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sábado, 6 de junho de 2009

Idosos com vitalidade - BRASIL (TV GAZETA)



Um milhão e trezentos mil brasileiros têm mais de 80 anos. E esse grupo tende a crescer. Os avanços da medicina garantem qualidade de vida pra quem já não tem a mesma saúde da juventude. Mas a disposição pra viver... parece até que aumenta!! A repórter Fernanda Azevedo ouviu desses brasileiros o segredo da vitalidade e conversou com uma especialista do Hospital Santa Catarina sobre o assunto.

Guerreiros Sem Armas parte I



O Instituto Elos reuni 54 jovens de 17 países para arregaçar as mangas e promover transformação humana e urbana nos cortiços no centro de Santos. Veja como foi.


” No caminho do guerreiro, cabe a você discernir o que foi tecido pelos fios divinos e o que foi tecido pelos fios humanos. Quando você principia a discernir, você se torna um Txucarramãe – um guerreiro sem armas. Porque os fios tecidos pela mão do humano formam pedaços vivificados pelo seu espírito. Essa mão gera todos os tipos de criação. Muitas coisas fazem parte de você para se defender do mundo externo, geradas pela sua própria mão e pelo seu pensamento. Quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas.”

(Kaká Werá Jecupé)


LEIA MAIS EM :
FONTE : http://guerreirossemarmas.wordpress.com/guerreiros-sem-armas-jovens-empreendedores-sociais/

sábado, 28 de fevereiro de 2009

AGENDA 21 - LEIA NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI

http://www.ecolnews.com.br/agenda21/index.htm

A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.

Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.

Estrutura e conteúdo (da Wikipédia)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agenda_21

Os temas fundamentais da Agenda 21 estão tratados em 40 capítulos organizados em um preâmbulo e quatro seções:

  1. Preámbulo
    Seção I. Dimensões sociais e econômicas
  2. Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento de das políticas internas conexas
  3. Luta contra a pobreza
  4. Evolução das modalidades de consumo
  5. Dinâmica demográfica e sustentabilidade
  6. Proteção e fomento da saúde humana
  7. Fomento do desenvolvimento sustentável dos recursos humanos
  8. Integração do meio ambiente e o desenvolvimento na tomada de decisões
    Seção II . Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento
  9. Proteção da atmosfera
  10. Enfoque integrado do planejamento e da ordenação dos recursos das terras
  11. Luta contra o desmatamento
  12. Ordenação dos ecossistemas frágeis: luta contra a desertificação e a seca
  13. Ordenação dos ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das zonas montanhosas
  14. Fomento da agricultura e do desenvolvimento rural sustentável
  15. Conservação da diversidade biológica
  16. Gestão ecologicamente racional da biotecnologia
  17. Proteção dos oceanos e dos mares de todo tipo, incluídos os mares fechados e semi-fechados e as zonas costeiras, e o uso racional e o desenvolvimento de seus recursos vivos
  18. Proteção da qualidade dos recursos de água doce: aplicação de critérios integrados para o aproveitamento, ordenação e uso dos recursos de água doce
  19. Gestão ecologicamente racional dos produtos químicos tóxicos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de produtos tóxicos e perigosos
  20. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos perigosos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de rejeitos perigosos
  21. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos sólidos e questões relacionadas com as matérias fecais
  22. Gestão inócua e ecologicamente racional dos rejeitos radioativos
    Seção III. Fortalecimento do papel dos grupos principais
  23. Preâmbulo
  24. Medidas mundiais em favor da mulher para atingir um desenvolvimento sustentável e equitativo
  25. A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável
  26. Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades
  27. Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais associadas na busca de um desenvolvimento sustentável
  28. Iniciativas das autoridades locais em apoio ao Programa 21
  29. Fortalecimento do papel dos trabalhadores e seus sindicatos
  30. Fortalecimento do papel do comércio e da indústria
  31. A comunidade científica e tecnológica
  32. Fortalecimento do papel dos agricultores
    Seção IV. Meios de execução
  33. Recursos e mecanismos de financiamento
  34. Transferência de tecnologia ecologicamente racional, cooperação e aumento da capacidade
  35. A ciência para o desenvolvimento sustentável
  36. Fomento da educação, a capacitação e a conscientização
  37. Mecanismos nacionais e cooperação internacional para aumentar a capacidade nacional nos países em desenvolvimento
  38. Acordos institucionais internacionais
  39. Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais
  40. Informação para a adoção de decisões

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

NATURISMO




































































Quando se fala em nudismo ou locais nudistas vem de imediato à ideia "praias nudistas" o certo é que o nudismo não deve estar confinado somente às praias mas também a outros locais naturais como florestas (pinhais, matas, lagos, rios, ribeiros...). Alem de ser uma variante é também uma alternativa à praia (areal, sol...) E existem locais agradáveis(matas, pinhais) onde pode ser praticada a nudez. Isto no que se refere ao espaço físico.

Porque no espaço temporal sucede também a limitação de que o nudismo é só no Verão. É verdade que é durante esta estação que a nudez é mais propícia mas também há dias e momentos de Inverno que são bastante razoáveis para a prática da nudez. Passa também pela maneira como se encara o usufruto/utilização no aspecto lúdico do local, isto é se a pessoa utiliza o espaço para descansar(deitar-se/sentar-se) ou se utiliza o espaço de maneira lúdica com jogos e alguma actividade física.

FONTE : http://br.geocities.com/vista_bela/pag5.html

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"A mulher eunuco", de Germaine Green - LIVRO

11 de novembro de 2007

Parte da segunda onda feminista,"A mulher eunuco", 1970, tornou a autora, Germaine Green, conhecida mundialmente. De forma pioneira, descreve ligações sobre o relacionamento sexual entre homens e mulheres e a dominação sexual (bandeira do movimento feminista).
Para Greer, a diferença entre os sexos foram exageradas ao longo da história e o papel que cada um exerce é fruto de um aprendizado "planejado pelos homens" e exigidos por uma sociedade de família "nuclear, suburbana e consumista", segundo a própria autora.

Inicia falando do corpo, porque acredita que as mulheres devem aprender como discutir as mais básicas suposições à normalidade feminina. Assim, começa nas células e diferenças cromossômicas, segue-se uma discussão dos efeitos do comportamento sobre o esqueleto e as curvas - tão essenciais para suposições do sexo feminino, finaliza com cabelo e sexualidade. Trata do mito do Eterno Feminino, também chamado Estereótipo e de todos os condicionamentos que fazem parte deste processo. Também das relações reconhecidas pela sociedade, como casamento-emprego.
Reivindica a liberdade. Pressupõe que seu livro ficará preso pelos moralistas e políticos conservadores. Considera que as mulheres são "o verdadeiro proletariado, a maioria verdadeiramente oprimida" e que a "revolução só pode ficar mais perto com a retirada o apoio delas ao sistema capitalista". Para a autora, a mulher é "o verdadeiro eunuco" da humanidade.

Sobre a autora

Australiana, Germanaine Greer, nasceu no subúrbio de Mentone. Envolveu-se com um grupo libertário de intelectuais de esquerda em Sidney e em Cambridge participou da revista satírica OZ, assinando os textos com o pseudônimo Dr. G.
Concluiu o doutorado em 1968, subordinando às primeiras peças de W. Shakespeare. Em 1970, publicou "Mulher Eunuco" (The Female Eunuch).

Em 1989, torna pública a transexualidade da física Rachel Padman, episódio que torna Greer conhecida por sua transfobia, especialmente contra mulheres transexuais.
A última polêmica foi em 2005 quando participou do Big Brother por cinco dias, saindo do programa devido à produção de assédio e criticando os outros participantes pela busca desesperada de protagonismo.

Título: A Mulher Eunuco
Autor: Germaine Greer
Gênero: Sexualidade
Editora: Círculo do Livro
Idioma: Português
http://www.pco.org.br/conoticias/ler_materia.php?mat=1469.

EM 1999 COLÓQUIO CELEBROU OS 50 ANOS DE "O SEGUNDO SEXO" LIVRO DE SIMONE DE BEAUVOIR

Colóquio celebra 50 anos de 'O Segundo Sexo'
(publicado em 23/01/1999)

MARIANA SGARIONI
De Paris

Começou na última terça-feira, em Paris, um colóquio internacional para celebrar os 50 anos do livro "O Segundo Sexo", obra da romancista e ensaísta francesa Simone de Beauvoir sobre a condição das mulheres na sociedade. O trabalho provocou polêmica quando foi lançado, em 1949.

O colóquio, que deve reunir até hoje cerca de 130 intelectuais e estudantes de todo o mundo, é organizado pela socióloga Christine Delphy e pela historiadora Sylvie Chaperon, especialista no conjunto da obra da ensaísta francesa.

"O Segundo Sexo" foi uma das principais bases para o feminismo contemporâneo, movimento do qual Beauvoir participou intensamente. A frase "Nós não nascemos mulher, e sim nos tornamos mulher" inspirou as gerações de mulheres que lutaram pela igualdade com os homens nos anos 70.

"Beauvoir ousou descrever sem eufemismo a sexualidade das mulheres. Ela falava em clitóris, vagina, menstruação e prazer feminino em plenos anos pós-Guerra", disse a historiadora Michelle Perrot ao jornal francês "Libération".

O ensaio, que mostrava de maneira filosófica a opressão das mulheres pelos homens partindo da sexualidade, acabou acarretando uma curiosa união: direita e esquerda francesa se aliaram para tentar demolir a obra.

Considerado por alguns um texto revolucionário e a bíblia do feminismo e, para outros, um livro abominável e degradante, não há dúvidas de que, até hoje, muitas mulheres tomam "O Segundo Sexo" como referência.

Simone de Beauvoir morreu em 1986 e tinha acabado de completar 40 anos de idade quando lançou o ensaio. Ela já tinha escrito dois outros romances de destaque: "O Convidado" (1943) e "O Sangue dos Outros" (1945).

A ensaísta foi companheira de Jean-Paul Sartre desde 1929 e suas obras expressam a filosofia existencialista que os dois partilhavam. Sua união com o intelectual fazia dela um personagem que despertava ou admiração, ou violentos ataques.

http://biblioteca.folha.com.br/1/23/1999012301.html.

domingo, 14 de dezembro de 2008

A FUNÇÃO DO CLITÓRIS É SÓ UMA!? " MULTIMANIFESTO: ANTES QUE O MUNDO ACABE")

...se a função do clitóris é só uma!?
e se cada mulher só tem um clitóris!
e mesmo assim a maioria das mulheres
não sabe qual é de verdade
a função deste pequeno órgão,
que possue o dobro de terminações
nervosas do que a glande de um pênis!!!...
Então...podemos constatar que seria mesmo
impossível que os homens pudessem
dar conta de entender tamanho enigma!
Este "elo perdido"...não tão perdido assim,
o clitóris,poderá nos trazer muitas surpresas,
assim que pararmos para refletir e
começarmos a entender o porquê!...
ou os desígnios virtuosos
deste pequeno órgão enigmático.
Se fosse para escrever sobre sexo
simplesmente neste blog,
nem precisaria fazê-lo,
pois a web está cheia de sites sobre isso!
O que procuro escrever aqui tem muito
a ver com algo que escrevi tempos atrás,
aqui neste blog...a forma e as funções...
mas não só as funções biológicas, físicas...
mas as que extrapolam isso!
Os seres humanos, assim como os outros animais,
possuem rituais corporais!
tomar banhos, usar perfumes,
malhar, se alimentar pensando na saúde e na estética!
enfim...assim como os gatos se lambem,
e fazem isso como um ritual diário e instintivo,
nós também temos rituais de higiene e saúde,
mas quase sempre não nos damos conta disto,
e em relação ao sexo, chegamos a encará-lo como algo
comum,algo que cumpre uma função biológica, mas...
o que está além desta função...
geralmente passa despercebido!
seria o clitóris uma motivação para que tentássemos
ver de uma outra forma totalmente diferente a prática sexual!?
nos ajudando a transcender certas baixarias de nossa parte!?
não, não me refiro só ao sexo masculino não!
refiro-me a ambos os sexos!
Talvez um caminho fosse nos propormos
a tentar ver as coisas por outros prismas!
Você está vivo? pra fazer o que?
Por que você continua vivo?
Só por causa de uma coisa!?
ou várias!?
Sua genitália,tem quantas funções!?
você acha que conseguiu chegar
a algo virtuoso,em sua vida?
assunto complicado!
acho que é melhor tentar fazer uma canção!

Nadia Stabile - 14/12/08

sábado, 13 de dezembro de 2008

Orgasmo feminino: mais que prazer, quebra de velhos tabus


Apesar de as mulheres não precisarem mais encarar o sexo como um simples ato de reprodução e de quererem sentir prazer em uma relação sexual, elas têm dificuldades de chegar ao orgasmo, o mais alto grau de excitação de um ato sexual. Cerca de 30% das mulheres brasileiras não conseguem atingí-lo, segundo pesquisa feita em 2003 pelo Prosex (Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas de São Paulo).

Para Carmita Adbo, psiquiatra e coordenadora do Prosex, os problemas da vida moderna - depressão, ansiedade e estresse - são inimigos da mulher na busca pelo prazer: "Pode acontecer de, mesmo em condições ideais, a mulher ficar distante. Se ela refletir, em outros aspectos da vida, (trabalho e alimentação, por exemplo), ela também está desmotivada."

Além desses fatores, outros, como inabilidade, inexperiência, desinteresse, falta de tempo ou de local adequado e desconhecimento do próprio corpo, também são responsáveis pela chamada anorgasmia, incapacidade de chegar ao orgasmo. "A mulher precisa pensar e dar importância à sua sexualidade, tocar o próprio corpo, se descobrir sexualmente e saber o que lhe dá prazer. O orgasmo não chega do nada, é preciso aprender a conquistá-lo", alerta Rosana Simões, ginecologista, professora doutora e coordenadora do setor de sexualidade feminina da Unifesp.



Disfunções hormonais, alcoolismo, tabagismo ou outros problemas orgânicos, além do uso de medicamentos que diminuem a libido (caso dos remédios para depressão e diabetes) influenciam na ausência de desejo.



De acordo com os conceitos de Hellen Kaplan, terapeuta sexual norte-americana, a relação sexual é dividida em três fases: desejo, excitação e orgasmo. No entanto, diferentemente do homem, a mulher não tem um ciclo sexual seqüencial. "O ciclo do homem é formado por excitação, ereção, ejaculação e orgasmo. A mulher não tem esse ciclo tão bem definido. Ela pode ter o desejo, mas perdê-lo no meio do caminho e não chegar ao orgasmo", explica Carmita.



A falta desejo pode decorrer da rotina e do desgaste emocional do casal. Mesmo amando seu parceiro, a mulher não sente vontade de ter uma relação sexual com ele. Neste caso, ela precisa dizer a ele o que precisa, o que está faltando, perguntar do que ele gosta. "Sexo é comunicação, é compartilhamento, é entrega. A partir daí, eles pensam juntos em inovações, em realizar fantasias", aconselha a ginecologista Rosana.



Por outro lado, é preciso destacar: "A mulher quer ser acolhida, protegida. O sexo pode satisfazê-la mesmo que ela não tenha chegado ao orgasmo", defende Carmita. A tensão pelo orgasmo pode, inclusive, atrapalhar a mulher, como diz Rosana: "Se ela ficar pensando só nisso, vai ficar nervosa e não realizar seu desejo".

Orgasmo clitoriano é mais comum

Os dois principais tipos de orgasmos são o clitoriano e o vaginal. "No entanto, 70% das mulheres só tem orgasmos clitorianos, segundo estatísticas americanas. E isso é normal porque o primeiro contato da mulher com seu órgão genital ocorre quando ela se masturba", informa o psiquiatra e sexólogo Ronaldo Pamplona da Costa, membro da Sociedade Brasileira de Sexualidade Humana.

FONTE: http://www.aprovincia.com/padrao.aspx?texto.aspx?idContent=4590&idContentSection=737
23/01/2007 10:35

A amputação de clitóris na África envergonha a humanidade


"A clitoridectomia,
(ablação parcial ou total do clítoris ) como é chamada, é um ritual de passagem, ou iniciação, praticado na África, Oriente Médio e sudeste asiático há 2 000 anos. O objetivo é evitar que a mulher tenha prazer sexual. As vítimas em geral são bem jovens entre uma semana e 14 anos e os tipos de extirpação variam. Pode ser retirado desde uma parte do clitóris até os pequenos lábios da vagina. As operações são seguidas de muita dor e sangramento. Como são feitas em condições precaríssimas de higiene, com tesouras, facas e navalhas, o número de infecções é muito grande e boa parte das mulheres operadas torna-se estéril. Está provado também que a prática não traz nenhum benefício para o organismo feminino." (Fonte: Superinteressante)

Diferente do que se pensa, a remoção do clitóris não tem origem religiosa. É apenas um atavismo mantido para reforçar o sentimento de grupo. O clitóris é uma dádiva da natureza para as mulheres. Possui cerca de 8000 terminações nervosas, contra apenas 4000 do pênis e sua única função é o prazer sexual. É um direito que a mulher possui e deveria ser inalienável.

Digo e repito: nenhuma lei, tradição, religião nem NADA, absolutamente NADA tem o direito sobre o corpo e a vida de outrem. Esta tradição, mantida principalmente pelas mulheres, só mostra uma coisa: há MUITOS homens covardes e inseguros por aí. Ter medo que a mulher possa sentir prazer sexual com outro, justifica bem este ato. Mas as oprimidas já se acostumaram tanto com este papel, que agora assumiram o papel do carrasco, removendo os clitóris de crianças incapazes de se defender ou argumentar, em operações inseguras e dolorosas, deixando-as sangrando, às vezes, até a morte. A mulher aceitou seu papel como objeto do homem.

Mas nem sempre foi assim. Nas sociedades pré-históricas, a maior fragilidade física e a maternidade marcaram a condição especial da mulher. A mulher era venerada. Os homens, caçadores, deviam obter carne e defender o bando, o que lhes conferia maiores poderes. A subjugação das mulheres começou, de fato, no Neolítico, quando o trabalho já permitia a acumulação de grãos e riqueza, e teve um grande impulso com as religiões patriarcais, como as abraâmicas (Judaísmo, Cristianismo e Islamismo).

http://www.umavisaodomundo.com/2008/09/amputacao-clitoris-africa.html
Sábado, 13 de Setembro de 2008 às 14:20

AINDA RESTA UMA ESPERANÇA PARA A HUMANIDADE! NEM TUDO ESTÁ TÃO PERDIDO!! O ELO PERDIDO JÁ NÃO É TÃO PERDIDO ASSIM!












CLÍTORIS!! O ELO NÃO TÃO PERDIDO ASSIM!
AQUI ESTÁ ELE!

(RETIRADO DA WIKIPÉDIA)

AINDA DA WIKIPÉDIA - CLITÓRIS

Clitóris, clítoris ou clitóride (do grego κλειτορἰς - kleitorís) é, na anatomia, o nome que se dá ao órgão alongado e erétil, localizado na parte superior da vulva, nos mamíferos. Similar ao pênis, que é homólogo[1] ao clitóris - este porém não possui a divisão distal que este apresenta para a uretra e tem função exclusivamente no prazer sexual, mormente nos humanos (a única exceção nesta conformação anatômica ocorre com a Hiena-malhada: nesta espécie, o sistema urogenital é único, possuindo um grande clitóris, chamado de pseudo-pênis, que tem o canal urinário e as vias sexuais e reprodutivas)[2].(...)

Origem do clitóris

Pesquisadores têm se dedicado a estudar as origens ontogenéticas dos órgãos sexuais masculinos e femininos, observando seu desenvolvimento desde o embrião até à puberdade. Os estudos apontaram uma homologia, ou seja, uma origem comum entre pênis e clitóris.

No início do desenvolvimento do embrião, suas células ainda indiferenciadas são influenciadas pelos hormônios maternos, direcionando o desenvolvimento do corpo dos embriões masculinos e femininos para uma forma feminina. Num estágio imediatamente anterior à diferenciação sexual, a região que se tornara a genitália externa apresenta os grandes lábios e a saída da uretra e o falo, ainda neste estado não há a entrada do canal vaginal, assim como o próprio canal vaginal. Somente quando as gônadas masculinas são formadas e começam a produzir testosterona é que o falo começa a se desenvolver e ocorre o processo de criação da uretra para dar origem ao órgão sexual masculino e os grandes lábios se fusionam para dar origem ao saco escrotal. Ou seja, é basicamente pela influência de um hormônio que existe diferenciação sexual entre homens e mulheres no início de seu desenvolvimento. Quando ocorre a diferenciação em gônadas femininas o falo não se desenvolve e há a criação do canal vaginal.(...)

LEIA NA ÍNTEGRA E VEJA ILUSTRAÇÕES EM:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Clitoris

domingo, 30 de novembro de 2008

COLÓQUIO - "DOMINAÇÃO OU LIBERDADE? TERMINA HOJE DIA 30/11/08

DOMINAÇÃO OU LIBERDADE?

Neste curso que acontecerá entre os dias 28 e 30 de novembro de 2008 na Faculdade de Saúde Pública da USP, serão debatidas as novas práticas da economia solidária, da justiça restaurativa, da educação democrática e da psicopatologia em saúde pública. Entre os palestrantes, estão os professores Marilena Chauí, Paul Singer, David Calderoni e o juiz Egberto Penido,Helena Singer, entre outros. Confira a programação completa e saiba mais sobre a parceria entre a Associação Politeia e o Núcleo de Psicopatologia, Políticas Públicas de Saúde Mental e Ações Comunicativas em Saúde Pública (NUPSI) no site www.politeia.org.br na área de Pesquisa e Desenvolvimento.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

A Psicotopologia da Vida Cotidiana - PARTE DO CAPÍTULO TRES DO LIVRO TAZ - ZONA AUTONOMA TEMPORÁRIA DE HAKIM BEY



O CONCEITO DA TAZ surge inicialmente de uma crítica à revolução, e de uma análise do levante. A revolução classifica o levante como um "fracasso". Mas, para nós, um levante representa uma possibilidade muito mais interessante, do ponto de vista de uma psicologia de libertação, do que as "bem-sucedidas" revoluções burguesas, comunistas, fascistas etc.

Um outro elemento gerador do conceito da TAZ surge de um processo histórico que eu chamo de "fechamento do mapa". O último pedaço da Terra não reivindicado por uma nação-Estado foi devorado em 1899. O nosso século é o primeiro sem terra incógnita, sem fronteiras. Nacionalidade é o princípio mais importante do conceito de "governo" - nenhuma ponta de rocha no Mar do Sul pode ficar em aberto, nem um vale remoto, sequer a lua ou os planetas. Essa é a apoteose do "gangsterismo territorial". Nenhum centímetro quadrado da Terra está livre da polícia ou dos impostos... em teoria.

O "mapa" é uma malha política abstrata, uma proibição gigantesca imposta pela cenoura/cacetete condicionante do Estado "Especializado", até que para a maioria de nós o mapa se torne o território - não mais a "Ilha da Tartaruga (4)", mas os "Estados Unidos". E ainda assim o mapa continua sendo uma abstração, porque não pode cobrir a Terra com a precisão 1:1. Dentro das complexidades fractais da geografia atual, o mapa pode detectar apenas malhas dimensionais. Imensidões embutidas e escondidas escapam da fita métrica. O mapa não é exato, o mapa não pode ser exato.

A Revolução fechou-se, mas a possibilidade do levante está aberta. Por ora, concentramos nossas forças em "irrupções" temporárias, evitando enredamentos com "soluções permanentes".

O mapa está fechado, mas a zona autônoma está aberta. Metaforicamente, ela se desdobra por dentro das dimensões fractais invisíveis à cartografia do Controle. E aqui podemos apresentar o conceito de psicotopologia (e psicotopografia) como uma "ciência" alternativa àquela da pesquisa e criação de mapas e "imperialismo psíquico" do Estado. Apenas a psicotopografia é capaz de desenhar mapas da realidade em escala 1:1, porque apenas a mente humana tem a complexidade suficiente para modelar o real. Mas um mapa 1:1 não pode "controlar" seu território, porque é completamente idêntico a esse território. Ele pode ser usado apenas para sugerir ou, de certo modo, indicar através de gestos algumas características. Estamos à procura de "espaços" (geográficos, sociais, culturais, imaginários) com potencial de florescer como zonas autônomas - dos momentos em que estejam relativamente abertos, seja por negligência do Estado ou pelo fato de terem passado despercebidos pelos cartógrafos, ou por qualquer outra razão. A psicotopologia é a arte de submergir em busca de potenciais TAZs.

O fim da Revolução e o fechamento do mapa são, no entanto, apenas as fontes negativas da TAZ: ainda há muito a dizer sobre as suas inspirações positivas. Reação somente não pode gerar a energia necessária para "manifestar" uma TAZ. Um levante também precisa ser a favor de alguma coisa.

1. Em primeiro lugar, podemos falar de uma antropologia natural da TAZ. A família nuclear é a unidade base da sociedade de consenso, mas não da TAZ. ("Famílias! Os avaros do amor! Como eu as odeio!" - Gide.) A família nuclear, com suas consequentes "dores edipianas", parece ter sido uma invenção neolítica, uma resposta à "revolução agrícola" com sua escassez e hierarquia impostas. O modelo paleolítico é mais primário e mais radical: o bando. O típico bando nômade ou semi-nômade de caçadores/coletores é formado por cerca de cinquenta pessoas. Em sociedades tribais mais populosas, a estrutura de bando é mantida por clãs dentro da tribo, ou por confrarias como sociedades secretas ou iniciáticas, sociedades de caça ou de guerra, associações de gênero, as "repúblicas de crianças" e por aí adiante. Se a família nuclear é gerada pela escassez (e resulta em avareza), o bando é gerado pela abundância (e produz prodigalidade). A família é fechada, geneticamente, pela posse masculina sobre as mulheres e crianças, pela totalidade hierárquica da sociedade agrícola/industrial. Por outro lado, o bando é aberto - não para todos, é claro, mas para um grupo que divide afinidades, os iniciados que juram sobre um laço de amor. O bando não pertence a uma hierarquia maior, ele é parte de um padrão horizontalizado de costumes, parentescos, contratos e alianças, afinidades espirituais etc. (A sociedade dos índios norte-americanos preserva até hoje certos aspectos dessa estrutura.)

Muitas forças estão trabalhando - de forma invisível - para dissolver a família nuclear e resgatar o bando em nossa própria sociedade da Simulação pós-Espetacular. Rupturas na estrutura do trabalho refletem a "estabilidade" estilhaçada da unidade-lar e da unidade-família. Hoje em dia, o "bando" de alguém inclui amigos, ex-esposos e amantes, pessoas conhecidas em diferentes empregos e encontros, grupos de afinidade, redes de pessoas com interesses específicos, listas de discussão etc. Cada vez mais fica evidente que a família nuclear se torna uma armadilha, um ralo cultural, uma secreta implosão neurótica de átomos rompidos. E a contra-estratégia óbvia emerge de forma espontânea na quase inconsciente redescoberta da possibilidade - mais arcaica e, no entanto, mais pós-industrial - do bando.(...)
LEIA O LIVRO TODO EM:
http://www.rizoma.net/interna.php?id=193&secao=intervencao

terça-feira, 4 de novembro de 2008

UM AMIGO ENVIA PARA O BLOG!! ALCOÓLICOS ANÔNIMOS!

A irmandade de Alcoólicos Anônimos nasceu na cidade de Akron, Ohio, E.U.A. ,em 1935, quando um homem de negócios de nova Iorque, sóbrio pela primeira vez em anos, procurou um outro alcoólatra e foi condizido a um médico um médico da localidade. Durante seus poucos meses de recém encontrada sobriedade, o homem de Nova Iorque constatou que seu desejo de beber diminuia quando tentava ajudar outros "bêbados" a alcançar a sobriedade.Trabalhando juntos, estes dois homens,que são os fundadores de A.A., Bill e Dr. Bob, descobriram que sua capacidade de permanecer sóbrio parecia estar bastante ligada ao grau de ajuda e encorajamento que conseguiam dar aos outros alcoólatras.Durante quatro anos, o novo movimento, sem nome e sem nenhuma organização ou material informativo, cresceu lentamente. Formaram-se grupos em Akron, Nova Iorque, Cleveland e outros locais. Em 1939, com a publicação do livro "Alcoólicos Anônimos", do qual foi tirado o nome para a Irmandade, e contando com a ajuda de vários amigos não-alcoólatras, o movimento de AA começou a atrair atenção nacional e internacional. A estimativa,hoje, é de mais de quatro milhões de membros, trezentos grupos, em mais de 150 países.

(01/10/08)

http://www.alcoolicosanonimos.org.br


FALANDO EM ÉPICOS!

"Épico, no sentido cinematográfico, é um gênero que retrata contos de grandes heróis, onde todo seu centro se baseia em apenas um personagem principal ou de um povo. Conta tipicamente com grande produção e temas dramáticos."(...)Fonte: Wikipédia
Se formos pensar sobre como seria um épico brasileiro,bem característico!
Eu pensaria em retratar o drama das professoras brasileiras! digo no feminino, porque há muito mais mulheres lecionando do que homens! pelo menos na educação básica, é assim!
Então,fiquei imaginando como seria este filme!Para ser bem realista, pensei em filmar o dia a dia de uma professora, ou de várias! e lógico do povo que frequenta as escolas públicas! O dia destas professoras começaria dentro de um ônibus lotado! ela cheia de material escolar pendurada naqueles canos, como um escravo do período colonial!
E o pior! tendo que viajar assim por no mínimo uma hora até chegar nos confins das escolas da periferia! Chegando lá elas seriam tratadas todos os dias como um extraterrestre que acabou de chegar de Vênus ou Marte! por que? simplesmente porque a comunidade de seus alunos geralmente não é a mesma destas professoras!E o incrível é que quando diretores são contratados sem concurso,geralmente fazem questão que sejam da mesma comunidade da escola!
OOOO!!! sem concurso!? bom, este fenômeno seria o enigma deste épico!
O ideal é que estes concursos assim como as locações do filme, e assim como o enredo todo deste épico fosse bem outro! mas como tudo custa a mudar quando o povo não muda sua mentalidade! ....este seria o maior drama deste épico!! A TEIMOSIA DESTE POVO!

NADIA STABILE - 04/11/08

SE O METRÔ PAULISTANO EXIISTISSE!!...

eu faço de conta que escrevo...
e você faz de conta que lê!
as escolas fazem de conta que ensinam,
e os alunos fazem de conta que aprendem!
os planos médicos fazem de conta que funcionam,
e nós fazemos de conta que teremos tratamento numa doença grave!
o jornalismo da tv, aquele do horário nobre, faz de conta que informa,
e nós fazemos de conta que somos bem informados!
a bolsa!? AAA!!! quanto será que eu perdi hoje!?
o metrô de São Paulo que deveria ter pelo menos 10 vezes mais quilômetros...
este, estamos começando a perceber que não dá mais para fazer de conta que existe!
ele é somente uma amostra....e não grátis! caríssima! pois leva-nos junto com os quilômetros à menos, nossa paz, nossa saúde e muitos cidadãos que morrem por causa da poluição na cidade!
Poluição que seria bem menor se o metrô "EXISTISSE" ,mas não, como já disse,ele é apenas uma amostra. Este mesmo "ator" que está retratado aí na postagem anterior,continuou a fazer muitos outros estragos em São Paulo, tipo um túnel,se não me engano o nome deste túnel é Airton Senna,este túnel acreditem ! não tem altura suficiente para que nele trafeguem ônibus!
mas só automóveis! e pasmem! é o túnel que leva o tal do "ator" bem mais rápido para sua residência! Mas agora já ficou obsoleto! pois o tráfego de helicópteros desta cidade hoje, é um dos maiores do mundo! Afinal, para que usar o túnel!?
Enfim, até quando o Brasil será o país do faz de conta!? o país do "só pra constar",do "para inglês ver"....ou do "limpe onde passa o padre!"!?
Nossas origens culturais,sociais, nos levam a ainda mantermos esta mentalidade nada positiva!
que não tem nada a ver com auto estima! "Deixamos tudo como está para ver como é que fica"!
E ainda, um recente presidente expressou certa vez que se não há resolução, "cruzemos os braços e esperemos que se resolva sozinho!" Que espécie de ser humano são estes que tentam governar nosso país!? é melhor nem responder! cruzemos os braços!! e esperemos que eles acabem com tudo e conosco também!

NADIA STABILE - 04/11/08

sábado, 18 de outubro de 2008

O INÓSPITO...E CADA UM COM SEUS "GUAIS"

Por que nascemos onde nascemos? uma família cheia de inospitalidades!?
Uma eterna inadaptação ao meio,
às pessoas que nos rodeiam!?

Isto é normal? natural!? comum!?
O macaco aranha que nasceu na floresta
amazônica e que vê-se obrigado a entrar na disputa por

um buraco de lama com os porcos selvagens e com outros animais... tem que ser esperto para não ser caçado por seus predadores felinos...a lama é um de seus "alimentos" vitais! sem ela sua dieta de
vegetais altamente tóxicos o mataria!
Este macaco,assim como muitos outros vive nas alturas,

mas quando tem de descer,aproveita
e já ingere muito mais lama do que o necessário...

que seria revestir as paredes de seus intestinos com argila,para que os venenos presentes nos vegetais amazônicos, não sejam absorvidos por seus intestinos! mas os cientistas não descobriram ainda porque estes macacos comem tanta lama de uma vez só! talvez possa ser pelo medo de ter de voltar lá mais vezes e sofrer o stress de ser comido por um felino! ou não!?
Este seria um dos "guais" destes macacos! que apesar dele ter se adaptado ao meio...ainda assim existem "guais"...esta expressão é bem antiga! minha mãe a dizia!!
Quando temos de padecer com certas coisas chatas, desagradáveis, como por exemplo ficar sem poder dormir para ter de cuidar de um filho recém nascido ou de um filho doente!
Falando em filhos, imagine uma criança asmática ou que sofre de rinite alérgica, nascer na casa de pais fumantes!
Imagine agora os "guais" que esta criança terá de passar neste lar totalmente inóspito a ela!
"guais" acontecem em qualquer idade,e a inospitalidade existe em qualquer meio deste nosso planeta!
Se formos pensar na história da educação democrática, veremos que A.S.Neill ,em Summerhill,educava,também,crianças que não suportaram seus "guais", ou que eram "guais" demais para seus pais! A inadaptação está aí!! sem sombra de dúvidas!
Já Janus Korczak ,em Varsóvia,com seu "orfanato",educava crianças que haviam perdido seus pais! e que portanto...se não tivessem encontrado Korczak,teriam passado por muitos outros piores "guais".
Vemos que a educação quase sempre assemelha-se à lama que os macacos aranha teem de ingerir pra poder sobreviver!
Imaginem se esta lama estiver envenenada também!?
Imagine um educador que diz amar suas crianças e que faz suas crianças serem envenenadas dia a dia! ou com substâncias concretas, como a fumaça de cigarro, ou com "substâncias" abstratas,
como uma ideologia totalmente desumana!?
Acho que esta questão está além da moralidade! é uma questão humana, ética!
Porque se todos passamos por "guais"...porque temos de causar mais "guais" aos outros!?

Nadia Stabile - 18/10/08

sábado, 27 de setembro de 2008

"LUCAS PRADO" - medalha de ouro em atletismo nas paraolimpíadas de Pequim

























Paraolimpíadas

Atleta de ouro na paraolímpiada visita Rondonópolis



O Atleta Lucas Prado, medalha de ouro nas paraolimpíadas de Pequim, patrocinado pela Amaggi, esteve em Rondonópolis (MT) nesta quinta (25). Lucas que é natural de Mato Grosso desfilou em carro aberto nas ruas da cidade e participou de uma coletiva de imprensa, na matriz do Grupo André Maggi, organizada pelo Departamento de Comunicação.

O deficiente visual superou todas as expectativas nos Jogos e conquistou o ouro nos 100, 200 e 400 metros do atletismo. Sendo que nas duas primeiras provas quebrou os recordes mundiais nessas categorias. Prado, durante a coletiva, falou da importância do patrocínio esportivo como forma de viabilizar as condições necessárias para um treinamento de alta performance.

“Para podermos estar preparados para competir por medalhas internacionais, temos que ter um treinamento diferenciado. E para isso são necessários os patrocínios para cobrir essas despesas. Fico muito satisfeito da Amaggi ter acreditado em mim e contribuído para eu melhorar ainda mais as minhas marcas”, comentou Lucas.

O Presidente do Grupo André Maggi, Pedro Jacyr Bongiolo, lembrou durante a coletiva que a empresa realiza um intenso trabalho social nos estados em que atua e que é a primeira vez que apóia um atleta paraolímpico. “Acreditamos no Lucas porque percebemos sua determinação e o apoiamos sem nenhum tipo de cobrança. Mas ele conseguiu as vitórias, pelo seu empenho, pelo nosso apoio e pelo Brasil. E isso nos orgulha e nos motiva a continuar com esses trabalhos sociais”, destaca Jacyr.

Lucas ainda visitou todos os departamentos da matriz do Grupo com sua medalha dos 100 metros no peito e ficou muito contente com a recepção dos colaboradores. As outras duas medalhas, segundo Lucas, foram doadas para o seu guia e para o seu treinador.

http://www.circuitomt.com.br/home/materia/4730

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

"BRUNO LATOUR",ANTROPOLOGIA SIMÉTRICA,AMAZÔNIA,AGROECOLOGIA E SALADAS DE FRUTAS

Resumos do II Congresso Brasileiro de Agroecologia
A OBRA DE BRUNO LATOUR: A MODERNIDADE E A MODERNIZAÇÃO NO
BRASIL E NA AMAZÔNIA
Camilo Torres Sánchez
1
0. INTRODUÇÃO
Neste artículo se apresenta a obra do antropólogo Bruno Latour, no que tem a ver com
a reflexão sobre o projeto moderno e a modernização do mundo, tomando como exemplo o
caso brasileiro e amazônico. Primeiro mostra-se a trajetória pessoal do antropólogo como
sujeito. Depois se discute a proposta de Latour sobre a modernização e sua influencia no
quotidiano dos objetos e sujeitos vivos. Se analisa também, a forma como a comunidade
acadêmica do Brasil tem incorporado as propostas de Bruno Latour na suas reflexões sobre
a modernidade cultural e a modernização técnica. Também se aprofunda na situação da
Amazônia, onde se propõe realizar o mapeamento da rede sociotêcnica da biodiversidade
regional, como meio de seguir as pegadas da modernização na região. Finalmente se mostra
como as teses de Bruno Latour podem ser utilizadas para estimular a Re-Constituição do
mundo da vida, através dos objetos e sujeitos da diversidade, como um caminho possível
para sair da crise atual da modernização
2
.
Palavras-chave: Bruno Latour, Modernidade, Modernização, Rede Sociotêcnica, Brasil,
Amazônia
1. O SUJEITO COMO OBJETO: BRUNO LATOUR COMO OBJETO DE INDAGAÇÃO
Bruno Latour nasceu em 1947 em Beaune na Borgonha francesa, no meio de uma
família de cultivadores de uvas. Recebeu treinamento na área de filosofia e antropologia.
Depois de fazer estudos de campo na África e Califórnia Latour se especializou na analise do
trabalho de cientistas e engenheiros. Além de trabalhos em filosofia, historia, sociologia e
antropologia da ciência, ele tem ajudado em muitos estudos em políticas da ciência e gestão
1
Doutorando em desenvolvimento agricultura e sociedade Universidade Federal Rural de Rio de Janeiro
CPDA/UFRRJ. camilotorres@superig.com.br.
2
Esta contribuição foi desenvolvida com o apoio financeiro da CAPES e da FAPERJ.
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da pesquisa. Ele escreveu “... Laboratory Life the construction of scientific facts (Princeton
University Press), Science in Action, and The Pasteurization of France (both at Harvard
University Press)”, os dois primeiros livros já traduzidos ao português.
2. O QUE DIZ LATOUR SOBRE A MODERNIZAÇÃO DO MUNDO
O enfoque de Latour, para a análise da Modernidade e a Modernização baseado na
Sociologia das ciências e na Antropologia simétrica, é desenvolvido com a cautela própria
dos estudiosos experientes propondo problemas e discutindo possíveis soluções para uma
questão central do conflito entre Modernidade e Não Modernidade: Como falar
simetricamente de nós [Norte - Ocidente] como dos outros [Sul- Oriente], sem acreditar nem
na razão nem na crença, e respeitando ao mesmo tempo os fetiches e os fatos, que nos
constituem? Latour na sua obra afirma que, as rupturas que o processo da modernização
crio entre os mundos da vida humana e natural, e suas esferas foram produzidas para
“separar” e “manter” quotas de poder de grupos, e que estas esferas e suas praticas de
legitimação devem ser olhadas como praticas de manutenção do poder.
Ele afirma ainda que estas práticas de legitimação da modernização devem refletir-se
no trabalho de campo quotidiano. Por exemplo, a existência de alimentos dos Patrícios de
uma sociedade, e alimentos da massa da sociedade. Por exemplo a manga Tommy
importada do Nordeste e vendida nos supermercados, representa isso com relação à manga
Bacuri nativa e vendida nas ferias livres, no estuário amazônico. De esta prática de
legitimação fazem parte os “fatiches” que são misturas de fato e fetiche, de mundo não
humano e mundo humano. Um fato como a venda de uma fruta de manga num
supermercado esta fusionado com um fetiche, que é a marca de uma Cooperativa de
produtores colada à fruta, que pretende mostrar uma suposta qualidade de origem da fruta, o
que permite cobrar “um preço” maior pela fruta estampado num código de barras. Assim
aceitaremos o que Latour diz sobre que “não existe nenhuma realidade sem representação”
(p.346) reafirmando a necessidade de reunir os objetos e os sujeitos na descrição da
sociedade.
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3. A OBRA DE BRUNO LATOUR E A CRISE DA MODERNIZAÇÃO NO BRASIL
Como tem sido a recepção da obra de Bruno Latour no Brasil e na posgradução
brasileira? A abordagem de Latour serveu para adiantar reflexões de fundo sobre a
construção da objetividade nas ciências sociais (Cepeda, 2000), ou sobre o ensino e o fazer
da ciência (Vianna,1998). Em segundo termo suas teses tem sido utilizadas para procurar
melhora o relacionamento entre os profissionais da saúde e seus pacientes através do afeto,
as palavras e de um novo olhar sobre o corpo (Reis,2000) ou no atendimento a crianças e
mães nos hospitais públicos (Trojan,1998) e o processo de amamentação (Almeida, 1998);
também tem sido usado para justificar o uso de métodos alternativos à medicina alopatica,
como a musicoterápia (Oliveira,2001), Também as teses de Latour foram usadas na procura
de novos tratamentos para enfermidades da alta modernidade como a epidemia de SIDA nos
anos de 1982-1998 no Rio de Janeiro (Dos Santos,1999), e ainda foi usado na reflexão
antropológica, sobre a construção de uma página de internet tão importante, como a da
Previdência Social Brasileira (1996) As analises acima da obra de Latour tem trazido novas
perspectivas sobre a musealização da natureza ou a patrimonialização da natureza (Barcelos
Evres, 2000).
Bruno Latour adianta reflexões sobre a relação entre as esferas do Mundo e a ciência
básica e a sociedade post-industrial, em acordo com sua própria extração social e histórica
na França, um pais inserido por completo nos fluxos da Sociedade da Informação, onde o
registro da produção de verdade, justiça e autenticidade é realizado sistematicamente
fundamentando a sociedade nacional da qual ele faz parte. A comunidade acadêmica do
Brasil, dada sua situação híbrida e periférica incorpora a obra de Latour em reflexões mistas
que a ciência básica e aplicada faz sobre os problemas sociais mais graves; sendo estas
atividades as ciências médicas, a engenharia e o ensino. Estes desvios, ainda que
necessários, tem impedido atingir o âmago do que a proposta epistemica de Latour pode
trazer para a sociedade brasileira, que é sua reflexão pratica sobre a modernidade e a
modernização ocidental e os conflitos que ela causa nas áreas não modernas do mundo,
onde ainda existem vários tipos de verdade fundadora e de sociedade. Estas verdades
fundadoras trazem importantes questionamentos e problemas à expansão da modernidade
principalmente no eixo estratégico da relação entre a sociedade e a natureza.
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4. A CRISE DO PROCESSO DE MODERNIZAÇÃO NA AMAZONIA: A REDE
SOCIOTECNICA DA BIODIVERSIDADE
As teses de Latour podem contribuir a iluminar a crise do processo de modernização
na Amazônia com o uso da idéia da rede sociotecnica da biodiversidade. Latour (1994 p.7)
expõe uma crise derivada da crise geral do processo de modernização, onde as ciências da
sociedade e da natureza não conseguem isoladas uma da outra fazer sentido de
acontecimentos que ele nomeia como “híbridos”, onde se misturam caoticamente fatos de
conhecimento cientifico, ações sociais e interpretações culturais de um ou outro
acontecimento. “O mesmo artigo [jornalístico] mistura, assim reações químicas e reações
políticas”. O autor propõe um certo tipo de reflexão e interpretação nova que não diga
respeito à natureza ou ao conhecimento, às coisas-em-si, mas antes a seu envolvimento
com os coletivos e com os sujeitos, as coisas-para-se. Não se fala do pensamento
instrumental, mas sim da própria natureza da sociedade (LATOUR, 1994, p.9). Seria
necessário neste caso mapear a rede sociotecnica do uso das espécies além das tramas
tecidas pelas técnicas e as ciências naturais, por fora do puro pensamento instrumental
calculista tão criticado pelos cientistas humanos, e dentro da política e das procuras e
criações de significado que a sociedade desenvolve para fazer sentido de sua realidade.
Segundo o autor os críticos do mundo da vida desenvolveram três repertórios que
articulados numa “tripartição crítica” podem orientar as possíveis abordagens dos híbridos e
suas redes: a naturalização, a socialização e a desconstrução. A natureza dos fatos seria
estabelecida, as estratégias de poder previsíveis e não seriam apenas efeitos de sentido
projetando a pobre ilusão de uma natureza e de um locutor. (LATOUR, 1997), contribuindo
para a excisão entre mundo da vida humana e mundo da vida natural. Assim seguir a trama
destas redes da diversidade da vida humana e natural no estuário amazônico pode ajudar a
romper com a excisão que a tripartição crítica crio. Estas redes como o autor afirma são
expatriadas e devem voltar a rever sua nacionalidade e naturalidade. Estas redes ou tramas
sociotécnicas serviram para seguir as trajetórias das plantas, espécies, mercadorias e
produtos no mundo da vida natural e sua passagem para o mundo da vida humana onde
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estes sujeitos-objectos se relacionaram com as interdições e tabus que a onipotência das
idéias humana cria. Devendo se entender o que as leis, o poder, a moral e a comunicação
dizem sobre a diversidade do mundo da vida na Amazônia. As instituições criadas para
realizar este trabalho devem ser estudadas e os sujeitos que as ocupam indagados para
identificar estes conjuntos de praticas.
5. PARA ALEM DA MODERNIZAÇÃO: A RE-CONSTITUIÇÃO DO MUNDO DA VIDA
A este processo se lhe da o nome de Re-constituição da/na Modernidade na
Amazônia onde os políticos e cientistas serão indagados simetricamente. No caso das
constituições políticas do mundo da vida humana, a tarefa caberia aos juristas somente que
eles esqueceram de regular o poder cientifico e o poder dos híbridos que a tradução cria. No
caso da natureza ou do mundo da vida natural, a responsabilidade seria dos cientistas
somente que eles deixaram de regular o poder político e negaram a eficácia dos híbridos ao
mesmo tempo que os criavam e multiplicavam. Assim descreveremos os ramos do governo
do mundo moderno no estuário e suas trajetórias em especial o governo da natureza e das
ciências exatas que é aquele que esta mais ocultado na atualidade pelos processos de
purificação.Devem ser identificadas as “redes simbólicas de domesticidade” que como um
“campo humano” atinge a totalidade sem criar uma antinomia entre natureza e humanidade,
ate o ponto onde o campo humano não pode mais se comunicar com o domínio do natural
pela ausência de uma linguagem inter-referencial entre os agentes. Esta constituição
apresenta-se como representações cientificas e políticas onde “cabe a ciência a
representação dos não humanos, mas lhe é proibida qualquer possibilidade de apelo à
política; cabe a política a representação dos cidadãos, mas lhe é proibida qualquer relação
com os não-humanos produzidos e mobilizados pela ciência e pela tecnologia” (LATOUR,
1997, p.34).
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Resumos do II Congresso Brasileiro de Agroecologia
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_______________, Jamais Fomos Modernos: Ensaio de Antropologia Simétrica, Editora 34,
Rio de Janeiro, 1994 [1991].
________________; WOOLGAR STEVE, A vida de laboratório: a produção dos fatos
científicos, Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1997 [1979].
LATOUR, BRUNO (2001). A Esperança de Pandora: ensaios sobre a realidade dos estudos
científicos, Bauru, SP: EDUSC.
OLIVEIRA PINTO, MARLY CHAGAS. "Musicoterapia - Desafios da interdisciplinaridade
entre a Modernidade e a Contemporaneidade". 01/12/2001. 1v. 84p. Mestrado.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - PSICOSSOCIOLOGIA DE COMUNID.E
ECOLOGIA SOCIAL.
CEPEDA, ALEJANDRO HUGO. A conexão racional: ruptura e associação na construção da
objetividade das ciências sociais.Niterói - RJ. 01/09/2000. 1v. 161p. Doutorado.
UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO - SOCIOLOGIA E ANTROPOLOGIA.
BARCELOS EVRES, ANA CRISTINA LÉO. A musealização da natureza: patrimônio e
memória na museologia. Rio de Janeiro - RJ. 01/03/2000. 1v. 140p. Mestrado.
UNIVERSIDADE DO RIO DE JANEIRO - MEMÓRIA SOCIAL E DOCUMENTO.
GONÇALVES DOS SANTOS, ANA LUIZA. Uma Construção dos Saberes sobre a Epidemia
de AIDS - Os Formulários de Notificação de Casos em Perspectiva (1982-98). Rio de Janeiro
- RJ. 01/07/1999. 1v. 104p. Mestrado. FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ - SAÚDE PÚBLICA.
Resumos do II Congresso Brasileiro de Agroecologia
190
Rev. Bras. Agroecologia, v.2, n.1, fev. 2007
http://www6.ufrgs.br/seeragroecologia/ojs/include/getdoc.php?id=2053&article=474&mode=pdf.

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