caráter-nacional?
Por que só nos contos de fada
os pobres fracos vencem os ricos nobres?
Por que os ricos dos países pobres
são pobres perto dos ricos
dos países ricos? Por que
os pobres ricos dos países pobres
não se aliam aos pobres dos países pobres
para enfrentar os ricos dos países ricos,
cada vez mais ricos, mesmo
quando investem nos países pobres?
Espelho, espelho meu!
há um país mais perdido que o meu?
Espelho, espelho meu!
há um governo mais omisso que o meu?
Espelho, espelho meu!
há um povo mais passivo que o meu?
E o espelho respondeu
algo que se perdeu
entre o inferno que padeço
e o desencanto do céu.


Texto extraído do jornal "O Globo" - Rio de Janeiro.
Postado por Nadia Gal St às 12/18/2008 12:24:00 PM
Marcadores: BRASIL, PODER, POESIA, POETAS, POLÊMICA
2 comentários:

Rosane Chon Chol disse...

Nem sempre acertamos, mas errar o tempo todo é demais.O "Instinto de Morte" aflora mundialmente. Agora vivemos a época do jornalismo do terror - parece que querem apavorar a todos avisando que o mundo faliu, que o teu dinheiro( salário, poupança ou pensão-aposentadoria) é abstrato e pode escafeder-se a qq momento, que a tua comida está barata, que o poder público te proteje de verdade e daí por diante....
Brasil, terra que prometia.........."Pais em Desenvolvimento", eu hein...........flagelados, povo sem acesso aos estudos e ao sistema de saúde, que está completamente fracassado. Sucesso do oportunismo, dos "bundas moles" e do mosquito da Dengue - gente, que nojo!que pesadelo!!!!!!!!!!!!
18 de Dezembro de 2008 12:44
Rosane Chon Chol disse...

as artes precisam de patrocínio, ouçam isso, é muito importante/ o que representa uma cultura desprovida de arte de boa qualidade? não bastam os esportes, esportistas ganham trilhões em detrimento do mundo das artes - querem que seu filho veja uma peça de teatro de baixa qualidade? exposições de artistas que lá estão lá devido aos seus lobbys bem sucedidos apresentando obras de baixa qualidade!?!Músicos de orquestras sinfônicas passando fome? bailarinos clássicos tendo de imigrar - credo, my God.

18 de Dezembro de 2008 12:52

"O POVO BRASILEIRO" - DARCY RIBEIRO (livro) -"ANTES QUE A HUMANIDADE ACABE" DESCUBRA O BRASIL!! ((MULTIMANIFESTO)

"Nós, brasileiros, somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos viveu por séculos sem consciência de si... Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros..." DARCY RIBEIRO, em O Povo Brasileiro "

Brasileiros... Um povo novo? Que tipo de povo somos nós ? A verdade é que muito já se escreveu sobre isso. E, no entanto, continuamos a fazer as mesmas perguntas... O Povo Brasileiro: vamos ver o que este livro conta.

"Meu livro mostra por que caminhos e como nós viemos, criando aquilo que eu chamo de Nova Roma. Roma com boa justificação... Roma por quê? A grande presença no futuro da romanidade, dos neolatinos é a nossa presença. Isso é o Brasil, uma Roma melhor porque mestiça, lavada em sangue negro, em sangue índio, sofrida e tropical. Com as vantagens imensas de um mundo enorme que não tem inverno e onde tudo é verde e lindo, e a vida é muito mais bela... E é uma gente que acompanha esse ambiente com uma alegria de viver que não se vê em outra parte. Esse país tropical, mestiço, orgulhoso de sua mestiçagem... Isso é que me levou muito tempo. Entender como isso se fez... Havia muita bibliografia sobre aspectos particulares, mas não uma visão de conjunto. Deixa eu contar pra vocês como é que isso se fez? " DARCY RIBEIRO

"Os iberos se lançaram à aventura no além-mar... desembarcavam sempre desabusados, atentos aos mundos novos, querendo fruí-los, recriá-los, convertê-los e mesclar-se racialmente com eles... " DARCY RIBEIRO
O Povo Brasileiro

"No Brasil a mestiçagem sempre se fez com muita alegria, e se fez desde o primeiro dia... Eu prometi contar como. Imagine a seguinte situação: uns mil índios colocados na praia e chamando outros: "venham ver, venham ver, tem um trem nunca visto"... E achavam que viam barcas de Deus, aqueles navios enormes com as velas enfurnadas... "O que é aquilo que vem?" Eles olhavam, encantados com aqueles barcos de Deus, do Deus Maíra chegando pelo mar grosso. Quando chegaram mais perto, se horrorizaram. Deus mandou pra cá seus demônios, só pode ser. Que gente! Que coisa feia! Porque nunca tinham visto gente barbada – os portugueses todos barbados, todos feridentos de escorbuto, fétidos, meses sem banho no mar... Mas os portugueses e outros europeus feiosos assim traziam uma coisa encantadora: traziam faquinhas, facões, machados, espelhos, miçangas, mas sobretudo ferramentas. Para o índio passou a ser indispensável ter uma ferramenta. Se uma tribo tinha uma ferramenta, a tribo do lado fazia uma guerra pra tomá-la." DARCY RIBEIRO

Ao longo da costa brasileira se defrontaram duas visões de mundo completamente opostas: a selvageria e a civilização. Concepções diferentes de mundo, da vida, da morte, do amor, se chocaram cruamente. Aos olhos dos europeus os indígenas pareciam belos seres inocentes, que não tinham noção do "pecado". Mas com um grande defeito: eram "vadios", não produziam nada que pudesse ter valor comercial. Serviam apenas para ser vendidos como escravos. Com a descoberta de que as matas estavam cheias de pau-brasil, o interesse mudou... Era preciso mão-de-obra para retirar a madeira.

" Onde tinha algum europeu instalado na costa em contato com as naus, e portanto capaz de fornecer mercadoria, cada aldeia, e eram milhares de aldeias, levava uma moça pra casar com ele. Se ele transasse com a moça, então ele se tornava cunhado. Ele passou a ter sogro, sogra, genros... ele passou a ser parente. Então o sabido do português, do europeu, conseguia desse modo pôr milhares de índios a serviço dele, pra derrubar pau-brasil..." DARCY RIBEIRO (...)

LEIA MAIS EM : http://www.tvcultura.com.br/aloescola/esTudosbrasileiros/povobrasileiro/index.htm.

Karl Marx,Shakespeare ,o exílio,as paixões e o romantismo -

(...)A relação de Marx com o romantismo remonta à sua infância, quando através do barão Ludwig von Westphalen, descobriu, com grande emoção, a obra de Shakespeare. Elo entre ele e aquele que, em grande medida substituiria a figura paterna em sua vida[27], o culto ao pensamento shakespeareano, mais tarde, reforçaria também, o forte elo entre Marx e suas filhas.

Assim, durante seu exílio em Londres, quando costumava levar a família a piqueniques dominicais em Hampstead Heath, Marx desenvolveu o hábito de declamar cenas de Shakespeare, Dante e Goethe para Jenny e as meninas. Em 1856, escreveria a Engels, contando cheio de orgulho paterno que elas “liam constantemente” a obra do grande dramaturgo. Suas únicas incursões na cultura inglesa foram saídas ocasionais para assistir à montagens shakespeareanas e duas de suas três filhas sonharam tornar-se atrizes, sendo que uma conseguiu.

Como Marx fugia ao perfil de intelectual de sua época e buscava colocar em prática suas idéias, a concepção que tinha do amor, também estava inevitavelmente ligada à sua relação amorosa com Jenny. Assim, numa carta escrita à esposa treze anos depois do casamento, ainda é possível identificar a grande paixão que os unia:

”(...) Eis que assomas diante de mim, grande como a vida, e eu te ergo nos braços e te beijo dos pés à cabeça, e me prostro de joelhos diante de ti e exclamo: ‘Senhora, eu te amo’. E amo mesmo, com um amor maior do que jamais sentiu o Mouro de Veneza[28]. (...) Qual de meus muitos caluniadores e inimigos de língua viperina censurou-me, algum dia, por ser chamado a representar o principal papel romântico num teatro de segunda classe? E, no entanto, é verdade. Se os patifes tivessem alguma inteligência, teriam retratado ‘as relações produtivas e sociais’ de um lado e do outro, eu a teus pés. E embaixo escreveriam: ‘Olhem para esta imagem e para aquela (...)” [29]

Na carta pode-se ainda, perceber que também esta paixão de Marx era atravessada por Shakespeare, já que a última frase fora extraída de Hamlet. Por outro lado, a mesma também revela que a paixão de um homem por uma mulher podia, contraditoriamente, ser lida como indício de fraqueza perante outros homens, convertendo-se assim, num trunfo para os inimigos. Contudo, apesar de reconhecer que tal percepção acerca da paixão era corrente em sua época, a despeito do florescimento do romantismo, Marx não abriu mão de vive-la. Desta forma afirmou nos “Manuscritos de Paris”; “(...) O domínio da essência objetiva em mim, o irrompimento sensível de minha atividade essencial é a paixão (...)” [30]

Muito embora estivessem apaixonados, a vida de Marx e Jenny juntos foi marcada por muitas dificuldades; perseguições políticas que os obrigaram a mudar-se da França para a Bélgica, regressarem a Alemanha e terminarem seus dias na Inglaterra; problemas financeiros, oriundos da impossibilidade de Marx conseguir uma renda fixa, do medo que tinha da proletarização da família através do ingresso das mulheres – mãe e filhas – no mercado de trabalho e da extrema capacidade de endividamento que tinham. (...)

LEIA MAIS EM : http://www.achegas.net/numero/dezesseis/anna_marina_16.htm

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

ESTAMIRA - A MULHER,O LIXO E O MITO - FILME





Estamira, de Marcos Prado
(Brasil, 2004)

por Cléber Eduardo


A mulher, o lixo e o mito

Talvez desconfiado de sua própria autoridade como revelador de verdades quaisquer (sobre pessoas, ambientes, momentos históricos), o documentário em geral (e o brasileiro em particular) tem evitado, em linhas gerais, colocar-se como uma postura do saber sobre qualquer coisa. Isso ajuda a explicar, ainda que parcialmente, a necessidade de se dar voz ao outro, em geral pessoas de vida modesta, não midiáticas, que passam a exercer a tarefa de “sabedoria popular”, modelada pelas experiências empíricas.

Senhora com distúrbios mentais, que vive de um lixão na Grande Rio (Duque de Caxias, especificamente), Estamira, em seus acessos nervosos, vocifera contra Deus, contra a alienação dos seres humanos pela religião e pelos remédios (“dopantes”), contra uma suposta sociedade de controle, estruturada para calar a voz e os pensamentos dos rebeldes (ela). Em sua retórica irada e em suas manifestações alucinadas, Estamira, sempre dizendo-se a reveladora da verdade, demiurga consciente de seu grau de perturbação, revela aguda coerência em suas análises intensas – uma marxista naif com discurso messiânico. A proclamação da verdade está com ela e, devido ao espaço dado à suas frases no filme, há um interesse por essa verdade.

A verdade resgatada pelo diretor Marcos Prado, na fala de Estamira, é a verdade desmistificadora das verdades, sustentada pela desconfiança das falsas retóricas, dos mecanismos produtores de ilusão, das religiões, do consumo, da publicidade. É uma verdade empenhada em acordar o ser humano, tirar a venda de seus olhos, com a força de uma crueldade ao mesmo tempo mítica e iluminista, certamente medieval em seu espírito paradoxal, certamente épica, poética e religiosa em seu ateísmo ritualístico, em sua expressão verbal cifrada, em sua narratividade vomitada. Estamira, o filme, transfere assim a “voz do saber” para o “discurso anômalo” – mais autêntico, menos controlado, sem filtros ou coletes em seu duelo com as feridas da vida. A franqueza permeada de ódio é depositária de algo sagrado, com seu discurso não formatado e não negociado com as convenções do pensamento dominante.

Existe algum tipo de ligação entre Estamira e outros documentários recentes – A Pessoa é para o Que Nasce, de Roberto Berliner, A Alma do Osso, de Cão Guimarães, O Fim e O Princípio, de Eduardo Coutinho, e Moacyr Arte Bruta, de Walter Carvalho. Temos nesses trabalhos aproximações, de maneiras distintas, com figuras dotadas de certa “inspiração”, vistas como seres especiais, que se distinguem por algum tipo de anomalia (orgânica ou social). Esses seres, transformados em personagens, carregariam em suas palavras (e em seu estar no mundo) algum tipo de sabedoria autista, que os torna sagrados ou superiores aos olhos dos realizadores. Talvez porque sejam vistos em outra dimensão (etérea), menos contaminados pelas formatações de subjetividade e mentalidade do capitalismo, mais capazes de serem originais, porque pensam a partir da experiência empírica e não a partir das representações das experiências. Registrá-los parece ser uma maneira de preservá-los enquanto imagem, como se tenta preservar espécies em extinção.

Só que, entre ver nessa figura humana apenas um sinal de uma conjuntura social (saída fácil) e representar seu universo real e imaginário como um mito, Marcos Prado opta pelo segundo caminho, preferindo tratar o lixão menos como espaço sintético de resíduos humanos, de margem do capital, e mais como cenário medieval de uma subjetividade apocalíptica e fabular, que encara o depósito de dejetos como ambiente de resistência (não de opressão ou de abandono). Nesse sentido, Estamira, o filme, adere a Estamira, a mulher fora do filme, saindo do registro de denúncia para o registro do mito lírico. Pode-se até detectar algo da estrutura social e cultural na vida de Estamira (como sua relação com o sistema de saúde pública e sua paranóia com câmeras escondidas – uma ironia com o espírito do observacional), mas não é a sociedade que interessa a Marcos Prado. O objeto esculpido por sua narrativa é a subjetividade verbalizada de Estamira, o funcionamento de seu mecanismo mental, a força inquebrantável de sua resistência e de suas convicções. Uma mulher que não se dobra.

Esse rumo torna compreensível a busca permanente pelo enquadramento bem composto, pelos momentos de poesia com o espaço putrefato, explícito nas imagens em preto e branco granulado (primas do Nesse Mundo, de Michael Winterbotton). O filme abusa dos efeitos obtidos na finalização (nos cortes, na música, na função do som), na construção de uma atmosfera cinematográfica que, em vez de captar o real sem filtros, apodera-se dessa realidade enfocada para se estabelecer como obra pictórica. Estamira não é estética do lixo, mas o lixo estetizado, tornado imagem quase irreal, lírico em sua agressividade.

É verdade que esse lirismo, possível na imagem, talvez seja inviável “in loco”. A imagem não cheira, não suja os sapatos, não oferece riscos de doença, nem o perigo de, à noite, promover um encontro entre nós e algum rato. Essas limitações tornam possível o embelezamento plástico e a sedução de nossa sensorialidade, protegidos contra o compartilhamento da experiência vivida pelo realizador na captação. Embora ouça as verdades de Estamira contra as falsas verdades, Marcos Prado não quer a imagem verdadeira, chocante, cruel e desconfortável, mas uma verdadeira imagem de cinema, com suas manipulações, formalismos e atenuações da experiência real.

Estamos em um observacional calcado na performance de sua protagonista-atração, em busca do espetáculo visual e narrativo extraído da miséria social e da presença cênica de sua personagem. Não vemos aqui uma escancaramento do encontro entre realizador e a pessoa filmada, marca predominante da produção documental brasileira, especialmente após Santo Forte, de Eduardo Coutinho (certamente um filme-marco para o documentário dos anos 90-00). Essa opção pelo olhar sem o ponto de vista assumido de quem filma, sem a experiência de quem é de fora do espaço filmado, sem o choque de culturas e experiências entre diretor e personagem, em alguma medida, já demonstra um objetivo estratégico de Estamira: expor o resultado de um processo (sobretudo seus efeitos dramáticos-estéticos), e não o processo pelo qual se chegou a esse resultado.

Para ser compreendido em seus procedimentos, Estamira exige de quem o analisa uma reflexão sobre a ética da imagem, de modo a não vetarmos a proposta do filme baseados em critérios que, antes de serem estéticos, estão comprometidos com um programa de proibições imposto ao documentário. Existe um desejo um tanto voraz, e nem sempre coerente (do qual não excluo alguns de meus textos), em relação ao estabelecimento de regras nessa atividade. Parte da produção tem sido avaliada por meio de delimitações sobre o “permitido” e o “proibido” na relação das imagens com pessoas reais. Para que melhor se discuta o filme, é muito importante evitarmos esse risco – ainda que não sem levá-lo em conta.


editoria@revistacinetica.com.br
http://www.revistacinetica.com.br/estamira.htm

sábado, 13 de dezembro de 2008

SE TODOS FOSSEM IGUAIS A DORIVAL CAYMME E DRUMMOND!

Drummond namorava de mãos dadas na praça,
aos seus mais de 50 anos pra todos verem!
inclusive sua esposa!
Caymme trabalhava sonhando em sua rede!
Sonhava ele com mulheres!?...
e descansava cuidando das flores de seu jardim!
se mulheres e flores possuem muito em comum!
e se Caymme é o cara que sabia viver!
então, por que não nos divertirmos e descansarmos como ele!?
aprendermos que o maior dos ócios criativos,
é entendermos para que existe o sexo!
para que existem diferenças corporais entre homens e mulheres!
muito além do design divino, dos detalhes que a natureza
nos deu! há algo a ser descoberto!
seria a visão feminina do sexo!?
o mundo já está careca de saber como os homens
entendem o sexo, e a visão feminina!?
onde está?

Nadia Stabile - 13/12/08

domingo, 23 de novembro de 2008

"MILTON SANTOS" - O EXTRAORDINÁRIO DOCUMENTÁRIO DE SILVIO TENDLER!! (assisti parte dele na TV BRASIL . MILTON SANTOS NOS FAZ MUITA FALTA!)

Sábado, 20 de Setembro de 2008

o mundo global visto do lado de cá
Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá - Silvio Tendler

O documentário inicia-se com uma demonstração de esperança de Sartre diante da injustiça e desigualdade, publicada no prefácio do livro Condenados da Terra, de Franz Fanon. Inegavelmente, do começo ao fim, o filme me fez refletir e tomar notas constantemente sobre as idéias lançadas, que são de uma pertinência nítida e que muito ajudam a esclarecer a realidade em que estamos inseridos.

"O consumo hoje que é o grande fundamentalismo”. São valores introjetados tão esmagadoramente em nossa mente, como o consumismo, que correm o risco de não serem questionados. Milton fala sobre sua condição de intelectual, este ser mesmo que não pode se abster de refletir criticamente, e de como é difícil o ser, no Brasil, pela pouca vontade das pessoas, em geral, em ouvir uma palavra crítica sobre o mundo.

O dado fala por si: 500 mais ricos detêm mais riqueza que os 416 milhões mais pobres. Diante disso, Milton Santos configura a existência de três mundos: o mundo como nos fazem ver - a globalização como fábula; o mundo tal como é - a globalização como perversidade; e o mundo como pode ser - uma outra globalização, o mundo da dignidade humana.

O Consenso de Washington entra como comprovação da perversidade do “globalitarismo” - a globalização estabelecida pelo autoritarismo - ao propor uma bula de como se chegar ao desenvolvimento, (austeridade fiscal, aumento de impostos, juros altos para atrair investimentos estrangeiros, privatizações, defesa da capacidade dos setores privados em oposição à ineficiência dos públicos) que trata unicamente da crise financeira em detrimento da situação social e cultural de um país.

Vários exemplos de manifestação popular na América Latina são citados, deixando evidente o completo fiasco que foi esse programa:

* Quito, Equador, 2000. Numa população de 95% de índios e mestiços, o movimento popular revolta-se e derruba o presidente.

* Cochabamba, Bolívia, 2000. Uma população de 70% de índios e mestiços revolta-se contra a privatização da água feita pelo presidente pressionado pelo FMI e Banco Mundial para defender os interesses da multinacional Bechtel. Ressalta-se Oscar Oliveira - líder sindical boliviano.

* La Paz, Bolívia. 2003. Luta pela nacionalização do gás e petróleo.

* Buenos Aires, Argentina. 2001. Panelaço do povo derrubou três presidentes em duas semanas. A classe média sofre com a desvalorização da moeda.

* Brasil, 1997. Privatização de grandes empresas, como a Vale do Rio Doce. Manifestações populares foram dissolvidas.

Embora haja um mito positivo sobre globalização de culturas, o nascimento de crenças e vontades globais, é um equívoco pensar que o Estado nacional, este que representa os interesses particulares de uma nação, perdeu sua relevância. É inegável que os Estados Unidos permanecem sólidos na defesa de sua visão de mundo e de seus interesses internacionalmente. Preciso que se diga também que este processo de mundialização também é eficiente em criar fronteiras, quando é conveniente; como são os casos da fronteira dos EUA-México e Melita, um território espanhol em continente africano cercado por muralhas.

A globalização aflorou a divisão internacional do trabalho, aproveitando-se de possíveis facilidades de exploração de mão de obra em países pobres, contribuiu para o fortalecimento das desigualdades. Mostram-se cenas do filme Corporação, que é uma boa referencia no entendimento de como as grandes empresas se comportam a fim de obter lucro.

Achei bem-adequada a divisão elaborada por Josué de Castro em Geopolítica da Fome, de 1961, que apropriadamente se liga a temática do documentário: a população mundial classifica-se em dois grupos - os que não comem e os que não dormem, com receio dos que não comem.

Questões de necessidade primeiras são encaradas como forma de trazer lucros a corporações empresariais. No 3° Fórum Mundial da Água, que se realizou em 2003, em Kioto, Japão, havia na pauta a privatização da água, que foi veementemente defendida por Peter Woicke, diretor administrativo do Banco Mundial na época. Indispensável destacar que 1,5 bilhões de pessoas vivem com menos de um dólar por dia e não têm acesso à água. Mais de 3 bilhões utilizam água sem tratamento e, devido a isso, estima-se que 30 mil seres humanos morram diariamente no mundo. Sobre esse tema, ver o filme Thirst de Alan Snitow e Deborah Kaufmann.

Saramargo, prêmio Nobel de literatura, alerta sobre a necessidade de se discutir democracia mundialmente. Expõe que democracia, para nós, é o povo ser chamado a comparecer nas urnas e que espaços onde realmente são decididos questões de interesse geral e de plena relevância são completamente antidemocráticos: Banco Mundial, FMI, OIT - organização internacional do trabalho, e outros organismos internacionais.

É antidemocrático também o espaço de disseminação de informação oficial: “6 empresas controlam 90% do mercado de mídia do mundo”. Sendo assim, é preciso que se expandam maneiras populares de fazer mídia, que garantam um novo olhar sobre os fatos. O filme ilustra bem como isso já vem acontecendo e, felizmente, Milton Santos acredita ter a tendência a avançar cada vez mais:

* Carlos Pronzato - poeta e cineasta argentino, acompanha de perto os movimentos sociais na América Latina. Bakunin Digital.

* Aline Sasahara - cineasta, acompanha a realidade do MST. Inclusive pôde participar da Marcha Nacional do MST de Goiânia/ Brasília em 2005.

* Adirley Queiroz. Diretor do filme O canto da Ceilândia

* Joaquim Yawanawá. Cineasta e líder indígena.

* Tony Venturi e Pablo Georgieff - diretores do filme Dia de Festa.

A antropologia moderna retrata a existência do Homo Davos (local onde geralmente ocorre o Fórum Econômico Mundial) que apregoou o fim da história e propõe fundos para acabar com a pobreza, desconsiderando inúmeros fatores macro-estruturais que estão completamente associados à desigualdade no mundo. Segundo Milton Santos, necessário, ou melhor, essencial é que se mude o foco das discussões de crescimento econômico, desenvolvimento tecnológico (...) para o que significa ser civilizado, o que é, de fato, civilização. Viemos ensaiando modelos de humanidade, mas esta em si realmente nunca existiu. Ser pessimistas ante o que está configurado atualmente é inevitável, entretanto isso não apaga a confiança no futuro próximo, em que as revoluções se darão, de baixo para cima, fatais.

http://andliveourlives.blogspot.com/2008/09/o-mundo-global-visto-do-lado-de-c.html

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

A MÃO DE OBRA DE AFRICANOS NO BRASIL -SÉC.XIX - VÍDEO DE NADIA STABILE - MÚSICA DE BEETHOVEN - OBRAS DE DEBRET E RUGENDAS

Por que a economia colonial e imperial baseou-se no trabalho escravo? E A HISTÓRIA E A CULTURA AFRO-BRASILEIRA NA ESCOLA

O latifúndio monocultor no brasil exigia uma mão-de-obra permanente.
era inviável a utilização de portugueses assalariados, já que a intenção não era vir para trabalhar, e sim para se enriquecer no brasil.

o sistema capitalista nascente não tinha como pagar salários para milhares de trabalhadores, além do que, a população portuguesa que não chegava aos 3 milhões, era considerada reduzida para oferecer assalariados em grande quantidade.

quem foi utilizado como escravo nos períodos colonial e imperial?

embora o índio tenha sido um elemento importante para formação da colônia, o negro logo o suplantou, sendo sua mão-de-obra considerada a principal base, sobre a qual se desenvolveu a sociedade colonial brasileira.

na fase inicial da lavoura canavieira ainda predominava o trabalho escravo indígena. parece-nos então que argumentos tão amplamente utilizados, como inaptidão do índio brasileiro ao trabalho agrícola e sua indolência caem por terra.

a história verdadeira mostra que a reação do nativo foi tão marcante, que tornou-se uma ameaça perigosa para certas capitanias como espírito santo e maranhão. além da luta armada, os indígenas reagiram de outras maneiras, ocorrendo fugas, alcoolismo e homicídios como forma de reação à violência estabelecida pelo escravismo colonial. todas essas formas de reação dificultavam a organização da economia colonial, podendo assim, comprometer os interesses mercantilistas da metrópole, voltados para acumulação de capital. destaca-se também, a posição dos jesuítas, que voltados para catequese do índio, opunham-se à sua escravidão.

apesar de todos esses obstáculos, o indígena é amplamente escravizado, permanecendo como mão-de-obra básica na economia extrativista do norte do brasil, mesmo após o término do período colonial.

por que então que o índio cede lugar para o negro como escravo no brasil?

a maior utilização do negro como mão-de-obra escrava básica na economia colonial, deve-se principalmente ao tráfico negreiro, atividade altamente rentável, tornando-se uma das principais fontes de acumulação de capitais para metrópole.

exatamente o contrário ocorria com a escravidão indígena, já que os lucros com o comércio dos nativos não chegava até a metrópole.

torna-se claro assim, o ponto de vista defendido pelo historiador fernando novais, de que "o tráfico explica a escravidão", e não o contrário.

para os portugueses, o tráfico negreiro não era novidade, pois desde meados do século xv , o comércio de escravos era regular em portugal, sendo que durante o reinado de d. joão ii o tráfico negreiro foi institucionalizado com a ação direta do estado português, que cobrava taxas e limitava a participação de particulares.

quanto à procedência étnica do negro, destacaram-se dois grupos importantes: os bantos, capturados na África equatorial e tropical provenientes do congo, guiné e angola, e os sudaneses, vindos da África ocidental, sudão e norte da guiné.

interessante observarmos que entre os elementos deste segundo grupo, destacavam-se muitos negros islamizados, responsáveis posteriormente por uma rebelião de escravos ocorrida na bahia em 1835, conhecida como a revolta dos malês.

a resistência

do negro: os quilombos.


desde fugas isoladas, passando pelo suicídio, pelo banzo (nostalgia que fazia o negro cair em profunda depressão o levando à morte) e pelos quilombos, várias foram as formas de resistência do negro à escravidão, sendo a formação dos quilombos a mais conseqüente.

os quilombos eram aldeamentos de negros que fugiam dos latifúndios, passando a viver comunitariamente. o maior e mais duradouro foi o quilombo dos palmares, surgido em 1630 em alagoas, estendendo-se numa área de 27 mil quilômetros quadrados até pernambuco. desenvolveu-se através do artesanato e do cultivo do milho, feijão, mandioca, banana e cana-de-açúcar, além do comércio com aldeias vizinhas.

seu primeiro líder foi ganga zumba, substituído depois de morto por seu sobrinho zumbi, que tornou-se a principal liderança da história de palmares. zumbi foi covardemente assassinado em 1695 pelo bandeirante domingos jorge velho, contratado por latifundiários da região.

apesar dos muitos negros mortos em palmaras, a quantidade de escravos crescia muito e em 1681 atingia a cifra de 1 milhão de negros trazidos somente de angola.

o grande número de negros utilizado como escravos, deixa clara a alta lucratividade do tráfico negreiro, responsável inicialmente pelo abastecimento da lavoura canavieira em expansão nos séculos xvi e xvii e posteriormente nas áreas de mineração e da lavoura cafeeira nos séculos xviii e xix respectivamente.

A história e cultura

afro-brasileira na escola



A lei nº 10.639, de 2003, ou a ldb e passou a exigir que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluíssem no currículo o ensino da história e cultura afro-brasileira. o fato foi considerado pelos movimentos de luta dos negros em todo o país como um importante passo.
sua aplicação prática, no entanto, ainda é desafio para toda a comunidade escolar, especialmente para os professores: como sair da teoria? como e onde buscar material, isto é um grande desafio a ser cumprido.

História x Autalidades


Infelizmente, ainda a população “negra” no brasil, ocupa na área empregatícia, ocupa a posição de peão ou chão de fábrica, por não ter as mesmas oportunidades de crescimento que a grande parte da população “branca” tem. isto tudo é um reflexo de mais de 500 anos de história, onde o preconceito ainda está presente em piadinhas sem graça e que só desmoralizam um ser humano igual a tantos outros.


A exclusão existente no mundo do trabalho também se dá no sistema educacional. dos 28.234.039 estudantes do ensino fundamental, 52,0% são brancos, 43,1% são pardos e 4,5%, pretos. no ensino médio, que tem 3.760.935 alunos, as proporções correspondentes são 65,3%, 30,1% e 3,3%, para brancos, pardos e pretos, respectivamente, e, cursando o ensino superior, existem 1.665.982 estudantes, sendo 78,6% deles brancos, 17,4% de pardos e 1,4% de pretos (fonte: anuário estatístico do brasil 1992, rio de janeiro: ibge, v. 52, 1992. disponível em www.ibge.gov.br em "estatísticas do século xx", tema "educação")

http://www.hploco.com/ims/Historia_e_Atualidades_da_Cultura_Afro-Brasileira.html.

FONTE: INSTITUTO AFRO-BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL MILTON SANTOS

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

DIÁRIO DE UM CARROCEIRO (clique aqui)










Diário dum Carroceiro

CAAC – Centro de Artes Alternativas e Cidadania

1º texto de teatro escrito por pessoa em situação de rua em circuito profissional

O CAAC – Centro de Artes Alternativas e Cidadania, ONG sem fins lucrativos, fundada em 2000, estréia em 07 de outubro de 2006 seu primeiro espetáculo profissional.

Escrito por Tião Nicomedes, aluno do CAAC desde 2003, o monólogo teatral é dirigido por Iara Brasil.

A peça escrita por Tião Nicomedes, autor do texto que hoje vive na locação provisória (Projeto da prefeitura para a população de rua), é um monólogo que narra a odisséia de um carroceiro nas ruas do centro de São Paulo durante o período das festas de fim de ano, sua critica política a partir de seus próprios conflitos para a sobrevivência trazem ao publico o olhar da cidade por aqueles que não tem acesso aos bens da cidade.

O ator A. C. (Antonio Carlos Deniggro) que vem no

circuito alternativo representando textos de autores

como Mario Bortoloto a Ronaldo Ciambroni, atuou na Rede Record no programa Turma do Gueto e na Novela METARMOPHOSES, na Rede TV em Vila Maluca.

A metodologia da direção de Iara Brasil que se engajou nesta proposta, traz ao espetáculo uma visão Brechtiniana fortalecendo o foco social e político das pessoas em situação de rua, tendo também como meta um resultado artístico que dê visibilidade à população de rua com dignidade. A equipe fez um trabalho de campo acompanhados por Max Um: foram em albergues, casas de convivência, se aproximando da realidade da exclusão social paulistana.

A idéia de montar um texto, de um novo autor com uma visão critica da cidade de São Paulo, além do compromisso com a causa na qual este projeto se estabelece, buscou a pesquisa sobre a “Voz da Dramaturgia Brasileira”, coordenada por Max Mu em mutirões habitacionais, aldeias indígenas, Quilombos e Movimento Sem Terra, visando trazer ao público obras onde a “Voz” das pessoas mais distantes dos mecanismos de produção cultural possam ser amplificada por produções profissionais e que tragam ao público a reflexão social.

O autor, Tião Nicomedes, já escreveu uma peça chamada “Bonifácil Preguiça” com um elenco de pessoas do albergue que o CAAC apoiou na supervisão de direção. Durante as oficinas que dava no Albergue Arsenal da Esperança, Tião também participou de duas outras montagens do CAAC em 2003 e 2004, e em 2005 deu oficinas de arte com sucata. Participou em diversos eventos com seus bonecos de mamulengo.


FONTE:www.fabricasaopaulo.com.br/articles.php?id=303

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

SE VOCÊ QUER TER UM BLOG,OU PRECISA DE UM!!...(clique aqui)














Blog,o BomBril

do ciberespaço!


Pois é,se você precisa ou quer ter um blog,conte comigo! Sei que fazer um blog não é difícil! qualquer pessoa pode aprender!
Mas o que gosto de fazer é criar o layout, e estou disposta a cooperar com quem precisar!
O trabalho dos blogueiros é algo muito novo,e por ser novo temos muito o que percorrer e criar !
Como tenho formação em artes plásticas,adoro lidar com cores e formas,e tenho certeza de que o blog é um tipo de coisa hiper versátil e vivo! Há inúmeros tipos de blogs! Digamos que o blog é o "BomBril" do ciberespaço! 1001 utilidades, desde um ótimo espaço para se colocar um currículo profissional,até um blog comercial,como fiz para uma amiga dona de pizzarias!
Enfim,qualquer utilidade que você possa querer atribuir!
Blogs são muito mais simpáticos e diretos! por isso cairam rápido no gosto popular! Na área corporativa,quase sempre se adota o uso de blogs para um contato mais direto e democrático com o público!E há muitas empresas que já utilizam os Wikis,obtendo grandes ganhos na eficiência de seus processos de produção.Estas ferramentas ainda "novas",aqui no Brasil,podem contribuir muito para a evolução do ser humano,tanto no trabalho,como em tudo!

Entre em contato comigo pelo email : nadia.st@uol.com.br ou visite o blog portfólio :
http://ligblog.blogspot.com

Nadia Stabile - 11/09/08

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