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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A NUDEZ PARA AS ETNIAS INDÍGENAS -BRASIL

A LINGUAGEM DO CORPO

O corpo é um dos meios que definem a nossa individualidade social e étnica. Por isso, o corpo através de vestimentas, adornos, tatuagens, comunicam mensagens, falam.

Os índios encontrados pelos portugueses à luz do descobrimento estavam nus. Este nativo brasileiro, no seu estado de pureza, desconhecia o pudor, tomada esta palavra na pura acepção adotada pelo homem branco.

Precisando viver identificado com a selva, sente que o estado de nudez o tornava mais saudável, evidentemente mais forte, apto para subsistir e vencer os obstáculos naturais. A ausência de vestes, emprestava ao indígena a grande fortaleza física que o acompanhava sempre. O corpo nu, recebe melhor a ação dos raios solares e deles absorvem elementos que se considera essenciais a vida.

Vivendo sempre nus, os índios brasileiros, quando acontecia de usarem tangas, coberturas, seja entre a região do peito ou do joelhos, seja da cintura as coxas ou ainda, no espaço pubiano, o que se verificava, particularmente, entre as mulheres, o faziam por imitação direta ou das tribos que já se vestiam por terem convivido com o branco. Mas, não era o pudor instintivo que os obrigava e vestirem-se.

Algumas tribos cujas mulheres adquiriram o hábito de vestir-se, parcialmente ou por inteiro, o faziam por pura vaidade, como as índias "caudieu", da tribo "guaicurú-caudieu", que se habituaram a enrolar parte do corpo com faixas de algodão, comprimindo os seios como se vestissem uma túnica.

Dos tupiniquins, os primeiros índios avistados pelas naus de Cabral, ficou a descrição de Caminha:" A feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bom rosto e bons narizes, bem feitos. Andavam nus, sem cobertura alguma. Nem faziam caso de encobrir suas vergonhas do que mostrar a cara". Jean de Lery, pouco depois, escreveria sobre os tupinambás e goitacás:"Tanto os homens como as mulheres se apresentavam nus como quando saíram do ventre materno".

O homem e a mulher indígena, viviam nus na sã exibição da forma em que foram moldados, sem que o estado de nudez provocassem neles sentimentos impuros. A força de atração que a índia exercia sobre o índio, naquela época, não dependia da quantidade de panos que lhe podiam ocultar o corpo.

Embora andassem nus, os índios pintavam seus corpos, que funcionavam como um verdadeiro código social, pois cada uma delas indicava uma situação ou estado de espírito: guerra, nascimento de filhos, luto, ritos etc. Para todo aquele que conhecia tais códigos, eles diziam mais do que qualquer outra vestimenta. Igualmente, facilitava a comunicação entre tribos que não falavam a mesma língua.

Em alguns costumes indígenas, os cintos, colares, penas, tangas e outros acessórios que o índio usava, agiam como elemento de sedução, de atração, nada a ver com pudor, propriamente dito, qualquer que seja a região anatômica sobre que esses enfeites repousem. Quando o índio encobria a glande ou todo o órgão de reprodução, ele estava se enfeitando para melhor despertar o curiosidade, o desejo da companheira. A mulher, igualmente, desde que não obedeça a imposições rituais, cobre-se para se fazer desejada. No âmbito da sedução e do domínio do corpo, este nexo social também era evidente nas pinturas usadas pelos jovens indígenas em seus bailes noturnos de caráter orgiástico e lúdico.

Em relação as práticas bélicas o corpo apontava diversos objetivos. Assim, os guerreiros escarificavam o peito, os braços e as pernas para transmitir atributos de animais cujos os ossos eram usados como escarificadores. Entre estes se preferia a de avestruz, por sua força e velocidade. A escarificação, portanto, implicava na apropriação das características dos animais, potencializando a capacidade bélica. O corpo se constitui deste modo, um veículo de transformação de poderes e for'ças naturais em humanas.

A guerra envolvia também a prática do "scalp" (corte do couro cabeludo) e a apropriação de crânios. Os couros cabeludos eram guardados como troféus pelo guerreiro, que demonstravam seu valor e habilidade. Da cabeça só se conservava a calota, que era usada para beber em cerimônias religiosos. Estas ações permitiam que o guerreiro incorporasse o poder do oponente, neutralizando a possibilidade de vingança do morto.

Do exposto se deduz, que o corpo pode ser, mesmo nu, radicalmente transformado e conecta o indivíduo não só com outros humanos, mas também com seres míticos, convertendo-se em receptáculo de poder.

Na nudez o índio exprimia a castidade sem malícia, da qual se afastaria, gradualmente, na convivência com o homem branco. Pois, sabe-se que o pudor não é instinto, vem de fora para dentro e, é coisa adquirida, ensinada, aprendida. Já dizia um velho sábio, que nascemos puros e originais, mas morremos cópias do meio-ambiente e de nosso aprendizado. O nu será sempre moral e nós é o que desvirtuamos emprestando sentimentos impuros à obra da natureza. Em nossa civilização seria um absurdo combater o uso de roupas, até porque seria um atentado ao pudor, punido criminalmente, mas para os índios daquela época era um erro forçá-los a adotá-la. A crônica e relato de etnólogos contam episódios de índios e índias que, afastados da aldeia e seduzidos pela vida da cidade, nela cresceram e educaram-se, adotando o uso de vestes, até que a saudade ou o destino os devolvia novamente, no limiar da selva. Neste dia, em que a sedução e a voz da Grande Mãe Terra se fazia ouvir mais forte, abandonavam os atrativos da civilização. Então, arrancavam toda a indumentária representativa do pudor, dela se despedindo sem saudades, pois para retornar ao seio da natureza, o índio deveria se apresentar no esplendor da nudez que nela viveu. Antes de possuí-la novamente, o índio faz o ato de renúncia e regressa à amplidão da selva nu como dela partiu.

Hoje os índios usam roupas, possuem carros, portam celulares e falam fluentemente português. Perfeitamente adaptados a vida urbana são universitários, professores, jogadores de futebol entre tantas outras profissões. Mas o que é mais importante: continuam sendo índios, não perderam sua individualidade. Mesmo utilizando toda a tecnologia moderna e não vivendo mais em selvas, não deixaram de ser o que verdadeiramente são: bravos guerreiros índios, que buscam o resgate de sua própria identidade. Ao restante da sociedade, cabe o discernimento de reconhecer nos povos indígenas atuais, não como remanescentes de um valoroso passado, mas sim como um povo merecedor de nossa admiração e respeito.

A sua luta, é nossa luta, somos todos filhos da mesma terra, portanto, empunhamos a mesma bandeira, assim como nossos corações-irmãos pulsam uníssonos.

Texto pesquisado e desenvolvido por

Rosane Volpatto

FONTE : http://www.rosanevolpatto.trd.br/lendalinguagemdocorpo.html

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

"MULTIMANIFESTO: ANTES QUE O MUNDO ACABE!"

ANTES QUE O MUNDO ACABE!!!
SAIA DA FRENTE DA TELA DE TV!
VÁ ATÉ A ESQUINA E VEJA!!!
VEJA QUE HOJE FAVELADOS DA ZONA LESTE
DE SÃO PAULO PERDERAM SEUS TETOS NUM INCÊNDIO!
VEJA QUE CRIANÇAS ESTÃO MORRENDO EM GAZA!!
PARE DE ASSISTIR NOVELAS DA REDE GLOBO OU DE OUTRA REDE!
TELESPECTADORES ESTÃO ENREDADOS NAS FALSAS TEIAS DAS REDES TELEVISIVAS!
QUE FALSEIAM TUDO, OMITEM FATOS VITAIS!!

PARE DE DESPERDIÇAR ÁGUA!
PARE DE ENGANAR-SE!
PARE DE IMITAR OS ABUTRES!
PARE DE CONSUMIR TANTO!
O CONSUMISMO ESTÁ CONSUMINDO O PLANETA!
PARE DE DAR OUVIDOS A MEXERICOS SOBRE ARTISTAS!
TENTE COMPREENDER SUA CIDADE!!
TENTE AMAR TODAS AS CRIANÇAS COMO SE FOSSEM SEUS FILHOS!
E VEJA!! CRIANÇAS ESTÃO MORRENDO NESTA GUERRA INÚTIL!
ANTES QUE O MUNDO ACABE EXPERIMENTE SER SER HUMANO!!

NADIA STABILE - 12/01/09

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Por que a economia colonial e imperial baseou-se no trabalho escravo? E A HISTÓRIA E A CULTURA AFRO-BRASILEIRA NA ESCOLA

O latifúndio monocultor no brasil exigia uma mão-de-obra permanente.
era inviável a utilização de portugueses assalariados, já que a intenção não era vir para trabalhar, e sim para se enriquecer no brasil.

o sistema capitalista nascente não tinha como pagar salários para milhares de trabalhadores, além do que, a população portuguesa que não chegava aos 3 milhões, era considerada reduzida para oferecer assalariados em grande quantidade.

quem foi utilizado como escravo nos períodos colonial e imperial?

embora o índio tenha sido um elemento importante para formação da colônia, o negro logo o suplantou, sendo sua mão-de-obra considerada a principal base, sobre a qual se desenvolveu a sociedade colonial brasileira.

na fase inicial da lavoura canavieira ainda predominava o trabalho escravo indígena. parece-nos então que argumentos tão amplamente utilizados, como inaptidão do índio brasileiro ao trabalho agrícola e sua indolência caem por terra.

a história verdadeira mostra que a reação do nativo foi tão marcante, que tornou-se uma ameaça perigosa para certas capitanias como espírito santo e maranhão. além da luta armada, os indígenas reagiram de outras maneiras, ocorrendo fugas, alcoolismo e homicídios como forma de reação à violência estabelecida pelo escravismo colonial. todas essas formas de reação dificultavam a organização da economia colonial, podendo assim, comprometer os interesses mercantilistas da metrópole, voltados para acumulação de capital. destaca-se também, a posição dos jesuítas, que voltados para catequese do índio, opunham-se à sua escravidão.

apesar de todos esses obstáculos, o indígena é amplamente escravizado, permanecendo como mão-de-obra básica na economia extrativista do norte do brasil, mesmo após o término do período colonial.

por que então que o índio cede lugar para o negro como escravo no brasil?

a maior utilização do negro como mão-de-obra escrava básica na economia colonial, deve-se principalmente ao tráfico negreiro, atividade altamente rentável, tornando-se uma das principais fontes de acumulação de capitais para metrópole.

exatamente o contrário ocorria com a escravidão indígena, já que os lucros com o comércio dos nativos não chegava até a metrópole.

torna-se claro assim, o ponto de vista defendido pelo historiador fernando novais, de que "o tráfico explica a escravidão", e não o contrário.

para os portugueses, o tráfico negreiro não era novidade, pois desde meados do século xv , o comércio de escravos era regular em portugal, sendo que durante o reinado de d. joão ii o tráfico negreiro foi institucionalizado com a ação direta do estado português, que cobrava taxas e limitava a participação de particulares.

quanto à procedência étnica do negro, destacaram-se dois grupos importantes: os bantos, capturados na África equatorial e tropical provenientes do congo, guiné e angola, e os sudaneses, vindos da África ocidental, sudão e norte da guiné.

interessante observarmos que entre os elementos deste segundo grupo, destacavam-se muitos negros islamizados, responsáveis posteriormente por uma rebelião de escravos ocorrida na bahia em 1835, conhecida como a revolta dos malês.

a resistência

do negro: os quilombos.


desde fugas isoladas, passando pelo suicídio, pelo banzo (nostalgia que fazia o negro cair em profunda depressão o levando à morte) e pelos quilombos, várias foram as formas de resistência do negro à escravidão, sendo a formação dos quilombos a mais conseqüente.

os quilombos eram aldeamentos de negros que fugiam dos latifúndios, passando a viver comunitariamente. o maior e mais duradouro foi o quilombo dos palmares, surgido em 1630 em alagoas, estendendo-se numa área de 27 mil quilômetros quadrados até pernambuco. desenvolveu-se através do artesanato e do cultivo do milho, feijão, mandioca, banana e cana-de-açúcar, além do comércio com aldeias vizinhas.

seu primeiro líder foi ganga zumba, substituído depois de morto por seu sobrinho zumbi, que tornou-se a principal liderança da história de palmares. zumbi foi covardemente assassinado em 1695 pelo bandeirante domingos jorge velho, contratado por latifundiários da região.

apesar dos muitos negros mortos em palmaras, a quantidade de escravos crescia muito e em 1681 atingia a cifra de 1 milhão de negros trazidos somente de angola.

o grande número de negros utilizado como escravos, deixa clara a alta lucratividade do tráfico negreiro, responsável inicialmente pelo abastecimento da lavoura canavieira em expansão nos séculos xvi e xvii e posteriormente nas áreas de mineração e da lavoura cafeeira nos séculos xviii e xix respectivamente.

A história e cultura

afro-brasileira na escola



A lei nº 10.639, de 2003, ou a ldb e passou a exigir que as escolas brasileiras de ensino fundamental e médio incluíssem no currículo o ensino da história e cultura afro-brasileira. o fato foi considerado pelos movimentos de luta dos negros em todo o país como um importante passo.
sua aplicação prática, no entanto, ainda é desafio para toda a comunidade escolar, especialmente para os professores: como sair da teoria? como e onde buscar material, isto é um grande desafio a ser cumprido.

História x Autalidades


Infelizmente, ainda a população “negra” no brasil, ocupa na área empregatícia, ocupa a posição de peão ou chão de fábrica, por não ter as mesmas oportunidades de crescimento que a grande parte da população “branca” tem. isto tudo é um reflexo de mais de 500 anos de história, onde o preconceito ainda está presente em piadinhas sem graça e que só desmoralizam um ser humano igual a tantos outros.


A exclusão existente no mundo do trabalho também se dá no sistema educacional. dos 28.234.039 estudantes do ensino fundamental, 52,0% são brancos, 43,1% são pardos e 4,5%, pretos. no ensino médio, que tem 3.760.935 alunos, as proporções correspondentes são 65,3%, 30,1% e 3,3%, para brancos, pardos e pretos, respectivamente, e, cursando o ensino superior, existem 1.665.982 estudantes, sendo 78,6% deles brancos, 17,4% de pardos e 1,4% de pretos (fonte: anuário estatístico do brasil 1992, rio de janeiro: ibge, v. 52, 1992. disponível em www.ibge.gov.br em "estatísticas do século xx", tema "educação")

http://www.hploco.com/ims/Historia_e_Atualidades_da_Cultura_Afro-Brasileira.html.

FONTE: INSTITUTO AFRO-BRASILEIRO DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL MILTON SANTOS

EDUCAFRO - EDUCAÇÃO E CIDADANIA DE AFRO-DESCENDENTES E CARENTES

Aulas de “Cultura e Cidadania” nos núcleos

O que diferencia a Educafro dos outros cursinhos são as aulas de “Cultura e Cidadania” desenvolvidas regularmente em cada núcleo de pré-vestibular comunitário, com carga horária igual ou superior às disciplinas acadêmicas como física, português ou biologia. As aulas de cidadania se caracterizam em uma marca do projeto e abordam 10 temas anuais, especialmente selecionados e preparados para a realidade dos alunos provenientes das escolas públicas e do povo negro. O foco didático-pedagógico desta disciplina, baseado na abordagem transversal de conteúdos sociais e étnico-raciais, busca trabalhar os temas com diversidade, através de palestras, dinâmicas, filmes, teatro e seminários em grupo, passando pelas vertentes teóricas e práticas do que é cidadania na Educafro.

Temas e textos de cidadania

Além do encontro mensal para professores e equipes de cidadania, que ocorrem aos primeiros sábados às 14:00 horas, na Sede da Educafro, são elaborados textos-base referentes aos temas de cidadania de cada semestre. O objetivo destes textos é dar início ao trabalho, que deverá ser complementado com outras abordagens.

Definidos os Temas de Cultura e Cidadania de 2008:
Clique aqui para fazer o download da apostila de cidadania 2008.
http://www.educafro.org.br/Sbolsas/sbl_002_tfc.asp#aTEMAS%20DE..

TEMAS DE "CULTURA E CIDADANIA" DA EDUCAFRO 2008.

1- VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E DE GÊNERO: UM OLHAR PARA A MULHER AFRO-BRASILEIRA

Objetivo: trazer à tona inovações sociais da Lei Maria da Penha e luta para sua efetivação e preocupações com a inserção da mulher negra, que nos indicadores sociais permanece como maior vítima de agressões.

2- JUVENTUDE NEGRA: ELEVANDO A AUTO-ESTIMA E SUPERANDO OS ESTIGMAS!

Objetivo: demonstrar o quanto a juventude da periferia é capacitada e está pronta para aceitar os desafios colocados para transformar a sociedade. Abordar propostas de intervenção social e políticas públicas para a Juventude e partilhar os inúmeros casos de vitórias em nosso meio..

3- QUAIS SÃO OS DESAFIOS PARA A POPULAÇÃO IDOSA E PARA O AFRO-DESCENDENTE NO BRASIL?

Objetivo: participar e contribuir com o debate atual na sociedade sobre envelhecimento da população e qualidade de vida, associando com a superação da discriminação dos idosos negros.

4- O NEGRO E A MÍDIA: REFLEXÕES SOBRE COMUNICAÇÃO DE MASSA E A POP. AFRO-BRASILEIRA

Objetivo: abordar as temáticas em torno do poder da mídia, propostas para sua democratização e participação da população negra nos conteúdos culturais, jornalísticos, etc. e Ações Afirmativas neste contexto.

5- POLÍTICAS PÚBLICAS E INCLUSÃO ÉTNICA: QUAL É A AGENDA POLÍTICA SOBRE DIVERSIDADE PARA AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS?

Objetivo: construir coletivamente uma pauta prevendo a inclusão de políticas com recorte étnico nas plataformas/programas de candidatos, partidos políticos e lideranças para as municipais/2008 e levar para comunidade a importância deste debate.

6- AS 20 RAZÕES HISTÓRICAS E ATUAIS PARA DEFENDERMOS COTAS NAS UNIVERSIDADES

Objetivo: elencar os fundamentos históricos, sociais, legais, filosóficos e estatísticos que comprovam o quanto as ações afirmativas e cotas para negros são fundamentais para garantir igualdade de acesso ao ensino superior. È importante citar que o ano de 2008 marca os 120 anos da Abolição Inconclusa..

7- QUAL É A RESPONSABILIDADE DAS UNIVERSIDADES COM A INCLUSÃO SOCIAL E ÉTNICA?

Objetivo: questionar a omissão das universidades públicas que se negam a adotar programas de inclusão de negros e estudantes da rede pública e, em paralelo, apontar resultados alcançados por 51 IES - Instituições de Ensino Superior Públicas que adotam reserva de vagas (cotas) e outros tipos de ações afirmativas

8- QUAIS SÃO OS MEIOS DISPONÍVEIS PARA A APLICAÇÃO DA LEI 10.639 E TORNA-LA EFETIVADA EM TODOS OS NÍVEIS DE ENSINO?

Objetivo: socializar ferramentas didáticas e conteúdos referentes ao ensino da História da África e cultura afro-brasileira. Estudar o Parecer 003, que trata da Lei e de diretrizes e práticas positivas a seu respeito.

9- O QUE TEMOS A APRENDER COM A RESISTÊNCIA, PROPOSITURA E DENÚNCIAS DO MOVIMENTO NEGRO?

Objetivo: conhecer, estudar e aprofundar as histórias e proposituras de alguns grupos sociais negros organizados no Brasil ao longo dos últimos anos.

10- REPRESSÃO CONTRA MOVIMENTOS SOCIAIS: UM RELATO SOBRE AÇÕES ARBITRÁRIAS DO ESTADO CONTRA O MOVIMENTO NEGRO E ORGANIZAÇÕES POPULARES

Objetivo: t denunciar as ações arbitrárias promovidas por órgãos do Estado contra os movimentos sociais e o movimento negro e buscar soluções para superação de tais posturas que ao longo da história visa criminalizar a ação de grupos reivindicatórios


http://www.educafro.org.br/

terça-feira, 4 de novembro de 2008

SARAU!!! COISA DE INTELECTUAIS!?

Outro dia um amigo disse que o "SARAU PARA TODOS": http://sarauxyz.blogspot.com
o havia surpreendido por considerar que Saraus geralmente são feitos e compostos por uma quase elite intelectual! O que pensei sobre isto foi,que não é assim, pode até estar sendo assim na maioria das reuniões que ocorrem para se trocar poesias ou até músicas!...
Aqui na área mais central da cidade de São Paulo, até poderia ser assim como este amigo afirmou!
Mas neste blog...é tão óbvio para mim,que de verdade este SARAU da blogosfera, pode sim ser de todos! e seria extraordinário se resgatássemos aqueles antigos costumes paulistanos, que minha própria mãe,filha de imigrantes italianos, vivenciou em sua quase adolescência!
Seus tios e vizinhos reuniam-se na casa de meu avô e tocavam, cantavam, declamavam poesias!
Quase meio século depois estava eu participando de uma banda de barracão! (não era de garagem, só porque o local ficava no fundo do quintal da casa!)
Nestas reuniões culturais,é onde as pessoas trocam! onde conversam! onde iniciam suas caminhadas para um verdadeira cidadania! Sem nossa cultura local, nos sentimos pessoas sem braços, sem pernas e sem voz! E participando destas reuniões,é que podemos perceber que possuímos cabeça! que temos uma alma! que temos dois pés que pisam o mesmo solo de outras tantas pessoas,que poderão sentir coisas semelhantes ao que sentimos!! esta é a verdadeira identificação de um povo! sem ela...dificilmente descobriremos porque somos seres letrados! que ESCREVEM!! e que LÊEM O QUE OUTROS ESCREVEM!! a palavra nos une! e é nela que nos enxergamos civilizados,HUMANOS!

Por tanto sejam hiper BEM VINDOS AO NOSSO SARAU!!
Convido a quem quiser ser colaborador oficial ou sem oficialidades!!(risos)
A estarem totalmente à vontade!! A CASA É NOSSA!!!

abraços a todos!
NADIA STABILE - 04/11/08

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Crie Futuros / Economia Criativa: Seminário Internacional e Interativo, São Paulo, SP













O Senac SP, em parceria com a Enthusiasmo Cultural, realiza uma atividade pioneira, dias 22 e 23 de setembro, com o objetivo de motivar, orientar escolhas, inspirar inovação e identificar oportunidades. Trata-se do seminário internacional e interativo Crie Futuros / Economia Criativa, uma atividade em que o público participa criando futuros desejáveis.

A iniciativa é parte de um processo criativo e colaborativo para geração de visões de futuro desejáveis, a partir das práticas da experiência de empreendedores e criadores cuja obra presente semeia o futuro. Os interessados já podem iniciar a participação no evento, enviando relatos sobre suas visões do futuro.

O time de palestrantes reúne George Yúdice, professor titular de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Miami e autor do livro A Conveniência da Cultura: Usos da cultura na era global; Francisco Simplicio, coordenador do Programa de Economia Criativa, Unidade de Cooperação Sul - Sul (SU-SSC), PNUD/ONU; Ronaldo Lemos, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV; Célio Turino, secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC; Maria Arlete Gonçalves, diretora do Instituto Oi Futuro; dentre outros.

Programação

22/09, das 14 às 18h

Tema: Organização Comunitária
• Jordi Pardo, do Laboratório de Cultura, Barcelona Media, Espanha
• Ruy Cezar Silva, do Mercado Cultural e Via Magia

Tema: Redes e Tecnologia
• Sérgio Xavier, do SX Brasil, Instituto Intercidadania
• Anamaria Schindler – superintendente do Instituto Arapyau, Brasil

Tema: Redes e Inovacão
• Silvina Martinez, do Proyecto Create UNESCO, Argentina
• Fernando Rosseti, secretário geral do GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas

22/09, das 18h30 às 22h

Tema: Criatividade nos Negócios
• Rodrigo Loures, presidente da Nutrimental e Federação das Indústria do Paraná
• Lala Deheinzelin, da Enthusiasmo Cultural

Tema: Negócios Criativos
• Graça Cabral, presidente do Instituto Nacional de Moda e Design
• Jaron Rowan, da YProductions, Espanha

23/09, das 14 às 18h

Tema: Criatividade Aplicada
• George Yúdice, coordenador Latin American Studies, University of Miami, EUA
• Wellington Nogueira, dos Doutores da Alegria

Tema: Desenvolvimento Local e Tecnologia
• Célio Turino, secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC
• Angel Mestres, presidente da Transit Proyectes, Espanha

Tema: Música e Tecnologia
• Matias Loizaga, diretor do Portal Tublip, Argentina
• Ronaldo Lemos, do Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV

23/09, das 18h30 às 22h

Tema: Desenvolvimento Local e Tradição
• Niède Guidón, presidente da Fundação do Homem Americano, Parque Nacional da Serra da Capivara
• Renato Imbroisi, designer

Tema: Revitalização Urbana
• Hector de Benedictis, coordenador do Districto Cultural Rosário, Argentina
• Maria Arlete Gonçalves, diretora do Instituto Oi

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

SE VOCÊ QUER TER UM BLOG,OU PRECISA DE UM!!...(clique aqui)














Blog,o BomBril

do ciberespaço!


Pois é,se você precisa ou quer ter um blog,conte comigo! Sei que fazer um blog não é difícil! qualquer pessoa pode aprender!
Mas o que gosto de fazer é criar o layout, e estou disposta a cooperar com quem precisar!
O trabalho dos blogueiros é algo muito novo,e por ser novo temos muito o que percorrer e criar !
Como tenho formação em artes plásticas,adoro lidar com cores e formas,e tenho certeza de que o blog é um tipo de coisa hiper versátil e vivo! Há inúmeros tipos de blogs! Digamos que o blog é o "BomBril" do ciberespaço! 1001 utilidades, desde um ótimo espaço para se colocar um currículo profissional,até um blog comercial,como fiz para uma amiga dona de pizzarias!
Enfim,qualquer utilidade que você possa querer atribuir!
Blogs são muito mais simpáticos e diretos! por isso cairam rápido no gosto popular! Na área corporativa,quase sempre se adota o uso de blogs para um contato mais direto e democrático com o público!E há muitas empresas que já utilizam os Wikis,obtendo grandes ganhos na eficiência de seus processos de produção.Estas ferramentas ainda "novas",aqui no Brasil,podem contribuir muito para a evolução do ser humano,tanto no trabalho,como em tudo!

Entre em contato comigo pelo email : nadia.st@uol.com.br ou visite o blog portfólio :
http://ligblog.blogspot.com

Nadia Stabile - 11/09/08

GRUPO CASA ABERTA !!! SAUDADES DAQUELE PRESENTE! (clique aqui)
















Saudades do presente!
era o que sentíamos naquela época...
tudo era tão presente,tão real,tão onírico...
forte...vivo...puro...profundo...
tudo tão nosso...tudo misturado,
os bairristas e os não...
tudo no impulso...nossas raízes.
...que pela primeira vez senti saudades do presente!

Nadia Stabile - 11/09/08

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

CLIQUE E PINTE COMO POLLOCK - "Jackson Pollock by Miltos Manetas"



http://images.google.com.br/images?q=pollock&ie=UTF-8&oe=utf-8&rls=org.mozilla:pt-BR:official&client=firefox-a&um=1&sa=N&tab=wi

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