sábado, 28 de fevereiro de 2009
Moeda social substitui dinheiro e estimula desenvolvimento local
12 de novembro de 2008
Fonte: Fernanda Barreto (fernanda.ascom@brasilocal.org.br)
O mundo financeiro mudou. As bolsas encolheram, moedas esvaziaram-se e grandes bancos desapareceram do mapa.
No Brasil, existem, porém, 33 comunidades que dão as costas para o que acontece no resto do planeta. Se
consultadas, seriam capazes de dar lições de economia aos poderosos. Elas imprimem o seu próprio dinheiro, só compram
com desconto e emprestam a menos de 1% ao mês. Não é pouca coisa. A chamada economia solidária já conta com
35 bancos e cinco moedas próprias em circulação. No lugar do real, entram papéis alternativos, como a palmas, o bem, a
terra ou a oração, que chegam a valer mais do que a moeda oficial do país.
Dentro do sistema de economia solidária, não existe crise financeira. Nem internacional, nem local. O funcionamento é
simples: em vez de pagar em reais, o consumidor usa a moeda social em circulação no seu bairro ou cidade. No
comércio local, ele ganha desconto ao pagar com esse dinheiro. Já o comerciante pode desfazer a troca no banco
social, se tiver necessidade de fazer compras fora da comunidade. “Com isso, a riqueza fica dentro do bairro, pois o
pagamento em palmas ou orações não tem valor fora dali”, observa. É o oposto da economia globalizada, onde o investidor
só aplica no Brasil se ele for o país mais rentável no momento. “Durante uma crise, os investimentos evaporam, porque
não há nenhum vínculo com o país ou com a comunidade. A riqueza muda muito rapidamente de lugar”, compara
Peterson Gandolfi, professor de administração da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
A primeira experiência com moeda social de Minas Gerais está instalada em Uberlândia, na rica região do Triângulo
Mineiro. Quem colabora na organização não-governamental (ONG) Ação Moradia recebe o pagamento pelas horas
trabalhadas em hora-ação, o nome oficial da moeda. Em mineirês, foi encurtado para oração. Na prática, cada hora de
colaboração na cozinha, na limpeza ou na costura corresponde a uma oração. Com o tempo, Enilda passou a achar mais
bonito receber o salário em moeda solidária. “Aqui dentro, a oração vale do mesmo jeito que o real”, completa.
Com as cédulas na mão, devidamente numeradas e plastificadas, é possível trocar por mercadorias usadas no bazar,
que recebe doações de eletrodomésticos, móveis e computadores das empresas da região. Na tabela de preços, um par de
meias vale duas orações, um fogão sobe para 50 orações e o computador atinge o teto de 70 orações. “Nenhuma comunidade
é tão pobre que não consiga gerar sua própria riqueza. O problema é que o trabalhador gasta o seu salário mínimo no
supermercado das grandes redes, em vez de dar preferência para o mercadinho do bairro. Com a moeda alternativa, o
dinheiro forçosamente vai ficar dentro da comunidade e circular lá dentro. Quem quiser comprar fora terá de trocar por
reais”, explica o empresário Oswaldo Cetti, que fundou a entidade com a mulher, Eliana Maria Carrijo Setti. No caso
dele, a moeda social também minimizou o dilema na hora de distribuir as doações de bens de maior valor e ajudou a
captar mais horas de trabalho “voluntário” entre as pessoas da comunidade.
Bom, seguro e sempre solidário Cadastros de clientes são baseados na confiança e praticamente não há inadimplência
no setor. Mas também existem regras legais para os bancos sociais
O 15 de setembro de 2008 já entrou para a história como o marco do maior crash internacional depois de 1929. Nesse
dia, o mundo percebeu o alcance da quebradeira quando o Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos
americano, pediu concordata. Não há risco de nada parecido ocorrer com nenhum dos 35 bancos comunitários
brasileiros que, do dia para a noite, se tornaram as únicas instituições realmente sólidas no mercado. Só por um motivo: a
garantia é de outra ordem, não-financeira. “Aqui não há como ocorrer o subprime americano (traduzido como distribuir
empréstimos imobiliários a quem não tem condições de pagar). Antes de emprestar, o banco vai lá na casa dele e
pergunta para o vizinho e para a sogra se o fulano é bom pagador, se ele costuma atrasar as contas. Com isso,
consegue fazer uma avaliação de cadastro mais profunda do que o sistema internacional de crédito”, diz Peter Gandolf,
da UFU. Para Oswaldo Cetti, fundador da ONG Ação Moradia, nenhuma comunidade é tão pobre que não possa gerar
sua própria riqueza.
Nos bancos sociais, a inadimplência acima de 60 dias é perto de zero. Em média, o atraso nas prestações não passa de
10 dias. “Quem ficou devendo dá um jeito de arranjar dinheiro, pega emprestado com parentes para não ficar
inadimplente com o banco e nem sujar o nome. Ele sabe que atrasar no banco é coisa séria, pois o dinheiro é da
Fórum Brasileiro de Economia Solidária
http://www.fbes.org.br
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comunidade, é dele”, explica o professor da UFU. Também o critério de cessão dos créditos é outro, proporcional à
necessidade do tomador. “Os critérios são definidos por agentes de crédito escolhidos pela comunidade. Não é porque
o mundo está caindo que o banco vai negar o financiamento de R$ 500 para o pipoqueiro que precisa comprar um
novo carrinho para trabalhar. Se o dinheiro está mais curto e falta liquidez no mercado, ele terá preferência”, completa.
As comunidades também sofrem com as oscilações do real, porque as moedas sociais têm paridade com a moeda
oficial. Para cada oração ou palma, o banco social tem um real guardado em caixa. Isso garante que as moedas sejam
lastreadas em reais e mantém os bancos dentro da lei – que restringe a emissão de dinheiro ao Banco Central (BC).
Mas as regras comuns das notas de real caem por terra diante da realidade. “Se o tráfico matou três filhos de um
correntista, caso verdadeiro que ocorreu em nosso banco, foi feita uma renegociação da dívida em mais prestações. No
banco tradicional, ele passaria a ser um inadimplente. A decisão passou pelo crivo das pessoas da comunidade, que
assumem o compromisso de manter o banco funcionando, de acordo com a disponibilidade de caixa”, informa Leonora
Laiboissière Mol, presidente do Banco Bem, de Vitória, no Espírito Santo, o primeiro da Região Sudeste.
Valores Em três anos, o modelo do Banco Bem já foi replicado no Banco Terra e Banco Verde Vida, em Vila Velha, e
no Banco Sol, em Cariacica. A proposta de abrir um banco social chegou a ser apresentada em Uberlândia, mas não foi
para frente. A entidade recusou também o projeto de instalar uma filial do Banco Popular do Brasil, subsidiária do
Banco do Brasil voltado para o microcrédito. “O BB estava mais interessado em dar empréstimos aos moradores, a
juros que variam de 1,5% a 3,5% ao mês. Não havia uma contrapartida”, reclama Oswaldo Cetti. Segundo ele, algumas
vezes não adianta explicar a proposta da entidade. “Nessa altura da vida, o dinheiro além do necessário perde o
sentido. De herança, quero deixar outros valores”, conclui.
Moedas já circulam em 33 cidades As moedas sociais circulam hoje em 33 comunidades, sendo 24 delas no Ceará.
Em municípios menores, a moeda circula por toda a cidade, caso do acaraú, em Tamboril. Na capital Fortaleza, a mais
forte é a palmas, do Conjunto Palmeiras. Pelo Banco Palmas, circulam atualmente cerca de 25 mil palmas, aceitas em
250 pontos de comércio cadastrados.
“Na nossa comunidade não tem inflação, porque não há excesso de dinheiro na praça. Nós mapeamos a produção e a
necessidade de consumo local. Se os moradores precisam de 800 sabonetes por mês, damos um incentivo para abrir a
fábrica da Palmalimp, que vai produzir sob encomenda”, explica João Joaquim de Melo Segundo, coordenador da Rede
Brasileira de Bancos Comunitários e do Instituto Banco Palmas.
Oferta e procura Segundo Joaquim, ao fazer isso, a economia solidária não subverte a lei da oferta e da procura (a lei
máxima do mercado), mas equilibra os pratos da balança. “É a lei da justa medida. O capitalismo trabalha com o princípio
da escassez, onde uns ganham e outros perdem. A nossa é a teoria da abundância, onde tem espaço para todo mundo.”
A teoria é muito bonita. Mas funciona, na prática? “Estamos provando que sim. Basta reorganizar a economia para
gerar trabalho e emprego”, defende João Joaquim.
Um desafio é o livre-arbítrio dos moradores nas decisões de compra. Surge a dúvida: e se a dona-de-casa do Conjunto
Palmeiras quiser continuar usando o detergente da Bombril? “É preciso conscientizar a comunidade, mostrar que existe
uma diferença profunda entre levar o produto da Palmalimp e o da Bombril, uma grande marca americana que já está
rica. Ela terá de fazer a opção entre ter o bico dosador ou apostar na fábrica local, que no futuro vai contratar um jovem
do bairro. A maneira como a gente consome define o tipo de sociedade que queremos construir”, afirma. Para substituir o
bico dosador, Joaquim sugere bater um prego na ponta da embalagem plástica, que, segundo ele, faz o mesmo efeito.
http://www.fbes.org.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=3918.
domingo, 2 de novembro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
mastigadinhos
engula como quiser
Na idade média as famílias manufaturavam produtos.Os filhos aprendiam fazendo com seus pais e avós.
A mamãe pássaro vomita alimentos nos bicos de seus filhotes.Num certo dia,o passarinho aprende a voar e a mamãe lhe expulsa do ninho,ou não exatamente nesta ordem. Já pensou passar a vida toda se alimentando do vômito de seus pais!?
Ter a verdadeira humildade, a intelectual,e tentar decifrar as pessoas e fatos que nos rodeiam como enigmas da Efígie!
Me coloco no teclado só quando as ideias explodem! se as consequências serão tão catastróficas...???
Não sei,nem imagino, mas se este blog chama-se pichações....até que sou coerente!
Achei esta frase: "o segredo é um livro aberto", a autora da frase é Rosane Chon Chol. E se o livro estiver fechado!? muitos livros fechados...ou a escrita invertida de Leonardo Da Vinci!?...por que Da Vinci escrevia ao contrário?
No início da humanidade não existiam escolas , nem universidades.
Dê muitas ideias a um amigo empreendedor e o assassine!
Uma obra de arte é imortal porque mesmo sendo destruída,ainda assim sobrevive na alma de quem a vivenciou.
O gênero macho em quase todas as espécies é aquele que conquista, que vai atrás da fêmea!
até o pavão que se exibe com toda aquela plumagem coloridíssima, só está querendo mesmo é conquistar as fêmeas! talvez seja por isso que se dermos tudo mastigadinho para os machos...
eles negarão a raça!
A filosofia hacker não mastiga nada, te dá pedaços inteiros pra você descobrir como se digere!
E ainda sobre mastigadinhos...o beijo de língua foi inventado graças ao alimento mastigadinho que as mães davam a seus filhotes, quando ainda não existia liquidificador! e o poeta Cazuza sabia disto! segredos de liquidificador! língua na orelha!
(...) uma afirmação tipicamente
foucaultiana, porém escrita por Michel Schneider:
A assinatura, a singularidade dos
nomes é uma ilusão moderna que
encobre o fato de que cada autor é
muitos autores e que aquilo que
constitui a literatura é muito mais a
cadeia de repetições e a sucessão de
formas impessoais do que o eco
repercutindo nomes próprios. Escrever
é perder o poder de dizer «eu». Virar
autor, auctor, é propriamente dispor-se
a servir as palavras, acrescer (augere)
seu império. (Schneider, 1990:73).
(fragmento do livro "Para Ler Michel Foucault",
de "CRISOSTON TERTO VILAS BOAS")Mastigar, mastigar...querer socar na cabeça dos alunos coisas que nunca lhe interessaram!
Aprender ficar quieto no nosso canto e não subestimar a inteligência alheia.
Haveriam mais mastigadinhos, mas minha mandíbula cansou.
O melhor prato é o apetite, meu avô dizia isso. e os pratos que comemos na infância são os melhores! Será que todas as mães são excelentes cozinheiras!?
Os mapas das minas, e dos tesouros escondidos, são coisas que sempre deslumbraram o ser humano!
"elibats aidan"
2008/10/22
sábado, 18 de outubro de 2008
O INÓSPITO...E CADA UM COM SEUS "GUAIS"
Uma eterna inadaptação ao meio,
às pessoas que nos rodeiam!?
Isto é normal? natural!? comum!?
O macaco aranha que nasceu na floresta
amazônica e que vê-se obrigado a entrar na disputa por
um buraco de lama com os porcos selvagens e com outros animais... tem que ser esperto para não ser caçado por seus predadores felinos...a lama é um de seus "alimentos" vitais! sem ela sua dieta de
vegetais altamente tóxicos o mataria!
Este macaco,assim como muitos outros vive nas alturas,
mas quando tem de descer,aproveita
e já ingere muito mais lama do que o necessário...
que seria revestir as paredes de seus intestinos com argila,para que os venenos presentes nos vegetais amazônicos, não sejam absorvidos por seus intestinos! mas os cientistas não descobriram ainda porque estes macacos comem tanta lama de uma vez só! talvez possa ser pelo medo de ter de voltar lá mais vezes e sofrer o stress de ser comido por um felino! ou não!?
Este seria um dos "guais" destes macacos! que apesar dele ter se adaptado ao meio...ainda assim existem "guais"...esta expressão é bem antiga! minha mãe a dizia!!
Quando temos de padecer com certas coisas chatas, desagradáveis, como por exemplo ficar sem poder dormir para ter de cuidar de um filho recém nascido ou de um filho doente!
Falando em filhos, imagine uma criança asmática ou que sofre de rinite alérgica, nascer na casa de pais fumantes!
Imagine agora os "guais" que esta criança terá de passar neste lar totalmente inóspito a ela!
"guais" acontecem em qualquer idade,e a inospitalidade existe em qualquer meio deste nosso planeta!
Se formos pensar na história da educação democrática, veremos que A.S.Neill ,em Summerhill,educava,também,crianças que não suportaram seus "guais", ou que eram "guais" demais para seus pais! A inadaptação está aí!! sem sombra de dúvidas!
Já Janus Korczak ,em Varsóvia,com seu "orfanato",educava crianças que haviam perdido seus pais! e que portanto...se não tivessem encontrado Korczak,teriam passado por muitos outros piores "guais".
Vemos que a educação quase sempre assemelha-se à lama que os macacos aranha teem de ingerir pra poder sobreviver!
Imaginem se esta lama estiver envenenada também!?
Imagine um educador que diz amar suas crianças e que faz suas crianças serem envenenadas dia a dia! ou com substâncias concretas, como a fumaça de cigarro, ou com "substâncias" abstratas,
como uma ideologia totalmente desumana!?
Acho que esta questão está além da moralidade! é uma questão humana, ética!
Porque se todos passamos por "guais"...porque temos de causar mais "guais" aos outros!?
Nadia Stabile - 18/10/08
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
RESIGNADOS SE ACOMODAM,INDIGNADOS AGEM!
AOS JOVENS CALOUROS
UNIVERSITÁRIOS!
"Desde maio de 68,o mundo piorou!alguns que se rebelaram em Paris,hoje tornaram-se neoliberais ou coisa pior!e ainda dizem que maio de 68 morreu" (frase aproximada de Michael Lowy em entrevista a TV UNICSUL)
Disse Lowy que só os indignados transformam as coisas! Indignados devem ficar os jovens que hoje adentram as universidades! Como meu filho de 18 anos! Calouros que cheios de expectativas positivas, recebem um choque ao perceberem que professores universitários não possuem quase nada de diferente dos outros professores que tiveram no ensino básico ou médio!Professores que são brochantes,além de assassinos da intelectualidade! Haverá absurdo maior do que esse!? Mas esperem! não se resignem! Não fujam da extraordinária oportunidade de poderem ser irreverentes e provocadores! INDIGNEM-SE SIM!! PROVOQUEM SIM! TANTO COLEGAS DE CLASSE COMO PROFESSORES! APRENDAM A ARGUMENTAR! APRENDAM A VALORIZAR SUAS PRÓPRIAS CURIOSIDADES INTELECTUAIS! SÓ ASSIM VOCÊS SE TORNARÃO VERDADEIROS INTELECTUAIS! FAÇAM PAPEL RIDÍCULO SIM! ASSUMAM-SE!! CUTUQUEM SIM!! OS RESIGNADOS PRECISAM DE MUITOS CUTUCÕES! NUNCA SE ACOMODEM! TENHAM A MENTE ACESA! PRONTA! PARA ARGUMENTAR SEMPRE! PARA AGIR SEMPRE! NÃO SE RESIGNEM! NÃO SUCUMBAM A TODO ESTE SISTEMA MERCANTILISTA UNIVERSITÁRIO! SAIBAM QUE DE DENTRO DE UMA INSTITUIÇÃO PODEMOS SIM TRANSFORMÁ-LA! NUNCA DESISTAM! SE O FUTURO ESTÁ NAS MÃOS DE VOCÊS...QUE VOCÊS SEJAM OS MELHORES QUE CONSEGUIREM SER! AQUILO QUE OS CUTUCAM ,É AQUILO QUE SÓ VOCÊS PODEM RESOLVER!
BOA LUTA PRA TODOS! BOAS AVENTURAS INTELECTUAIS! MAS COM MUITA CLASSE E SEMPRE PROVOCANDO COM ARGUMENTAÇÕES INTELIGENTES,NUNCA PARTAM PRA IGNORÂNCIA! ISTO JÁ TEM DEMAIS POR AÍ!
"A MAIOR DAS AVENTURAS É A INTELECTUAL!"
"SÓ VOCÊ PODE DESCOBRIR QUAL É A SUA AVENTURA!! POR ISSO VALORIZE TODAS AS INCULCAÇÕES QUE TE SURGIREM!"
"SE VOCÊ FICAR INDO NA ONDA DE PROFESSORES OU COLEGAS,VOCÊ NUNCA DESCOBRIRÁ SEU VERDADEIRO CAMINHO INTELECTUAL!MAS LEMBRE-SE SEMPRE QUE VOCÊ É APENAS UM PEDACINHO DO TODO!"
Nadia Stabile - 15/08/08
MAIO DE 68 E CHE GUEVARA - ÉTICA E INTERNACIONALISMO DE CHE É QUE MARCOU A JUVENTUDE DE 68 - MICHAEL LOWY DIZ ISSO EM SEU LIVRO: "O PENSAMENTO ...

LIVRO: "O PENSAMENTO DE CHE GUEVARA" DE MICHAEL LOWY
Nascido em 1928 e assassinado em 1967 em uma emboscada na Bolívia, onde lutava contra as forças que oprimiam o povo boliviano, seu compromisso com a História foi forjado na luta diária, no campo, na cidade e na trincheira revolucionária, clandestina ou legal, quando colocou o seu pensamento em prática. Pelas suas intervenções políticas, o pensamento que desenvolveu e o significado que sua trajetória assumiu, Che tornou-se um dos símbolos do século de maiores transformações e enfrentamento de idéias e de forças que a humanidade já conheceu. Che é um exemplo de luta intransigente, o que faz de sua militância um legado para as novas gerações de lutadores e lutadoras do povo por um mundo melhor.
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
A AUTOGESTÃO E O ANARQUISMO (clique aqui para ler na íntegra)
Os conceitos de autogestão costumam variar de acordo com a posição política ou social de determinado grupo. O conceito anarquista de autogestão se caracteriza por eliminar a hierarquia e os mecanismos capitalistas de organização envolvidos. Já os conceitos de autogestão empresarial, mantém os mecanismos tradicionais de organização capitalistas. Outra concepção de autogestão é aquela que a caracteriza como sendo as relações de produção da sociedade comunista, tal como o caso de Nildo Viana em seu artigo O Que é Autogestão? e João Bernardo em seu livro Para Uma Teoria do Modo de Produção Comunista.
Fundamentação Teórica
Erroneamente, muitas pessoas compreendem o anarquismo como uma forma totalmente desorganizada de ser e agir, ou como “bagunça generalizada”. Este pré-conceito estabelecido ao longo dos últimos 150 anos não compreende a extensão do modo anarquista de organização, que contrariamente ao conceituado usualmente, é um meio extremamente organizado de defesa de direitos. Neste sistema organizativo, tem-se a autogestão, uma tecnologia de trabalho, de organização de produção, resultado de esforços coletivos. O que não é autogestão:
Partindo da negação, ou seja, “o que não é autogestão”, será possível encontrar um conceito amplo e ao mesmo tempo aplicado ao caso em tela. Guillerm e Bourdet trazem 5 conceitos para determinar o tipo de relação que um grupo de operários possuem com as fábricas, participação, co-gestão, controle operário, cooperativa e autogestão.(...)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Autogestão
domingo, 27 de julho de 2008
carregam uma grande
quantidade de tecnologias
intelectuais que aumentam
e modificam a maioria
das nossas capacidades
cognitivas”
Pierre Levy
domingo, 20 de julho de 2008

CIBER PICHO
ciber picho os muros das almas
e as almas dos muros
ciber picho o individualismo
que divide nosso país
ciber picho quem não enxerga os vários "BRASIS"
quem nivela tudo pelo meio
ciber picho os muros que cairam
e que ainda existem
ciber picho os que não conseguem pichar
ciber picho os que continuam dando murros em ponta de faca
que assistem novelas e torcem pros "Ronaldinhos"
e que deixam-se aprisionar pelo quarto poder
ciber picho um povo sonâmbulo
um povo que se rende a mediocridade rotineira
da mídia televisiva
ciber picho os anestesiados pelo consumo
ciber picho porque correr da polícia desnorteada
nunca seria minha praça
ciber picho os que nunca ciber picharam
ciber picho pra unir o útil ao agradável
pra unir o que nunca foi unido
pra navegar ao invés de viver
ciber picho porque sou doida
ciber picho porque não tenho medo do ridículo
este ridículo é menos ridículo do que ser cego
ciber picho senão morreria
ciber picho porque sei que há muito o que descobrir
ciber picho pra recuperar o tempo perdido
o tempo em que assistia novelas
o tempo em que não percebia quais eram as repressões
e porque eu era oprimida
ciber picho pra não vomitar
e pra vomitar fósseis
fósseis emparedados,
fósseis cochichados
fósseis proibidos que por um tempo me enterraram viva
ciber picho pra acordar os mortos
ciber picho pra denunciar os mortos sem sepultura
ciber picho pra continuar viva
ciber picho pra aprender a navegar
ciber picho os muros das almas
e as almas dos muros
nadia stabile
20/07/08
sábado, 28 de junho de 2008

LIVRO:
"Economia Espacial:
Críticas e
Alternativas"
MILTON SANTOS
Muitas teorias subjacentes ao planejamento constituem instrumentos para a preservação do sistema econômico e da estrutura de classes vigentes nos países subdesenvolvidos. Essas teorias, postas a serviço do capital, especialmente do grande capital internacional, têm-se mostrado indiferentes á sorte da grande maioria das populações desses países. Nos ensaios reunidos neste volume, Milton Santos, além de fazer uma crítica sistemática às referidas teorias, procura apresentar alternativas fundadas nas especificidades e nos interesses dessas populações.

LIVRO:"Ame e
Dê Vexame"
ROBERTO FREIRE
Ame e de vexame aborda as dificuldades de uma vida amorosa numa sociedade voltada para o que está em oposição aos sentimentos. São textos que, ao relatar experiências pessoais, encerram lições valiosas para quem precisa assumir a precariedade de uma existência que não descarte o amor. Eles funcionam como um roteiro leve e bem humorado em favor da gratificação permanente, apesar das advertências de uma sociedade baseada na exploração e no consumo. Na série de textos sobre assunto tão candente, o autor explica as vantagens de mergulhar profundamente naquilo que pode causar escândalo em determinado momento, mas que revela-se, com o tempo, como a única grande motivação de se continuar vivo.

LIVRO:"Sem Tesão Não Há Solução"
ROBERTO FREIRE
Com este livro, Roberto Freire introduz o conceito de tesão na cultura brasileira. Ela revela uma nova prática, que partiu da juventude, de libertar-se das repressões sociais e políticas através do sexo. Foi a descoberta de uma sensualidade mais clara e intensa, ligada a uma real sensação de estar vivo.

"CARNE HUMANA ESPECIAL!!??"
"...se você ama
uns! por que
come outros!?"
Membros da "Anima Naturalis", grupo de proteção aos animais, protestam agindo como se estivessem empacotados, na tentativa de promover o vegetarianismo. A manifestação aconteceu em Barcelona. (Desde 2006 que estas perfomances acontecem!)
http://www.animanaturalis.org/post/5822
(clique na imagem para vê-la ampliada)
quinta-feira, 26 de junho de 2008
SOMOS LAJOTINHAS
A COMPOR UMA
GRANDE OBRA
Links em blogs são fios de teias que formam-se para que um blog se interligue a outro!
Como aranhas a tecer nossas teias ,vamos entrelaçando conhecimento! O trançar ao invés de tecer talvez seja mais interessante na minha visão! porque no trançar os fios são mais independentes de uma organização cartesiana e padrão!(no tecer é necessário uma divisão rígida de fios,urdume e trama!) ,sendo que o processo da web ,por ser humano,é meio caótico! Se tomarmos posse desta tecnologia extraordinária que é a Internet,poderemos nos organizar de forma nunca jamais vista na história da humanidade!
Todos nós podemos ser protagonistas e fios insubstituíveis desta enorme teia !
Assim como num Mosaico,a falta de uma lajotinha na obra,pode destruir a obra toda!! assim somos nós!! lajotinhas a formar uma grande obra!!
Nadia Stabile - 26/06/08
COMUNIDADE POLITEIA NO ORKUT :
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=37391367
COMUNIDADE IVAN ILLICH - BRASIL:
http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=37437680
sexta-feira, 9 de maio de 2008
derruba as paredes
das salas de aula
Esta é a segunda escola pública na cidade de
São Paulo que derruba paredes!
a primeira foi a "EMEF Desembargador Amorim Lima"
http://www.amorimlima.org.br/tiki-index.php?page=Escola%20-%20História
Rafael Carneiro da Cunha
Colaboração Especial
A Escola Municipal Presidente Campos Sales, localizada em Heliópolis, zona sul da cidade de São Paulo (SP), implementou no início deste ano um projeto inovador: as paredes das salas de aulas foram derrubadas. No lugar, surgiram grandes salões de aula onde os alunos da mesma série são agrupados formando uma só turma.
O objetivo é buscar uma alternativa à forma tradicional de educação, fazendo com que os alunos se tornem cidadãos ativos na sociedade, além de conseguirem ingressar no ensino superior e, posteriormente, no mercado de trabalho.
Antes considerada uma favela, Heliópolis hoje é um bairro que possui cerca 120 mil habitantes e tem uma área de quase um milhão de metros quadrados. “A escola exerce um grande papel no local, pois é um centro de liderança e os problemas da comunidade passam a ser também da escola. Tudo passa pela educação”, explica o diretor Braz Rodrigues Nogueira. Inaugurado em 1927, o colégio começou a se transformar em 1999. Nesse ano uma aluna envolvida com o tráfico de drogas foi assassinada depois de sair da escola. O fato fez com que Braz e outros integrantes da escola organizassem uma passeata pela paz com o objetivo de mobilizar a comunidade. O diretor lembra que se sentiu responsável pelo ocorrido e que precisava promover uma mudança na escola, única que era mantida aberta na região na época.
Foi então que, em 2006, em um encontro com pessoas ligadas à educação, Braz conheceu o modelo pedagógico da Escola da Ponte, de Portugal. Resumidamente, o projeto consiste em não oferecer aulas expositivas e um currículo definitivo. Os alunos escolhem suas áreas de interesse e desenvolvem o itinerário de aprendizado, por meio de projetos de pesquisa individuais e em grupo. À medida que se sente preparado, cada aluno procura o professor, e juntos fazem a avaliação do trabalho. Diante do modelo, o diretor brasileiro, junto com a comunidade, decidiu implementar um projeto semelhante na escola de Heliópolis.
Hoje, o Campos Sales tem cerca de 1.300 alunos que ainda são separados por séries. Eles seguem o plano pedagógico da escola, não escolhendo suas áreas de interesse, mas estudam em grupos de trabalho, pesquisando da forma que preferem. Assim, os professores, sempre mais de um nos salões, não exercem o papel de transmissores do saber, mas sim de auxiliadores no processo de aprendizagem.
Edilene, aluna da 8ª série, diz estar satisfeita com a mudança, pois consegue aprender mais e, sempre que tem dúvida, é possível resolvê-la com os colegas, antes de recorrer aos educadores. “Nós temos vários professores dentro do salão que nos ajudam”, lembra Daiane, aluna da 7ª série.
Além dessas mudanças há ainda a inclusão de outros projetos como aulas de informática, a Educação de Jovens e Adultos (EJA) e as aulas de música.
Mesmo com os avanços, a escola ainda enfrenta muitos problemas. Alguns professores, por exemplo, sofrem com o processo de adaptação ao novo modelo e acabam executando o ensino tradicional. Segundo o diretor, tais dificuldades serão ultrapassadas com o decorrer do tempo.
http://aprendiz.uol.com.br/content/freselepro.mmp








