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sábado, 6 de junho de 2009

TÚNEL DO TEMPO: TROPAS OCUPAM A USP, COMO NA DITADURA


Celso Lungaretti (*)

Termine como terminar a nova ocupação policial da Universidade de São Paulo, o grande perdedor, claro, é o governador José Serra, que começou sua trajetória política como presidente da União Nacional dos Estudantes e agora repete as práticas autoritárias do ministro da Educação da ditadura, Jarbas Passarinho.

Faz lembrar a propaganda contra armas que eu via nos ônibus quando criança: “hoje mocinho, amanhã bandido”.

Depois que o estado de direito foi restabelecido no Brasil, a atitude de tratar movimentos reivindicatórios e sociais como casos de polícia parecia estar destinada à lata de lixo da História, como parte da herança maldita do regime militar.

Foi estarrecedora a postura de Serra, ao permitir que as tropas ocupassem várias unidades de uma instituição universitária, como resposta a uma simples greve de funcionários!

Quanto à reitora, é a pessoal errada no lugar errado. Clama aos céus que não tem a mínima idéia do que seja um templo do saber e da decisão nefasta que tomou ao, com o aval de Serra, chamar a polícia para o campus.

Veio-me à lembrança a frase imortal de D. Paulo Evaristo Arns, diante da invasão da Pontifícia Universidade Católica pela PM: "'Na PUC só se entra prestando exame vestibular".

O resultado não se fez por esperar: agora os professores e os alunos também estão em greve, reagindo à truculência e à intimidação.

Serra é mais uma personalidade empenhada em incinerar seu currículo, talvez até como forma de se tornar palatável para os inimigos de ontem. Quer mostrar serviço para a direita, convencendo-a de que é capaz de servi-la fielmente, aplicando força desnecessária e criminalizando os movimentos dos quais outrora participou.

Vendeu a alma na esperança de chegar à Presidência da República. Tomara que nem essa contrapartida obtenha!

Talvez Serra até venha a seguir a exortação atribuída ao jornalista José Nêumanne Pinto, de que a polícia deveria mesmo é mandar bala nos baderneiros.

Se foi isso mesmo o que Nêumanne disse num telejornal matutino do SBT, é melhor ele abandonar de vez a profissão de jornalista, pois terá se tornado um estranho no ninho. Aliás, quem fala algo assim apartou-se da própria civilização.

Registro, finalmente, minha total e irrestrita solidariedade aos bravos professores, estudantes e funcionários da USP, que neste momento estão na linha de frente da resistência da sociedade brasileira às forças obscurantistas empenhadas em, pouco a pouco, irem reintroduzindo o autoritarismo em nosso cotidiano.

* Jornalista e escritor, mantém os blogues
http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

Os Insurgentes - Conversa com Guilherme Correa (Edson Passeti entrevista) - TV PUC-SP - CANAL UNIVERSITÁRIO (4 partes)













Guerreiros Sem Armas parte I



O Instituto Elos reuni 54 jovens de 17 países para arregaçar as mangas e promover transformação humana e urbana nos cortiços no centro de Santos. Veja como foi.


” No caminho do guerreiro, cabe a você discernir o que foi tecido pelos fios divinos e o que foi tecido pelos fios humanos. Quando você principia a discernir, você se torna um Txucarramãe – um guerreiro sem armas. Porque os fios tecidos pela mão do humano formam pedaços vivificados pelo seu espírito. Essa mão gera todos os tipos de criação. Muitas coisas fazem parte de você para se defender do mundo externo, geradas pela sua própria mão e pelo seu pensamento. Quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas.”

(Kaká Werá Jecupé)


LEIA MAIS EM :
FONTE : http://guerreirossemarmas.wordpress.com/guerreiros-sem-armas-jovens-empreendedores-sociais/

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O povo Xukurú do Ororubá e a criminalização do movimento indígena no Nordeste





Durante os dias 17, 18 e 19 de maio foi realizada em território indígena Xukurú, situado na área rural do município pernambucano de Pesqueira, a IX Assembléia do Povo Xukurú do Ororubá, sob o tema central de ?Fortalecer a organização para enfrentar a criminalização?.


A Assembléia do povo Xukurú configura-se como uma reunião de magnitude política e acontece desde o ano de 2001. Além de contar com a participação de representantes das 23 comunidades, cumprindo importante função social, cultural e política e fortalecendo o processo organizativo do grupo, recebe lideranças e representantes de outros povos indígenas do Nordeste, bem como a assessoria e participação de organizações indigenistas e de outros simpatizantes. A Assembléia Xukurú nasceu da necessidade de manter uma articulação gestada pelo Cacique Xicão, assassinado no ano de 1998 a mando de latifundiários e políticos da região agreste pernambucana. Xicão foi um dos grandes contribuintes da difusão da política de ?retomada? do território tradicional, alavancada pelos grupos indígenas no Nordeste, principalmente em fins dos anos 1980, junto à luta pelas mudanças constitucionais de 1988 e sendo seguida pelos anos 1990 até os recentes dias.

Os Xukurú, a partir da força de articulação política do cacique Xicão, da ativação da religiosidade indígena dada por guias religiosos da comunidade e também através de outros personagens Xukurú e do apoio da rede indigenista de apoio, iniciaram no início dos anos 1990 um processo de retomada de terras que levou a cabo uma guerra contra o latifúndio e a indústria do turismo regional. Foram quase 28 mil hectares reconquistados para um território onde vivem mais de dez mil indígenas e que só foi homologado há pouco mais de quatro anos. Este foi e se trata de um árduo caminho para várias lideranças e pessoas parceiras à luta do povo Xukurú. Seis pessoas foram assassinadas nos últimos anos, um dado que reflete o descaso do Estado com relação à questão indígena em nosso país.
Mesmo vivenciando um absurdo histórico de violência contra interlocutores do movimento, a tenacidade e a capacidade de resistência dos Xukurú pode ser observada no olhar de cada indígena, em sua expressão de auto-reconhecimento como povo e coletividade que compartilha um passado comum de exploração e que é comungado na expressão do toré, símbolo dessa resistência, ritual indígena de atividade secular entre as populações indígenas no Nordeste e que hoje se ressignifica enquanto ponte de ativação de força e de legitimação da identidade.

Atualmente, com mais de 90% de seu território original demarcado e buscando levar uma existência com dignidade, produzindo nos moldes da agricultura familiar e preservando suas matas e bosques, os Xukurú sofrem intenso acosso por parte da ressentida elite econômica e política local que teve sua terra desapropriada e que se vê ameaçada pelo vigoroso processo de organização e politização que alcança o movimento indígena no estado. Para conter esse processo a oligarquia local, assessorada e amparada por um significativo corpo de operadores do direito, atuando dentro e fora das agências do estado, acionam mecanismos e instrumentos jurídicos para a produção de acusações e penas sem fundamentos reais. Se tomamos em número, essa recente estratégia política da grande estrutura do poder vem sufocando as comunidades indígenas em suas bases organizativas, impedindo-as de manter seu cotidiano e o mais importante, seu acionamento político de articulação por demandas concretas de sobrevivência e autonomia. Hoje no Brasil, mais de 700 lideranças indígenas vivem sob processo da justiça penal. Podemos destacar o caso dos Cinta-Larga, de Rondônia, onde mais da metade da população de aproximadamente 1.400 pessoas, estão sob os olhos da justiça e respondendo a processo (Brasil de Fato, 06/05/2009). No Nordeste, destacamos os Xukurú e os Truká em Pernambuco e os Tupinambá, na Bahia, como povos que vêm enfrentando essa mesma guerra; guerra promovida pelo aparato da burocratização latifundiária e amparada pelo Estado de Direito.

Nos Xukurú, 26 lideranças estão sob processo na justiça e dentre os quais duas já estão presas há um ano e meio. No dia 21 de maio saiu a sentença de prisão preventiva ao Cacique Marcos Luídson, filho de Xicão, que é uma das lideranças que sofrem perseguição política. Todo esse mosaico de conflitos é reflexo do processo de retomada de terras e as acusações são as mais diversas possíveis: crimes que vão desde roubos, depredação de patrimônio privado, incitação à desordem até homicídio. O que vale ressaltar, porém, é que as sentenças públicas recentemente postas pela Justiça de Pernambuco seguem uma corrente de arbitrariedades, já que nenhum dos casos até hoje foram esclarecidos em júri. O cacique Marcos, por exemplo, foi sentenciado à pena de 10 anos e 4 meses antes mesmo de serem ouvidas suas testemunhas de defesa (CIMI, 28/05/2009).

A chamada ?criminalização? da luta indígena passa assim pela manipulação de fatos e fabricação de denúncias veiculadas pela grande mídia corporativa, e articuladas com ações legais como processos e ordens de apreensão. A estratégia da oligarquia local implica em produzir e difundir uma imagem do ?índio bandido? e neutralizar a capacidade organizativa dos Xukurú mediante o aprisionamento dos seus mais ativos quadros e lideranças.

A partir de uma rede de alianças firmada na IX Assembléia e continuada por antigos parceiros do movimento indígena no Nordeste, estão sendo planejadas ações que levem para o centro da sociedade envolvente o debate sobre a criminalização e a perseguição política por quais passam líderes de comunidades indígenas e para que também se multipliquem parcerias e coletivos de apoio. Na próxima sexta-feira, dia 05 de junho, às 14 horas, haverá em Recife, uma caminhada de protesto pela sentença dada ao cacique Marcos Xukurú e pela extensão das penas às outras duas lideranças já presas. A caminhada sairá do Parque 13 de Maio, no centro da cidade e se estenderá até o Palácio da Justiça. Esta é a primeira de uma série de atividades que estão sendo pensadas pela rede de ativistas que trabalham em parceria com o movimento indígena no Nordeste. A idéia é difundir a problemática e denunciar as estratégias do Estado na sua brutal e vergonhosa tentativa de desarticular os povos indígenas em seu processo de luta pela autonomia de fato.

Mas a 9ª Assembléia, mesmo orbitando em torno da problemática da criminalização, debateu outros temas de igual importância para o atual estágio da luta indígena Xukurú, como as questões de saúde e educação indígena, a produção e a formação de lideranças. Nesse sentido foi interessante acompanhar o processo de reflexão levado a cabo pelos próprios indígenas acerca dos avanços e obstáculos de seus programas e projetos, a avaliação das atividades existentes e o levantamento de novas demandas para futuros projetos.

É uma exigência do nosso tempo, portanto, reconhecer que a cidadania indígena é um fator extra e emergente no corrente processo de complexificação da sociedade brasileira, e se garantida pelo reconhecimento legal, ainda que realizada pelas ?vias de fato?, os processos de autonomia e autogoverno em gérmen podem se desenvolver em território indígena e assim oxigenar todo um profundo debate público sobre a necessidade de um projeto radical de democratização da terra, que passa necessariamente pela democratização da economia e da própria política.

FONTE : http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2009/06/448365.shtml

Campanha pelas Mudanças na Lei Florestal Mineira (clique na imagem)























A Fundação Biodiversitas está junto com a AMDA e outras instituições na campanha pelas mudanças na Lei Florestal do Estado de Minas Gerais e viemos pedir seu apoio.

Uma carta eletrônica será encaminhada ao Governador Aécio Neves, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, José Carlos Carvalho, presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), deputado Alberto Pinto Coelho, presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, deputado Fábio Avelar e demais lideranças da ALMG.

Pedimos sua ajuda para salvar as florestas de Minas e dar o exemplo ao resto do país.

Desde já a equipe da Fundação Biodiversitas lhe agradece o apoio, com a certeza de que juntos faremos a diferença.

SITE DA CAMPANHA : www.amda.org.br

quarta-feira, 15 de abril de 2009

MODOAGIR (modolinkar com o blog MODOVESTIR) clique aqui



NÃO LEIA A VEJA
NÃO LEIA A FOLHA
NÃO ASSISTA A REDE GLOBO
NÃO ACREDITE EM NENHUM GOVERNO
NÃO ESPERE AS COISAS CAÍREM DO CÉU
NÃO FAÇA NADA SEM QUERER MESMO!!!
NÃO ACREDITE NESTES MEUS NÃOS!!
NÃO ACEITE PROIBIÇÕES!!
É PROIBIDO PROIBIR!
NÃO SE VEJA COMO O CENTRO DE NADA!
NÃO ACREDITE NO SUCESSO E NEM NO FRACASSO!
EM CERTOS MOMENTOS É BOM JOGAR TUDO PRO ALTO!
HABITE ALTOS ASTRAIS!!
DUVIDE DE TUDO!! SÓ ACREDITE EM SUAS PAIXÕES!!
APRENDA A GOSTAR DE SUAS COISAS E DE SUA HISTÓRIA!
VEJA QUE VC NÃO ESTÁ SOZINHO NESTE MUNDO!!
AS FORMIGAS SÃO SUAS IRMÃS!
NUNCA SE ACHE TÃO IMPORTANTE A PONTO DE MERECER O PEDAÇO DE PÃO MAIOR!!
VIVA SUAS PAIXÕES E SONHOS!
TENHA TESÃO PELO QUE FAZ!
NÃO SE ESCONDA!!
MOSTRE SEUS PROCESSOS PRA QUE OUTROS POSSAM SE ENCORAJAR COM SUAS BURRICES!!

Nadia Stabile - 15/04/09

*VÁ ATÉ O BLOG SARAU PARA TODOS E SE QUISER ESCREVER LÁ,ESTEJA CONVIDADÍSSIMO!! ELE É PARA TODOS!! NINGUÉM IRÁ TE AVALIAR PRA NADA POR LÁ!! A PENEIRA SE HOUVER SERÁ NATURAL! kkkkkkkk
http://sarauxyz.blogspot.com


domingo, 15 de março de 2009

COM O AQUECIMENTO GLOBAL AS PLANTAS DEIXAM DE FAZER FOTOSSÍNTESE E AÍ A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS CAI!

PLANTE UMA ÁRVORE!NÃO COMO ATO SIMBÓLICO! MAS COMO ALGO QUE PODERÁ AJUDAR A CONTER O AQUECIMENTO GLOBAL! AS PREFEITURAS DEVERIAM LEVAR MUITO MAIS À SÉRIO ESTA QUESTÃO!
AUMENTANDO O NÚMERO DE PRAÇAS E PARQUES ARBORIZADOS! NÓS CIDADÃOS PODEMOS E DEVEMOS EXIGIR ISTO! TEMOS DE NOS PREOCUPARMOS COM AS FUTURAS GERAÇÕES E COM ESTA TAMBÉM!
AFINAL É A PRODUÇÃO DE ALIMENTOS QUE ESTÁ CORRENDO RISCOS GRAVÍSSIMOS!!
COM TEMPERATURAS ALTAS A FOTOSSÍNTESE DEIXA DE SER FEITA,E ISTO PODE SIGNIFICAR O INÍCIO DO FIM DOS VEGETAIS E AÍ COMEREMOS O QUÊ?

Nadia Stabile - 15/03/09

*(esta matéria foi publicada em novembro de 2007)


(...)Os pesquisadores da Unicamp e da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), parceira do projeto, avaliaram quais seriam as zonas aptas para o plantio das culturas selecionadas se houvesse um aumento de temperatura de 1,4oC, 3oC ou 5,8oC.
“É uma questão biológica. As plantas deixam de fazer fotossíntese em temperaturas superiores à 40oC. O café, por exemplo, é mais sensível ao calor, e não pode ser cultivado em áreas onde a temperatura ultrapasse 36oC. O que fazemos é avaliar em que áreas de cultivo o aquecimento global faria as temperaturas ultrapassarem os limites de cada um desses produtos, provocando queda na produção”, afirma o coordenador do estudo.
No cenário mais pessimista da pesquisa, as safras dos principais grãos cultivados no Brasil podem cair pela metade no próximo século. O café, cujo faturamento corresponde a 5% do PIB do agronegócio brasileiro, seria o produto mais prejudicado, com queda de 90% na produção.
Segundo o coordenador da pesquisa, o grão deixaria de existir para sempre em zonas tradicionais de cultivo, como o oeste do estado de São Paulo, o principal pólo econômico do país, para ser produzido somente no Paraná e no Rio Grande do Sul, regiões ao sul do território nacional, que contam com temperaturas mais amenas.
“Mesmo com o aumento de apenas 1o na temperatura, o prejuízo com a queda da produção de café chegaria a US$600 milhões. E há quem diga que esse cenário mais otimista já é irreversível, e deve acontecer em curto prazo, em 10 ou 15 anos”, diz Silveira Pinto, do Cepagri. O segundo produto mais afetado pelo aquecimento global seria a soja, cujas exportações somaram R$ 8,8 bilhões de janeiro a novembro de 2006. A redução na safra poderá variar entre 10% e 64%.(...)

FONTE : http://www.seagri.ba.gov.br/noticias.asp?prt=true&prt=true&qact=view&notid=12311
"Politíca agrícola do país já considera aquecimento"-Jornal O Globo(08/11/2007)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

AGENDA 21 - LEIA NA ÍNTEGRA CLICANDO AQUI

http://www.ecolnews.com.br/agenda21/index.htm

A Agenda 21 é um programa de ação, baseado num documento de 40 capítulos, que constitui a mais ousada e abrangente tentativa já realizada de promover, em escala planetária, um novo padrão de desenvolvimento, conciliando métodos de proteção ambiental, justiça social e eficiência econômica.
Trata-se de um documento consensual para o qual contribuíram governos e instituições da sociedade civil de 179 países num processo preparatório que durou dois anos e culminou com a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), em 1992, no Rio de Janeiro, também conhecida por ECO-92.

Além da Agenda 21, resultaram desse processo cinco outros acordos: a Declaração do Rio, a Declaração de Princípios sobre o Uso das Florestas, o Convênio sobre a Diversidade Biológica e a Convenção sobre Mudanças Climáticas.

Estrutura e conteúdo (da Wikipédia)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Agenda_21

Os temas fundamentais da Agenda 21 estão tratados em 40 capítulos organizados em um preâmbulo e quatro seções:

  1. Preámbulo
    Seção I. Dimensões sociais e econômicas
  2. Cooperação internacional para acelerar o desenvolvimento sustentável dos países em desenvolvimento de das políticas internas conexas
  3. Luta contra a pobreza
  4. Evolução das modalidades de consumo
  5. Dinâmica demográfica e sustentabilidade
  6. Proteção e fomento da saúde humana
  7. Fomento do desenvolvimento sustentável dos recursos humanos
  8. Integração do meio ambiente e o desenvolvimento na tomada de decisões
    Seção II . Conservação e gestão dos recursos para o desenvolvimento
  9. Proteção da atmosfera
  10. Enfoque integrado do planejamento e da ordenação dos recursos das terras
  11. Luta contra o desmatamento
  12. Ordenação dos ecossistemas frágeis: luta contra a desertificação e a seca
  13. Ordenação dos ecossistemas frágeis: desenvolvimento sustentável das zonas montanhosas
  14. Fomento da agricultura e do desenvolvimento rural sustentável
  15. Conservação da diversidade biológica
  16. Gestão ecologicamente racional da biotecnologia
  17. Proteção dos oceanos e dos mares de todo tipo, incluídos os mares fechados e semi-fechados e as zonas costeiras, e o uso racional e o desenvolvimento de seus recursos vivos
  18. Proteção da qualidade dos recursos de água doce: aplicação de critérios integrados para o aproveitamento, ordenação e uso dos recursos de água doce
  19. Gestão ecologicamente racional dos produtos químicos tóxicos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de produtos tóxicos e perigosos
  20. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos perigosos, incluída a prevenção do tráfico internacional ilícito de rejeitos perigosos
  21. Gestão ecologicamente racional dos rejeitos sólidos e questões relacionadas com as matérias fecais
  22. Gestão inócua e ecologicamente racional dos rejeitos radioativos
    Seção III. Fortalecimento do papel dos grupos principais
  23. Preâmbulo
  24. Medidas mundiais em favor da mulher para atingir um desenvolvimento sustentável e equitativo
  25. A infância e a juventude no desenvolvimento sustentável
  26. Reconhecimento e fortalecimento do papel das populações indígenas e suas comunidades
  27. Fortalecimento do papel das organizações não-governamentais associadas na busca de um desenvolvimento sustentável
  28. Iniciativas das autoridades locais em apoio ao Programa 21
  29. Fortalecimento do papel dos trabalhadores e seus sindicatos
  30. Fortalecimento do papel do comércio e da indústria
  31. A comunidade científica e tecnológica
  32. Fortalecimento do papel dos agricultores
    Seção IV. Meios de execução
  33. Recursos e mecanismos de financiamento
  34. Transferência de tecnologia ecologicamente racional, cooperação e aumento da capacidade
  35. A ciência para o desenvolvimento sustentável
  36. Fomento da educação, a capacitação e a conscientização
  37. Mecanismos nacionais e cooperação internacional para aumentar a capacidade nacional nos países em desenvolvimento
  38. Acordos institucionais internacionais
  39. Instrumentos e mecanismos jurídicos internacionais
  40. Informação para a adoção de decisões

Moeda social substitui dinheiro e estimula desenvolvimento local


12 de novembro de 2008

Fonte: Fernanda Barreto (fernanda.ascom@brasilocal.org.br)

O mundo financeiro mudou. As bolsas encolheram, moedas esvaziaram-se e grandes bancos desapareceram do mapa.
No Brasil, existem, porém, 33 comunidades que dão as costas para o que acontece no resto do planeta. Se
consultadas, seriam capazes de dar lições de economia aos poderosos. Elas imprimem o seu próprio dinheiro, só compram
com desconto e emprestam a menos de 1% ao mês. Não é pouca coisa. A chamada economia solidária já conta com
35 bancos e cinco moedas próprias em circulação. No lugar do real, entram papéis alternativos, como a palmas, o bem, a
terra ou a oração, que chegam a valer mais do que a moeda oficial do país.
Dentro do sistema de economia solidária, não existe crise financeira. Nem internacional, nem local. O funcionamento é
simples: em vez de pagar em reais, o consumidor usa a moeda social em circulação no seu bairro ou cidade. No
comércio local, ele ganha desconto ao pagar com esse dinheiro. Já o comerciante pode desfazer a troca no banco
social, se tiver necessidade de fazer compras fora da comunidade. “Com isso, a riqueza fica dentro do bairro, pois o
pagamento em palmas ou orações não tem valor fora dali”, observa. É o oposto da economia globalizada, onde o investidor
só aplica no Brasil se ele for o país mais rentável no momento. “Durante uma crise, os investimentos evaporam, porque
não há nenhum vínculo com o país ou com a comunidade. A riqueza muda muito rapidamente de lugar”, compara
Peterson Gandolfi, professor de administração da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
A primeira experiência com moeda social de Minas Gerais está instalada em Uberlândia, na rica região do Triângulo
Mineiro. Quem colabora na organização não-governamental (ONG) Ação Moradia recebe o pagamento pelas horas
trabalhadas em hora-ação, o nome oficial da moeda. Em mineirês, foi encurtado para oração. Na prática, cada hora de
colaboração na cozinha, na limpeza ou na costura corresponde a uma oração. Com o tempo, Enilda passou a achar mais
bonito receber o salário em moeda solidária. “Aqui dentro, a oração vale do mesmo jeito que o real”, completa.
Com as cédulas na mão, devidamente numeradas e plastificadas, é possível trocar por mercadorias usadas no bazar,
que recebe doações de eletrodomésticos, móveis e computadores das empresas da região. Na tabela de preços, um par de
meias vale duas orações, um fogão sobe para 50 orações e o computador atinge o teto de 70 orações. “Nenhuma comunidade
é tão pobre que não consiga gerar sua própria riqueza. O problema é que o trabalhador gasta o seu salário mínimo no
supermercado das grandes redes, em vez de dar preferência para o mercadinho do bairro. Com a moeda alternativa, o
dinheiro forçosamente vai ficar dentro da comunidade e circular lá dentro. Quem quiser comprar fora terá de trocar por
reais”, explica o empresário Oswaldo Cetti, que fundou a entidade com a mulher, Eliana Maria Carrijo Setti. No caso
dele, a moeda social também minimizou o dilema na hora de distribuir as doações de bens de maior valor e ajudou a
captar mais horas de trabalho “voluntário” entre as pessoas da comunidade.
Bom, seguro e sempre solidário Cadastros de clientes são baseados na confiança e praticamente não há inadimplência
no setor. Mas também existem regras legais para os bancos sociais
O 15 de setembro de 2008 já entrou para a história como o marco do maior crash internacional depois de 1929. Nesse
dia, o mundo percebeu o alcance da quebradeira quando o Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimentos
americano, pediu concordata. Não há risco de nada parecido ocorrer com nenhum dos 35 bancos comunitários
brasileiros que, do dia para a noite, se tornaram as únicas instituições realmente sólidas no mercado. Só por um motivo: a
garantia é de outra ordem, não-financeira. “Aqui não há como ocorrer o subprime americano (traduzido como distribuir
empréstimos imobiliários a quem não tem condições de pagar). Antes de emprestar, o banco vai lá na casa dele e
pergunta para o vizinho e para a sogra se o fulano é bom pagador, se ele costuma atrasar as contas. Com isso,
consegue fazer uma avaliação de cadastro mais profunda do que o sistema internacional de crédito”, diz Peter Gandolf,
da UFU. Para Oswaldo Cetti, fundador da ONG Ação Moradia, nenhuma comunidade é tão pobre que não possa gerar
sua própria riqueza.
Nos bancos sociais, a inadimplência acima de 60 dias é perto de zero. Em média, o atraso nas prestações não passa de
10 dias. “Quem ficou devendo dá um jeito de arranjar dinheiro, pega emprestado com parentes para não ficar
inadimplente com o banco e nem sujar o nome. Ele sabe que atrasar no banco é coisa séria, pois o dinheiro é da
Fórum Brasileiro de Economia Solidária
http://www.fbes.org.br
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comunidade, é dele”, explica o professor da UFU. Também o critério de cessão dos créditos é outro, proporcional à
necessidade do tomador. “Os critérios são definidos por agentes de crédito escolhidos pela comunidade. Não é porque
o mundo está caindo que o banco vai negar o financiamento de R$ 500 para o pipoqueiro que precisa comprar um
novo carrinho para trabalhar. Se o dinheiro está mais curto e falta liquidez no mercado, ele terá preferência”, completa.
As comunidades também sofrem com as oscilações do real, porque as moedas sociais têm paridade com a moeda
oficial. Para cada oração ou palma, o banco social tem um real guardado em caixa. Isso garante que as moedas sejam
lastreadas em reais e mantém os bancos dentro da lei – que restringe a emissão de dinheiro ao Banco Central (BC).
Mas as regras comuns das notas de real caem por terra diante da realidade. “Se o tráfico matou três filhos de um
correntista, caso verdadeiro que ocorreu em nosso banco, foi feita uma renegociação da dívida em mais prestações. No
banco tradicional, ele passaria a ser um inadimplente. A decisão passou pelo crivo das pessoas da comunidade, que
assumem o compromisso de manter o banco funcionando, de acordo com a disponibilidade de caixa”, informa Leonora
Laiboissière Mol, presidente do Banco Bem, de Vitória, no Espírito Santo, o primeiro da Região Sudeste.
Valores Em três anos, o modelo do Banco Bem já foi replicado no Banco Terra e Banco Verde Vida, em Vila Velha, e
no Banco Sol, em Cariacica. A proposta de abrir um banco social chegou a ser apresentada em Uberlândia, mas não foi
para frente. A entidade recusou também o projeto de instalar uma filial do Banco Popular do Brasil, subsidiária do
Banco do Brasil voltado para o microcrédito. “O BB estava mais interessado em dar empréstimos aos moradores, a
juros que variam de 1,5% a 3,5% ao mês. Não havia uma contrapartida”, reclama Oswaldo Cetti. Segundo ele, algumas
vezes não adianta explicar a proposta da entidade. “Nessa altura da vida, o dinheiro além do necessário perde o
sentido. De herança, quero deixar outros valores”, conclui.
Moedas já circulam em 33 cidades As moedas sociais circulam hoje em 33 comunidades, sendo 24 delas no Ceará.
Em municípios menores, a moeda circula por toda a cidade, caso do acaraú, em Tamboril. Na capital Fortaleza, a mais
forte é a palmas, do Conjunto Palmeiras. Pelo Banco Palmas, circulam atualmente cerca de 25 mil palmas, aceitas em
250 pontos de comércio cadastrados.
“Na nossa comunidade não tem inflação, porque não há excesso de dinheiro na praça. Nós mapeamos a produção e a
necessidade de consumo local. Se os moradores precisam de 800 sabonetes por mês, damos um incentivo para abrir a
fábrica da Palmalimp, que vai produzir sob encomenda”, explica João Joaquim de Melo Segundo, coordenador da Rede
Brasileira de Bancos Comunitários e do Instituto Banco Palmas.
Oferta e procura Segundo Joaquim, ao fazer isso, a economia solidária não subverte a lei da oferta e da procura (a lei
máxima do mercado), mas equilibra os pratos da balança. “É a lei da justa medida. O capitalismo trabalha com o princípio
da escassez, onde uns ganham e outros perdem. A nossa é a teoria da abundância, onde tem espaço para todo mundo.”
A teoria é muito bonita. Mas funciona, na prática? “Estamos provando que sim. Basta reorganizar a economia para
gerar trabalho e emprego”, defende João Joaquim.
Um desafio é o livre-arbítrio dos moradores nas decisões de compra. Surge a dúvida: e se a dona-de-casa do Conjunto
Palmeiras quiser continuar usando o detergente da Bombril? “É preciso conscientizar a comunidade, mostrar que existe
uma diferença profunda entre levar o produto da Palmalimp e o da Bombril, uma grande marca americana que já está
rica. Ela terá de fazer a opção entre ter o bico dosador ou apostar na fábrica local, que no futuro vai contratar um jovem
do bairro. A maneira como a gente consome define o tipo de sociedade que queremos construir”, afirma. Para substituir o
bico dosador, Joaquim sugere bater um prego na ponta da embalagem plástica, que, segundo ele, faz o mesmo efeito.

http://www.fbes.org.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=3918.

Reunião da Rede Paulista de Trocas Solidárias é amanhã dia 28/02 (Economia Solidária RS/Post 305)


Posted by: Economia Solidária/RS on: 27/02/2009

* In: Clube de Trocas| Economia Solidária| Feira de Trocas| Moeda Social| SP
* Comment!

Reunião da Rede Paulista de Trocas Solidárias, amanhã dia 28/02/2009, as 10:00 horas, na Rua Padre Jose Maria, 555 – Santo Amaro – SP (Cecco Santo Amaro), solicitamos a todos e todas uma ajuda solidária, se possível chegar as 09:00 horas, para ajudar na montagem das barracas da feira de trocas que funciona neste mesmo local as 11:00 horas.

Pré pauta da reunião:
1- Encontro entre formadores e organizadores de Bancos Comunitários na Região Sul de São Paulo.
2 – Visita de Margrit Kennedy a São Paulo.

Calendário de Feiras de Trocas em São Paulo no mês de Março / 2009.

28/02/2009 – CECCO Santo Amaro, Clube de Trocas moeda social Talento - Local: Rua Pe Jose Maria, 555 – Santo Amaro – São Paulo – SP. Referencia: do lado do Terminal Santo Amaro. Feira de trocas das 11:00 as 14:00.

01/03/2009 – Clube de trocas no GOTI - Endereço: Rua Delfin do Prata, 15 A – Santa Terezinha – Pedreira – Santo Amaro - SP. Feira de trocas das 14:00 as 17:00h. (Obs: Estamos necessitando de livros infantis para a creche que funciona neste espaço, o pagamento dos livros será em moeda social, quem puder ajudar, agradecemos toda ajuda).

08/03/2009 - Clube de Trocas do Jd. Ângela e Capão Redondo - Horário: 13h as 17h - Local: Associação Sonia Ingá. Endereço: R. Felipe Manara, 13 - Jd Sonia Ingá - Neste próximo Clube haverá a comercialização de alimentos doados pelo ENEDS.

Atenção, para esta próxima feira de trocas com mudança de endereço.
14/03/2009 – Feira de Trocas Solidárias – AME JABAQUARA - Local: Rua Godofredo Braga, 215 – Jabaquara (Próximo ao Metro Jabaquara) - Das 11:00 as 14:00 horas. Telefone de contato 3294-1021 / 5588-0599.

21/03/2009 - Feira de trocas das 10 as 17 horas na Rua Dr. Lund, 361 – ponto de referencia de baixo do Viaduto Gricério – Centro São Paulo. Teremos nesta feira de trocas 7 Empreendimentos solidários, oferecendo valor estimado a R$ 1.000,00 em produtos a base de trocas, entre os produtos, doces, salgados, bijuterias, bolsas, cachecóis, mudas e plantas, outros participantes desta feira, também estarão oferecendo outros produtos. Neste dia ainda teremos a visita de Margrit Kennedy que propõe a implantação da moeda ecológica e a liberação dos juros bancários como a solução dos males do capitalismo.

29/03/2009 – CECCO Santo Amaro, Clube de Trocas moeda social Talento - Local: Rua Pe Jose Maria, 555 – Santo Amaro – São Paulo – SP. Referencia: do lado do Terminal Santo Amaro. Feira de trocas das 11:00 as 14:00.

Fonte: clube de trocas em São Paulo

http://outraeconomiacontece.wordpress.com/2009/02/27/reuniao-da-rede-paulista-de-trocas-solidarias-e-amanha-dia-2802-economia-solidaria-rspost-305/

MULHERES DE "NOVA HORIZONTE" LUTAM E CONSEGUEM CISTERNAS!!!

(este notícia já é antiga, mas a coloco aqui em homenagem as mulheres,que como quase sempre lutam para melhorar o meio em que vivem! os maridos duvidavam e diziam ser perda de tempo!! mas as mulheres uniram-se e lutaram para ter cisternas! hoje a qualidade de vida melhorada de todos de Nova Horizonte, deve-se a luta destas grandes mulheres!)
Nadia Stabile - 28/02/09


Municípios em 13/11/2007


"Construção de cisternas beneficia comunidades
do município de Ocara"

Duzentas e duas famílias do município de Ocara serão beneficiadas com a construção de cisternas. A ação será realizada pela Prefeitura Municipal em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e atenderá os distritos de Novo Horizonte (comunidade de Lagoa Nova/Borges), Curupira (Sítio Trinta e Sete, Lagoa Comprida e Lagoa do Choro) e Serragem (Lagoinha, Baixa Grande, Baixa do Miguel, Giral, Lagoa Nova dos Firminos).

O objetivo da construção das cisternas é atender as famílias de baixa renda com dificuldade de acesso água, assim melhorando as condições de vida e evitando as longas caminhadas em busca de água para beber. De acordo com Zulene Maia, Secretaria da Ação Social do município, a seleção das famílias que serão beneficiadas com as cisternas utilizará os mesmos critérios de elegibilidade adotados pelo Programa Bolsa Família. Ela lembra ainda que além dessa primeira avaliação, outros fatores serão priorizados como: famílias chefiadas por mulheres, maior número de crianças de 0 a 6 anos e em idade escolar, entre outros.

As cisternas armazenam água durante os meses chuvosos, garantindo 16 mil litros durante o período de seca das cidades pertencentes ao semi-árido. Os tanques são instalados próximos às casas e são suficientes para abastecer uma família com oito integrantes, contribuindo para a melhoria na qualidade de vida da família durante oito meses.

Mais informações: Secretaria da Ação Social (85) 3322 1029
http://www.avol.com.br/materia.php?id=19883.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

AVISO DE COLETIVA – APRESENTAÇÃO DO ESPAÇO PELOS DIREITOS COLETIVOS DOS POVOS

Data: 29/01 (Quinta-feira) Hora: 9 horas Local: Tenda 4: Direitos Coletivos dos povos en nações sem estado – UFRA (Pela primeira vez, o direito a autodeterminação é um dos dez eixos temáticos do FSM.)

Pela primeira vez, o direito a autodeterminação é um dos dez eixos temáticos do FSM.

Na próxima quinta-feira, será apresentada aos veículos de imprensa, o Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos, a tenda temática que durante o Fórum Social Mundial se concentrará nas questões dos direitos coletivos das nações sem estado, comunidades e povos indígenas e grupos marginalizados de todo mundo.

O espaço acolherá representantes de 30 povos, e durante três dias oferecerá conferências, mesas redondas e todo tipo de atividades simultâneas, em duas grandes tendas. Também haverá uma série de estandes nos quais se encontrarão informações sobre estes povos. Entre os participantes das atividades, se encontram organizações e personalidades significativas, como Tomás Huanacu (CONAMAQ, Bolívia), Boaventura de Souza (UPMS, Portugal),

Emir Sader (CLACSO, Brasil), Humberto Cholango (Ecuarunari), Xosé Manuel Beiras (Fundação Galícia Sempre), Walter Wendellin (Euskal Herria), S.V. Kirubaharan (Centro Tamil para os Direitos Humanos) e Jamal Juma' (Anti-Wall Campaign, Palestina), entre muitos outros.

A iniciativa do Espaço pelos Direitos Coletivos dos Povos (organizada e coordenada pelo Centro Internacional Escarré para as Minorias Étnicas e as Nações, da Catalunha) é especialmente importante já que centraliza pela primeira vez o debate e a discussão acerca do direito a autodeterminação e a soberania dos povos, um conceito que o Conselho Internacional do FSM incorporou como um de seus objetivos-eixos temáticos (o número 7) nesta edição de 2009.

Um dos focos de atenção das tenda pelos Direitos Coletivos, será a questão da Palestina. Destaque para a Assembléia Geral pela Palestina, a principal ação coordenada entre todas as organizações palestinas e de apoio à Palestina, que participam do Fórum, a qual acontecerá sábado, dia 31, às 18h30.
O CIEMEN é uma entidade catalã dedicada a defesa internacinoal dos direitos dos povos e das minorias, que tem sua sede em Barcelona. Mais informaçaõ a http://autodeterminaciofsm2009.wordpress.com.

FONTE: http://www.fsm2009amazonia.org.br/sala-de-imprensa/aviso-de-coletiva/aviso-de-coletiva-2013-apresentacao-do-espaco-pelos-direitos-coletivos-dos-povos

O QUE É NATURISMO? DA WIKIPÉDIA

O naturismo (não confundir com naturalismo) é um conjunto de princípios éticos e comportamentais que preconizam um modo de vida baseado no retorno à natureza como a melhor maneira de viver e defendendo a vida ao ar livre, o consumo de alimentos naturais e a prática do nudismo, entre outras atitudes.

Etimologia da palavra

A palavra naturismo provêm do francês naturisme, que é a doutrina filosófica que se baseia num modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.

História

Difundido a partir do período de entreguerras em alguns países da Europa, especialmente Alemanha e Países Baixos, o naturismo chegou ao Brasil e se notabilizou pela sua prática mais marcante: o nudismo. Em Portugal foram oficializadas algumas praias para a prática do nudismo no entanto, esta prática acontece de forma livre em muitas outras praias do país de forma mais ou menos generalizada e aceite, em particular em zonas mais afastadas dos restantes banhistas.

No paraíso

Segundo o relato do Gênesis, “tanto o homem como a mulher estavam nus e não se envergonhavam.” (Gên 2, 25). Mas, logo a seguir, não resistiram à tentação e pecaram. “Abriram-se então os olhos de ambos e reconheceram que estavam nus; coseram folhas de figueira e fizeram cinturões para si.” (Gên 3,7). A iconografia ocidental encarregou-se de ilustrar o contraste entre antes e depois da queda. Antes, Adão e Eva, no esplendor da beleza, viviam nus no paraíso. Depois, constrangidos, procuram ocultar os órgãos genitais. Na interpretação da exegese, oficializada pela Igreja, isso ocorreu devido ao despertar da concupiscência, primeira manifestação da desordem que o pecado introduziu na harmonia da criação.[carece de fontes?]

Idade Antiga

Do século II até o final do IV, os romanos, sem excluir os cristãos[carece de fontes?], banhavam-se comunalmente nus em banhos públicos, com homens e mulheres banhando-se juntos. Na Grécia antiga era comum a prática de esportes ocorrer sem nenhuma peça de roupa. Algum do sentido de pudor que hoje vemos disseminado na sociedade moderna foi essencialmente legado que as religiões nos deixaram ao longo dos tempos.

Tempos modernos

O naturismo moderno surgiu no início do século 20, na Alemanha e França. Na França (especificamente na Ilha do Levante) foi criada pelos irmãos Duvalier uma "Clínica Helioterapêutica" onde se pregava que a nudez ao ar livre com alimentação natural (sem nenhum produto animal, drogas, cigarros e bebidas) e contato com outras pessoas ajudava na cura de todos os males físicos. Na Alemanha, que é tida como verdadeiramente a iniciadora do naturismo, um professor de educação física (Adolf Koch) propôs aos seus alunos que estes deveriam fazer os exercícios ao ar livre e sem roupas. Depois de algum tempo, os jovens deste professor passaram a serem mais corados, ter mais saúde e alegria, as famílias dos mesmos vendo as mudanças inclusive comportamentais dos mesmos resolveram aderir aos exercícios e criaram o que a princípio foi chamado de nudismo[carece de fontes?]. (a alteração de nome só foi feita na década de 50). No ano de 1906, surge nesse mesmo país o primeiro campo oficial para a prática do naturismo. Nessa época, alem dos exercícios ao ar livre em completa nudez, havia também uma grande preocupação com a alimentação, que deveria ser saudável, geralmente baseada no vegetarianismo.


Após a segunda guerra mundial, o naturismo começou a se difundir, não só na Europa, mas também nos Estados Unidos. Hoje são poucos os países que ainda não possuem adeptos do movimento.

Em 1974 a Federação Internacional de Naturismo (INF) definiu os princípios naturistas, que é a definição atual de Naturismo adotada por todas as entidades naturistas do mundo:

“Um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, que tem por intenção favorecer o auto-respeito, o respeito pelo outro e o cuidado com o meio ambiente.”

"Qual a relação entre nudez coletiva e desenvolvimento do indivíduo?".

A resposta dos naturistas está no conceito de "aceitação do corpo", ou seja, na descoberta de que o corpo humano é um todo não havendo partes honrosas e partes indecorosas. Os naturistas, ao conviverem com a nudez do próximo não são chocados nem agredidos pelo corpo e sentem que o respeito é possível mesmo sem artifícios. Entrando em contato com a própria essência e deixando para trás o que é acessório. Para os naturistas somos todos iguais, apesar das diferenças.

Ética naturista

Embora os princípios da ética naturista sejam praticamente universais existem diferenças, a nível de cada país, nas regras definidas pelas Federações nacionais.(...)

LEIA MAIS EM :

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Naturismo

Brasil Local: Belém prepara Território da Economia Solidária - FSM-2009

(Blogueiros independentes)

Por Redação Fórum [Quarta-Feira, 21 de Janeiro de 2009 às 17:55hs]

Belém se prepara para receber nos próximos dias aproximadamente 120 mil pessoas para o Fórum Social Mundial 2009. Inúmeras atividades marcarão o encontro, que reunirá movimentos sociais, organizações e ativistas de várias partes do planeta.

Para a realização de parte das atividades da economia solidária, está sendo organizado o Território da Economia Solidária, que se localiza em duas das três entradas da Universidade Federal do Pará (UFPA) e ao lado do terminal rodoviário que está sendo construído em virtude do evento. O espaço é privilegiado, de acordo com o GT de Feira, pois muitas pessoas passarão por esses locais.

No Território da Economia Solidária estará ocorrendo a Feira Internacional de Economia Solidária, a Praça de Alimentação da Economia Solidária; o EcoBanco e o Cinema da Economia Solidária. As demais atividades da economia solidária, organizadas pelo FBES e pelo GT Local de Economia Solidária, acontecerão na UFPA Profissional, ao lado do Território da Economia Solidária.


Leia mais no blogue Brasil Local

Redação Fórum

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/BlogueirosIntegra.asp?id_artigo=5986

Acre é o primeiro estado a ter legislação própria sobre economia solidária

Em dezembro, a Assembléia Legislativa do Acre aprovou por unanimidade o projeto de lei nº 110/2008 que regulamenta o Programa Estadual de Economia Solidária, tornando o Acre o primeiro estado brasileiro a ter uma legislação própria para o tema. De acordo com os coordenadores estadual e municipal de Economia Solidária de Rio Branco, Danuza Lemos e Paulo Sérgio Braña, o programa permitirá a consolidação de pequenos negócios por meio da capacitação, elaboração de projetos e concessão de microcréditos. Segundo eles, o objetivo é valorizar a produção coletiva em projetos de extrativismo, artesanato, culinária, agricultura familiar, entre outros.

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

Vitrine solidária: Madeirarte – Marcenaria coletiva autogestionária no assentamento Pirituba II













Por Brunna Rosa [Quarta-Feira, 14 de Janeiro de 2009 às 11:40hs]

Itapeva, município paulista que fica quase na divisa com o Paraná, abriga o assentamento de reforma agrária mais antigo do Estado de São Paulo. Em 13 de maio de 1984 se iniciava a luta dos agricultores ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para a desapropriação da fazenda Pirituba e, 24 anos depois, o assentamento abriga cerca de 2 mil famílias em seis agrovilas que ocupam cerca de 8 mil hectares. Pirituba é hoje referência justamente por discutir e colocar em prática conceitos como a agroecologia e o cooperativismo.
Com os projetos de construção de casas, surgiu a idéia de fazer uma marcenaria como solução para suprir as necessidades relacionadas aos componentes em madeira. Assim, em 2004, um grupo de pessoas do assentamento passou a trabalhar junto com a Incubadora Regional de Cooperativas Populares (Incoop), ligada à Universidade de São Carlos (UFSCar), e começou a ser capacitado para trabalhos específicos na marcenaria, por meio da fabricação de mesas, cavaletes, armários e tanque para tratamento, além de pequenos objetos que fazem parte da infraestrutura de produção dos componentes de madeira.
Atualmente, o grupo da marcenaria é composto por cinco mulheres, agricultoras familiares de baixa renda com idade entre 40 e 50 anos, além de um marceneiro instrutor e mais cinco jovens, entre 17 e 23 anos. Quando finalizar a entrega de vários produtos para 49 casas do assentamento, o grupo quer consolidar a marcenaria e, após passar pela formação para autogestão e elaboração de material de divulgação, já começará a aceitar novas encomendas.
A Madeirarte fica no assentamento Pirituba II, Agrovila 4 – Itapeva, São Paulo, Rodovia para Bom Sucesso de Itararé. Telefone: (15) 3526-7375

FONTE: http://www.revistaforum.com.br/sitefinal/EdicaoNoticiaIntegra.asp?id_artigo=5873

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

TÁ COM PRESSA!!?? VAI DE BIKE!! WORLD NAKED BIKE RIDE EM SÃO PAULO - CICLOATIVISTAS QUEREM ESPAÇO NESTA MEGALÓPOLE DOIDA!!




A CORAGEM DOS CICLOATIVISTAS PELADOS DE SÃO PAULO!!JUNHO DE 2008

World Naked Bike Ride em São Paulo, Brasil. Cobertura de Renata Falzoni e Tomaz Cavalieri para o Aventuras, da ESPN/Brasil.

Declaração dos participantes da I Pedalada Pelada de São Paulo - A I Pedalada Pelada de São Paulo, ou World Naked Bike Ride (WNBR)14/06/08

(...)**Celebração da nudez não sexualizada e não comercializada.
Liberdade de expressão e manifestação.

Iniciada a pedalada na Avenida Paulista, à medida que os ciclistas se distanciavam da praça foram tomando coragem de expor mais seus corpos. Seguindo o lema naturista, puderam celebrar sua nudez não sexualizada e não comercializada, muito diferente da exposição sexual dos corpos padronizados tão comum nas emissoras de TV e revistas.

Centenas de pessoas puderam expor por alguns instantes seus corpos “imperfeitos”, gorduras a mais ou a menos, celulites e estrias livres da ditadura estética vigente que causa distúrbios alimentares, complexos e depressões.

A alegria desse momento foi tão contagiante que provocou aplausos da “platéia”. Pessoas que caminhavam pelas ruas, passavam dentro de ônibus ou automóveis, riam, assobiavam, apontavam a massa de pelados que pedalava. Câmeras e mais câmeras de celulares foram apontadas para a avenida.

E a prova máxima de civilidade foi dada pelos próprios ciclistas nus (ou seminus), que abriram mão de assédios e piadas de mau gosto para compartilhar respeitosamente um momento de pura liberdade de expressão e manifestação.

**Criminalização da nudez, neutralização da massa e violência policial

Infelizmente, aprendemos com nossa ação que a nudez que se manifesta livremente a favor da vida é criminalizada, enquanto a nudez explorada, sexualizada e comercializada nos carnavais, novelas e revistas é permitida.

Durante o trajeto, um comandante da polícia militar deixou claro a quem ele pensou ser o organizador da ação, que o nu frontal não seria tolerado, somente corpos pintados como no carnaval. Apesar das dezenas de ciclistas completamente nus, André Pasqualini acabou sendo escolhido como o “bode expiatório” e foi levado nu para a delegacia, como forma de neutralizar nossa ação.

Alguns ciclistas tentaram se manifestar contra a prisão e foram agredidos com pontapés e gás de pimenta, como mostra diversas fotos e vídeos publicados pela grande mídia (matéria no Estadão) e pela mídia independente. Como sempre é feito em manifestações ciclo ativistas, os ciclistas ergueram suas bicicletas no ar. Foram absurdamente acusados de usá-las como arma.

O comandante da operação declarou diante das câmeras que fez o que estava planejado, prendeu o “líder” da ação para acabar com a manifestação. A lógica estava errada, já que não existem líderes ou organizadores da Pedalada dos Pelados, mas a tática deu certo, porque seja lá quem tivesse sido detido, nós não deixaríamos de apoiá-lo.

Com a prisão de um dos seus participantes, a massa perdeu um pouco em alegria e parte dela seguiu escoltada pela CET rumo ao 78º DP na Rua Estados Unidos. A festa continuou ali, aos gritos de “Ô seu delegado, libera o pelado!”.(...)

LEIA MAIS EM : http://apocalipsemotorizado.net/2008/06/19/eram-muitos-os-pelados/


WNBR Brasil - São Paulo -Aventuras com Renata Falzoni Parte 2

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