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terça-feira, 27 de maio de 2008

"MACHADO DE ASSIS,

NOSSO MAIOR CRONISTA

E O DIA DE CONTAR HISTÓRIAS,

16 DE MAIO"

"(...) A crônica brasileira moderna tem, em Machado de Assis, um dos seus principais fundadores. Machado escrevia suas crônicas sob pseudônimos. Só 40 anos após sua morte é que se descobriu o verdadeiro autor das chamadas Crônicas de Lélio.Na crônica abaixo, Machado de Assis aborda com ironia a questão da abolição da escravatura, que havia ocorrido no dia 13 de maio de 1888.
Crônica publicada no jornal Gazeta de Notícias, em 19 de maio de 1888.
Bons dias!
Eu pertenço a uma família de profetas après coup, post factum, depois do gato morto, ou como melhor nome tenha em holandês. Por isso digo, e juro se necessário fôr, que tôda a história desta lei de 13 de maio estava por mim prevista, tanto que na segunda-feira, antes mesmo dos debates, tratei de alforriar um molecote que tinha, pessoa de seus dezoito anos, mais ou menos. Alforriá-lo era nada; entendi que, perdido por mil, perdido por mil

e quinhentos, e dei um jantar.(...)continue a ler em:
http://www.tvcultura.com.br/aloescola/literatura/cronicas/machadodeassis.htm

Contar a sua história, ouvir a sua história, registrar a sua história e preservar a nossa memória 'e o trabalho desenvolvido pelo Museu da Pessoa. Tenho uma enorme admiração pelos projetos que eles criam e executam, através da preservação da história de pessoas comuns, ou seja , das pessoas que fazem a "história". Conheça um pouquinho mais aqui.No dia 16 maio sera celebrado o 1º Dia Internacional de Historias de Vida.(...)
http://ss-brasilis.blogspot.com/2008/04/um-dia-para-contar-histrias.html

16 de maio vai

ser o dia de

contar histórias

Por Redação Jornalirismo

A história de cada um compõe a história do coletivo e é influenciada por ela. Contar uma história de vida ajuda a preservar a memória coletiva e a fortalecer as relações. No próximo 16 de maio, a rede internacional de Museus da Pessoa e o Center for Digital Storytelling vão lançar a campanha pelo 1º Dia Internacional de Histórias de Vida. O objetivo é fazer dessa data um marco anual de valorização das histórias.
Os organizadores conclamam as pessoas a se encontrarem no dia 16 de maio em locais públicos, praças e salas de aula. A internet também pode ser usada. A página oficial da iniciativa já está no ar e traz mais informações. O nome do site, “ausculti”, significa escutar em esperanto.
O Museu da Pessoa é uma rede internacional de histórias de vida localizada no Brasil, Canadá, Portugal e Estados Unidos. O Center for Digital Storytelling, com sede nos Estados Unidos, é uma organização que auxilia pessoas a contar histórias significativas de suas vidas usando mídias digitais.
http://jornalirismo.terra.com.br/content/view/335/31/

sábado, 24 de maio de 2008























" A POLÊMICA ENTRE

LIMA BARRETO

E MACHADO DA ASSIS"

Ambos afro-descendentes, possuiam posturas distintas em relação a causa dos negros.Na opinião de muitos,Machado era tão genial que sua postura,assim como sua obra,fizeram muito pela causa dos afro-descendentes,independentemente do fato de Machado não ter subido em palanques e objetivamente não colocar-se nesta luta! Afinal cada qual luta com as armas que tem,sendo que as armas de Machado de Assis superaram qualquer expectativa possível! Nadia Stabile

VIDA E MORTE

DE LIMA BARRETO

Por Marco Antonio dos Santos,do Blog "Marco Negro"

07/11/2005

“O Brasil não tem povo, tem público” - essa fala é de um escritor pouco conhecido da maioria, exceto os estudantes de Letras ou cursos de pré-vestibular. Sua obra é conhecida: “Triste Fim de Policarpo Quaresma” – que virou filme, e “Clara dos Anjos” – que teve sua historia contada parcialmente na novela da Rede Globo – Fera Ferida. Mas o autor – Lima Barreto, é praticamente desconhecido. E sua morte e nascimento novamente passaram em branco este ano – dia 1 de novembro.O nome completo do escritor era Afonso Henrique de Lima Barreto. Ele escreveu além dos romances citados, Recordações do Escrivão Isaías Caminha, Numa e a Ninfa, Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá. Escreveu os contos: Historias e Sonhos e Outras Historias e Contos Argelinos.Como jornalista são destaques: Bagatelas, Feiras e Mafuás, Marginalia e Vida Urbana. Ainda teve tempo de produzir textos satíricos como Os Bruzundangas e Coisas do Reino Jambom. Na década de 50 foram publicados: Diário Íntimo, O Cemitério dos Vivos, Impressões de Leitura e Correspondência Ativa e Passiva.Enfim – foi uma vida muito criativa, mas que terminou pobre, miserável, afundada no alcoolismo. Há um relato de Monteiro Lobato, que ao procurá-lo para inspiração, ficou assustando com o grau de pobreza em que se encontrava. Teve até vergonha de se identificar, com receio de ofender Lima Barreto.Ele nasceu 8 anos antes da abolição da escravidão – em 1881. Era carioca, negro e alto. Conheceu desde cedo o racismo e preconceito. Como ótimo estudante conseguiu entrar na conceituada Escola Politécnica do Rio de Janeiro. Mas devido à situação sócio-econômica da família, teve que abandonar os estudos e assumir o sustento da casa como servidor publico na Secretaria de Guerra. Um fato ao abalou muito nesse período – a perda da sanidade do pai.Em 1905 se tornou jornalista profissional no Correio da Manhã e afeiçoado com as letras consegue publicar 4 anos depois sua primeira obra: “Recordações do Escrivão Isaías Caminha”. Foi um marco da literatura da época. Lima Barreto criava um novo estilo e se atrevia a satirizar as relações da rica sociedade do inicio do século XX.Mas o velho de sua obra viria logo depois – Triste Fim de Policarpo Quaresma – era um mordaz critica a perversão dos ideais republicanos pelos militares e grandes fazendeiros. O maior atingido por esse livro foi o presidente Floriano Peixoto. Resultado: foi perseguido e em menos de 4 anos, sua vida sentiu os reflexo da ação de seus perseguidores. Foi internado como louco num hospício, quando na verdade era apenas um alcoólatra.Até seu falecimento, Lima Barreto passou inúmeras vezes por internações devido o estado de saúde. Sua ultima obra publicada em vida foi – Vida e Morte de M.L. Gonzaga de Sá. Teve tempo para se dedicar na elaboração da historia, que reflete muito seu estado de espírito.Diferente de Machado de Assis, o escritor era um grande critico da Academia Brasileira de Letras. Apesar de ter sido fundada por afro-brasileiro, dentro dela, os integrantes exalavam preconceitos raciais e sociais. Lima acredita que um ambiente assim não era propicio para grandes obras literárias e nem condizentes com o país.Há que analise que existiu de fato uma disputa com o autor de “Dom Casmurro” e “Clara dos Anjos”. Machado era taxado de burguês e escrever para entreter a alta sociedade, sem cutucar seus pobres. Lima era o maldito, amado por todos que odiavam os ricos e era considerado um elemento perigoso pelas autoridades do período, por seu estilo irreverente e provocativo. Certo é que os dois foram contemporâneos, mas não eram exatamente amigos.(...)http://marconegro.blogspot.com/2005/11/vida-e-morte-de-lima-barreto.html

MACHADO DA ASSIS

E SUA GENIALIDADE!!

LIVRO: "Harold Bloom - Gênio, Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura"

(...)Machado de Assis é o único autor brasileiro a constar da relação acima. "A genialidade de Machado", argumenta o crítico, "é manter o leitor preso à narrativa, dirigir-se a ele freqüentemente e diretamente, ao mesmo tempo em que evita o mero realismo (que jamais é realista)". Sobre o romance Memórias póstumas de Brás Cubas, Bloom faz o seguinte comentário: "O livro é cômico, inteligente, evasivo, uma leitura prazerosa, oração após oração. O gênio de Machado nega qualquer páthos , ao mesmo tempo em que subverte todos os supostos valores e princípios, bem como a suposta moral."

*"Harold Bloom - Gênio, Os 100 Autores Mais Criativos da História da Literatura - Editora Objetiva - 828 páginas - Publicação 2003 - Tradução de José Roberto O´Shea.
http://rosebud-rose-bud.blogspot.com/

*"Memórias Póstumas de Brás Cubas" Machado de Assis

terça-feira, 18 de março de 2008

LIVRO: MACHADO DE ASSIS - AFRODESCENDENTE - EDUARDO DE ASSIS DUARTE























“Machado de Assis

afro-descendente”

“Machado de Assis é clássico duas vezes. É clássico da literatura brasileira e é clássico da literatura negra.”
9 de setembro de 2007

Eduardo de Assis Duarte, autor do livro “Machado de Assis afro-descendente“ explica em entrevista a sua obra. Uma releitura de um dos maiores escritores brasileiros sob um viés pouco tratado dentro da crítica literária brasileira que é o caráter negro do escritor .
O entrevistado da semana dessa edição será Eduardo de Assis Duarte, Doutor em Letras pela USP, professor de Literatura da Faculdade de Letras da UFMG, em Belo Horizonte e escritor. Ele irá falar sobre a sua recente obra "Machado de Assis afro-descendente", um livro que procura fazer uma releitura das obras do autor sob um viés pouco tratado dentro da crítica literária brasileira que é o caráter negro do escritor.

Rádio Causa Operária (RCO): Boa Tarde Eduardo de Assis.

Eduardo de Assis: Boa tarde.

RCO: Você poderia começar falando um pouco da sua história. Como começou o interesse pela literatura e em especial pela literatura negra? Qual é a natureza do seu interesse nesta literatura?

Eduardo de Assis: Eu diria que tem uma natureza política, eu desde pequeno sempre gostei muito de ler. Desde minha adolescência que eu leio sem parar, eu sempre tive um amor muito grande pela literatura em especial pela prosa de ficção, romances, contos, etc. Eu quando me decidi fazer o curso de Letras, quase que fiz também o curso de História, e acabei me decidindo por Letras, onde realmente o meu grande interesse foi a Literatura. Quando eu me formei de repente fui para o mestrado e depois para o doutorado. Passei a me interessar muito por esse tópico do oprimido, da minoria, a questão da mulher, a questão do índio, a questão do negro, como é que isso estava, enfim, representado na literatura brasileira. No meu mestrado eu estudei José de Alencar, Aluízio Azevedo e Jorge Amado, vendo como é que essas pessoas estavam em seus romances, representando tanto o índio quanto o mulato, a mulata em especial. Em seguida no doutorado eu estudei a literatura comunista de Jorge Amado, os romances da fase mais militante, que vão desde os anos 30 e 40, até meados dos anos 50. Então sempre foi aquela visão, vamos dizer assim, do branco sobre o outro. Mais adiante então resolvi realmente atacar esse projeto atual, que é uma pesquisa sobre os escritores afro-brasileiros. E para a minha grande surpresa esse meio de pesquisas não só me mostrou que existem mais de uma centena de escritores negros brasileiros com livros publicados, como também me mostrou que é possível descobrir ângulos novos em escritores tidos como “brancos”, como é o caso de Machado de Assis. É um pouco a história, resumidamente, desse livro. Passo, portanto, por toda essa trajetória de ver a literatura a partir de um ângulo não formalista, não ver a literatura como algo isolado da sociedade, da história, como algo isolado do povo, como algo isolado numa torre de marfim ou coisa assim. Eu creio que a literatura tem, e como todas as outras artes também, umas mais outras menos, elas têm o sentido social que é por ai que eu encaminho a minha pesquisa.(...)
CONTINUA, E ALÉM DE LER OUÇA A ENTREVISTA COM EDUARDO DE ASSIS DUARTE
http://www.pco.org.br/conoticias/especiais/entrevista/9_9_entrevista_assis.html

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